quarta-feira, 29 de junho de 2011

Reajuste de salários no segundo semestre preocupa o BC

Brasília - O Banco Central enfatizou no Relatório Trimestral de Inflação divulgado hoje o impacto dos reajustes dos salários na inflação. "O Copom avalia que um risco muito importante para a dinâmica dos preços ao consumidor advém da dinâmica dos salários", afirmou. A palavra "muito" foi incorporada ao documento em relação à versão de março. O BC lembra que haverá concentração de negociações salariais importantes no segundo semestre, quando a inflação acumulada em 12 meses se encontrará em níveis próximos ao teto da meta, de 6,5%.

Na avaliação da autoridade monetária, o mercado de trabalho se mostra aquecido, a despeito de sinais bem incipientes de moderação. "O nível de emprego tem crescido de forma vigorosa e gerado as mais baixas taxas de desemprego desde o início do cálculo da série em março de 2002", afirma. O BC também destaca que o rendimento médio real, depois de crescer de forma vigorosa em 2010, mostra certa moderação, em parte explicada pela elevação das taxas de inflação nos últimos trimestres.

Para o Banco Central, "um aspecto crucial" é a possibilidade de o aquecimento no mercado de trabalho levar à concessão de aumentos reais dos salários em níveis não compatíveis com o crescimento da produtividade. Segundo o relatório, algumas evidências disponíveis mostram que aparentemente isso tem ocorrido em certos setores. "Em ambiente de demanda aquecida, esses aumentos salariais tendem a ser repassados aos preços ao consumidor", destaca. O BC afirma que a moderação salarial constitui elemento-chave para a obtenção de um ambiente macroeconômico com estabilidade de preços.

Preocupado com o impacto do aumento da renda na dinâmica da inflação, o BC discretamente indicou ter alguma preocupação com os reajustes previstos para o salário mínimo, que nos próximos anos será corrigido pela inflação mais a variação do PIB de dois anos antes de cada reajuste. "Os aumentos previstos para o salário mínimo nos próximos anos podem impactar direta e/ou indiretamente a dinâmica dos preços ao consumidor", menciona o BC, sem entrar em mais detalhes.

Para 2012, ano em que a autoridade promete entregar a inflação em 4,5%, o salário mínimo deve subir mais de 10%.

http://exame.abril.com.br/economia/noticias/reajuste-de-salarios-no-2o-semestre-preocupa-o-bc

Fonte:

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Os livros indicados por cinco líderes

Abílio Diniz: Good to Great

São Paulo - Quem acompanha as reuniões de resultado do Grupo Pão de Açúcar ou o Twitter do Abílio Diniz já deve saber qual a indicação do presidente do conselho de administração do Pão de Açúcar. O empresário leu o livro Good to Great (Empresas feitas para vencer) do Jim Collins em 2005 e, mais do que isso, aplicou idéias de Collins na empresa.

Em março de 2010, Diniz acompanhou 11 executivos em um workshop com Collins, no Colorado. Após a experiência, o Pão de Açúcar trocou de posição quatro dos nove integrantes de sua diretoria executiva. O empresário trouxe Collins para o Brasil para ele falar para 300 funcionários do Grupo. 

No livro, Collins destaca a importância de ter as pessoas certas nos cargos certos e também indica que as empresas precisam de um executivo nível 5. O desse executivo nível 5 é focar a gestão nos benefícios da empresa. 


 

Edson de Godoy Bueno: O Verdadeiro Poder

São Paulo - O fundador e presidente do Conselho da Amilpar, Edson de Godoy Bueno, indica e adota em treinamentos de sua empresa o livro "O Verdadeiro Poder" (de Vicente Falconi).

O livro usa cases e exemplos – em que autor esteve envolvido entre 1997 e 2009 – para expor pontos para uma empresas e desenvolver.

O método de estudo e desenvolvimento de grupos gerenciais registrados no livro é usado durante o Seminário Amil 2020, que é uma reunião estratégica do Grupo para promover novas práticas de gerenciamento, apresentar metas e resultados. 


 

José Sérgio Gabrielli: Fordlândia

São Paulo – A última leitura do presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, foi "Fordlândia - Ascensão e queda da cidade esquecida de Henry Ford na selva" (de Greg Grandin). O livro mostra os problemas de adaptação de empresas em ambientes distintos da origem.

Gabrielli indica o livro porque ele combina a análise de uma das principais indústrias do mundo contemporâneo (automobilística) com as dificuldades de desenvolvimento de regiões de baixo desenvolvimento no Brasil.

Uma das pensatas do livro que pode ser aplicada na Petrobras é como tratar o desenvolvimento da cadeia de fornecedores de petróleo e gás em escala necessária no Brasil, segundo o executivo.


 

Lírio Parisotto: Faça Fortuna

 
 

São Paulo - A indicação do investidor Lírio Parisotto é o livro "Faça Fortuna com ações antes que seja tarde" (de Décio Bazin). O autor do livro, que é jornalista e investidor,  mostra como atuar - e obter algum sucesso - na Bolsa de Valores.

Parisotto tem grande experiência em bolsa de valores. Dez anos depois de criar a Videolar, em 1988, ele entrou no mercado de ações, onde chegou a perder 600 milhões de reais na crise de 2008. Atualmente ele tem um escritório na sede da corretora Geração Futuro.


 

Sérgio Habib: Open

São Paulo – O último livro que o empresário que trouxe as marcas Aston Martin e Jac Motors para o Brasil, Sérgio Habib leu foi a biografia do tenista André Agassi, chamada Open.

Habib destaca o modo como Agassi divide seus adversários, em dois tipos de jogadores: termômetro e termostato. Segundo o tenista, o jogador termômetro reage as temperaturas dadas pelo adversário na partida, já o jogador termostato, imprime sua temperatura.

Habib diz usar essa divisão de Agassi para aproveitar melhor os executivos na sua empresa, uma vez que, entre os dois modelos, não há um certo e outro errado, é necessário saber quem reage melhor a que tipo de estímulo. 


 

Fonte: http://exame.abril.com.br/negocios/gestao/noticias/os-livros-indicados-por-cinco-lideres?p=1#link

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Mercado prevê inflação menor em 2011 e maior em 2012


 

São Paulo - O mercado financeiro reduziu levemente a projeção para a inflação em 2011, segundo o boletim Focus, divulgado hoje pelo Banco Central (BC). De acordo com a pesquisa, a expectativa para a inflação oficial neste ano recuou de 6,19% para 6,18%, em um patamar ainda distante do centro da meta de inflação, que é de 4,50%. A meta tem margem de tolerância de dois pontos porcentuais para cima ou para baixo.

No entanto, os analistas elevaram a projeção para a inflação em 2012, de 5,13% para 5,18%. No caso da inflação de curto prazo, o mercado reduziu de 0,08% para 0,05% a previsão para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de junho de 2011. Para a inflação de julho, a taxa prevista passou de 0,18% para 0,15%.

O mercado financeiro manteve a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2011, em 3,96%, segundo o boletim Focus. Para o ano que vem, a projeção para o crescimento da economia permaneceu em 4,10%. A estimativa para o crescimento da produção industrial em 2011 passou de 3,46% para 3,44%. Para 2012, a projeção para a expansão da indústria seguiu em 4,50%.

Juros e dólar

De acordo com a pesquisa Focus, os analistas também mantiveram a previsão para a Selic (a taxa básica de juros da economia) para o fim de 2011, em 12,50% ao ano. Atualmente, a taxa está em 12,25% ao ano. A projeção para a Selic no fim de 2012 seguiu em 12,25% ao ano.

Para o mercado de câmbio, os analistas preveem que o dólar encerre 2011 em R$ 1,60, mesmo patamar estimado na semana anterior. A projeção do câmbio médio no decorrer de 2011 seguiu em R$ 1,61. Para o fim de 2012, a previsão para o câmbio permaneceu em R$ 1,70.

Contas externas

O mercado financeiro manteve a previsão para o déficit nas contas externas em 2011. A previsão para o déficit em conta corrente neste ano está em US$ 60,00 bilhões. Para 2012, o déficit em conta corrente do balanço de pagamentos seguiu em US$ 70,00 bilhões.

Já a previsão de superávit comercial em 2011 seguiu em US$ 20,00 bilhões. Para 2012, a estimativa para o saldo da balança comercial passou de US$ 10,10 bilhões para US$ 10,08 bilhões. Analistas elevaram a estimativa de ingresso de Investimento Estrangeiro Direto (IED) em 2011, de US$ 50,00 bilhões para US$ 51,30 bilhões. Para 2012, a previsão avançou de US$ 45,00 bilhões para US$ 46,00 bilhões.


 

Fonte: http://exame.abril.com.br/economia/noticias/mercado-preve-inflacao-menor-em-2011-e-maior-em-2012

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Ata do Copom sinaliza mais aumento de juros; saiba quais os melhores investimentos


 

SÃO PAULO – O Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central divulgou nesta quinta-feira a ata da última reunião, quando os diretores decidiram por aumentar a Selic (taxa básica de juro) em 0,25 ponto percentual (p.p.), para 12,25% ao ano.

Na ata, o comitê aponta para um processo de ajuste "gradual" da política monetária brasileira, deixando aberto o caminho para novas elevações do juro básico ao longo deste ano. Ao mesmo tempo, a ata sinaliza que houve alguma melhora na inflação.

Neste cenário, os especialistas em investimentos continuam a apontar a renda fixa como a melhor opção no momento. "Este é mais um sinal de que o horizonte continua mais favorável para a renda fixa do que para a renda variável", ressalta o professor de economia da PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo), Fábio Gallo.

De acordo com ele, o brasileiro deve aproveitar a alta taxa de juros a seu favor, por meio dos investimentos. "Esta taxa de juros alta continua, disparada, a maior taxa de juro real do mundo", afirma.

Segundo o professor, os fundos DI e os títulos do Tesouro Direto são os melhores investimentos para aproveitar a alta dos juros. "Tanto os títulos prefixados quanto os pós-fixados estão com rendimentos bastante atrativos, acima de 12% ao ano", afirma Gallo.

Pós- fixados atrelados à Selic
Para o Gerente de Gestão de Investimentos da consultoria Lecca, Georges Gerbauld Catalão, neste cenário, a melhor opção de investimento são os fundos ou títulos de renda fixa pós-fixados atrelados à Selic.

"Com esta perspectiva de alta, ainda é o momento de investir em títulos que acompanhem o avanço das taxas de juros", acredita o profissional.

Segundo ele, o CDB pós-fixado também é uma opção interessante, já que é atrelado ao CDI (Certificado de Depósito Interbancário) e tem garantido um rendimento líquido acima de 10% ao ano.

Entretanto, os especialistas ressaltam que é importante negociar uma taxa de ao menos 98% do CDI com o banco, para que o investimento valha a pena.

Prefixados
O executivo ressalta que ainda é um pouco arriscado investir em títulos prefixados, devido às incertezas quanto ao término do aperto monetário. "O consenso do mercado é que haja mais uma elevação da Selic de 0,25 p.p.. Mas se, por algum motivo, o BC resolver continuar subindo os juros, quem comprou títulos prefixados agora não vai se dar bem", afirma.

Segundo ele, neste caso, o melhor é aguardar mais um pouco as próximas definições do Copom, para optar por este tipo de título. "Neste momento, acho que o ideal mesmo é optar pelos pós-fixados ligados à Selic", enfatiza.

Pós-fixados atrelados à inflação
No caso dos títulos pós-fixados atrelados ao IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), ele ressalta que a própria ata do Copom mostrou um cenário um pouco mais favorável para os preços.

"Os títulos baseados na inflação foram um excelente investimento no final do ano passado e no primeiro trimestre deste ano. Com uma perspectiva um pouco melhor para a inflação, este tipo de investimento não vai ter a mesma rentabilidade que apresentou nos primeiros meses do ano", diz.

Fundos de investimento
O professor da PUC também lembra que o investidor pode optar por fundos de renda fixa, lembrando sempre que as taxas de administração são mais caras do que quando se opera via Tesouro Direto.

"Quando você quer comer, mas não tem tempo ou não sabe cozinhar, a solução é procurar alguém que cozinhe para você. Você paga por isso, mas é a melhor maneira de aproveitar aquela oportunidade", compara Gallo.

Bolsa de Valores
De acordo com o gerente da Lecca, o investimento em renda variável ainda exige um pouco mais de cautela, devido, principalmente, ao cenário externo.

"O grande empecilho da bolsa no início do ano era o cenário interno. Agora, tivemos uma melhora da situação econômica nacional, com o arrefecimento da inflação, mas o cenário externo piorou, com muitas dúvidas sobre a situação fiscal dos países periféricos europeus, especialmente a Grécia, além de dados ruins da economia norteamericana", afirma Catalão.

De acordo com ele, diante disso, a bolsa pode ser uma boa opção para aqueles que pretendem operar no longo prazo, em um horizonte de no mínimo doze meses. "Existem ações de empresas que estão baratas e há uma perspectiva de valorização no longo prazo", aponta o profissional.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Os países que oferecem mais qualidade de vida

OCDE avalia a qualidade de vida nos países

São Paulo – Há muito tempo a busca por qualidade de vida entrou na lista de prioridades de pessoas, empresas, cidades, e países. Este conceito, aliás, vem sendo aprimorado nos últimos anos. Não se trata apenas de ter uma alimentação saudável, fazer uma pausa no trabalho para a ginástica laboral, ou contar com um parque por perto para uma caminhada no fim do dia.

A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) elaborou um ranking no qual avalia a qualidade de vida dos habitantes de 34 países do mundo. O estudo analisa uma série de critérios que interferem na satisfação dos cidadãos com seu estilo de vida. Para compor o ranking, a entidade entrevistou pessoas de todas as nações-membros, perguntando a opinião delas sobre saúde, educação, renda, mercado de trabalho, e outras categorias, em seu próprio país.

O resultado mostra que, na equação da qualidade de vida, entram parcelas objetivas, como a renda. Para habitantes de países como a Austrália, os Estados Unidos e Luxemburgo, que estão entre os mais ricos da OCDE, o dinheiro não traz felicidade, mas manda fazer sob medida. Os habitantes destes países destacam a elevada renda média da população como fator importante para satisfação pessoal.

Entretanto, o estudo mostra que outras componentes mais subjetivas também são consideradas. Canadenses e Dinamarqueses, por exemplo, destacam que boa parte de sua satisfação com a vida em seus países de origem tem a ver com a confiança que eles podem depositar nas outras pessoas.

O Brasil não entrou no estudo, já que não é um membro da OCDE. Veja nas fotos ao lado quais são os países que oferecem mais qualidade de vida

Renda e educação são destaques na Austrália

Segundo o estudo da OCDE, a renda média das famílias da Austrália está entre as mais elevadas do mundo – 27 mil dólares por ano. É a condição necessária para que o padrão de vida da população australiana esteja entre os melhores dentre os países do ranking da OCDE.

O país tem um dos sistemas educacionais mais elevados. Mais de 70% dos australianos tem, no mínimo, o diploma de ensino médio. O resultado da boa educação é que cerca de 72% da população tem um emprego estável. Um detalhe: na Austrália, 71% das mães voltam a trabalhar depois que os filhos começam a frequentar uma escola, e conseguem equilibrar a vida em família e a carreira.

O sistema de saúde bem desenvolvido e o baixo nível de poluição atmosférica contribuem para que a expectativa de vida no país seja uma das maiores da OCDE: 81,5 anos, dois a mais do que a média dos países pesquisados.

Para suecos, qualidade de vida é ter tempo sobrando

Um dos indicadores de qualidade de vida na Suécia vai deixar muita gente com inveja. Cerca de 65% da população diz que dedica mais de 15 horas de seu dia para cuidados pessoais (e aí estão incluídos dormir e comer) e lazer.

Além disso, eles têm uma das maiores rendas médias do mundo (25,6 mil dólares por ano para cada habitante). E contam com um sistema de saúde eficiente também. O governo investe 9,4% do Produto Interno Bruto (PIB) do país no setor. Estes fatores contribuem para que a longevidade no país seja maior que a média: 81,2 anos é a expectativa de vida na Suécia.

Existem ainda outros detalhes que ajudam a entender a razão do país ser o terceiro melhor em qualidade de vida no ranking da OCDE. A segurança é um deles. Mais de 95% da população diz que, em 2010, não se envolveu em nenhum episódio de furto, roubo, ou outro tipo de violência. 

Nova Zelândia tem nível de emprego elevado

A Nova Zelândia ocupa o quarto lugar do ranking de países com maior qualidade de vida segundo estudo da OCDE. O país tem um dos maiores níveis de emprego do mundo (72%), o que garante à população uma fonte de renda, inclusão social e desenvolvimento pessoal.

A escolaridade no país também é elevada: 72% dos australianos têm, pelo menos, o ensino médio completo. Em média, a população trabalha cerca de 1720 horas por ano, abaixo da média da OCDE (1739 horas). Cerca de 65% das pessoas dizem que conseguem dedicar 15 horas do dia para cuidados pessoais e lazer.

Mais de 75% da população diz que está satisfeito com a própria vida. Os restantes afirmam, em sua maioria, que as condições devem melhorar dentro de, no máximo, cinco anos.

Noruega também se destaca pelo mercado de trabalho

Nada melhor do que ter um bom emprego e ser bem pago para se fazer o que gosta. Na Noruega, o mercado de trabalho é atrativo e oferece estabilidade. Isto é citado pela maioria da população como peça fundamental para garantir a qualidade de vida no país.

Mais de 75% dos noruegueses entre 15 e 64 anos tem um emprego fixo e remunerado. Os participantes da pesquisa da OCDE dizem que ter trabalho e renda ajuda a elevar a autoestima e a inclusão social.

Quase 85% dos habitantes da Noruega dizem que estão muito satisfeitos com suas condições de vida. Mais de 75% deles dizem que têm várias experiências positivas em um dia comum. Com bons empregos e bons salários, não fica difícil acreditar que seja verdade.

Dinamarqueses estão satisfeitos com a vida

Apenas 10% dos dinamarqueses afirmam que não estão satisfeitos com a qualidade de vida no país. Afinal, o que garante um índice de aprovação tão elevado? É provavelmente algo que apenas os próprios habitantes do país podem explicar. Praticamente 100% dos participantes da pesquisa da OCDE disseram que conhecem pessoas, sem serem as da própria família, em quem podem confiar em momentos de necessidade.

Além destes laços sociais, a visão que os próprios habitantes têm da Dinamarca é a de um país estável, em cujo governo se pode confiar. Três quartos dos participantes da pesquisa dizem confiar nas instituições políticas. A cada eleição, cerca de 87% dos eleitores registrados vão às urnas – uma média muito maior do que a da OCDE (72%).

Estados Unidos têm a segunda maior renda média

Os norte-americanos têm a segunda maior renda média anual do ranking da OCDE (38 mil dólares), perdendo apenas para os habitantes de Luxemburgo (44 mil dólares). O país conta ainda com um dos melhores sistemas educacionais do mundo. A lista de universidades conhecidas mundialmente pela excelência em produção científica é extensa e traz nomes como, como Harvard e MIT.

Mas os Estados Unidos têm alguns pontos contra si. Além da fraqueza de sua economia, que contaminou o mercado de trabalho e setores importantes da economia como a construção civil, outros problemas ameaçam a qualidade de vida dos americanos.

A confiança da população no governo começa a diminuir, a um ano das próximas eleições presidenciais. Além disso, questões como a da segurança pública incomodam os habitantes. Em 2010, a média de homicídios foi de 5,2, acima da média da OCDE.

Vida longa aos suíços

A qualidade de vida dos suíços pode ser percebida na longevidade da população. Em média, os suíços vivem 82,2 anos, três a mais do que a média da OCDE. O país só perde em expectativa de vida para o Japão (82,7 anos).

Uma das razões desta realidade é o investimento pesado que o governo faz no setor de saúde – algo em torno de 11% do PIB do país. As constantes campanhas contra inimigos mundiais da vida saudável ajudaram a diminuir de 28,2% para 20% a quantidade de fumantes na Suíça entre 1992 e 2007.

Finlândia: a melhor educação da OCDE

O sistema educacional da Finlândia recebeu as melhores avaliações no ranking da OCDE. No país, 81% dos adultos entre 25 e 64 anos têm, no mínimo, o equivalente ao ensino médio.

Todos os países do estudo foram submetidos a um programa internacional de avaliação da OCDE que mede a qualidade do sistema de ensino em cada nação. Em 2009, o teste aplicado verificou as habilidades de leitura dos estudantes. Os finlandeses ficaram com a melhor nota do ranking – 536, de 600 pontos possíveis.

Segundo o estudo, não foi simples chegar a este patamar. O governo finlandês investiu durante anos para capacitar os professores do país, o que refletiu diretamente na qualidade do ensino nas escolas. Atualmente, estes trabalhadores gozam de um status na sociedade que poucas profissões conseguem igualar.

Holandeses conciliam carreira e família

Na Holanda, a média de horas trabalhadas por dia é a menor dentre todos os países do ranking da OCDE. Portanto, sobra tempo para investir em outras atividades. Os holandeses dizem que, em média, gastam 70% do dia ocupados com outras coisas que não o trabalho.

A população do país é uma das que melhor consegue administrar carreira e família. Cerca de 75% das mães voltam a trabalhar depois que seu filho atinge a idade escolar. Além disso, a taxa de natalidade na Holanda está entre as maiores da OCDE. 


 

Fonte: http://exame.abril.com.br/economia/mundo/noticias/os-paises-que-oferecem-mais-qualidade-de-vida?p=8#link

sexta-feira, 10 de junho de 2011

6 impactos do aumento da Selic na economia real

Aumento da Selic afeta pouco o crédito ao consumidor

São Paulo - O aumento da taxa de juros promovido pelo Banco Central nesta quarta-feira (8) mexe no crédito ao consumidor, embora os efeitos sejam pequenos. Segundo cálculos da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), a maior alteração deve ocorrer nos juros do financiamento de automóveis (CDC dos bancos), que ficarão 0,83% mais caros.

Esta pequena diferença se deve ao fato de existir um descolamento grande entre a Selic e as taxas cobradas ao consumidor. Estas últimas, em média, chegam a 121,96% ao ano provocando uma variação de mais de 900,00% entre as duas pontas.

Os efeitos práticos do aumento da taxa básica de juros podem ser observados, por exemplo, em operações do cotidiano como crediários de lojas, ou o crédito rotativo dos cartões. Veja nas fotos ao lado como o ajuste da Selic afeta o crédito que você toma.

Juros do comércio – crediário de loja

São Paulo - Enquanto a taxa Selic era de 12% ao ano, os juros do crediário chegavam a 5,73% ao mês. Com a taxa básica a12,25% ao ano, os novos juros do crediário passam a ser de 5,75%. O efeito deste aumento pode ser observado, por exemplo, na compra de uma geladeira de 1,5 mil reais, parcelada em 12 vezes.

Na antiga taxa de juros, as prestações seriam de 176,28 reais mensais, totalizando o valor de 2,115,36 reais. Na taxa atual, as parcelas do eletrodoméstico passam a ser de 176,47 reais. No fim, o valor da geladeira vai para 2.117,64 reais. No total, o comprador paga 2,28 reais mais caro pelo produto graças ao aumento da Selic.

Cheque especial

São Paulo - Quem tem o hábito de usar o limite do cheque especial já paga caro por isto, mas, com o aumento da Selic, os juros ficarão um pouco maiores. Pela utilização de mil reais do limite, durante 20 dias, o tomador pagava um juro de 8,12% ao mês. Isto significa que, no período considerado, ele pagaria 54,13 reais de encargos sobre o crédito que tomou. Na nova taxa, de 8,14%, o valor pago passa a ser de 54,27 reais.

Cartão de crédito

São Paulo - Cair no rotativo do cartão de crédito é sempre perigoso, mas com a alta da Selic, a situação fica um pouco pior. Considere, por exemplo, a utilização do rotativo de mil reais por 30 dias. Antes do aumento da Selic, a taxa de juros era de 10,69% ao mês, o que totalizava 106,90 reais pagos em juros. Com a nova Selic, a taxa do cartão de crédito passa a ser de 10,71%, e os juros pagos por utilizar mil reais do rotativo durante 30 dias chegam a 107,10 reais.

Empréstimo pessoal nos bancos

São Paulo - Antes do aumento da Selic, quem tomasse o empréstimo de mil reais por um ano em um banco pagaria 4,75% de juros ao mês, ou seja, 111,24 reais de juros. No final de 12 meses, o total a ser pago ao banco seria de 1.334 reais. Com a nova taxa básica de juros, o encargo sobre este mesmo empréstimo passa a ser de 4,77% ao mês. No fim de um ano, o valor a ser pago sobe para 1.336 reais. 

CDC dos bancos - compra de um veículo

São Paulo - Considerando a compra de um veículo no valor de 25 mil reais em 60 prestações, a taxa de juros antes do aumento da Selic era de 2,24% ao mês. As parcelas eram de aproximadamente 794 reais, e o valor final do carro, de 47.649,60 reais. Com a nova Selic, os juros passam a ser de 2,44% ao mês. O valor das parcelas sobe para 797,81 reais e o valor final do carro, de 47.868,60 reais.

Empréstimo pessoal em financeiras

São Paulo - Quem tomava um empréstimo de, por exemplo, 500 reais em uma financeira antes do aumento da Selic, pagava uma taxa de juro de 9,48% ao mês. Depois de 12 meses, o valor a ser restituído para a financeira era de 858,24 reais. Com a nova taxa, os juros sobem para 9,50% ao mês, e o valor final, para 859,08 reais. 


 

Fonte: http://exame.abril.com.br/economia/noticias/6-impactos-que-a-alta-da-selic-tem-no-seu-dia-a-dia?p=7#link

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Empresários x mercado: 7 motivos para o BC elevar ou não os juros

São Paulo – As reuniões do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central são fechadas e pouco se sabe sobre os debates entre os diretores. De vez em quando vazam informações sobre algum bate-boca mais acalorado e nem sempre a decisão final dos juros é unânime. O quarto encontro sob o comando de Alexandre Tombini começa nesta terça (7) e termina no dia seguinte (8).

Do lado de fora dos gabinetes de Brasília, o tema também costuma pegar fogo e acaba invariavelmente colocando empresários e analistas do mercado em lados opostos. Com base em relatórios, declarações, debates, entrevistas e artigos, EXAME.com selecionou os principais pontos que são utilizados por eles.

O objetivo da matéria é reunir o senso comum a partir do que já foi externado por esses grupos. Pode haver, evidentemente, exceções nos dois lados que não se sintam representadas por essas ideias.

Se olharmos as reuniões do Copom desde a criação do sistema de metas de inflação, em 1999, a maioria das decisões do Banco Central foi ao encontro das opiniões do mercado financeiro, o que sempre gera protestos dos empresários.

De uma forma geral e levando-se em conta que cada um defende o seu interesse, os argumentos são coerentes e têm lógica econômica. Não existe certo ou errado. É ler, refletir e formar a sua própria opinião.

1 - Inflação em queda

O que dizem os empresários: Os últimos resultados mensais mostram uma tendência de queda da inflação e o próprio Banco Central espera índices perto de zero nos próximos meses. Não há motivos para elevar os juros com os preços em queda. Se a meta é esfriar o crédito, as medidas macroprudenciais são as mais indicadas.

O que dizem os analistas do mercado: Embora a inflação esteja em queda, o acumulado em 12 meses permanecerá acima da meta de 6,5% nos próximos meses. O problema maior, no entanto, é a dificuldade que o Banco Central encontra em trazer as expectativas inflacionárias de 2012 para o centro da meta de 4,5%. É fato que as medidas macroprudenciais estão gerando um efeito contracionista sobre o crédito, mas a melhor forma de atingir esse objetivo (controlar as expectativas) é a elevação dos juros.

2 - Política fiscal - O que dizem os empresários: Nos quatro primeiros meses do ano, União, estados, municípios e estatais economizaram R$ 57,3 bilhões, o equivalente a 49% da meta prevista para o ano. Não há, portanto, descontrole nos gastos que atrapalhem a inflação e justifiquem uma alta dos juros.

O que dizem os analistas do mercado: É verdade que a política fiscal tem apresentado bom comportamento, mas as dúvidas estão lá na frente, em 2012. Irá o governo manter a austeridade ou soltar os gastos? Além disso, a crise Palocci pode provocar a liberação de emendas de parlamentares que até então estavam contingenciadas, piorando o resultado fiscal já no segundo semestre. Vale lembrar que o resultado primário está sendo obtido por meio de aumento na arrecadação e queda nos investimentos, ou seja, os gastos correntes ainda seguem elevados, o que justifica o aperto monetário.

3 - Economia em desaceleração

O que dizem os empresários: A economia brasileira já está em processo de desaceleração e uma nova elevação dos juros pode significar um freio exagerado. O PIB do 1º trimestre mostrou moderação do consumo e o setor industrial, segundo dados do IBGE referentes ao mês de abril, entrou em processo de retração.

O que dizem os analistas de mercado: Embora a economia e o crédito apresentem sinais de desaceleração, o mercado de trabalho ainda segue muito aquecido. Um aperto monetário maior pelo Banco Central tende a trazer a atividade econômica para níveis mais compatíveis com a capacidade de o Brasil crescer sem gerar inflação. Não fazer isso agora é correr o risco de descontrole dos preços lá na frente.

4 - Crise internacional

O que dizem os empresários: O cenário internacional é muito nebuloso e não há garantias de que o mundo desenvolvido, principalmente os Estados Unidos e a Europa, apresentará números positivos nos próximos meses. A possibilidade de um duplo mergulho na crise ainda existe. Além disso, a China também está reduzindo seu ritmo de expansão. Nesse contexto, desacelerar demais a economia brasileira é um risco enorme e desnecessário.

O que dizem os analistas do mercado: Embora o cenário externo esteja repleto de incertezas, a hipótese de duplo mergulho na crise não é a mais provável. O Banco Central não pode ficar esperando uma eventual recessão mundial para decidir se aperta ou não as condições de crédito. O risco de não elevar os juros agora é descobrir mais tarde que a dose do remédio contra a inflação terá de ser muito maior por causa da demora inicial.

5 - Investimento privado - O que dizem os empresários: A alta dos juros encarece o crédito e esfria os ânimos do setor produtivo, que para de investir. Esse fenômeno já pode ser constatado no índice de confiança dos empresários da Fundação Getúlio Vargas e nos números da indústria de abril divulgados pelo IBGE. Os recursos internacionais e do BNDES, embora baratos, não estão ao alcance das pequenas e médias empresas. Interromper agora os investimentos significa impedir que a economia brasileira cresça sem pressões inflacionárias no futuro.

O que dizem os analistas do mercado: Os investimentos privados, embora muito bem vindos, significam aumento da demanda no curto prazo. Em outras palavras, antes de virar capacidade maior de produção, os investimentos pressionam a inflação. Além disso, o fato de o Banco Central elevar os juros não deveria necessariamente levar a um esfriamento dos investimentos, pois as empresas podem captar recursos no exterior ou via BNDES com taxas subsidiadas.

6 - Câmbio valorizado

O que dizem os empresários: Elevar os juros significa valorizar ainda mais a taxa de câmbio, que tira a competitividade dos produtos brasileiros no exterior. Os investidores tendem a trazer seus recursos para lucrar com os juros pagos aqui e ainda ganham com a valorização do real. O resultado final pode ser uma piora no resultado da balança comercial, que fica muito dependente das commodities.

O que dizem os analistas do mercado: Um aumento de 0,25 ponto percentual não fará tanta diferença no fluxo de dólares em direção ao Brasil. Existe muita liquidez no mundo e o Brasil é o caminho natural não apenas por causa dos juros, mas também devido ao seu potencial econômico. Se o problema cambial fosse apenas causado por especuladores, a elevação de IOF já teria resolvido a questão. Além disso, o Banco Central pode, se quiser, continuar defendendo o piso de R$ 1,60 por dólar por meio de leilão de compras. Quanto à balança comercial, existe uma tendência natural de que os preços das commodities subam na mesma proporção em que o dólar perca valor no mundo, o que garante o resultado comercial positivo do Brasil.

7 - Gastos com os juros da dívida e a ampliação das reservas

O que dizem os empresários: Não faz sentido o Brasil gastar R$ 214 bilhões ao ano com juros da dívida (dado dos últimos 12 meses). Quanto maior a taxa de juros, mais os cofres públicos sangram. Além disso, o Banco Central fica empilhando dólares em suas reservas a um custo altíssimo, que é a diferença entre a Selic (12% ao ano) paga no Brasil e a remuneração (perto de 0%) dessas reservas no exterior. Quantos investimentos em infraestrutura e em programas sociais não poderiam ser feitos com esses recursos?

O que dizem os analistas do mercado: Ninguém é a favor de gastos excessivos com juros da dívida, porém essa situação existe porque o governo é grande demais, tem gastos desnecessários e precisa pagar juros altos para conseguir financiar suas contas. A solução para o problema é uma reforma administrativa e não impedir o Banco Central de elevar os juros. Quanto às reservas, o custo para mantê-las é realmente elevado, mas a blindagem contra crises (vide a recente crise internacional) compensa esse valor gasto

segunda-feira, 6 de junho de 2011

15 franquias inéditas na ABF Franchising Expo

Oportunidades de negócios

São Paulo - Acontece entre os dias 8 e 11 de junho a 20ª edição da feira de franquias realizada pela Associação Brasileira de Franchising. O evento é o segundo maior da sua categoria no mundo, atrás apenas da Franchise Expo Paris, que acontece na França.

A organização do evento espera receber 45 mil visitantes, que devem circular pelos 30 mil metros quadrados do Pavilhão Vermelho do centro de exposições Expo Center Norte, na capital paulista.

Neste ano, a feira espera movimentar 130 milhões de reais durante os quatro dias em que mais de 400 expositores devem apresentar suas marcas ao público interessado em ter o próprio negócio. Entre eles, 60 marcas são inéditas na feira. Confira quinze franquias que apresentam suas oportunidades de negócios pela primeira vez na ABF Franchising Expo.


 

Cantão – Rede de grifes

Casa das Calcinhas – Rede de vestuário feminino íntimo

Click Sushi

Deny Sports – Rede de artigos esportivos

Dr. Resolve – Rede de prestadora de serviços gerais

Escola de Vôlei Bernardinho – Rede de escola de vôlei

Formula Academia

Imprima Fácil

Influx – Rede de escola de inglês

Mr. Beer

OdontoCompany – Rede que oferece planos odontológicos

Praquemarido – Rede de prestadora de serviços gerais

Seguralta – Rede que opera como corretora de seguros

Tostare Café

Yoguland – Rede de frozen yogurt


 


 


 


 

sexta-feira, 3 de junho de 2011

10 dicas para aproveitar a ABF Franchising Expo

São Paulo – A partir do dia 8, quarta-feira, o pavilhão Vermelho no Expo Center Norte, na capital paulista, vai abrigar a 20ª edição da ABF Franchising Expo, feira promovida pela Associação Brasileira de Franchising.

Segundo maior evento do tipo no mundo, a feira vai ocupar quase 30 mil metros quadrados, com 420 expositores e 45 mil visitantes durante quatro dias. Se perder no meio de tanta gente não é nada difícil, por isso, o consultor e especialista em franquias Marcus Rizzo, da Rizzo Franchise, dá dicas para ter um melhor aproveitamento durante a visita.

Decida quais negócios você gosta mais
Quando você vai para o evento com foco naquilo que quer, as coisas ficam mais fáceis e é possível aproveitar melhor o tempo da visita. Por isso, uma boa franquia é sempre aquela que está dentro de um setor ou ramo de atividade com o qual você se identifica. "Se você é apaixonado por carros, por exemplo, pode facilmente ser atraído por franquias como oficinas mecânicas, postos de combustíveis, locadoras ou concessionárias de automóveis", sugere Rizzo.

Preparese para ir a um evento de negócios
Para muitos, visitar feiras desse tipo pode parecer um passeio, mas se a intenção é mesmo encontrar uma franquia para investir, Rizzo ensina que é importante estar preparado para fazer negócios. "Deixe o traje esportivo de lado e vista
se para uma ocasião de negócios, ainda que de forma casual. Deixe as crianças em casa e não se esqueça de levar cartões de visita e uma pasta para coletar informações das franquias de seu interesse", explica.

Aproveite os primeiros dias da feira
Neste ano, a ABF Franchising Expo acontece entre 8 e 11 de junho, das 13 às 21 horas e das 12 às 18 horas no sábado. "Sexta
feira e sábado são os dias mais concorridos e todos estão muito cansados. É no início que as pessoas estão mais animadas para um melhor atendimento", diz o consultor.

Leve um mapa do evento
Em um centro de exposições com 30 mil metros quadrados, é bem provável que as pessoas circulem sempre pelos mesmos espaços e percam oportunidades. Por isso, avalie com calma a localização dos estandes. "Quando chegar ao local, logo após efetuar a inscrição, tire alguns minutos para analisar o folheto do evento. Tome um café com calma e faça uma primeira avaliação das empresas que estão presentes, localizando‐as previamente no mapa. Selecione, então, aquelas que mais se identificam com o seu interesse", ensina Rizzo.

Trace uma estratégia
Já com os locais de interesses marcados no mapa e sabendo o que te interessa conhecer melhor, a próxima dica é percorrer a feira com método. "Priorize a visita aos estandes dos negócios que você tem interesse e não subestime o tempo necessário para cada parada", diz. O ideal é que cada visita não ultrapasse 15 minutos. Nesta etapa, procure descartar imediatamente as franquias que não lhe interessam.

Avalie as redes de franquias
Para saber quais redes vão merecer sua atenção, saiba quais as perguntas certas fazer para avaliar as franquias. "Comece fazendo três perguntas: que tipo de financiamento é oferecido para adquirir a franquia, qual é a experiência exigida para o negócio e se há interesse em colocar uma unidade na sua cidade", sugere o consultor.

Faça perguntas objetivas
Já deixando de fora as marcas que não interessam, peça mais detalhes para gerar uma conversa sobre o negócio. Descubra qual o conceito e o sistema de operação, qual o plano de crescimento, o programa de treinamento, se a rede opera unidades próprias e como é o suporte ao franqueado. "Tente obter informações que você não encontrará nos materiais de venda de franquias", diz.

Cuidado com a isenção de taxas
Muitas redes aproveitam a feira para atrair novos franqueados com promoções e isenção de taxas. O que parece ser muito bom pode, na verdade, se revelar um problema. "No franchising são as taxas que remuneram todo o treinamento e suporte que o franqueador oferece. Logo, será que o suporte não será igual à taxa, ou seja, zero?", alerta o especialista.

Faça perguntas financeiras para os franqueados
O que quase todo mundo quer saber quando investe em uma franquia é quanto dinheiro é necessário para instalar a operação. "Esta é sempre uma questão muito difícil de ser respondida pelo franqueador, pois depende de uma série de variáveis específicas, como performance de negócios já em operação, ponto comercial e do próprio mercado de atuação", diz Rizzo. A dica é deixar para falar sobre isso com franqueados da rede para saber, na prática, tudo o que foi necessário para começar a operar a franquia.

Cuidado com armadilhas e perigos
Três pontos são essenciais para não cair em uma armadilha. O primeiro deles é ter atenção com estandes que reúnem várias franquias e que são organizados por corretores. "Os corretores são movidos pela comissão de venda da franquia, nunca pela relação de continuidade dela por longo tempo", explica.

Outra dica é não mergulhar precipitadamente no negócio. "Não assine nada, nem se comprometa com nenhum dos negócios, mesmo que você esteja totalmente apaixonado", diz. Além disso, muita calma antes de se entusiasmar com as redes internacionais. "Certamente, você é quem acabará como o "rato de laboratório", experimentando os novos conceitos no Brasil", alerta Rizzo.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

"Saia da festa antes da bolha brasileira explodir", diz artigo do FT

São Paulo – É melhor abandonar as apostas na economia brasileira enquanto não é tarde demais. A recomendação bastante clara e um tanto amedrontadora é de articulista do Financial Times em artigo na edição desta quarta-feira (1). O texto publicado na seção Opinião do jornal britânico afirma que não haveria duvidas de que a economia nacional está superaquecida e caminha rumo à bolha.

Assinado por Moisés Naim, ex-editor-chefe da revista Foreign Policy e hoje associado da Carnegie Endowment for International Peace, o artigo tenta provar que a mistura de moeda forte, consumo e crédito fortalecidos, pleno emprego e euforia dos investidores estrangeiros é uma bomba-relógio.

"A demanda crescente torna tudo mais caro. De fato, enquanto o Brasil continua a ser um país muito pobre, é atualmente um dos mais caros do mundo", diz Naim. O articulista cita como exemplos preocupantes os preços de imóveis do Rio de Janeiro e São Paulo, que teriam dobrado desde 2008, os aluguéis de escritórios no Rio de Janeiro mais caros que Nova York, e a inflação acelerada, que já entrou na mira da preocupação governamental. "Tudo isso junto aparenta não apenas um superaquecimento, mas o preocupante começo de uma bolha", resume Naim. 

O articulista acredita que a presidente Dilma Rousseff deva "tomar medidas hoje para desaquecer a economia, mesmo que isso envolva decisões impopulares". Caso ela não aja agora, diz o autor, "os mercados financeiros irão, no momento apropriado, impor as correções necessárias de um modo mais brutal".

A crise que aguarda na esquina já foi vista antes, diz Naim, em situações como as do México, da Rússia e das economias asiáticas em rápido crescimento. Por fim, o artigo encerra tão enfático e incisivo quanto começou: "Exuberância e complacência são os dois inimigos ameaçando o atual sucesso do Brasil".

quarta-feira, 1 de junho de 2011

8 economistas e uma convicção: PIB crescerá bem menos que o previsto

São Paulo – Ainda que o governo Dilma tente vender a imagem de que o combate à inflação não vai atrapalhar o desempenho da economia brasileira neste ano, todos os analistas consultados revisaram as suas estimativas para baixo.

Foram ouvidos apenas economistas renomados – exatamente os mesmos que participaram da reportagem sobre previsões para 2011 publicada em dezembro do ano passado. De lá para cá, as projeções para o Produto Interno Bruto (PIB) encolheram assim como as estimativas para a inflação cresceram.

Não é exatamente o tipo de notícia que as empresas gostariam de receber, mas, se o governo tratar com seriedade o combate à inflação – dando autonomia para o Banco Central agir e apertando os cintos dos gastos públicos –, 2011 pode ficar marcado como o ano de ajustes que asfaltaram o crescimento sustentado no restante do mandato de Dilma Rousseff.

Na média, os oito economistas preveem crescimento de 3,9% para o PIB neste ano (ante estimativa média de 4,6% em dezembro). O número é pouco mais que a metade da alta registrada no ano passado (7,5%) e inferior ao chamado PIB potencial (em torno de 4,5%). Para a inflação, a projeção média é de 6,4% (ante estimativa média de 5,4% em dezembro), índice muito próximo do teto da meta (6,5%).

Todos os especialistas elevaram suas estimativas para a balança comercial e projetaram Selic acima de 12% ao ano. Quando o assunto é a cotação do dólar no final de 2011, no entanto, há divergências nas previsões, que variam de R$ 1,55 a R$ 1,90. 

Fonte: http://exame.abril.com.br/economia/noticias/8-economistas-e-uma-conviccao-pib-crescera-bem-menos-que-o-previsto