quarta-feira, 28 de setembro de 2011

12 franquias com investimento de R$ 25 mil


 

Para todos os bolsos

São Paulo – Hoje, já existem franquias para quem pode investir 150 mil, 100 mil, 35 mil e até 15 mil reais. Com valor de investimento inicial de até 50 mil reais e faturamento médio mensal de 30 mil reais, as microfranquias começaram a chamar atenção dos empreendedores brasileiros depois da feira de franquias organizada pela Associação Brasileira de Franchising (ABF), em 2010. Segundo a ABF, os negócios deste tipo já somam 12 mil unidades, ou 5% das franquias brasileiras.

Boa parte delas é em modelo home-based, que dispensa o aluguel do ponto comercial, e não exige muitos funcionários. Atualmente, 260 redes oferecem este tipo de negócio, que gera 36 mil empregos formais. Antes de fechar negócio, pesquise sobre a rede e converse com outros franqueados. Confira a seguir treze opções de franquias que podem ser abertas com investimento de 25 mil reais.

AcquaZero

Criada em 2009, a rede de lavagem de carros Acquazero defende a preservação do meio ambiente, por isso, a franquia só usa produtos biodegradáveis e certificados pela ANVISA para cuidar dos veículos. Segundo a rede, em uma lavagem são usados apenas 200 mililitros de água para dissolver os produtos. Com base em São Paulo, a AcquaZero trabalha com licenciamento da marca e franquias. Hoje são 39 unidades em funcionamento em quatro modelos de franquias que variam conforme o tipo de ponto. O investimento vai de 5,5 mil a 15 mil reais. O retorno desse investimento deve acontecer entre 12 e 18 meses.

Century 21

A rede americana Century 21 é uma das maiores franqueadoras de imobiliárias do mundo, com mais de oito mil franqueados em 73 países. No Brasil, opera desde 2008 e tem mais de 100 franqueados. Hoje o faturamento anual da Century 21 ultrapassa 1 bilhão de reais. Esse valor deve saltar para 50 bilhões até as Olimpíadas. Há dois modelos de franquias que custam até 25 mil reais. A conversão de uma agência para a marca exige investimento de 10 mil reais. Quem quiser abrir uma unidade em cidades com até 500 mil habitantes desembolsa 25 mil reais. O retorno do investimento acontece entre 12 e 24 meses.

Disk Manicure

Criada pela estilista Renata de Barbosa Ingold Boudon, a rede Disk Manicure oferece serviços de manicure e pedicure em domicílio em oito estados. A abertura da empresa surgiu da necessidade de Renata por um serviço mais higiênico e personalizado. As franquias, criadas no final de 2010, exigem investimento de 25 mil reais, que inclui capital de giro, taxa de franquia e a estrutura necessária. O prazo de retorno é de 18 meses, em média.

Ecojardim

A franquia
Ecojardim oferece serviços de jardinagem em residências e condomínios. A marca, que foi lançada no ano passado, tem 25 unidades e planejar abrir mais 15 franquias até o final deste ano. O investimento inicial é de 12,5 mil reais, o que inclui o treinamento de gestão, a contratação de profissionais e a prospecção de clientes na região. A empresa cobra taxa de publicidade de 2% sobre o faturamento e calcula o retorno do capital em até 12 meses.

Four Style

A marca de roupas de ginástica Four Style aposta nos eventos esportivos que o Brasil deve receber em 2014 e 2016 para crescer. As lojas da rede têm, em média, 35 metros quadrados. Criada em 2007, a empresa desenvolveu agora uma franquia compacta para ser instalada em academias, clubes e condomínios. Este modelo tem investimento inicial a partir de 12,9 mil reais. No próximo ano, a rede deve inaugurar 12 franquias no Rio de Janeiro. São Paulo e Minas Gerais também são estados que interessam o grupo. O prazo de retorno da franquia é em média de 24 a 30 meses.

Grupo Zaiom

O grupo Zaiom é o maior grupo de microfranquias do país. Atualmente, administra sete marcas de negócios variados, desde cuidadores de idosos, reforço escolar, manutenção de computadores, jardinagem até fotodepilação em domicílio. Todas exigem investimento inicial de 20 mil reais. Para este ano, a rede está investindo na expansão das marcas Amigo Computador e Dr. Jardim. As duas franquias têm faturamento médio mensal de 15 mil reais e o prazo de retorno do capital investido é de 6 a 12 meses.

Jan-Pro

A rede americana de franquias de limpeza Jan-Pro chegou ao Brasil neste ano com três modelos de franquias com investimentos entre 5 mil e 47 mil reais. Na microfranquia, a mais barata, o próprio franqueado faz a execução do serviço. Neste modelo, a marca garante o primeiro cliente e faturamento médio mensal de 5,6 mil reais e o retorno acontece em quatro meses. A chamada franquia gerencial exige investimento de 25 mil reais e, neste caso, o franqueado atua como gerente e pode faturar até 10 mil reais por mês. O retorno do capital acontece em 10 meses.

Kumon

A rede de ensino Kumon foi criada no Japão e chegou ao Brasil em 1977. Por aqui, a segunda maior rede do país tem mais de 1500 franquias atendem 100 mil alunos. O investimento mínimo inicial é de 15 mil reais. Segundo a rede, uma unidade com 100 alunos, em grandes cidades, fatura até 13 mil reais. O retorno deste capital acontece, em média, entre 18 e 24 meses.

Miss Hollywood

Criado no ano passado, o salão Miss Hollywood usa a temática do centro das estrelas do cinema para atrair a clientela. Segundo o empresário Edson Ramuth, que criou a rede, um estudo de viabilidade e o ponto adequado são chaves para o sucesso da franquia. Hoje, a rede tem salões em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espirito Santo, Bahia e Ceará e busca franqueados nas regiões Norte, Nordeste e Sul. O investimento inicial é de 24,5 mil reais e, segundo a rede, o faturamento médio mensal é de 20 mil reais. O retorno do investimento acontece a partir de 6 meses.

Seu Pet com Sobrenome

A franquia
Seu Pet Com Sobrenome, nova no mercado, oferece um serviço no mínimo curioso: o registro oficial de nascimento, óbito, casamentos e até testamento de animais de estimação. Com investimento de 13 mil reais, a marca oferece franquias em quiosques em shoppings center ou móveis, que podem funcionar junto a pet shops, por exemplo. Os donos de pets que quiserem colocar seu sobrenome no bichinho desembolsam 150 reais por cada certidão.

Zets

A franquia de lojas virtuais foi uma das que mais cresceu no ano passado, segundo a Associação Brasileira de Franchising (ABF). Com 70 unidades em funcionamento, a Zets cresceu quase 200% em número de unidades e atua com mais força em São Paulo e no Rio de Janeiro. O investimento em uma unidade é de 7,2 mil reais. O prazo de retorno calculado pela empresa varia entre 12 e 18 meses.

Zoom

A Zoom é representante exclusiva da Lego Education no Brasil e oferece franquias de cursos para crianças e jovens. A empresa usa a robótica educacional e experiências lúdicas para ensinar. Hoje, 37 franquias atuam no modelo educador, em que o próprio franqueado, depois de receber uma capacitação e certificação especial, dá as aulas. Este modelo tem investimento de 14 mil reais e payback em 12 meses. O faturamento médio mensal é de 5 mil reais.


 

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

5 razões para investir em uma franquia do setor de alimentos.


 

A Associação Brasileira de Franchising (ABF) divulgou nesta semana os resultados da pesquisa 'Panorama Global das Franquias do Setor de Alimentação', que foi realizada durante os meses de maio de junho deste ano com 40% das empresas que compõem esse mercado. De acordo com o estudo, o desempenho das companhias superou as expectativas.

Na comparação entre 2009 e 2010, o faturamento das redes participantes do levantamento aumentou16,8%, alcançando um resultado final de mais de R$ 9 bilhões. A pesquisa mostrou ainda que os shoppings continuam na dianteira de abertura de lojas (64,7%), graças ao intenso fluxo de consumidores que frequentam esses locais principalmente na hora do almoço.

Esse cenário positivo tende a melhorar nos próximos anos por muitas razões. Uma delas está baseada no fato de que quase 60 milhões de brasileiros, segundo a Consultoria ECD, comem fora de casa todos os dias – a expectativa é que este número salte para 84 milhões nos próximos anos. Por isso, as franquias desse segmento têm despontado na preferência de quem está em busca de um negócio com baixo risco e alta rentabilidade.

Há ainda uma série de outras características que podem tornar a franquia de alimentos uma excelente oportunidade a quem deseja iniciar um negócio próprio com o menor risco envolvido.

1 - Comer é uma necessidade. Não dá para deixar para depois como outros produtos. O segredo então está em oferecer ao consumidor um produto de qualidade e que seja do paladar dos brasileiros.

2 - Alimentação saudável está em alta no País. Manter a saúde com uma comida ou sobremesa saborosas agrada os consumidores. Quem vende esse tipo de produto tem chance de atrair mais clientes;

3 – Aumento da demanda. O corre-corre da vida moderna faz com que cada vez mais as pessoas optem por refeições rápidas, já que o tempo está mais escasso ultimamente. Estatísticas apontam que  as classes A e B têm um gasto com alimentação fora de casa equivalente ao das principais cidades da Europa;

4 – Turismo mais forte. A realização de eventos esportivos no Brasil como Copa do Mundo e Olimpíadas cria também um cenário amplamente favorável para franquias que lidam com alimentos;

5 – Faturamento do setor. Entre 2009 e 2010, o segmento de alimentação foi o que mais faturou no Brasil em comparação com os demais setores de franchising.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Como escolher o ERP adequado para sua empresa.


 

Como uma empresa de médio porte deve escolher um sistema de gestão - ERP (Enterprise Resource Planning), já que quanto mais preparada e organizada estiver, maior a sua vantagem competitiva?

Bom, primeiro vamos definir o que é ERP - Entreprise Resource Planning é uma arquitetura de software que facilita o fluxo de informações entre todas as atividades de uma empresa, como fabricação, logística, finanças e recursos humanos. Normalmente, é composto por um banco de dados único, operando em uma plataforma comum que interage com um conjunto de aplicações.
Pensando na necessidade dos empresários, o especialista em implementação e melhoria de processos operacionais e diretor da PLK Consulting, Edgar Marçon, preparou algumas dicas para auxiliar na escolha do melhor sistema ERP para empresas de médio porte.

Marçon ressalta que a escolha do sistema impacta de forma direta na empresa, portanto, a maturidade e estabilidade do Sistema devem ser fortemente consideradas. "Tenha em mente que se trata de uma escolha para mais de uma década, é importante que a visão seja global, uma vez que é alto o risco de tomar uma decisão com pouca base ou com informações superficiais".

Confira 10 dicas para escolha de ERP:

1. Definir previamente as necessidades, focos e prioridades da empresa, além de identificar o real objetivo de implantar o novo sistema;
2. Envolver os principais usuários que serão os responsáveis pela implantação desde o inicio do processo, participando inclusive da escolha do Sistema;
3. Comparar os sistemas, em bases homogêneas, priorizando processos mais importantes para a empresa, não apenas os que atualmente requerem melhorias;
4. A definição deve ser feita por comitê com autonomia de decisão, tendo representação das diversas áreas da organização e, se for necessário, incluir um diretor e colaborador da área de compras para negociação;
5. Verificar a capacitação e experiência de implantação do parceiro, comprometimento que terá com o projeto e o nível de conhecimento dos consultores que estarão participando da implantação;
6. Antes da definição final, procure visitar clientes usuário do sistema de preferência que tenham o mesmo porte e mercado para conhecer as experiências no processo de implantação, dificuldades de configurações, etc. Incluir também a referencia prática da dimensão dos recursos de infra-estrutura, assim será possível coletar sugestões e reduzir riscos na implantação;
7. Manter a visão holística e plana, verificando o atendimento dos processos da empresa de forma integrada;
8. Avaliar a tecnologia aplicada no sistema verificando a atualização, se está dentro das tendências e se há pessoal capacitado disponível;
9. Avaliar o sistema por pontuação em critérios previamente definidos e ponderados conforme a necessidade da Empresa, a pontuação deve ser definida pelo comitê;
10. A avaliação dos valores financeiros deve incluir o valor de compra das licenças, custo de manutenção para no mínimo três anos, custo da implementação, de mão de obra extra ou pós implementação, além de verificar como será a cobrança de viagens e estadias dos consultores.


 

Fonte: http://www.portalvarejo.com.br/noticias/como-escolher-o-erp-adequado-para-sua-empresa-319.html

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Copom surpreende e reduz taxa Selic para 12% ao ano.

Paulo – O Comitê de Política Monetária (Copom) surpreendeu boa parte dos analistas e decidiu reduzir a taxa básica de juros em 0,50 ponto percentual, para 12% ao ano. A decisão não foi unânime, sendo que dois votos foram para a manutenção dos juros em 12,50%. A autoridade monetária interrompe o ciclo de altas sucessivas que já acontecia há cinco reuniões. O primeiro aumento desta sequência ocorreu na primeira reunião do ano, em 19 de janeiro, quando a taxa passou de 10,75% a 11,25%.

Ao reduzir a taxa, o BC sinaliza preocupações com o cenário econômico internacional ainda cheio de incertezas. Economistas que apostavam na queda da Selic afirmam que o desaquecimento da economia global já ameaça o mercado brasileiro. Assim, uma redução na pressão monetária ajuda a evitar que o crescimento do país seja sufocado.

Na última reunião do Copom, em julho, o Banco Central (BC) não fez menção a manter o ciclo de aperto monetário por período "suficientemente prolongado", como vinha enfatizando nas últimas reuniões. A ausência do comentário foi vista como um sinal de que a sequência de aumentos poderia terminar.

Na próxima segunda-feira (25) o BC divulga novo Boletim Focus, trazendo a reação do mercado ao ajuste na Selic. Três dias depois, na quinta-feira (28), o BC divulga a ata da reunião do Copom. O documento mostra como a autoridade monetária enxerga o cenário econômico no Brasil e no mundo, e apresenta as justificativas para o aumento dos juros.

Ao fim da reunião, o Banco Central emitiu a seguinte nota: "O Copom decidiu reduzir a taxa Selic para 12,00% a.a., sem viés, por cinco votos a favor e dois votos pela manutenção da taxa Selic em 12,50% a.a. Reavaliando o cenário internacional, o Copom considera que houve substancial deterioração, consubstanciada, por exemplo, em reduções generalizadas e de grande magnitude nas projeções de crescimento para os principais blocos econômicos.

O Comitê entende que aumentaram as chances de que restrições às quais hoje estão expostas diversas economias maduras se prolonguem por um período de tempo maior do que o antecipado. Nota ainda que, nessas economias, parece limitado o espaço para utilização de política monetária e prevalece um cenário de restrição fiscal. Dessa forma, o Comitê avalia que o cenário internacional manifesta viés desinflacionário no horizonte relevante".

Para o Copom, a transmissão dos desenvolvimentos externos para a economia brasileira pode se materializar por intermédio de diversos canais, entre outros, redução da corrente de comércio, moderação do fluxo de investimentos, condições de crédito mais restritivas e piora no sentimento de consumidores e empresários. O Comitê entende que a complexidade que cerca o ambiente internacional contribuirá para intensificar e acelerar o processo em curso de moderação da atividade doméstica, que já se manifesta, por exemplo, no recuo das projeções para o crescimento da economia brasileira. Dessa forma, no horizonte relevante, o balanço de riscos para a inflação se torna mais favorável. A propósito, também aponta nessa direção a revisão do cenário para a política fiscal.

Nesse contexto, o Copom entende que, ao tempestivamente mitigar os efeitos vindos de um ambiente global mais restritivo, um ajuste moderado no nível da taxa básica é consistente com o cenário de convergência da inflação para a meta em 2012.

O Comitê irá monitorar atentamente a evolução do ambiente macroeconômico e os desdobramentos do cenário internacional para então definir os próximos passos na sua estratégia de política monetária".

Fonte: http://exame.abril.com.br/economia/noticias/copom-surpreende-e-reduz-taxa-selic-para-12-ao-ano

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Empreendedores individuais somam 1,5 milhão no país, diz Sebrae.

O número de empreendedores individuais formalizados já somam 1,5 milhão no país, segundo informou, nesta quarta-feira (31), o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). Essa meta definida pelo governo federal estava prevista para ser atingida até o final de 2011 e foi batida nesta terça-feira (30). O programa entrou em vigor em 1º de julho de 2009.

"As formalizações avançam em todo o país. Há uma grande adesão porque é um bom negócio ser formal", diz o diretor-técnico e presidente em exercício do Sebrae Nacional, Carlos Alberto dos Santos.

De acordo com Santos, a partir do ano passado o ritmo de formalização se intensificou. "O ano de 2010 entrou para a nossa história econômica, por ser um marco na reversão da informalidade, quando foram registrados mais de 800 mil empreendedores individuais."

Segundo o Sebrae, o Empreendedor Individual (EI) é a forma especial de formalização de empreendedores por conta própria, com receita bruta anual de até R$ 36 mil. Os trabalhadores recolhem alíquota mensal de 5% sobre o salário mínimo para o INSS, mais R$ 1,00 de ICMS, se atuar na indústria ou comércio, e R$ 5,00, se for do setor de serviço.

Entre os benefícios da formalização está a possibilidade de obter o registro no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ), emitir nota fiscal, acessar financiamentos e participar de licitações públicas, além de cobertura da Previdência Social.
 

Fonte : http://g1.globo.com/economia/pme/noticia/2011/08/empreendedores-individuais-somam-15-milhao-no-pais-diz-sebrae.html

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Geração Z é mais conectada, fuma menos e lê pouco

São Paulo - A Quest Inteligência de Mercado divulgou um estudo que analisa o mercado de diferentes faixas etárias. Foram ouvidas 600 pessoas na capital paulista, com idade entre 14 e 51 anos, para realização do "São Paulo em Foco: Gerações X, Y e Z".

A pesquisa revela as diferenças e similaridades existentes entre essas três Gerações – X (32 a 51 anos), Y (20 a 31 anos) e Z (12 a 19 anos).

Os resultados mostraram que praticamente 100% dos jovens entre 14 e 19 anos (Geração Z) participam de alguma rede social, 75% usam celulares (16% navegam na Internet por esses aparelhos) e 60% se preocupam com a beleza do corpo e do rosto.

Paralelamente, a faixa etária entre 32 e 51 anos (Geração X) continua com assíduos leitores (55%) e os adultos entre 20 e 31 anos (Geração Y) mantêm o hábito de visitar os amigos (51%) e de consumir refrigerantes (52%). Os jovens da Geração Z, entretanto, leem menos (14% preferem jornais e 23% revistas).

 "A principal diferença entre as gerações está no uso que fazem da Internet, das redes sociais e da tecnologia. Isso se reflete em seus hábitos de consumo, comportamento de compra e lazer", explica Luís César Périssé, sócio-diretor da empresa e coordenador da pesquisa.

Segundo ele, a Internet promove grandes mudanças sociais e essas gerações têm sido os principais agentes de mudança, dependendo do seu grau de interação social, isto é, da sua capacidade de influenciar pessoas por meio de suas ações na web.

"São agentes de mudanças os que produzem e compartilham conteúdo na web e nas redes sociais: 61% no total das 3 gerações. Na Geração Z essa proporção se eleva para 79%, na Geração Y, 71%, e na geração X, 48%", informa Périssé.

Para quem não sabe, o "Z" é a denominação comum daquilo que esses jovens fazem de melhor: zapear, saltando com desenvoltura da TV para o telefone; do videogame para alguma rede social na web; ou do MP4 para o e-book.

Esta controversa geração é consumidora voraz das novidades que o mundo tecnológico tem a oferecer, mudando de atitude tão rápido quanto uma mensagem no Twitter. Com o mundo 2.0 no DNA, é difícil imaginá-los vivendo da mesma forma que as gerações anteriores – sem telefone móvel, Internet, MP3, câmeras digitais ou tevê a cabo.

"Nascida sob os auspícios da estabilidade econômica, em um país com inflação de um dígito e governo democrático, a chamada Geração Z é um fenômeno que encanta e surpreende, pela sua enorme capacidade de assimilar as transformações tecnológicas em curso, neste mundo 2.0", enfatiza o coordenador da pesquisa.

Fonte: http://exame.abril.com.br/marketing/noticias/geracao-z-e-mais-conectada-fuma-menos-e-le-pouco-diz-pesquisa

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

As 13 perguntas mais clássicas de entrevista de emprego.

São Paulo - A entrevista é a etapa mais importante de um processo de seleção. É o momento em que, olhando nos olhos do candidato, o recrutador  consegue comprovar intuições e tirar todas dúvidas possíveis. Só depois disso, ele estará apto para bater o martelo sobre a contratação ou não.

"Essa é a hora da verdade. O candidato tem que fazer de tudo para encantar o recrutador", diz Irene Azevedo, da consultoria DBM. Vencer a ansiedade e responder as expectativas do recrutador ao mesmo tempo não é tarefa fácil.

Por isso, conversamos com os principais headhunters do país para descobrir as perguntas mais tradicionais durante uma entrevista de emprego e quais as melhores maneiras para respondê-las. Confira.

1.    Por que você está mudando de emprego?
Essa é a primeira pergunta entre as mais perigosas em uma entrevista de emprego. Por isso, é preciso extrema cautela para respondê-la. O candidato que decidir soltar o verbo contra o emprego anterior cai em descrédito logo de início.

 "Isso soa mal. Passa a impressão de um profissional intransigente que, na primeira mudança de rota, prefere uma movimentação", afirma Eduardo Baccetti, sócio-diretor da consultoria de recrutamento 2GET.

De acordo com Priscila de Azevedo Costa, coordenadora do programa Veris Carreira da Veris Faculdades, o caminho para conversar sobre essa questão de uma maneira convincente é remeter para o atual momento de carreira e para os próprios planos para o futuro.

2.    Por que você foi demitido?
Uma das principais saias justas em uma entrevista de emprego é quando o recrutador, sem nenhum pudor, busca saber o contexto em que o candidato foi desligado da empresa anterior.  O assunto é delicado e exige muito jogo de cintura do candidato. A melhor estratégia, segundo os especialistas, é ser sincero. E, em alguns casos, recorrer a um tom mais eufemista.

Nesse contexto, por exemplo, "o candidato pode dizer que divergia estrategicamente do direcionamento da empresa", exemplifica Irene. Ou, "admitir que estava em um momento em que não podia contribuir totalmente para as necessidade da empresa", diz Priscila. O importante, segundo ela, é tomar cuidado para não prejudicar a própria imagem ou falar mal da companhia. 

3.    Por que quer trabalhar aqui?
Não vale responder que esse era o seu sonho de infância. Por isso, é fundamental estudar sobre os valores da empresa antes da entrevista e mostrar para o recrutador que seu plano de carreira está alinhado com essa visão.

"O candidato tem que ter muita consciência das suas próprias realizações e intenções", diz  Irene. "E, a partir disso, saber contar muito bem sua história".

4.    Quais suas principais realizações ao longo da carreira?
Para responder a perguntas como essa, é preciso fazer uma avaliação profunda sobre sua evolução na carreira antes da entrevista. Afinal, segundo os especialistas, esse tipo de tópico demanda informações precisas sobre os fatos que tornaram seu passado profissional memorável. "Se eu não tiver resultados que suportem e comprovem meus pontos fortes, não irá adiantar nada", afirma Irene.

5.    Quais seus principais fracassos?

Aqui a proposta do recrutador é entender como você reage diante de situações difíceis. Por isso, não tenha medo de relatar os problemas que você já enfrentou em outros empregos. Foque, contudo, na maneira como conseguiu driblar as dificuldades e nas lições que tirou de cada situação. A, ideia, segundo os especialistas é tentar mostrar que os fracassos, no fim, contribuíram pra seu amadurecimento na carreira.

6.    Quais seus pontos fortes?

Elencar as próprias qualidades nem sempre é uma tarefa fácil. No entanto, saber falar sobre isso de uma maneira elegante é essencial durante uma entrevista de emprego. Lembre-se que este é o momento para mostrar ao recrutador que você tem as características necessárias para o cargo em questão. Contudo, cuidado para não cair no narcisismo vazio. "Ele precisa mostrar exemplos práticos dessas qualidades", afirma Priscila.

7.    Que pontos em seu comportamento ainda precisam ser desenvolvidos?

Para responder a tradicional pergunta sobre defeitos, boa parte dos candidatos recorrem ao macete clássico de se definir como um profissional perfeccionista. "Todo mundo quer transformar uma qualidade excessiva num defeito", afirma Priscila.

Segundo ela, diante desse clichê, os recrutadores logo ficam com um pé atrás. Agora, se você realmente é perfeccionista, a dica é dar um exemplo prático que prove essa característica. E, para mostrar que está sendo sincero, conte sobre outro defeito. Mas, cuidado para não dar um tiro no pé. "Escolha uma questão que não atrapalhe muito sua eficiência no trabalho e contextualize", diz Priscila.

8.    Quais são suas motivações?
O objetivo do recrutador com esta questão é avaliar se o perfil do profissional é coerente com a estrutura da empresa. "Todo mundo precisa ser motivado para continuar a produzir bem", diz Priscila. E ninguém quer contratar um profissional que, em poucos meses, perca o contentamento em trabalhar. Por isso, para seu próprio bem, não tente dissimular uma resposta padrão. Seja sincero consigo mesmo e mostre qual a empresa ideal para seu perfil.


9.    Consegue trabalhar sob pressão?
Saber lidar com a pressão no mercado de trabalho é uma postura que exige tempo e aprendizado. Por isso, mostre para o recrutador exemplos práticos que comprovem que você consegue se dar bem em situações como essas. "Não responda apenas sim ou não. Sempre traga uma experiência que esclareça o que você quer contar", diz Priscila.

10.    Conte sobre sua família? O que faz nas horas vagas?
Os recrutadores hoje já entendem que vida profissional e pessoal estão, sim, ligadas. Por isso, com essa pergunta, a proposta é entender como a rotina pessoal influencia a dinâmica durante o horário do expediente. "Conforme a pessoa fala, queremos identificar quais os valores que ela tem",  explica Priscila. Segundo ela, o ponto não é tentar ser perfeito, mas mostrar como você administra os principais conflitos da vida.

11.    Qual sua pretensão salarial?

A dica de Irene para esse momento da entrevista é tentar adiar ao máximo sua resposta. "Explique que o valor da sua remuneração só pode ser definido quando você entneder todos os desafios do cargo", explica. Se a justificativa não pegar e o recrutador insistir em uma resposta, conte qual era seu último salário.

12.    Quais seus planos para o futuro?

Neste ponto, o recrutador quer identificar se sua estratégia de carreira está alinhada ou não com o ritmo da corporação. Nem sempre, contudo, é fácil ter na ponta da língua projetos para um futuro muito longínquo. Se esse for seu caso, não se desespere. Seja sincero e mostre consistência nos planos para médio e curto prazo.

13.    Por que devo contratar você?

Essa pergunta requer extrema coerência do candidato com todas as informações que passou para o recrutador durante o processo de seleção. É, neste ponto, que ganha relevância, o profissional que souber fazer o melhor marketing pessoal. "O perfil pessoal acaba determinando muito, o brilho no olho, a vontade de ainda querer fazer", diz Baccetti, da 2 GET.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

As oportunidades do Brasil em caso de agravamento da crise

Tentar encontrar aspectos positivos em um cenário de crise pode parecer otimismo desvairado. Porém, no caso da economia brasileira, cujo principal problema é – ou pelo menos era até duas semanas atrás – um superaquecimento, notícias de esfriamento lá fora geram oportunidades aqui dentro.

Tudo dependerá, é claro, do tamanho do problema nos países desenvolvidos. O prognóstico dominante no mercado é de baixo crescimento das economias ricas durante um longo período de tempo. Neste caso, o Brasil poderá sofrer um pouco com a eventual queda nos preços das commodities. É o desempenho da China que ditará o ritmo.

Não está descartado, no entanto, um cenário recessivo que poderia ser desencadeado por algum problema mais sério no sistema bancário internacional. Esse filme já foi visto em 2008, quando faltou liquidez no mercado e os empréstimos secaram.

Neste caso, uma intervenção mais forte do governo brasileiro será necessária para evitar uma contaminação. A corrente dominante no mercado defende o uso da política monetária – exceto os chamados desenvolvimentistas, que não perdem a oportunidade de clamar por uma presença maior do Estado na economia. O curioso, desta vez, é que até o ministro Guido Mantega, um desenvolvimentista de carteirinha, está falando em aperto fiscal.

EXAME.com lista, a seguir, as oportunidades que o Brasil tem para colocar a economia nos eixos em caso de agravamento da crise.

1 – Desaquecimento da economia

Os números de 2010 constataram um superaquecimento da economia brasileira (o PIB cresceu 7,5%). O efeito natural foi o distanciamento da inflação em relação ao centro da meta. Antes das recentes turbulências, o debate era sobre o tamanho do aperto monetário necessário para trazer a inflação de volta à casa dos 4,5% no ano que vem. A "boa" notícia é que, se a crise piorar, o desaquecimento acontecerá naturalmente e o Banco Central não precisará mais exagerar nos juros.

Se a inflação deixar de ser um problema, estará aberta a possibilidade de o Banco Central iniciar uma trajetória de queda dos juros, aproximando um pouco (ou tornando menos distante) a nossa taxa em relação às internacionais. Isso, por tabela, dará um alívio para o câmbio.

3 – Menos gastos com juros

Como decorrência da queda dos juros, o governo gastará menos com o serviço da dívida. Naturalmente haverá uma melhoria do resultado nominal das contas públicas, o que ajudará o Brasil a ter novas elevações em sua nota de crédito pelas agências de classificação de risco. Quanto mais alto o rating, menos juros o Brasil precisa oferecer para atrair os investidores, gerando um círculo virtuoso. 

4 – Menor concentração de renda

Ainda como decorrência da queda dos juros, haverá uma redução da concentração de renda. O raciocínio é simples: para financiar os seus gastos, o governo emite títulos que são comprados por quem tem dinheiro sobrando e está interessado em receber os juros altos oferecidos no Brasil. É de se imaginar que a parcela mais rica da população é a que mais tem dinheiro sobrando e, portanto, é a que mais compra esses papéis (seja por meio do Tesouro Direto ou de fundos Di e renda fixa). Logo, quanto maior a taxa de juros, mais intensa é a concentração de renda.

Espera-se ainda que o governo cumpra a promessa de não elevar os gastos – principalmente os ligados à máquina pública que depois não podem ser revertidos. Além disso, os economistas alertam para eventuais novos exageros com empréstimos do BNDES a juros subsidiados. Na crise de 2008, o Tesouro turbinou o banco de fomento, elevando a dívida bruta do país.

Se as medidas corretas foram adotadas, dizem os analistas, o Brasil crescerá menos no curto prazo (abaixo do seu potencial, de 4%), mas sairá mais fortalecido e pronto para decolar novamente. Resta saber se o timing político permitirá.


 

Fonte: http://exame.abril.com.br/economia/noticias/as-oportunidades-do-brasil-em-caso-de-agravamento-da-crise?page=2&slug_name=as-oportunidades-do-brasil-em-caso-de-agravamento-da-crise

terça-feira, 26 de julho de 2011

8 opções de franquias curiosas


 

Fora do tradicional

São Paulo - Com a ebulição no setor de franquias, que cresce 20% ao ano, fica cada vez mais difícil destacar-se da concorrência. Mas algumas redes apresentam-se no mercado com propostas inusitadas ne negócio, despertando a curiosodade de potenciais investidores. De spas para carros e containeres usados a anúncios em saco de pão e mãos de cera, o mercado está cheio de bandeiras que podem se transformar em oportunidade de lucro para empreendedores que não têm medo de se arriscar em mercados menos tradicionais.

"A princípio, qualquer coisa pode ser franqueada. Ter ao menos um diferencial, ou seja, algo que seja novidade para o mercado, torna o negócio mais interessante", explica Fátima Rocha, diretora da Associação Brasileira de Franquias Seccional Rio. Mas não se deixe levar pelo entusiasmo inicial. Analisar fatores como o suporte ofercido pela franqueadora, a potencial lucratividade do negócio e o prazo para retorno do investimento continua sendo fundamental na hora de tomar uma decisão. "Não se pode analisar o investimento pelo tipo de negócio - se é inusitado ou não -, mas por uma ampla pesquisa do candidato na compra da franquia", aconselha Fátima.

Confira, a seguir, oito exemplos de franquias inusitadas.

Publicidade em saco de pão

Você abriria um negócio para fazer publicidade em saco de pão? Pois cem pessoas já compraram a franquia da marca espanhola Publiban. A empresa de publicidade direcionada coloca anúncios em saco de pães para transformar a embalagem em uma ferramenta de marketing. Os franqueados não precisam de um ponto comercial e podem trabalhar sozinhos. As padarias que fecham a parceria recebem os sacos de graça. O candidato investe R$ 30 mil no negócio, pode faturar até R$ 25 mil por mês e tem retorno do investimento previsto em até 6 meses.

Banco de cordão umbilical

Criado no México, em 2000, o BCU é um dos maiores bancos de cordão umbilical da América, com unidades no Brasil e Estados Unidos. A empresa coleta e armazena o sangue de células-tronco do cordão umbilical. No Brasil desde junho de 2010, a rede tem 36 franquias em funcionamento. O investimento inicial do negócio é de R$ 80 mil e o retorno leva, pelo menos, 15 meses. A rede calcula que cada unidade fature, em média, R$ 40 mil.

Contêineres antigos

Lojas e hotéis feitos de contêineres antigos é o negócio da Container. Criada há 2 anos, a franquia quer suprir a demanda por leitos no Brasil durante a Copa e as Olímpiadas com hotéis de lata. A empresa espera faturar R$ 20 milhões no próximo ano com a abertura de novas unidades tanto de lojas quanto de hotéis. Quem ficou interessado em abrir uma franquia de hotel, precisa ter disponível entre R$ 700 mil e R$ 2 milhões. O capital necessário para abrir uma franquia de loja no formato contêiner é de R$ 79 mil reais e o retorno é calculado para acontecer em até 2 anos.

Academia para crianças

Colocar seu filho para se exercitar pode ser uma experiência saudável e, ao mesmo tempo, divertida. A My Gym Children's Center Fitness, empresa norte-americana, entretém os pequenos com brincadeiras e jogos. O serviço é oferecido para crianças de seis semanas até 12 anos de idade. Aberta em 1983, na Califórnia, a rede já tem mais de 200 franquias espalhadas por 20 países. O investimento para abrir uma franquia é de 300 mil reais e o prazo para retorno do capital é calculado para ocorrer a partir de 24 meses.

Mãos de cera

No formato de quiosques, a franquia, como o nome indica, atrai curiosos que querem moldar a mão em cera e levar uma estatueta para casa. Criada pelos irmãos Marcelo e André Moretti, 1999, a rede tem quatro unidades em funcionamento que faturam, em média, R$ 35 mil. O investimento inicial para abrir uma franquia é de R$ 82 mil e o prazo de retorno estipulado pela empresa é de 12 meses.

Certidões em cartório

A Cartório Postal faz aquilo que muita gente detesta: vai ao cartório para os clientes. O serviço privado de intermediação cartorária, que inclui pesquisa patrimonial, gerenciamento eletrônico de documentos com autenticação digital e assessoria em registros de contratos, foi criado em 1993. Se não bastasse a atividade curiosa, a franquia oferece serviços inusitados, como o registro de nascimento de animais. O investimento em uma unidade vai de R$ 29 mil a R$ 150 mil e o retorno acontece em até 18 meses.

Estética automotiva

Tem gente que cuida do carro como um bichinho de estimação. Para oferecer cuidados à altura, a Auto Spa Express criou uma franquia de serviços de estética automotiva e lavagem ecológica em domicílio. Principal produto do negócio, a lavagem ecológica não usa água e custa R$ 20.O faturamento mensal para uma operação de um funcionário é de R$ 4 mil a R$ 5 mil. O investimento para abrir a franquia é de R$ 2,5 mil e o retorno acontece a partir de 2 meses.

Compras coletivas

Estouro no mercado no ano passado, os quase 2 mil sites de compras coletivas criados no país brigam para atrair os consumidores. A estratégia encontrada pelo Ofertíssima foi franquear a operação para estar em mais regiões. Os franqueados desembolsam ao menos R$ 8,9 mil no negócio e esperam faturar até 10 mil reais por mês. O retorno, segundo a empresa, pode vir em até 12 meses. Hoje, são doze franquias em funcionamento no país.


 

Fonte: http://exame.abril.com.br/pme/noticias/8-opcoes-de-franquias-curiosas

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Reajuste de salários no segundo semestre preocupa o BC

Brasília - O Banco Central enfatizou no Relatório Trimestral de Inflação divulgado hoje o impacto dos reajustes dos salários na inflação. "O Copom avalia que um risco muito importante para a dinâmica dos preços ao consumidor advém da dinâmica dos salários", afirmou. A palavra "muito" foi incorporada ao documento em relação à versão de março. O BC lembra que haverá concentração de negociações salariais importantes no segundo semestre, quando a inflação acumulada em 12 meses se encontrará em níveis próximos ao teto da meta, de 6,5%.

Na avaliação da autoridade monetária, o mercado de trabalho se mostra aquecido, a despeito de sinais bem incipientes de moderação. "O nível de emprego tem crescido de forma vigorosa e gerado as mais baixas taxas de desemprego desde o início do cálculo da série em março de 2002", afirma. O BC também destaca que o rendimento médio real, depois de crescer de forma vigorosa em 2010, mostra certa moderação, em parte explicada pela elevação das taxas de inflação nos últimos trimestres.

Para o Banco Central, "um aspecto crucial" é a possibilidade de o aquecimento no mercado de trabalho levar à concessão de aumentos reais dos salários em níveis não compatíveis com o crescimento da produtividade. Segundo o relatório, algumas evidências disponíveis mostram que aparentemente isso tem ocorrido em certos setores. "Em ambiente de demanda aquecida, esses aumentos salariais tendem a ser repassados aos preços ao consumidor", destaca. O BC afirma que a moderação salarial constitui elemento-chave para a obtenção de um ambiente macroeconômico com estabilidade de preços.

Preocupado com o impacto do aumento da renda na dinâmica da inflação, o BC discretamente indicou ter alguma preocupação com os reajustes previstos para o salário mínimo, que nos próximos anos será corrigido pela inflação mais a variação do PIB de dois anos antes de cada reajuste. "Os aumentos previstos para o salário mínimo nos próximos anos podem impactar direta e/ou indiretamente a dinâmica dos preços ao consumidor", menciona o BC, sem entrar em mais detalhes.

Para 2012, ano em que a autoridade promete entregar a inflação em 4,5%, o salário mínimo deve subir mais de 10%.

http://exame.abril.com.br/economia/noticias/reajuste-de-salarios-no-2o-semestre-preocupa-o-bc

Fonte:

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Os livros indicados por cinco líderes

Abílio Diniz: Good to Great

São Paulo - Quem acompanha as reuniões de resultado do Grupo Pão de Açúcar ou o Twitter do Abílio Diniz já deve saber qual a indicação do presidente do conselho de administração do Pão de Açúcar. O empresário leu o livro Good to Great (Empresas feitas para vencer) do Jim Collins em 2005 e, mais do que isso, aplicou idéias de Collins na empresa.

Em março de 2010, Diniz acompanhou 11 executivos em um workshop com Collins, no Colorado. Após a experiência, o Pão de Açúcar trocou de posição quatro dos nove integrantes de sua diretoria executiva. O empresário trouxe Collins para o Brasil para ele falar para 300 funcionários do Grupo. 

No livro, Collins destaca a importância de ter as pessoas certas nos cargos certos e também indica que as empresas precisam de um executivo nível 5. O desse executivo nível 5 é focar a gestão nos benefícios da empresa. 


 

Edson de Godoy Bueno: O Verdadeiro Poder

São Paulo - O fundador e presidente do Conselho da Amilpar, Edson de Godoy Bueno, indica e adota em treinamentos de sua empresa o livro "O Verdadeiro Poder" (de Vicente Falconi).

O livro usa cases e exemplos – em que autor esteve envolvido entre 1997 e 2009 – para expor pontos para uma empresas e desenvolver.

O método de estudo e desenvolvimento de grupos gerenciais registrados no livro é usado durante o Seminário Amil 2020, que é uma reunião estratégica do Grupo para promover novas práticas de gerenciamento, apresentar metas e resultados. 


 

José Sérgio Gabrielli: Fordlândia

São Paulo – A última leitura do presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, foi "Fordlândia - Ascensão e queda da cidade esquecida de Henry Ford na selva" (de Greg Grandin). O livro mostra os problemas de adaptação de empresas em ambientes distintos da origem.

Gabrielli indica o livro porque ele combina a análise de uma das principais indústrias do mundo contemporâneo (automobilística) com as dificuldades de desenvolvimento de regiões de baixo desenvolvimento no Brasil.

Uma das pensatas do livro que pode ser aplicada na Petrobras é como tratar o desenvolvimento da cadeia de fornecedores de petróleo e gás em escala necessária no Brasil, segundo o executivo.


 

Lírio Parisotto: Faça Fortuna

 
 

São Paulo - A indicação do investidor Lírio Parisotto é o livro "Faça Fortuna com ações antes que seja tarde" (de Décio Bazin). O autor do livro, que é jornalista e investidor,  mostra como atuar - e obter algum sucesso - na Bolsa de Valores.

Parisotto tem grande experiência em bolsa de valores. Dez anos depois de criar a Videolar, em 1988, ele entrou no mercado de ações, onde chegou a perder 600 milhões de reais na crise de 2008. Atualmente ele tem um escritório na sede da corretora Geração Futuro.


 

Sérgio Habib: Open

São Paulo – O último livro que o empresário que trouxe as marcas Aston Martin e Jac Motors para o Brasil, Sérgio Habib leu foi a biografia do tenista André Agassi, chamada Open.

Habib destaca o modo como Agassi divide seus adversários, em dois tipos de jogadores: termômetro e termostato. Segundo o tenista, o jogador termômetro reage as temperaturas dadas pelo adversário na partida, já o jogador termostato, imprime sua temperatura.

Habib diz usar essa divisão de Agassi para aproveitar melhor os executivos na sua empresa, uma vez que, entre os dois modelos, não há um certo e outro errado, é necessário saber quem reage melhor a que tipo de estímulo. 


 

Fonte: http://exame.abril.com.br/negocios/gestao/noticias/os-livros-indicados-por-cinco-lideres?p=1#link

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Mercado prevê inflação menor em 2011 e maior em 2012


 

São Paulo - O mercado financeiro reduziu levemente a projeção para a inflação em 2011, segundo o boletim Focus, divulgado hoje pelo Banco Central (BC). De acordo com a pesquisa, a expectativa para a inflação oficial neste ano recuou de 6,19% para 6,18%, em um patamar ainda distante do centro da meta de inflação, que é de 4,50%. A meta tem margem de tolerância de dois pontos porcentuais para cima ou para baixo.

No entanto, os analistas elevaram a projeção para a inflação em 2012, de 5,13% para 5,18%. No caso da inflação de curto prazo, o mercado reduziu de 0,08% para 0,05% a previsão para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de junho de 2011. Para a inflação de julho, a taxa prevista passou de 0,18% para 0,15%.

O mercado financeiro manteve a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2011, em 3,96%, segundo o boletim Focus. Para o ano que vem, a projeção para o crescimento da economia permaneceu em 4,10%. A estimativa para o crescimento da produção industrial em 2011 passou de 3,46% para 3,44%. Para 2012, a projeção para a expansão da indústria seguiu em 4,50%.

Juros e dólar

De acordo com a pesquisa Focus, os analistas também mantiveram a previsão para a Selic (a taxa básica de juros da economia) para o fim de 2011, em 12,50% ao ano. Atualmente, a taxa está em 12,25% ao ano. A projeção para a Selic no fim de 2012 seguiu em 12,25% ao ano.

Para o mercado de câmbio, os analistas preveem que o dólar encerre 2011 em R$ 1,60, mesmo patamar estimado na semana anterior. A projeção do câmbio médio no decorrer de 2011 seguiu em R$ 1,61. Para o fim de 2012, a previsão para o câmbio permaneceu em R$ 1,70.

Contas externas

O mercado financeiro manteve a previsão para o déficit nas contas externas em 2011. A previsão para o déficit em conta corrente neste ano está em US$ 60,00 bilhões. Para 2012, o déficit em conta corrente do balanço de pagamentos seguiu em US$ 70,00 bilhões.

Já a previsão de superávit comercial em 2011 seguiu em US$ 20,00 bilhões. Para 2012, a estimativa para o saldo da balança comercial passou de US$ 10,10 bilhões para US$ 10,08 bilhões. Analistas elevaram a estimativa de ingresso de Investimento Estrangeiro Direto (IED) em 2011, de US$ 50,00 bilhões para US$ 51,30 bilhões. Para 2012, a previsão avançou de US$ 45,00 bilhões para US$ 46,00 bilhões.


 

Fonte: http://exame.abril.com.br/economia/noticias/mercado-preve-inflacao-menor-em-2011-e-maior-em-2012

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Ata do Copom sinaliza mais aumento de juros; saiba quais os melhores investimentos


 

SÃO PAULO – O Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central divulgou nesta quinta-feira a ata da última reunião, quando os diretores decidiram por aumentar a Selic (taxa básica de juro) em 0,25 ponto percentual (p.p.), para 12,25% ao ano.

Na ata, o comitê aponta para um processo de ajuste "gradual" da política monetária brasileira, deixando aberto o caminho para novas elevações do juro básico ao longo deste ano. Ao mesmo tempo, a ata sinaliza que houve alguma melhora na inflação.

Neste cenário, os especialistas em investimentos continuam a apontar a renda fixa como a melhor opção no momento. "Este é mais um sinal de que o horizonte continua mais favorável para a renda fixa do que para a renda variável", ressalta o professor de economia da PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo), Fábio Gallo.

De acordo com ele, o brasileiro deve aproveitar a alta taxa de juros a seu favor, por meio dos investimentos. "Esta taxa de juros alta continua, disparada, a maior taxa de juro real do mundo", afirma.

Segundo o professor, os fundos DI e os títulos do Tesouro Direto são os melhores investimentos para aproveitar a alta dos juros. "Tanto os títulos prefixados quanto os pós-fixados estão com rendimentos bastante atrativos, acima de 12% ao ano", afirma Gallo.

Pós- fixados atrelados à Selic
Para o Gerente de Gestão de Investimentos da consultoria Lecca, Georges Gerbauld Catalão, neste cenário, a melhor opção de investimento são os fundos ou títulos de renda fixa pós-fixados atrelados à Selic.

"Com esta perspectiva de alta, ainda é o momento de investir em títulos que acompanhem o avanço das taxas de juros", acredita o profissional.

Segundo ele, o CDB pós-fixado também é uma opção interessante, já que é atrelado ao CDI (Certificado de Depósito Interbancário) e tem garantido um rendimento líquido acima de 10% ao ano.

Entretanto, os especialistas ressaltam que é importante negociar uma taxa de ao menos 98% do CDI com o banco, para que o investimento valha a pena.

Prefixados
O executivo ressalta que ainda é um pouco arriscado investir em títulos prefixados, devido às incertezas quanto ao término do aperto monetário. "O consenso do mercado é que haja mais uma elevação da Selic de 0,25 p.p.. Mas se, por algum motivo, o BC resolver continuar subindo os juros, quem comprou títulos prefixados agora não vai se dar bem", afirma.

Segundo ele, neste caso, o melhor é aguardar mais um pouco as próximas definições do Copom, para optar por este tipo de título. "Neste momento, acho que o ideal mesmo é optar pelos pós-fixados ligados à Selic", enfatiza.

Pós-fixados atrelados à inflação
No caso dos títulos pós-fixados atrelados ao IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), ele ressalta que a própria ata do Copom mostrou um cenário um pouco mais favorável para os preços.

"Os títulos baseados na inflação foram um excelente investimento no final do ano passado e no primeiro trimestre deste ano. Com uma perspectiva um pouco melhor para a inflação, este tipo de investimento não vai ter a mesma rentabilidade que apresentou nos primeiros meses do ano", diz.

Fundos de investimento
O professor da PUC também lembra que o investidor pode optar por fundos de renda fixa, lembrando sempre que as taxas de administração são mais caras do que quando se opera via Tesouro Direto.

"Quando você quer comer, mas não tem tempo ou não sabe cozinhar, a solução é procurar alguém que cozinhe para você. Você paga por isso, mas é a melhor maneira de aproveitar aquela oportunidade", compara Gallo.

Bolsa de Valores
De acordo com o gerente da Lecca, o investimento em renda variável ainda exige um pouco mais de cautela, devido, principalmente, ao cenário externo.

"O grande empecilho da bolsa no início do ano era o cenário interno. Agora, tivemos uma melhora da situação econômica nacional, com o arrefecimento da inflação, mas o cenário externo piorou, com muitas dúvidas sobre a situação fiscal dos países periféricos europeus, especialmente a Grécia, além de dados ruins da economia norteamericana", afirma Catalão.

De acordo com ele, diante disso, a bolsa pode ser uma boa opção para aqueles que pretendem operar no longo prazo, em um horizonte de no mínimo doze meses. "Existem ações de empresas que estão baratas e há uma perspectiva de valorização no longo prazo", aponta o profissional.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Os países que oferecem mais qualidade de vida

OCDE avalia a qualidade de vida nos países

São Paulo – Há muito tempo a busca por qualidade de vida entrou na lista de prioridades de pessoas, empresas, cidades, e países. Este conceito, aliás, vem sendo aprimorado nos últimos anos. Não se trata apenas de ter uma alimentação saudável, fazer uma pausa no trabalho para a ginástica laboral, ou contar com um parque por perto para uma caminhada no fim do dia.

A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) elaborou um ranking no qual avalia a qualidade de vida dos habitantes de 34 países do mundo. O estudo analisa uma série de critérios que interferem na satisfação dos cidadãos com seu estilo de vida. Para compor o ranking, a entidade entrevistou pessoas de todas as nações-membros, perguntando a opinião delas sobre saúde, educação, renda, mercado de trabalho, e outras categorias, em seu próprio país.

O resultado mostra que, na equação da qualidade de vida, entram parcelas objetivas, como a renda. Para habitantes de países como a Austrália, os Estados Unidos e Luxemburgo, que estão entre os mais ricos da OCDE, o dinheiro não traz felicidade, mas manda fazer sob medida. Os habitantes destes países destacam a elevada renda média da população como fator importante para satisfação pessoal.

Entretanto, o estudo mostra que outras componentes mais subjetivas também são consideradas. Canadenses e Dinamarqueses, por exemplo, destacam que boa parte de sua satisfação com a vida em seus países de origem tem a ver com a confiança que eles podem depositar nas outras pessoas.

O Brasil não entrou no estudo, já que não é um membro da OCDE. Veja nas fotos ao lado quais são os países que oferecem mais qualidade de vida

Renda e educação são destaques na Austrália

Segundo o estudo da OCDE, a renda média das famílias da Austrália está entre as mais elevadas do mundo – 27 mil dólares por ano. É a condição necessária para que o padrão de vida da população australiana esteja entre os melhores dentre os países do ranking da OCDE.

O país tem um dos sistemas educacionais mais elevados. Mais de 70% dos australianos tem, no mínimo, o diploma de ensino médio. O resultado da boa educação é que cerca de 72% da população tem um emprego estável. Um detalhe: na Austrália, 71% das mães voltam a trabalhar depois que os filhos começam a frequentar uma escola, e conseguem equilibrar a vida em família e a carreira.

O sistema de saúde bem desenvolvido e o baixo nível de poluição atmosférica contribuem para que a expectativa de vida no país seja uma das maiores da OCDE: 81,5 anos, dois a mais do que a média dos países pesquisados.

Para suecos, qualidade de vida é ter tempo sobrando

Um dos indicadores de qualidade de vida na Suécia vai deixar muita gente com inveja. Cerca de 65% da população diz que dedica mais de 15 horas de seu dia para cuidados pessoais (e aí estão incluídos dormir e comer) e lazer.

Além disso, eles têm uma das maiores rendas médias do mundo (25,6 mil dólares por ano para cada habitante). E contam com um sistema de saúde eficiente também. O governo investe 9,4% do Produto Interno Bruto (PIB) do país no setor. Estes fatores contribuem para que a longevidade no país seja maior que a média: 81,2 anos é a expectativa de vida na Suécia.

Existem ainda outros detalhes que ajudam a entender a razão do país ser o terceiro melhor em qualidade de vida no ranking da OCDE. A segurança é um deles. Mais de 95% da população diz que, em 2010, não se envolveu em nenhum episódio de furto, roubo, ou outro tipo de violência. 

Nova Zelândia tem nível de emprego elevado

A Nova Zelândia ocupa o quarto lugar do ranking de países com maior qualidade de vida segundo estudo da OCDE. O país tem um dos maiores níveis de emprego do mundo (72%), o que garante à população uma fonte de renda, inclusão social e desenvolvimento pessoal.

A escolaridade no país também é elevada: 72% dos australianos têm, pelo menos, o ensino médio completo. Em média, a população trabalha cerca de 1720 horas por ano, abaixo da média da OCDE (1739 horas). Cerca de 65% das pessoas dizem que conseguem dedicar 15 horas do dia para cuidados pessoais e lazer.

Mais de 75% da população diz que está satisfeito com a própria vida. Os restantes afirmam, em sua maioria, que as condições devem melhorar dentro de, no máximo, cinco anos.

Noruega também se destaca pelo mercado de trabalho

Nada melhor do que ter um bom emprego e ser bem pago para se fazer o que gosta. Na Noruega, o mercado de trabalho é atrativo e oferece estabilidade. Isto é citado pela maioria da população como peça fundamental para garantir a qualidade de vida no país.

Mais de 75% dos noruegueses entre 15 e 64 anos tem um emprego fixo e remunerado. Os participantes da pesquisa da OCDE dizem que ter trabalho e renda ajuda a elevar a autoestima e a inclusão social.

Quase 85% dos habitantes da Noruega dizem que estão muito satisfeitos com suas condições de vida. Mais de 75% deles dizem que têm várias experiências positivas em um dia comum. Com bons empregos e bons salários, não fica difícil acreditar que seja verdade.

Dinamarqueses estão satisfeitos com a vida

Apenas 10% dos dinamarqueses afirmam que não estão satisfeitos com a qualidade de vida no país. Afinal, o que garante um índice de aprovação tão elevado? É provavelmente algo que apenas os próprios habitantes do país podem explicar. Praticamente 100% dos participantes da pesquisa da OCDE disseram que conhecem pessoas, sem serem as da própria família, em quem podem confiar em momentos de necessidade.

Além destes laços sociais, a visão que os próprios habitantes têm da Dinamarca é a de um país estável, em cujo governo se pode confiar. Três quartos dos participantes da pesquisa dizem confiar nas instituições políticas. A cada eleição, cerca de 87% dos eleitores registrados vão às urnas – uma média muito maior do que a da OCDE (72%).

Estados Unidos têm a segunda maior renda média

Os norte-americanos têm a segunda maior renda média anual do ranking da OCDE (38 mil dólares), perdendo apenas para os habitantes de Luxemburgo (44 mil dólares). O país conta ainda com um dos melhores sistemas educacionais do mundo. A lista de universidades conhecidas mundialmente pela excelência em produção científica é extensa e traz nomes como, como Harvard e MIT.

Mas os Estados Unidos têm alguns pontos contra si. Além da fraqueza de sua economia, que contaminou o mercado de trabalho e setores importantes da economia como a construção civil, outros problemas ameaçam a qualidade de vida dos americanos.

A confiança da população no governo começa a diminuir, a um ano das próximas eleições presidenciais. Além disso, questões como a da segurança pública incomodam os habitantes. Em 2010, a média de homicídios foi de 5,2, acima da média da OCDE.

Vida longa aos suíços

A qualidade de vida dos suíços pode ser percebida na longevidade da população. Em média, os suíços vivem 82,2 anos, três a mais do que a média da OCDE. O país só perde em expectativa de vida para o Japão (82,7 anos).

Uma das razões desta realidade é o investimento pesado que o governo faz no setor de saúde – algo em torno de 11% do PIB do país. As constantes campanhas contra inimigos mundiais da vida saudável ajudaram a diminuir de 28,2% para 20% a quantidade de fumantes na Suíça entre 1992 e 2007.

Finlândia: a melhor educação da OCDE

O sistema educacional da Finlândia recebeu as melhores avaliações no ranking da OCDE. No país, 81% dos adultos entre 25 e 64 anos têm, no mínimo, o equivalente ao ensino médio.

Todos os países do estudo foram submetidos a um programa internacional de avaliação da OCDE que mede a qualidade do sistema de ensino em cada nação. Em 2009, o teste aplicado verificou as habilidades de leitura dos estudantes. Os finlandeses ficaram com a melhor nota do ranking – 536, de 600 pontos possíveis.

Segundo o estudo, não foi simples chegar a este patamar. O governo finlandês investiu durante anos para capacitar os professores do país, o que refletiu diretamente na qualidade do ensino nas escolas. Atualmente, estes trabalhadores gozam de um status na sociedade que poucas profissões conseguem igualar.

Holandeses conciliam carreira e família

Na Holanda, a média de horas trabalhadas por dia é a menor dentre todos os países do ranking da OCDE. Portanto, sobra tempo para investir em outras atividades. Os holandeses dizem que, em média, gastam 70% do dia ocupados com outras coisas que não o trabalho.

A população do país é uma das que melhor consegue administrar carreira e família. Cerca de 75% das mães voltam a trabalhar depois que seu filho atinge a idade escolar. Além disso, a taxa de natalidade na Holanda está entre as maiores da OCDE. 


 

Fonte: http://exame.abril.com.br/economia/mundo/noticias/os-paises-que-oferecem-mais-qualidade-de-vida?p=8#link

sexta-feira, 10 de junho de 2011

6 impactos do aumento da Selic na economia real

Aumento da Selic afeta pouco o crédito ao consumidor

São Paulo - O aumento da taxa de juros promovido pelo Banco Central nesta quarta-feira (8) mexe no crédito ao consumidor, embora os efeitos sejam pequenos. Segundo cálculos da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), a maior alteração deve ocorrer nos juros do financiamento de automóveis (CDC dos bancos), que ficarão 0,83% mais caros.

Esta pequena diferença se deve ao fato de existir um descolamento grande entre a Selic e as taxas cobradas ao consumidor. Estas últimas, em média, chegam a 121,96% ao ano provocando uma variação de mais de 900,00% entre as duas pontas.

Os efeitos práticos do aumento da taxa básica de juros podem ser observados, por exemplo, em operações do cotidiano como crediários de lojas, ou o crédito rotativo dos cartões. Veja nas fotos ao lado como o ajuste da Selic afeta o crédito que você toma.

Juros do comércio – crediário de loja

São Paulo - Enquanto a taxa Selic era de 12% ao ano, os juros do crediário chegavam a 5,73% ao mês. Com a taxa básica a12,25% ao ano, os novos juros do crediário passam a ser de 5,75%. O efeito deste aumento pode ser observado, por exemplo, na compra de uma geladeira de 1,5 mil reais, parcelada em 12 vezes.

Na antiga taxa de juros, as prestações seriam de 176,28 reais mensais, totalizando o valor de 2,115,36 reais. Na taxa atual, as parcelas do eletrodoméstico passam a ser de 176,47 reais. No fim, o valor da geladeira vai para 2.117,64 reais. No total, o comprador paga 2,28 reais mais caro pelo produto graças ao aumento da Selic.

Cheque especial

São Paulo - Quem tem o hábito de usar o limite do cheque especial já paga caro por isto, mas, com o aumento da Selic, os juros ficarão um pouco maiores. Pela utilização de mil reais do limite, durante 20 dias, o tomador pagava um juro de 8,12% ao mês. Isto significa que, no período considerado, ele pagaria 54,13 reais de encargos sobre o crédito que tomou. Na nova taxa, de 8,14%, o valor pago passa a ser de 54,27 reais.

Cartão de crédito

São Paulo - Cair no rotativo do cartão de crédito é sempre perigoso, mas com a alta da Selic, a situação fica um pouco pior. Considere, por exemplo, a utilização do rotativo de mil reais por 30 dias. Antes do aumento da Selic, a taxa de juros era de 10,69% ao mês, o que totalizava 106,90 reais pagos em juros. Com a nova Selic, a taxa do cartão de crédito passa a ser de 10,71%, e os juros pagos por utilizar mil reais do rotativo durante 30 dias chegam a 107,10 reais.

Empréstimo pessoal nos bancos

São Paulo - Antes do aumento da Selic, quem tomasse o empréstimo de mil reais por um ano em um banco pagaria 4,75% de juros ao mês, ou seja, 111,24 reais de juros. No final de 12 meses, o total a ser pago ao banco seria de 1.334 reais. Com a nova taxa básica de juros, o encargo sobre este mesmo empréstimo passa a ser de 4,77% ao mês. No fim de um ano, o valor a ser pago sobe para 1.336 reais. 

CDC dos bancos - compra de um veículo

São Paulo - Considerando a compra de um veículo no valor de 25 mil reais em 60 prestações, a taxa de juros antes do aumento da Selic era de 2,24% ao mês. As parcelas eram de aproximadamente 794 reais, e o valor final do carro, de 47.649,60 reais. Com a nova Selic, os juros passam a ser de 2,44% ao mês. O valor das parcelas sobe para 797,81 reais e o valor final do carro, de 47.868,60 reais.

Empréstimo pessoal em financeiras

São Paulo - Quem tomava um empréstimo de, por exemplo, 500 reais em uma financeira antes do aumento da Selic, pagava uma taxa de juro de 9,48% ao mês. Depois de 12 meses, o valor a ser restituído para a financeira era de 858,24 reais. Com a nova taxa, os juros sobem para 9,50% ao mês, e o valor final, para 859,08 reais. 


 

Fonte: http://exame.abril.com.br/economia/noticias/6-impactos-que-a-alta-da-selic-tem-no-seu-dia-a-dia?p=7#link

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Empresários x mercado: 7 motivos para o BC elevar ou não os juros

São Paulo – As reuniões do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central são fechadas e pouco se sabe sobre os debates entre os diretores. De vez em quando vazam informações sobre algum bate-boca mais acalorado e nem sempre a decisão final dos juros é unânime. O quarto encontro sob o comando de Alexandre Tombini começa nesta terça (7) e termina no dia seguinte (8).

Do lado de fora dos gabinetes de Brasília, o tema também costuma pegar fogo e acaba invariavelmente colocando empresários e analistas do mercado em lados opostos. Com base em relatórios, declarações, debates, entrevistas e artigos, EXAME.com selecionou os principais pontos que são utilizados por eles.

O objetivo da matéria é reunir o senso comum a partir do que já foi externado por esses grupos. Pode haver, evidentemente, exceções nos dois lados que não se sintam representadas por essas ideias.

Se olharmos as reuniões do Copom desde a criação do sistema de metas de inflação, em 1999, a maioria das decisões do Banco Central foi ao encontro das opiniões do mercado financeiro, o que sempre gera protestos dos empresários.

De uma forma geral e levando-se em conta que cada um defende o seu interesse, os argumentos são coerentes e têm lógica econômica. Não existe certo ou errado. É ler, refletir e formar a sua própria opinião.

1 - Inflação em queda

O que dizem os empresários: Os últimos resultados mensais mostram uma tendência de queda da inflação e o próprio Banco Central espera índices perto de zero nos próximos meses. Não há motivos para elevar os juros com os preços em queda. Se a meta é esfriar o crédito, as medidas macroprudenciais são as mais indicadas.

O que dizem os analistas do mercado: Embora a inflação esteja em queda, o acumulado em 12 meses permanecerá acima da meta de 6,5% nos próximos meses. O problema maior, no entanto, é a dificuldade que o Banco Central encontra em trazer as expectativas inflacionárias de 2012 para o centro da meta de 4,5%. É fato que as medidas macroprudenciais estão gerando um efeito contracionista sobre o crédito, mas a melhor forma de atingir esse objetivo (controlar as expectativas) é a elevação dos juros.

2 - Política fiscal - O que dizem os empresários: Nos quatro primeiros meses do ano, União, estados, municípios e estatais economizaram R$ 57,3 bilhões, o equivalente a 49% da meta prevista para o ano. Não há, portanto, descontrole nos gastos que atrapalhem a inflação e justifiquem uma alta dos juros.

O que dizem os analistas do mercado: É verdade que a política fiscal tem apresentado bom comportamento, mas as dúvidas estão lá na frente, em 2012. Irá o governo manter a austeridade ou soltar os gastos? Além disso, a crise Palocci pode provocar a liberação de emendas de parlamentares que até então estavam contingenciadas, piorando o resultado fiscal já no segundo semestre. Vale lembrar que o resultado primário está sendo obtido por meio de aumento na arrecadação e queda nos investimentos, ou seja, os gastos correntes ainda seguem elevados, o que justifica o aperto monetário.

3 - Economia em desaceleração

O que dizem os empresários: A economia brasileira já está em processo de desaceleração e uma nova elevação dos juros pode significar um freio exagerado. O PIB do 1º trimestre mostrou moderação do consumo e o setor industrial, segundo dados do IBGE referentes ao mês de abril, entrou em processo de retração.

O que dizem os analistas de mercado: Embora a economia e o crédito apresentem sinais de desaceleração, o mercado de trabalho ainda segue muito aquecido. Um aperto monetário maior pelo Banco Central tende a trazer a atividade econômica para níveis mais compatíveis com a capacidade de o Brasil crescer sem gerar inflação. Não fazer isso agora é correr o risco de descontrole dos preços lá na frente.

4 - Crise internacional

O que dizem os empresários: O cenário internacional é muito nebuloso e não há garantias de que o mundo desenvolvido, principalmente os Estados Unidos e a Europa, apresentará números positivos nos próximos meses. A possibilidade de um duplo mergulho na crise ainda existe. Além disso, a China também está reduzindo seu ritmo de expansão. Nesse contexto, desacelerar demais a economia brasileira é um risco enorme e desnecessário.

O que dizem os analistas do mercado: Embora o cenário externo esteja repleto de incertezas, a hipótese de duplo mergulho na crise não é a mais provável. O Banco Central não pode ficar esperando uma eventual recessão mundial para decidir se aperta ou não as condições de crédito. O risco de não elevar os juros agora é descobrir mais tarde que a dose do remédio contra a inflação terá de ser muito maior por causa da demora inicial.

5 - Investimento privado - O que dizem os empresários: A alta dos juros encarece o crédito e esfria os ânimos do setor produtivo, que para de investir. Esse fenômeno já pode ser constatado no índice de confiança dos empresários da Fundação Getúlio Vargas e nos números da indústria de abril divulgados pelo IBGE. Os recursos internacionais e do BNDES, embora baratos, não estão ao alcance das pequenas e médias empresas. Interromper agora os investimentos significa impedir que a economia brasileira cresça sem pressões inflacionárias no futuro.

O que dizem os analistas do mercado: Os investimentos privados, embora muito bem vindos, significam aumento da demanda no curto prazo. Em outras palavras, antes de virar capacidade maior de produção, os investimentos pressionam a inflação. Além disso, o fato de o Banco Central elevar os juros não deveria necessariamente levar a um esfriamento dos investimentos, pois as empresas podem captar recursos no exterior ou via BNDES com taxas subsidiadas.

6 - Câmbio valorizado

O que dizem os empresários: Elevar os juros significa valorizar ainda mais a taxa de câmbio, que tira a competitividade dos produtos brasileiros no exterior. Os investidores tendem a trazer seus recursos para lucrar com os juros pagos aqui e ainda ganham com a valorização do real. O resultado final pode ser uma piora no resultado da balança comercial, que fica muito dependente das commodities.

O que dizem os analistas do mercado: Um aumento de 0,25 ponto percentual não fará tanta diferença no fluxo de dólares em direção ao Brasil. Existe muita liquidez no mundo e o Brasil é o caminho natural não apenas por causa dos juros, mas também devido ao seu potencial econômico. Se o problema cambial fosse apenas causado por especuladores, a elevação de IOF já teria resolvido a questão. Além disso, o Banco Central pode, se quiser, continuar defendendo o piso de R$ 1,60 por dólar por meio de leilão de compras. Quanto à balança comercial, existe uma tendência natural de que os preços das commodities subam na mesma proporção em que o dólar perca valor no mundo, o que garante o resultado comercial positivo do Brasil.

7 - Gastos com os juros da dívida e a ampliação das reservas

O que dizem os empresários: Não faz sentido o Brasil gastar R$ 214 bilhões ao ano com juros da dívida (dado dos últimos 12 meses). Quanto maior a taxa de juros, mais os cofres públicos sangram. Além disso, o Banco Central fica empilhando dólares em suas reservas a um custo altíssimo, que é a diferença entre a Selic (12% ao ano) paga no Brasil e a remuneração (perto de 0%) dessas reservas no exterior. Quantos investimentos em infraestrutura e em programas sociais não poderiam ser feitos com esses recursos?

O que dizem os analistas do mercado: Ninguém é a favor de gastos excessivos com juros da dívida, porém essa situação existe porque o governo é grande demais, tem gastos desnecessários e precisa pagar juros altos para conseguir financiar suas contas. A solução para o problema é uma reforma administrativa e não impedir o Banco Central de elevar os juros. Quanto às reservas, o custo para mantê-las é realmente elevado, mas a blindagem contra crises (vide a recente crise internacional) compensa esse valor gasto

segunda-feira, 6 de junho de 2011

15 franquias inéditas na ABF Franchising Expo

Oportunidades de negócios

São Paulo - Acontece entre os dias 8 e 11 de junho a 20ª edição da feira de franquias realizada pela Associação Brasileira de Franchising. O evento é o segundo maior da sua categoria no mundo, atrás apenas da Franchise Expo Paris, que acontece na França.

A organização do evento espera receber 45 mil visitantes, que devem circular pelos 30 mil metros quadrados do Pavilhão Vermelho do centro de exposições Expo Center Norte, na capital paulista.

Neste ano, a feira espera movimentar 130 milhões de reais durante os quatro dias em que mais de 400 expositores devem apresentar suas marcas ao público interessado em ter o próprio negócio. Entre eles, 60 marcas são inéditas na feira. Confira quinze franquias que apresentam suas oportunidades de negócios pela primeira vez na ABF Franchising Expo.


 

Cantão – Rede de grifes

Casa das Calcinhas – Rede de vestuário feminino íntimo

Click Sushi

Deny Sports – Rede de artigos esportivos

Dr. Resolve – Rede de prestadora de serviços gerais

Escola de Vôlei Bernardinho – Rede de escola de vôlei

Formula Academia

Imprima Fácil

Influx – Rede de escola de inglês

Mr. Beer

OdontoCompany – Rede que oferece planos odontológicos

Praquemarido – Rede de prestadora de serviços gerais

Seguralta – Rede que opera como corretora de seguros

Tostare Café

Yoguland – Rede de frozen yogurt


 


 


 


 

sexta-feira, 3 de junho de 2011

10 dicas para aproveitar a ABF Franchising Expo

São Paulo – A partir do dia 8, quarta-feira, o pavilhão Vermelho no Expo Center Norte, na capital paulista, vai abrigar a 20ª edição da ABF Franchising Expo, feira promovida pela Associação Brasileira de Franchising.

Segundo maior evento do tipo no mundo, a feira vai ocupar quase 30 mil metros quadrados, com 420 expositores e 45 mil visitantes durante quatro dias. Se perder no meio de tanta gente não é nada difícil, por isso, o consultor e especialista em franquias Marcus Rizzo, da Rizzo Franchise, dá dicas para ter um melhor aproveitamento durante a visita.

Decida quais negócios você gosta mais
Quando você vai para o evento com foco naquilo que quer, as coisas ficam mais fáceis e é possível aproveitar melhor o tempo da visita. Por isso, uma boa franquia é sempre aquela que está dentro de um setor ou ramo de atividade com o qual você se identifica. "Se você é apaixonado por carros, por exemplo, pode facilmente ser atraído por franquias como oficinas mecânicas, postos de combustíveis, locadoras ou concessionárias de automóveis", sugere Rizzo.

Preparese para ir a um evento de negócios
Para muitos, visitar feiras desse tipo pode parecer um passeio, mas se a intenção é mesmo encontrar uma franquia para investir, Rizzo ensina que é importante estar preparado para fazer negócios. "Deixe o traje esportivo de lado e vista
se para uma ocasião de negócios, ainda que de forma casual. Deixe as crianças em casa e não se esqueça de levar cartões de visita e uma pasta para coletar informações das franquias de seu interesse", explica.

Aproveite os primeiros dias da feira
Neste ano, a ABF Franchising Expo acontece entre 8 e 11 de junho, das 13 às 21 horas e das 12 às 18 horas no sábado. "Sexta
feira e sábado são os dias mais concorridos e todos estão muito cansados. É no início que as pessoas estão mais animadas para um melhor atendimento", diz o consultor.

Leve um mapa do evento
Em um centro de exposições com 30 mil metros quadrados, é bem provável que as pessoas circulem sempre pelos mesmos espaços e percam oportunidades. Por isso, avalie com calma a localização dos estandes. "Quando chegar ao local, logo após efetuar a inscrição, tire alguns minutos para analisar o folheto do evento. Tome um café com calma e faça uma primeira avaliação das empresas que estão presentes, localizando‐as previamente no mapa. Selecione, então, aquelas que mais se identificam com o seu interesse", ensina Rizzo.

Trace uma estratégia
Já com os locais de interesses marcados no mapa e sabendo o que te interessa conhecer melhor, a próxima dica é percorrer a feira com método. "Priorize a visita aos estandes dos negócios que você tem interesse e não subestime o tempo necessário para cada parada", diz. O ideal é que cada visita não ultrapasse 15 minutos. Nesta etapa, procure descartar imediatamente as franquias que não lhe interessam.

Avalie as redes de franquias
Para saber quais redes vão merecer sua atenção, saiba quais as perguntas certas fazer para avaliar as franquias. "Comece fazendo três perguntas: que tipo de financiamento é oferecido para adquirir a franquia, qual é a experiência exigida para o negócio e se há interesse em colocar uma unidade na sua cidade", sugere o consultor.

Faça perguntas objetivas
Já deixando de fora as marcas que não interessam, peça mais detalhes para gerar uma conversa sobre o negócio. Descubra qual o conceito e o sistema de operação, qual o plano de crescimento, o programa de treinamento, se a rede opera unidades próprias e como é o suporte ao franqueado. "Tente obter informações que você não encontrará nos materiais de venda de franquias", diz.

Cuidado com a isenção de taxas
Muitas redes aproveitam a feira para atrair novos franqueados com promoções e isenção de taxas. O que parece ser muito bom pode, na verdade, se revelar um problema. "No franchising são as taxas que remuneram todo o treinamento e suporte que o franqueador oferece. Logo, será que o suporte não será igual à taxa, ou seja, zero?", alerta o especialista.

Faça perguntas financeiras para os franqueados
O que quase todo mundo quer saber quando investe em uma franquia é quanto dinheiro é necessário para instalar a operação. "Esta é sempre uma questão muito difícil de ser respondida pelo franqueador, pois depende de uma série de variáveis específicas, como performance de negócios já em operação, ponto comercial e do próprio mercado de atuação", diz Rizzo. A dica é deixar para falar sobre isso com franqueados da rede para saber, na prática, tudo o que foi necessário para começar a operar a franquia.

Cuidado com armadilhas e perigos
Três pontos são essenciais para não cair em uma armadilha. O primeiro deles é ter atenção com estandes que reúnem várias franquias e que são organizados por corretores. "Os corretores são movidos pela comissão de venda da franquia, nunca pela relação de continuidade dela por longo tempo", explica.

Outra dica é não mergulhar precipitadamente no negócio. "Não assine nada, nem se comprometa com nenhum dos negócios, mesmo que você esteja totalmente apaixonado", diz. Além disso, muita calma antes de se entusiasmar com as redes internacionais. "Certamente, você é quem acabará como o "rato de laboratório", experimentando os novos conceitos no Brasil", alerta Rizzo.