quinta-feira, 2 de setembro de 2010

O real passou a ser alvo nas apostas do mercado internacional.

O Brasil tem a maior expansão porcentual de contratos de derivativos nos últimos anos e o mercado de câmbio do país triplicou desde 2007, com o segundo maior crescimento entre todas as economias emergentes.
Um levantamento inédito levantado por esses dias mostra como o período que coincide com a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva - que tanto atacou o "cassino financeiro" nos últimos anos - foi também o momento em que o mercado de câmbio e derivativos no País mais se globalizou e expandiu, enquanto a moeda passou a ser alvo cada vez mais de apostas e contratos.
O real, segundo o maior levantamento com dados oficiais e coletados com mais de 1,3 mil agentes financeiros, é uma das duas moedas de emergentes que mais ganharam espaço no mercado mundial de divisas nos últimos três anos e já é a 20ª mais trocada e apostada por esse mercado.
Segundo o BIS (Banco de Compensações Internacionais) o mercado mundial cresceu 20% entre 2007 e 2010, com contratos fechados em cerca de US$ 4 trilhões.
Apesar da expansão, ela não ocorreu no mesmo nível do período 2004 a 2007, quando foi de 72%.
Entre as moedas de países emergentes, o real foi um dos destaques, com o segundo maior crescimento em participação no mercado internacional , atrás apenas da lira turca.
A moeda brasileira, que em 2007 representava 0,4% do mercado de divisas, passou a representar 0,7% em 2010. Há 12 anos, a taxa era de apenas 0,2%. Os dados de 2010 são os primeiros a incluir não apenas o mercado do real no Brasil, mas em todo o mundo.