terça-feira, 31 de maio de 2011

Brasileiros completam hoje R$ 600 bi em impostos pagos

Perto do meio-dia desta terça-feira (31), os brasileiros terão pago R$ 600 bilhões em impostos federais, estaduais e municipais, segundo cálculo do "Impostômetro" da ACSP (Associação Comercial de São Paulo).

Considerando os 190,7 milhões de brasileiros que vivem no país, segundo o Censo 2010, cada um já terá pago, em média, mais de R$ 3.100.

"A previsão é que até o fim do ano o valor seja de aproximadamente R$ 7.500", afirma o presidente Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT), João Eloi Olenike.

Em 2010, a marca de R$ 600 bilhões foi atingida 24 dias mais tarde (24 de junho). No ano anterior, foi alcançada no dia 28 de julho e, em 2008, em 29 de julho.

Sobre o Impostômetro

Inaugurado em 20 de abril de 2005, o Impostômetro foi desenvolvido pelo IBPT em parceria com a ACSP, onde está instalado (no centro de São Paulo).

Pela internet, qualquer cidadão pode acompanhar o total de impostos pagos pelos brasileiros aos governos federal, estadual e municipal. Também é possível consultar por por Estados, municípios e capitais.

O sistema informa ainda o total de impostos pagos desde janeiro do ano 2000 e faz estimativas de quanto será pago até a data indicada pelo usuário.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Analistas reduzem expectativa de inflação pela 4ª semana seguida


 

Os economistas do mercado financeiro deram um novo alívio nas projeções para a inflação oficial neste ano, reduzindo-as de 6,27% para 6,23%. O índice, no entanto, ainda está perto do teto da meta (6,50%).

A notícia é ótima para o Banco Central que também luta contra a matemática. A instituição já adotou medidas macroprudenciais no último trimestre do ano passado e promoveu três altas na taxa básica de juros no governo Dilma.

O IPCA de abril estourou o teto da meta no acumulado em 12 meses e os diretores do BC calculam que esse patamar será mantido até agosto. A prévia da inflação oficial de maio confirmou esse tendência.

O boletim Focus do Banco Central, que colhe semanalmente as previsões de analistas de cerca de 100 instituições financeiras, manteve o crescimento do PIB em 4,00%, assim como a taxa básica de juros (12,50%) e a expansão da produção industrial (3,73%).

As previsões para a cotação do dólar no fim de 2011 foram reduzidas de R$ 1,62 para R$ 1,61, enquanto as projeções para o superávit da balança comercial permaneceram em US$ 20,00 bilhões, próximo aos US$ 20,2 bilhões registrados em 2010.

Bola de cristal para 2012

O boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (30) também traz previsões para a economia brasileira no ano que vem. As projeções para o IPCA foram mantidas em 5,10% - acima do centro da meta de inflação (4,50%).

Os juros básicos permaneceram em 12,25% e a expansão do PIB de 2012 foi de 4,10% para 4,20%.

A estimativa para a cotação do dólar ficou em R$ 1,70 enquanto a balança comercial deve registrar superávit de US$ 10 bilhões.

Veja as previsões do boletim Focus desta semana

Fonte: Banco Central

Previsões - Mediana

2011

2012

IPCA

6,23%

5,10%

IGP-DI

6,84%

5,00%

IGP-M

6,80%

5,00%

IPC-Fipe

5,92%

4,79%

Câmbio - fim de período (R$/US$)

1,61

1,70

Câmbio - média do ano (R$/US$)

1,61

1,68

Meta Taxa Selic - fim de período (ao ano)

12,50%

12,25%

Meta Taxa Selic - média de período (a.a.)

12,16%

12,40%

Dívida Líquida do Setor Público (% do PIB)

39,20%

38,00%

PIB

4,00%

4,20%

Produção Industrial

3,73%

4,60%

Conta Corrente (US$)

-60,00 bilhões

-70,00 bilhões

Balança Comercial (US$)

20,00 bilhões

10,00 bilhões

Inv. Estrang. Direto (US$)

50,00 bilhões

45,00 bilhões

Preços Administrados

5,00%

4,50%


 

Fonte: http://exame.abril.com.br/economia/noticias/analistas-reduzem-expectativa-de-inflacao-pela-4a-semana-seguida?page=1&slug_name=analistas-reduzem-expectativa-de-inflacao-pela-4a-semana-seguida

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Como empreendedores podem valorizar bens intangíveis de uma empresa?

Ofísico Lauro de Lauro, de 51 anos, costuma dizer que os clientes são seu maior patrimônio — e, nesse caso, ele não está só repetindo um dos clichês mais manjados do mundo dos negócios. Lauro é dono da Dualtec, fornecedora de serviços de infraestrutura em TI, de São Paulo, com faturamento de 15 milhões de reais no ano passado.

No final de 2009, em meio a negociações com fundos para receber um aporte de capital, Lauro precisou calcular quanto sua empresa valia — e descobriu que computadores, carros e imóveis não representavam quase nada diante dos mais de 26 000 contratos mantidos com clientes como a rede de lanchonetes McDonald's e o site de compras coletivas ClickOn. "Mais de 80% do valor do negócio estava nos contratos com nossa clientela", diz Lauro. "Eles representam um enorme patrimônio que estava invisível para mim." 

Os contratos que uma empresa tem com seus clientes, as marcas e as patentes compõem o que os contadores chamam de ativos intangíveis — algo que nem sempre aparece no balanço, mas é fundamental na hora de calcular quanto um negócio vale.

"Muitos empreendedores subestimam a importância de seus bens intangíveis, que podem representar mais da metade do valor de um negócio, dependendo do setor de atuação", diz Eduardo Redes, sócio da área de transações da consultoria Ernst & Young Terco.

O valor do patrimônio que muitas vezes permanece invisível no balanço depende de quanto dinheiro uma companhia pode gerar por ter uma marca forte, uma carteira de clientes sólida ou por desenvolver tecnologias inovadoras.

Na Dualtec, Lauro fez projeções minuciosas sobre o potencial de crescimento das receitas com cada cliente para os próximos anos. "A capacidade de aumentar o faturamento no futuro próximo pesou muito para fecharmos negócio com a Dualtec", diz Edson Rigonatti, gestor do Astella, fundo que investiu na empresa.

Nos últimos meses, o advogado Ladmir Carvalho, de 47 anos, descobriu que um dos bens mais valiosos de uma empresa de tecnologia é sua capacidade de se manter inovadora ao longo do tempo.

Dono da fabricante de softwares de gestão AlterData, do Rio de Janeiro, ele percebeu um interesse crescente de potenciais investidores em saber quanto sua empresa pode ser mais rápida do que a concorrência para lançar novos softwares. "Minha principal tarefa agora é conseguir demonstrar que podemos ter a agilidade que o mercado exige", diz Carvalho.

Recentemente, a AlterData passou a contar com uma espécie de departamento de pesquisa e desenvolvimento cujo trabalho não é criar novos programas, mas encontrar formas de acelerar a produção e descobrir oportunidades para utilizar parte dos softwares que já estão em seu catálogo para dar origem a novos produtos. "Espero com isso aumentar o valor da minha empresa para os investidores", afirma Carvalho.

O valor dos bens intangíveis é um tema recorrente nos momentos em que o empreendedor negocia com fundos e investidores. Mas mesmo empresas que não querem atrair dinheiro de fora têm muito a ganhar ao conhecer o valor do patrimônio intocável. O caso da rede de franquias de estética Onodera, de São Paulo, é um bom exemplo disso.

Há três anos, a empresa encomendou um estudo para avaliar qual o valor de sua marca no mercado. "Descobrimos que, pela força da marca, estávamos cobrando pouco de quem queria se tornar nosso franqueado", diz Lucy Onodera, filha da fundadora da empresa.

Desde então, a taxa de franquia dos candidatos a abrir uma unidade foi reajustada em 30%. No ano passado, a Onodera faturou 62 milhões de reais, 25% mais que em 2009. "Descobrir o verdadeiro valor da marca foi fundamental para manter nossa trajetória de crescimento", afirma Lucy.


 

quinta-feira, 26 de maio de 2011

3 mudanças chaves do novo Código Florestal

São Paulo - Aprovado quase que por unânimidade pela Câmara na noite de ontem, por 410 votos a favor, 63 contrários e 1 abstenção, o projeto de lei que reforma o atual Código Florestal brasileiro, de autoria do deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP) segue, agora, para aprovação no Senado, ao lado da polêmica emenda 164, que concede anistia geral a todos que desmataram até 2008.

Se aprovado, o projeto que flexibiliza a legislação ambiental ainda vai depender da sanção da presidente Dilma Rousseff para virar lei. Confira a seguir de que forma o novo texto e a emenda - que segundo o líder do governo Cândido Vaccarezza foi classificada por Dilma como "uma vergonha para o Brasil" - alteram a legislação atual.

1 – Área de Preservação Permanente (APP)
Segundo a legislação atual, em topos de morros, margens de rio e encostas, regiões consideradas essenciais para a manter o equilíbrio geológico, preservar a água e a paisagem, é expressamente proibida qualquer tipo de atividade agrícola. Não se pode plantar, nem retirar a vegetação original.

O que muda:
Cada estado tem o poder de estabelecer outras atividades que possam justificar a regularização de áreas desmatadas até junho de 2008. Da mesma forma, cada estado deverá avaliar a obrigatoriedade ou não de recuperação de margens de rios e encostas já desmatadas. O projeto não considera APPs as várzeas fora dos limites em torno dos rios, as veredas e os manguezais em toda sua extensão.

2 – Anistia e regularização das propriedades
O Decreto 7029, de 2009, que regulamenta a Lei de Crimes Ambientais, prevê a anistia de multas já aplicadas aos produtores rurais que regularizassem suas propriedades até junho, data em que entraria em vigor. Mas não houve adesão. Dados do Ibama indicam a existência de cerca de 13 mil multas com valor total de R$ 2,4 bilhões até 22 de julho de 2008.

O que muda: Segundo o projeto aprovado, será concedido o perdão às multas e aos crimes cometidos contra o meio ambiente. Mas para fazer juz ao perdão, o proprietário rural deverá aderir ao Programa de Regularização Ambiental (PRA), a ser instituído pela União e pelos estados. Eles terão o período de um ano para aderir, a partir da criação do Cadastro Ambiental Rural (CAR), que deve ocorrer em até 90 dias da publicação da lei.

3 – Reserva Legal
Segundo o código em vigor, a Reserva Legal é a área localizada no interior de uma propriedade rural, ressalvada a de preservação permanente (APP), representativa do ambiente natural da região e necessária ao uso sustentável dos recursos naturais, à conservação da biodiversidade e ao abrigo e proteção da fauna e flora nativas. Deve ser equivalente a, no mínimo, 20% (vinte por cento) da área total de propriedades fora da Amazônia Legal. Em propriedades agrícolas dentro da Amazônia Legal, a reserva deve ser de 80% da área ocupada e de 35%, se localizada no Cerrado. 

O que muda:
O texto do novo Código mantém os atuais índices de reserva legal, mas permite usar APPs no cálculo. Ou seja, para definir a área destinada à reserva legal, o proprietário poderá considerar integralmente a área de preservação permanente (APP). Aos agricultores familiares com propriedades de até quatro módulos será permito manter, para efeito da reserva legal, a área de vegetação nativa existente em 22 de julho de 2008.

A reserva poderá ser regularizada de diversas formas, incluindo compra de cotas. O projeto também dá ao proprietário rural a alternativa de compensar áreas de Reserva Legal desmatadas em outro bioma fora do seu estado.


 

Fonte: http://exame.abril.com.br/economia/meio-ambiente-e-energia

quarta-feira, 25 de maio de 2011

terça-feira, 17 de maio de 2011

Inflação em 2011 não ultrapassará o teto da meta, garante Mantega

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse nesta segunda-feira, 16, que não há nenhum relaxamento do governo em relação à inflação. O ministro participa do XXIII Fórum Nacional, na sede do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), no Rio, cujo tema este ano é "Visão de Brasil desenvolvido para participar da competição do século: China, Índia e Brasil".

"Estamos sempre atentos para manter a inflação dentro dos limites. Temos certeza absoluta de que em 2011 a inflação estará dentro da meta, do limite superior da meta, aliás, como tem estado nos últimos cinco anos", afirmou Mantega.

Mantega disse ainda que há uma nítida tendência de queda nos preços dos combustíveis, o que vai ajudar a desacelerar a inflação e mantê-la dentro da meta do governo.

"Os combustíveis subiram porque subiu o etanol. Pegamos um período de entressafra, mas agora com o início da safra houve uma expansão da oferta. O preço foi reduzido primeiro ao produtor, demora um tempo para chegar à bomba, mas agora já está chegando ao consumidor.

"Portanto, teremos uma deflação no combustível, que é o segundo vilão dessa história inflacionária", afirmou Mantega, lembrando ainda que a queda dos preços das commodities no mercado externo também ajudará a frear a inflação no País.

Segundo ele, a alta dos preços das commodities é uma das principais pressões sobre a inflação oficial desde o ano passado. "No Brasil existem problemas quando sobe essa inflação de commodities, mas, por outro lado, é um dos países mais bem preparados para enfrentar essa situação, porque produzimos petróleo e porque também somos um grande produtor de alimentos. Por isso, também temos vantagens quando sobem os preços dessas commodities. Então essa é uma moeda que tem duas faces", afirmou.

Segundo o ministro, a boa notícia foi a queda no último mês dos preços de todas as commodities. "Portanto, a trajetória é descendente. Tivemos um alívio da inflação por parte das commodities", comemorou.

Surto inflacionário mundial

O ministro disse que há um surto inflacionário mundial, causado principalmente por esta alta nos preços das commodities. Mas ressaltou que, em vários países, a inflação foi maior do que no Brasil. "Na China a inflação subiu muito mais, assim como na Índia e na Rússia. Se comparados aos emergentes, estamos numa situação razoável", ponderou Mantega, apontando como culpados pela inflação mundial a falta de oferta de produtos, os problemas climáticos e a crise política no Oriente Médio e no Norte da África. "Mas também, não menos importante, está a especulação financeira, o excesso de liquidez no mundo provocado pela política de expansão monetária de países desenvolvidos".

Fonte: http://migre.me/4yV48


 

quinta-feira, 12 de maio de 2011

Diagnóstico Empresarial

Através de um bom diagnóstico empresarial, podemos identificar rapidamente eventuais problemas que nem sempre o empresário está a par. O diagnóstico empresarial é abrangente, envolvendo todas as áreas da empresa, com uma ação estratégica e multidisciplinar, o que permite termos uma visão ampla e a possibilidade de se estabelecer um plano de ação estratégica.

 O empresário deve dar ao diagnóstico empresarial a mesma importância que dá para um diagnóstico médico, pois este visa identificar rapidamente se há algo errado com nossa saúde e permitir que em tempo hábil evitemos maiores complicações.

 Como o diagnóstico empresarial é realizado por profissionais altamente especializados, sua precisão e importância, são fundamentais para a segurança da saúde financeira da empresa. Toda organização deveria realizar ao menos um diagnóstico empresarial por ano.

 Fonte: http://www.metodosweb.com.br/diagnostico-empresarial.htm

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Quais são as dicas para renegociar uma dívida?


 

 

Segundo o presidente da ABC (Associação Brasileira do Consumidor), Marcelo Segredo, a principal dica é a de que o consumidor nunca comprometa mais de 15% de sua renda para o pagamento de sua dívida; um comprometimento de 30% ou mais da renda acaba prejudicando a manutenção de alimentação, mensalidades escolares, compras no supermercado.

Então o consumidor deve procurar o credor e expor sua real condição financeira de pagar a dívida. E então faz uma proposta para quitar o débito.

O melhor momento para renegociar uma dívida é aquele em que o consumidor consegue antever que não conseguirá honrar seus compromissos no período de 60 a 90 dias. Por isso é recomendável que ele tenha sempre na ponta do lápis um planejamento dos pagamentos de suas dívidas nos 90 dias à frente. Se perceber que não terá condição de fazer os pagamentos, já é hora de procurar o credor.

Fonte: http://migre.me/4vKyt

terça-feira, 10 de maio de 2011

Inflação no varejo se acelera na 1ª quadrissemana de maio

- A inflação do varejo acelerou em seis das sete capitais pesquisadas pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) para cálculo do Índice de Preços ao Consumidor - Semanal (IPC-S) de até 7 de maio. Entre os destaques de aumentos de preços da quarta quadrissemana de abril para a primeira quadrissemana de maio está a inflação de São Paulo, que representa quase 50% do total do indicador, e acelerou de 0,93% para 0,97% no período.

As outras cidades que mostraram taxas de inflação mais forte, no mesmo período, foram Recife (de 0,81% para 1,00%); Salvador (de 0,81% para 0,97%); Belo Horizonte (de 0,97% para 1,32%); Rio de Janeiro (de 1,14% para 1,18%) e Porto Alegre (de 0,67% para 0,85%). A única cidade a apresentar desaceleração de preços, no mesmo período, foi Brasília (de 0,58% para 0,50%).

Fonte:
http://migre.me/4v28a


 

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Mercado reduz previsão para a inflação oficial em 2011

O mercado financeiro reduziu a previsão para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2011 após oito semanas de elevação da projeção. A expectativa para a taxa neste ano caiu de 6,37% para 6,33%, em um patamar ainda distante do centro da meta de inflação, que é de 4,50% para o ano. A meta tem margem de tolerância de dois pontos porcentuais para cima ou para baixo.

Os analistas mantiveram em 5% a previsão para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2012. Para 2011, no entanto, o mercado financeiro reduziu levemente a projeção para a inflação oficial, segundo o boletim Focus. No caso da inflação de curto prazo, o mercado elevou de 0,43% para 0,45% a previsão para o IPCA de maio de 2011.

Para a Selic (a taxa básica de juros da economia) para o fim de 2012, a expectativa subiu de 12,00% para 12,25% ao ano, segundo o boletim Focus, divulgado hoje pelo Banco Central (BC). Para o encerramento de 2011, as previsões continuaram apontando taxa de 12,50% ao ano. Atualmente, a Selic está em 12,00% ao ano.

O mercado financeiro manteve a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2011, em 4,00%, segundo o boletim Focus. Para o ano que vem, a projeção para o crescimento da economia recuou de 4,25% para 4,21%. A estimativa para o crescimento da produção industrial em 2011 passou de 4,04% para 3,78%. Para 2012, a projeção para a expansão da indústria subiu de 4,58% para 4,68%.

Para o mercado de câmbio, os analistas preveem que o dólar encerre 2011 em R$ 1,62, valor igual ao estimado na semana anterior. A projeção do câmbio médio no decorrer de 2011 seguiu em R$ 1,61. Para o fim de 2012, a previsão para o câmbio permaneceu em R$ 1,70.

Contas externas

O mercado financeiro manteve a previsão para o déficit nas contas externas em 2011. A previsão para o déficit em conta corrente neste ano passou seguiu em US$ 60,00 bilhões. Para 2012, o déficit em conta corrente do balanço de pagamentos foi de US$ 69,50 bilhões para US$ 70,00 bilhões.

Já a previsão de superávit comercial em 2011 caiu de US$ 18,05 bilhões para US$ 18,00 bilhões. Para 2012, a estimativa para o saldo da balança comercial permaneceu em US$ 10,00 bilhões. Analistas elevaram a estimativa de ingresso de Investimento Estrangeiro Direto (IED) em 2011, de US$ 46,00 bilhões para US$ 50,00 bilhões. Para 2012, a previsão seguiu em US$ 45,00 bilhões.

Fonte: http://migre.me/4usAb

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Álcool e gasolina influenciam alta do IPCA em abril

RIO - A alta nos preços de transportes teve o maior impacto sobre o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). O grupo, que subiu 1,57% em abril ante 1,56% em março, contribuiu com 0,30 ponto porcentual na alta de 0,77% registrada pelo índice no mês, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Apesar de a variação em Transportes, na passagem de março para abril, ter sido quase igual à observada no mês anterior, o grupo continuou sendo o de maior alta entre os nove apurados no IPCA. "O impacto dos Transportes foi realmente grande no IPCA", disse a coordenadora de índices de preços do IBGE, Eulina Nunes dos Santos.

"Dos itens que pressionaram em março, os que continuaram pressionando em abril foram justamente os combustíveis, gasolina e álcool, praticamente anulando a desaceleração dos alimentos", acrescentou ela. Os preços do etanol, que subiram 10,78% em março, atingiram 11,20% em abril, acumulando alta de 31,09% no ano. Com isso, influenciaram o preço da gasolina, que ficou 6,26% mais cara em abril, após alta de 1,97% em março, numa valorização de 9,58% no ano. Juntos, os combustíveis tiveram alta de 6,53% no mês. O etanol entrou com contribuição de 0,05 ponto porcentual no IPCA, enquanto a gasolina contribuiu com 0,25 pp.

Fonte: http://migre.me/4sCfp

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Confiança de Serviços sobe 3% em abril, diz FGV

A satisfação com a demanda atual e uma boa perspectiva quanto ao futuro dos negócios nos próximos meses puxou para cima a confiança dos empresários do setor de serviços em abril. É o que informou hoje a Fundação Getúlio Vargas (FGV) ao anunciar o Índice de Confiança de Serviços (ICS), que mostrou alta de 3% em abril contra mês anterior. Em março, o indicador caiu 1,9% ante fevereiro.

Em uma escala de até 200 pontos, onde resultados abaixo de 100 pontos são considerados negativos, e desempenhos próximos a 200 pontos são classificados como positivos, o ICS subiu de 131,3 pontos para 135,3 pontos, de março para abril.  Este é o terceiro maior nível do indicador em sua série histórica iniciada em junho de 2008, perdendo apenas para os apurados em março de 2010 (135,5 pontos) e de agosto de 2008 (138,4 pontos). Ainda segundo a FGV, a média móvel trimestral do indicador apurada até abril, de 133,5 pontos, é a maior desde maio de 2010.

O ICS é dividido em dois sub-indicadores. O Índice da Situação Atual - S (ISA-S) mostrou taxa positiva de 5,5% em abril após cair 4% em março. Já o Índice de Expectativas - S (IE-S) subiu 1,2% em abril após mostrar queda de 0,3% em março.

Entre os fatores que ajudaram a compor o cenário positivo, a boa avaliação da demanda atual foi determinante para o resultado. Das 2.370 empresas consultadas para cálculo do indicador, a parcela de entrevistados que avaliam a demanda atual como forte subiu de 23,8% para 26,2%  de março para abril. Já a fatia de pesquisados que a consideram fraca caiu de 15,5% para 11,5% no mesmo período.

As projeções para o futuro também foram positivas.  A fatia de empresas pesquisadas que acreditam em melhora nos negócios, nos próximos meses, subiu de 50,7% para 52,1% de março para abril. No mesmo período, a parcela de companhias que aguarda uma piora diminuiu de 3,9% para 2,4% do total -  o mais baixo percentual para esta resposta desde março de 2010 (2,4%).

A pesquisa de dados para o ICS ocorreu entre os dias 4 e 28 de abril. O total de 2.370 empresas consultadas era responsável por 746 mil pessoas ocupadas no mercado de trabalho ao final de 2008, segundo informações apuradas pela FGV.

Fonte: http://migre.me/4r84K


 


 



 

terça-feira, 3 de maio de 2011

Projeção de crescimento da economia em 2012 sobe para 4,25%

Analistas do mercado financeiro consultados semanalmente pelo Banco Central (BC) aumentaram a projeção para o crescimento da economia – Produto Interno Bruto (PIB) – de 4,21% para 4,25%, em 2012. Para este ano, a estimativa permanece em 4%.
Segundo o boletim Focus, divulgado, a expectativa para o crescimento da produção industrial, neste ano, passou de 4,06% para 4,04%, e em 2012, de 4,65% para 4,58%.
A projeção para a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB foi ajustada de 39,26% para 39,23%, em 2011, e mantida em 38%, no próximo ano.
A expectativa para a cotação do dólar ao final de 2011 caiu de R$ 1,65 para R$ 1,62. Para o fim de 2012, a projeção segue em R$ 1,70. A previsão para o superávit comercial (saldo positivo de exportações menos importações) foi ajustada de US$ 18 bilhões para US$ 18,05 bilhões, neste ano, e de US$ 10,05 bilhões para US$ 10 bilhões, em 2012.
Para o déficit em transações correntes (registro das transações de compra e venda de mercadorias e serviços do Brasil com o exterior), a estimativa passou de US$ 60,5 bilhões para US$ 60 bilhões, em 2011, e de US$ 69,1 bilhões para US$ 69,5 bilhões, no próximo ano.
A expectativa para o investimento estrangeiro direto (recursos que vão para o setor produtivo do país) foi alterada de US$ 45 bilhões para US$ 46 bilhões, neste ano, e segue em US$ 45 bilhões, em 2012. 

Fonte: http://migre.me/4qr67


 


 

segunda-feira, 2 de maio de 2011

O peso dos juros

O superávit fiscal primário do primeiro trimestre deste ano, confirmado, nesta sexta-feira, pelo Banco Central. Esses quase R$ 40 bilhões de superávit, que representam 4,2% do PIB, é um número forte, embora com origem principal no aumento da arrecadação.

As receitas subiram 12%, no primeiro trimestre deste ano, em comparação com o primeiro trimestre de 2010 e devem fechar o ano com crescimento perto de 10%, pelo menos o dobro da variação do PIB. Em outras palavras, a carga tributária vai aumentar mais um pouco.

Faltou comentar, o peso das despesas com juros no conjunto das contas públicas.
O mínimo que se pode dizer é que um fardo e tanto. Os gastos com juros da dívida pública, por conta da evolução da inflação e da taxa de juros nos últimos tempos, foram bater no primeiro trimestre de 2011, quase em R$ 60 bilhões (R$ 15 bilhões a mais do que no primeiro trimestre do ano passado). Ou seja, os juros comeram todo o superávit primário e ainda deixaram sobra para engordar a dívida. Em 12 meses, os gastos com juros elevaram-se a mais de R$ 200 bilhões, equivalentes a 5,5% do PIB.

Ainda assim, o déficit público nominal registrado no primeiro trimestre representa 2,7% do PIB. Nem chega aos 3% do PIB estabelecidos no Tratado de Maastricht como limite para os países que aderissem à União Européia. E nem chega perto dos déficits que os países desenvolvidos, com raras exceções, passaram a carregar depois da crise de 2008

Fonte:
http://blogs.estadao.com.br/jpkupfer/o-peso-dos-juros/