quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Brasil e |Estados Unidos discutem parcerias para o desenvolvimento

O 5º Diálogo de Parceria Econômica (DPE) entre o Ministério das Relações Exteriores (MRE) e o Departamento de Estado dos Estados Unidos será realizado nesta quinta-feira no Palácio Itamaraty, em Brasília. Participam o subsecretário-geral de Assuntos Econômicos e Financeiros do MRE, Pedro Carneiro de Mendonça, e o secretário de Estado assistente para Economia, Energia e Negócios do Departamento de Estado norte-americano, José Fernandez.

Estarão em pauta, entre outros temas, as possibilidades de participação dos Estados Unidos em projetos de infraestrutura relacionados ao Programa de Aceleração do Crescimento, à Copa do Mundo de 2014 e às Olimpíadas de 2016, com ênfase em portos, aviação, petróleo e gás e energia. Também será discutida possível cooperação na África e no Haiti em áreas como energia, segurança alimentar e nutrição, biotecnologia, biocombustíveis, habitação, trabalho e inclusão social.

O ministro Marco Farani, da Agência Brasileira de Cooperação (ABC), e Mark Lopes, representante da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (Usaid), assinarão memorando de entendimento sobre a implementação de programa de intercâmbio profissional entre as agências.

Fonte: www.jb.com.br

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Participação nos lucros da empresa: como funciona?

Em algumas empresas vigora o sistema de participação dos funcionários nos lucros, que reparte entre um grupo de colaboradores determinada porcentagem do faturamento líquido de um ano. Entretanto, ainda é comum encontrar trabalhadores, dentro dessas companhias, que não compreendem como funciona de fato a divisão. Afinal, quem tem direito à participação? Como ela é regulamentada? Quais os deveres da empresa? Quais as obrigações dos funcionários? 

O advogado trabalhista Paulo Sérgio João explica que questões práticas e formais são inevitáveis. Entretanto, "no final, trazem retorno, não apenas fiscais, mas de melhoria no ambiente de trabalho", afirma.

"A lei 10101/2000, que regulamentou os procedimentos para um plano válido de participação nos lucros ou resultados, tem sido rigorosamente observada pela fiscalização trabalhista e previdenciária", explica Paulo Sérgio João.  Vale a pena alertar para alguns aspectos relevantes da lei, que merecem cuidados especiais. O advogado explica esses pontos:

Escolha do interlocutor por parte dos empregados

A lei sugere três modelos: comissão de trabalhadores, acordo coletivo ou convenção coletiva. Quanto aos dois últimos modelos, não devem confundir obrigações de natureza trabalhista com programa de Participação nos Lucros e Resultados (PLR). O plano é exclusivo sobre forma de distribuição de resultados ou lucros e não pode conter cláusulas de natureza trabalhista.

 
 

Elegibilidade 

Quando escolhido o modelo da comissão de trabalhadores, estabelecer regras de elegibilidade. Nem todos os empregados da empresa reúnem condições para serem eleitos, como, por exemplo, empregados com contratos de experiência.

 
 

Participação dos sindicatos 

É exigência da lei que a comissão seja integrada por representante do sindicato. Neste caso, a dificuldade resulta do modelo de organização sindical brasileira, baseado em categoria profissional. Em geral, as empresas possuem, entre seus empregados, mais de uma categoria profissional, além daquela considerada preponderante. Neste caso, caberá ao empregador avaliar a conveniência de dar conhecimento aos sindicatos profissionais envolvidos. 


 

Pagamento

A lei é clara ao definir o pagamento anual único ou uma vez no semestre civil. Portanto, não poderá servir o PLR para complementação de salário mediante pagamento mensal ou em periodicidade inferior ao semestre civil. 

"Sem a pretensão de ter esgotado a relevância do tema, podemos afirmar que o PLR tem sido instrumento de integração dos trabalhadores na empresa e estabelece na relação de trabalho uma forma de comprometimento de todos no desenvolvimento de novos negócios e de melhores resultados, com distribuição de ganhos para a comunidade de trabalhadores envolvidos", conclui Paulo Sérgio João. 

Fonte: www.administradores.com.br


 

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Mercado mantém projeção para crescimento do PIB em 4,6% neste ano

Analistas do mercado financeiro consultados semanalmente pelo Banco Central (BC) mantiveram a projeção para o crescimento da economia – Produto Interno Bruto (PIB) – neste ano em 4,60%. Para 2012, a estimativa permanece em 4,50%.
A expectativa para o crescimento da produção industrial, neste ano, passou de 5,03% para 5%, e permanece em 5%, em 2012.
A projeção para a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB foi ajustada de 39,10% para 39,09%, em 2011, e de 37,80% para 37,75%, no próximo ano.
A expectativa para a cotação do dólar ao final de 2011 caiu de R$ 1,75 para R$ 1,73. Para o fim de 2012, a projeção segue em R$ 1,80. A previsão para o superávit comercial (saldo positivo de exportações menos importações) passou de US$ 9,52 bilhões para US$ 9,57 bilhões, neste ano, e segue em US$ 5 bilhões, em 2012.
Para o déficit em transações correntes (registro das transações de compra e venda de mercadorias e serviços do Brasil com o exterior), a estimativa foi ajustada de US$ 67,87 bilhões para US$ 67,49 bilhões, em 2011, e de US$ 68,90 bilhões para US$ 69 bilhões, no próximo ano.
A expectativa para o investimento estrangeiro direto (recursos que vão para o setor produtivo do país) segue em US$ 40 bilhões, neste ano, e passou de US$ 42,19 bilhões para US$ 42,37 bilhões, em 2012. 

Fonte: www.administradores.com.br


 

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

16 tecnologias que vão mudar os negócios

Estar em dia com as inovações tecnológicas é um desafio para qualquer empreendedor. Saber qual tecnologia adotar — ou deixar de usar — é uma decisão estratégica que pode interferir na saúde da empresa, para o bem ou para o mal. Apesar de a tecnologia se desenvolver e se transformar rapidamente, seu crescimento é orgânico: os novos avanços surgem de idéias antigas e seus desdobramentos. Muitas das tendências apontadas para 2011 já vêm se desenvolvendo há algum tempo. A diferença é que só agora se tornaram viáveis. Em 2011, as empresas brasileiras devem começar a caminhar para a nuvem e usufruir das vantagens da virtualização dos servidores. Além disso, a comunicação entre máquinas (M2M) vai se tornar ainda mais complexa. A revista Pequenas Empresas & Grandes Negócios apurou produtos e serviços que devem chamar a atenção das empresas em 2011.

1 - BLUETOOTH 3 E 4

No próximo ano, essas duas versões da tecnologia devem ganhar as ruas, os smartphones e os notebooks. O Bluetooth 3 tem alta velocidade e maior capacidade de transmissão de dados — e, com isso, oferece mais possibilidades aos produtores de conteúdo. Já o Bluetooth 4 foi feito para proporcionar um baixo consumo de energia. Suas aplicações vão desde o fone de ouvido de celular a medidores de energia e marca-passos.

2 - DESIGN 3D
Segundo a consultoria Jon Peddie Research, especializada em computação gráfica, 2011 será o ano da popularização do design em 3D. Por dois motivos: o mercado, que estava contraído por causa da crise, está lançando novos produtos; periféricos para desenho em 3D, como mouses especiais, finalmente serão vendidos a preços praticáveis

3 - ESCRITÓRIO NA CAIXA

O brasileiro ainda não conhece bem a "caixa de conectividade", mas nos EUA o aparelho já está disseminado. Ele reúne serviços de voz, dados e rede, com as soluções necessárias no escritório, como banda larga, telefonia VoIP, PABX, e-mails, servidor e sistemas de segurança. O Office in a Box da americana SMC já está disponível no país.

4 - IDENTIFICAÇÃO DO CONSUMIDOR

Termos como monitoramento de redes sociais e buzz tracking (algo como "rastreamento dos comentários") devem fazer parte do vocabulário de pequenas empresas. Analisar o que foi dito na internet pode ser a melhor ferramenta para entender o consumidor, melhorar a qualidade dos produtos e assegurar uma boa imagem para a empresa.

5 - CÂMERAS DE INFRAVERMELHO

Quer cortar despesas com a manutenção de maquinário e sistemas elétricos? Compre uma câmera fotográfica de raios infravermelhos. A tecnologia, considerada a mais adequada para identificar diferenças de temperatura, já está disponível para uso comercial a um preço relativamente acessível para pequenas e médias empresas: a partir de R$ 10 mil.

6 - COLABORAÇÃO

As plataformas de colaboração permitem a troca rápida de informações entre seus membros, criando um repertório de soluções valioso para a empresa e seus funcionários. Não é preciso ser um mega empresário para contar com o privilégio. A nova tecnologia pode ser usada tanto por pequenas empresas, setores específicos de um negócio ou então por corporações gigantes, como Microsoft, Google, Cisco e IBM.

7 - MASH-UP

Sites do tipo mash-up são aqueles que usam conteúdos e ferramentas de diversos outros endereços virtuais para criar serviços. A novidade é que, agora, ter um site mash-up será fundamental para alavancar o seu negócio. Segundo os especialistas, os donos de sites que queiram envolver seus clientes terão de criar uma arquitetura complexa, combinando dados e aplicações de fontes como Google, Amazon, Wikipedia e redes sociais.

8 - BIOMETRIA DE VOZ

O reconhecimento da fala é uma tendência para sistemas de segurança de dados. O Citibank da Austrália já começou a implantá-lo em seus terminais e centrais eletrônicas, e o governo dos Estados Unidos já manifestou sua intenção de utilizá-lo para proteger seus serviços on-line.

9 - MEDIDOR INTELIGENTE DE ENERGIA

Imagine se fosse possível acompanhar e controlar o consumo energético da sua empresa via computador. Ou melhor, programar os aparelhos para serem usados no horário de menor tarifa. Essas e outras funções já são possíveis com medidores inteligentes de energia. Para isso ocorrer, porém, é preciso trocar os medidores de energia analógicos por modelos digitais. A mudança já está sendo discutida pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

10 - CLOUD COMPUTING

A grande pergunta é: quando a nuvem vai pairar de vez sobre o Brasil? Muitos empreendedores ainda não quiseram arcar com os custos da mudança do modelo de servidor físico para virtual. A novidade é que grandes empresas, como Google e Amazon, devem ter papel de destaque nessa evolução, atuando como provedores de serviço, segundo um estudo do banco de investimentos Barclays. Engana-se quem acredita que esse é um recurso inatingível. Empresas brasileiras já podem ter acesso a soluções existentes na nuvem, como virtualização, gerenciamento remoto e softwares corporativos baseados na rede.

11 - COMPUTADOR COM COMANDO DE VOZ

Finalmente tornou-se possível navegar decentemente usando a voz. A tecnologia não é novidade, mas demorou a emplacar devido à complexidade da linguagem falada. Agora, novos algoritmos são capazes de perceber inflexões na voz e acrescentar informações, como sotaque, regionalismos e gírias. O reconhecimento ainda não é perfeito, mas já é um alívio para quem tem os tendões doídos de digitar o dia inteiro.

12 - COMPUTAÇÃO UBÍQUA

Ou "internet das coisas", para os íntimos. Em um futuro não muito distante, pequenos chips estarão embutidos em praticamente todos os objetos, trocando informações em rede. Esse diálogo irá gerar dados precisos sobre as condições e localização dos produtos. É uma ferramenta valiosa
para traçar estratégias operacionais de marketing e logística.

13 - APLICATIVOS MULTICOISAS

Primeiro eles vão chegar à TV. Em pouco tempo, porém, programas semelhantes aos encontrados no celular deverão estar disponíveis até mesmo na sua geladeira. Já há experiências utilizando o sistema Android, do Google, para transformar um micro-ondas em um aparelho conectado à web. Por enquanto, as funcionalidades ainda não são tão futuristas, mas pode-se dizer que estão bem avançadas. O aplicativo Vizio permite que o usuário utilize Netflix, Flickr e Twitter em sua TV. Claro, para a moda pegar, é preciso fabricar TVs que suportem os aplicativos, mas isso já começou a ser feito. Um exemplo: a Samsung fechou uma parceria com a Microsoft para fabricar um aparelho que leve o MSN para a TV.

14 - VIRTUALIZAÇÃO DE DESKTOP
Com as possibilidades da nuvem, as empresas devem pensar seriamente na virtualização dos desktops. Com esse sistema, todas as máquinas rodam em um único servidor virtual, mas cada uma mantém as configurações próprias de seu usuário. É a melhor solução para acesso remoto à máquina, já que proporciona compatibilidade de aplicações entre os computadores e reduz gastos com hardware e energia.

15 - SOFTWARES CORPORATIVOS NA INTERNET

Uma das promessas da nuvem são softwares corporativos on-line que correspondam ao grau de exigência das empresas. Como não há necessidade de instalação em um servidor físico, as licenças para esses produtos são mais baratas. Um sinal do início da nova fase é a entrada da Microsoft no mercado: seu Web Office irá competir com Google Aps, Zoho e Think Free.

16 - PAGAMENTOS MÓVEIS

Varejistas fiquem atentos: em 2011, os clientes vão pagar suas contas pelo telefone celular. Será possível fazer isso de duas formas — via SMS ou por aproximação. Atualmente, o serviço já está disponível em alguns bancos no país, mas a base de usuários ainda está restrita às áreas de teste. No ano que vem, porém, a Federação Nacional dos Bancos deverá regulamentar o modelo de negócio que vai chegar às principais praças brasileiras.

Fonte: www.pegn.globo.com


 

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Um caminho para a sustentabilidade

Cada vez mais lemos sobre a importância da sustentabilidade, o assunto está presente em todos os setores, atividades, pronunciamentos de políticos e governantes, de líderes empresariais e, até mesmo, em comportamento humano.

 
 

Assim como em outros tópicos da administração (Qualidade Total, Reengenharia etc.) este é um tema que causa intensa paixão e controvérsia, são poucas as certezas sobre o que significa, efetivamente, sustentabilidade. E acabou sendo criada uma série de conceitos que, no fim, podem até criar novas regras para estabelecer o que é "ser sustentável".

 
 

Encontramos hoje, termos como: Sustentabilidade Corporativa, (índices de) Sustentabilidade Dow Jones, (índices de) Accountability etc. Um dos conceitos:

 
 

Sustentabilidade é um termo usado para definir ações e atividades humanas que visam suprir as necessidades atuais dos seres humanos, sem comprometer o futuro das próximas gerações. Ou seja, está diretamente relacionada ao desenvolvimento econômico e material sem agredir o meio ambiente, usando os recursos naturais de forma inteligente para que eles se mantenham no futuro. Seguindo estes parâmetros, a humanidade pode garantir o desenvolvimento sustentável.

 
 

Claro que essa consideração define bem o que é sustentabilidade. Talvez um tanto anacrônico, se considerarmos que a própria existência da humanidade seja um dos agravantes no assunto, o que nos levaria a concluir que ela só será alcançada quando a humanidade chegar a uma quantidade máxima que possa "ser sustentável dentro da dimensão finita do meio ambiente".

 
 

O Conselho Federal de Contabilidade editou a Resolução CFC nº 1.003/04, que trata das Informações de Natureza Social e Ambiental e tem o seguinte objetivo:

 
 

Estabelecer procedimentos para evidenciação de informações de natureza social e ambiental, com o objetivo de demonstrar à sociedade a participação e a responsabilidade social da entidade.

 
 

Nesse sentido, a Resolução estabelece regras para estabilizar as informações a serem apresentadas pelas empresas em geral:

 
 

Geração e Distribuição de Riqueza: A riqueza gerada e distribuída pela entidade deve ser apresentada conforme a Demonstração do Valor Adicionado, (atualmente obrigatória apenas às empresas de capital aberto).

 
 

A grande riqueza de informações está na área de Recursos Humanos, na qual entre outros, são apresentados os seguintes dados:

 
 

- total de empregados no final do exercício;

- total de admissões;

- total de demissões; 

- total de estagiários no final do exercício;

- total de empregados portadores de necessidades especiais no final do exercício; 

- total de prestadores de serviços terceirizados no final do exercício; 

- total de empregados por sexo; 

- total de empregados por faixa etária 

- informações relativas à interação com a comunidade, devem ser evidenciados os totais dos investimentos em: (i) Educação; (ii) Cultura; (iii) Saúde e saneamento; (iv) Esporte e lazer; e, (v) alimentação. 

- interação com os clientes; fornecedores, etc.

- Interação com o Meio Ambiente: (i) investimentos e gastos com manutenção nos processos operacionais para a melhoria do meio ambiente; (ii) investimentos e gastos com a preservação e/ou recuperação de ambientes degradados; (iii) investimentos e gastos com a educação ambiental para empregados, terceirizados, autônomos e administradores da entidade; etc. 

Recentemente, foi editada a Lei n° 12.249, de 11 de junho de 2010, que estabelece, entre outros temas, o Conselho Federal de Contabilidade como o "legislador das normas brasileiras de contabilidade". Apesar da polêmica que essa atribuição estabelecida em Lei possa ter causado, devemos ter em mente que as normas brasileiras de contabilidade, editadas pelo Conselho, devem ser regularmente seguidas pelas empresas, independentemente do seu porte, forma de constituição ou vinculação a outros órgãos normativos.

Se a maioria das organizações brasileiras passasse a adotar a Resolução que trata do "Balanço Social e Ambiental", já haveria elementos suficientes para avaliarmos quais as atitudes adotadas por gestores têm, de fato, cunho sustentável. O critério que definiria a tão falada "sustentabilidade" seria obtido pela prática dos sucessos constatados e, podendo ser imitados, levariam um maior número de empresas à continuidade e ao sucesso. 

Quem sabe quantas ações sustentáveis já estão sendo adotadas por sua empresa? As quais, pela ausência de um demonstrativo específico, como os citados acima, ou de uma análise mais atenta, têm passado despercebidas e, o que é pior, descontinuadas por não se saber os efeitos positivos que proporcionam?

Por: Antonio Carlos Pedroso de Siqueira