sexta-feira, 29 de outubro de 2010

A feminização do mercado de trabalho

Dizem que os homens têm mais neurônios que as mulheres. Talvez porque precisem disso para conseguir chegar aos mesmos resultados que as mulheres. Até porque elas possuem mais sinapses (conexões, comunicações entre os neurônios). Mas no fundo, mesmo isso não faz a menor diferença.


Eu nunca me preocupei em ser feminista ou não, simplesmente fui fazendo o que achava correto e tinha vontade. Formei-me em engenharia mecânica numa época em que mulheres não cursavam engenharia e tenho convivido quase a vida inteira mais no meio masculino que no feminino. Hoje tenho a certeza de ter sido mais feminista que muitas mulheres que propagavam isso por aí. Não coloquei dificuldades para realizar qualquer coisa, simplesmente transpus os obstáculos que foram aparecendo. Não reclamei das discriminações, busquei alternativas. Venci em campos onde mulheres não tinham vez.
Lembro como éramos tratadas antigamente e como isso mudou na área profissional. Os avanços são inegáveis. As mulheres hoje não encontram mais as mesmas barreiras, sendo, inclusive, cada dia mais, alçadas a postos de liderança. Uma série de características femininas, entre elas a capacidade de exercer múltiplas funções ao mesmo tempo e a facilidade de se relacionarem com os outros membros das equipes, passam a ser valorizadas pelo mercado de trabalho.


É certo que as mudanças acontecem num tempo maior do que gostaríamos, entretanto sei que os homens começam a se preocupar com a feminização do mercado de trabalho. Hoje esse problema não é mais somente das mulheres e sim dos homens também. Eles estão vendo o avanço feminino e não estão sabendo o que fazer. Normalmente, mulheres estudam mais tempo que os homens e com isso atingem uma melhor formação acadêmica. Isso leva a conseguirem galgar melhores postos.E com tudo isso acontecendo, cada vez mais é preciso aprender a lidar com mulheres nas mais diversas atividades, já que esse é um fenômeno que não tem mais volta.

Tenho observado que homens buscam o reconhecimento, negociam melhores salários, além de serem mais competitivos. Se eles estão insatisfeitos arrumam outro emprego, mas se a empresa oferecer um salário maior eles ficam no emprego. Já as mulheres esperam ser reconhecidas e conseguem servir a sua equipe conquistando a confiança das pessoas. Porém, quando elas acham que não são reconhecidas, arrumam outro emprego. E aí, depois de tomar a decisão de mudar de emprego se tornam inflexíveis, não adianta tentar persuadi-las. Por isso, é bom que os líderes fiquem atentos para não perderem suas lideradas. Também é bom que as mulheres aprendam a negociar, como fazem os homens. Assim deixarão de ter salários menores para as mesmas funções.

Outra constatação que fiz é que, ainda hoje, na maioria das vezes, para uma mulher chegar a um cargo mais alto na organização ela tem que ser bem melhor que seus concorrentes do sexo masculino. Em mesmo pé de igualdade o homem ainda é preferido. Por exemplo, em um banco, se tiver dois gerentes, um do sexo feminino e outro do sexo masculino, pode ir até a mulher que, provavelmente, ela será uma melhor gerente. Já que, provavelmente, para chegar àquele nível precisou demonstrar ser melhor.

Claro que muitas organizações estão começando a ver que mesmo com os problemas de TPM, gravidez e outros as mulheres podem ser até mais competentes que os homens em diversas atividades. Sem contar o fato de que cada vez mais temos mulheres empreendedoras. Com isso os exemplos de mulheres de sucesso vão aumentando, fazendo com que elas acreditem mais ainda em si mesmas.

De qualquer forma, a feminização está aí e é preciso aceitar que o crescimento das mulheres em funções de liderança é uma realidade no mundo empresarial. Quando assumi a gerência de uma empresa pela primeira vez um funcionário pediu demissão porque não aceitava ter mulher como chefe. Será que ele faria isso hoje em dia?

Agora, se você é do tipo machista, desses que não aceitam serem comandados por mulheres, sugiro que comece a rever seus conceitos...

Por: Sonia Jordão


 

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

5 dicas para usar a Inteligência Emocional

O conceito de Inteligência Emocional é recente, embora há muito tempo os estudiosos do comportamento humano já se debruçam neste tema.

O fato é que as empresas cada vez mais estão atentas as pessoas que conseguem realizar suas atividades com maior poder de criar relações positivas e duradouras com seus pares, clientes e fornecedores.

Mas como aplicar a inteligência emocional de forma simples e direta? Veja abaixo cinco dicas para usar sua inteligência emocional e se destacar no trabalho e na vida pessoal.


1. AUTO-CONHECIMENTO - o começo de tudo é fazer uma auto-análise de suas emoções. Quais situações do dia-a-dia fazem você sentir medo, raiva, alegria, motivação, frustração, estresse, satisfação, contentamento, realização e outros sentimentos. Faça uma lista destes sentimentos e coloque ao lado as situações mais comuns em que eles aparecem.


2. AUTO-CONTROLE - com esta lista inicial nas mãos está na hora de lidar com eles de forma mais racional. Pensar antes de agir. Administrar ou controlar estas emoções. Usar com inteligência as emoções. Perceber o progresso e fazer os ajustes necessários.


3. AUTO-MOTIVAÇÃO - buscar os motivos que fazem com que você mantenha a positividade e o foco no futuro sustentável. O que motiva você para a vida? Manter o entusiasmo em tudo o que faz. Ser uma referência para os demais no que diz respeito a superação e atingimento de metas.


4. EMPATIA - saber se colocar no outro para buscar o entendimento das emoções alheias em vez do julgamento precipitado. Interpretar as emoções e saber apoiar os demais quando necessário.


5. NETWORKING - criar e manter uma sólida rede de contatos virtuais e, principalmente, reais. As mídias sociais facilitam os contatos, mas nada substitui o contato direto. Por isso, é importante agir no sentido de manter as relações pessoais e profissionais com contatos periódicos.

Por Rogério Martins

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Cabeças Criativas: Coisas de profissionais modernos!

A gente só muda quando deixa de ficar surdo, partindo de um tímido mudo pelas buscas que a vida poderá nos ofertar com novos ensinamentos e modificações. O evoluir é a parte da atitude a ser combinada com a compreensão e aceitação, incluindo as pequenas e importantes coisas, para que continuemos pelos sonhos e algumas conquistas de melhorias.

Quando se tem um projeto, seja qual for o seu objetivo, deve-se em primeiro lugar identificar, aprender e saber conviver com as regras do jogo que hoje fazem a condução positiva dos que já atuam no meio. Em tudo tem seu tempo, já que não existe nada de novo que não tenha sido originado pelo velho e nada de velho que um dia não foi considerado como novo, mas o novo que dá certo é gerido por pessoas que ponderam os valores das origens com os da criação.

Aos 50 anos, o autor do texto sempre dá uma paradinha para pensar em como trilhar a estrada, e ai vale tudo para fazer o futuro, ruas que teve que criar, buracos que desviou somados com os que lhe ensinaram a tapar e os muitos que ainda estarão pela frente. A vida é um desafio, e por isso não tenha dúvida que toda experiência somente traz volume para o bolso, quando tiver convergência como item facilitador para se vencer buracos. A capacidade para soluções e decisões serão sempre os valores a serem enriquecidos, para que possamos garantir continuidade nas carreiras e profissões.

As pessoas são diferentes, pintam quadros diferentes e por muitas vezes isso é um incômodo a ser superado, pois o mundo pede pela capacidade de saber lidar com as diversas tribos. Almas gêmeas só têm conflitos pelo egoísmo e vaidade, quase nunca por novidades. Nossa dedicação em cima dessas diferenças é que vão ampliar as próprias bases, construindo os ambientes reais de trocas de conhecimento, atualização e por tabela condições de produzir novidades, sejam inovações ou renovações.

Depois de tudo isso, mesmo que queira, não pode pensar nos seus "cinquentinha", nem do tempo dos vinte e tão pouco se vai chegar ou não aos oitenta, pois nossas idades são o fruto da nossa rentabilidade, das formas como compomos nossas relações e o seu aproveitamento com o oferecer para poder receber quando da inclusão dos novos parceiros.

Um recado a você, leitor, jovem em formação, jovem na execução e jovem pela sabedoria: Enquanto a cabeça fluir, o futuro está ai para ser planejado, negociado e alcançado. No mais se espera poder justificar ao som de um chuveiro o eterno calouro interpretando as canções dos meus ídolos.


Por: Sérgio Dal Sasso: Palestras, Treinamentos e Consultoria

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Brasil: 95% dos CEOs causam impacto no ambiente de trabalho, diz pesquisa

Os CEOs (Chief Executive Officer) das empresas brasileiras causam grande impacto no ambiente de trabalho. Uma pesquisa realizada pela empresa especializada em gerenciamento estratégico de pessoas Arquitetura Humana, com 207 presidentes de 13 estados do Brasil, revela que esta é a principal característica destes profissionais, indicada por 95% dos entrevistados.  Além disso, 92% foram considerados dominantes, ou seja, exercem influência sobre as outras pessoas. Entre as mulheres, a porcentagem é de 100%.

 Os dados indicam ainda que os presidentes menos influentes são os que trabalham no setor público. Apesar desta característica ser considerada positiva, 57% dos entrevistados disseram que é necessário ser menos dominante.

 Energia

Em terceiro lugar do ranking, aparece a energia e a dinâmica destes profissionais, com 91%. Estas características apontam a capacidade de suportar o estresse e a tensão de trabalharem por longos períodos. O alto nível de energia permite que os CEOs sejam menos suscetíveis à fadiga e mantenham um alto nível de alerta e concentração em suas atividades.

O maior percentual de presidentes que apresentam este comportamento está entre os que atuam no setor de Serviços, com 93%. O menor é apresentado pelas mulheres, com 84%. Isto revela que as mulheres também gastam a sua energia com deveres fora do ambiente de trabalho.

 Rapidez e riscos


A pesquisa também avaliou a rapidez dos CEOs, característica apontada por 89% dos entrevistados. Na análise entre os estados, os profissionais que atuam em São Paulo são considerados mais rápidos, com 92%, na comparação com aqueles que trabalham em outros estados. Também houve diferença no confronto entre os setores, já que os CEOs do Comércio são mais rápidos (95% apresentaram essa característica) do que os da área de Serviços (85%).

 Informal


Ainda segundo os dados, 60% dos presidentes indicaram como característica a informalidade. Entretanto, devido à figura que representam, eles podem assumir os riscos inerentes ao cargo sem adotar uma atitude inconseqüente ou irresponsável. O maior percentual de CEOs informais está entre as mulheres, com 100%. Já o menor está no governo, com 40%.,A pesquisa indica ainda que 61% dos presidentes são extrovertidos. Na análise da Arquitetura Humana, isto revela o alto nível de conhecimento, equilíbrio social, articulação e habilidade de relacionamento com pessoas destes profissionais

 Apresentam um percentual maior do que a média o Comércio (67%) e Serviços (66%), além do Estado de São Paulo (65%) e das empresas familiares (64%). Os presidentes menos extrovertidos são as mulheres (50%), aqueles que atuam na Indústria (46%) e no governo (30%).

Por Karla Santana Mamona

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Integração: somar para multiplicar o sucesso

Ser diferente faz parte da vida em sociedade. É fato que cada indivíduo possui características próprias que o distinguem do próximo. No entanto, de acordo com um estudo da consultoria Ernst & Young, divulgado no início deste ano no Fórum Econômico Mundial, a variedade nas empresas ainda é pequena. Na pesquisa, foi constatado que companhias atuantes em mais de 25 países têm menos de 5% das lideranças seniores fora do país-sede, o que revela uma tendência de evitar a diversidade de pensamento e cultura.  

É fundamental destacar que as empresas são, antes de tudo, ambientes de convivência social. Neles, a troca de conhecimentos é intensa e permite o contato com novos valores, tanto profissionais quanto pessoais. Nesse sentido, a diversidade cultural, racial, religiosa, etária e educacional nas organizações tende a proporcionar um compartilhamento de informações que poderão ser utilizadas no trabalho, bem como no cotidiano e nas relações familiares.

E na empresa em que você trabalha, há diversidade de ideias e pensamentos? Saiba que o diálogo entre os diferentes profissionais, cada um com características individuais, permite a construção de soluções mais concretas. Complemente sua opinião à de um colega de trabalho e verá que essa é uma das maneiras mais eficazes de desenvolver ações para um determinado problema, fazendo valer a máxima: duas cabeças pensam melhor que uma.

Com essa troca de conhecimentos, o ambiente tende a ficar mais colaborativo e diversificado. É nesse espaço que também podem conviver as diferentes gerações: das tradicionais à geração Y. Mas como anda essa relação entre pessoas de idades e pensamentos distintos? Um levantamento realizado pela Câmara Americana de Comércio (Amcham), divulgado em setembro, revelou que 34,5% das organizações no Brasil já criaram projetos específicos para atender jovens dessa geração, formada por pessoas nascidas entre 1980 e 1992. Desta forma, encare essa união como benéfica, buscando se integrar com os profissionais de idades e pensamentos diferentes do seu. 

Outro aspecto que deve ser levado em conta é a diversidade de raças. O Dia da Consciência Negra (20 de novembro) se aproxima e é importante pensarmos na integração racial entre os profissionais no ambiente de trabalho. Para isso, é fundamental que haja dentro das empresas o respeito recíproco e a dupla aceitação, ou seja, os funcionários não devem ter atitudes preconceituosas, ao passo que também precisam se aceitar e não assumir atos de preconceito contra si mesmo.

Além disso, mais um fator que caracteriza a diversidade nas organizações e gera discussões é a inclusão de deficientes físicos. Você sabia que empresas com mais de 100 funcionários devem contratar de 2% a 5% de profissionais com algum tipo de deficiência? Isso está regulamentado pela Lei de Cotas (nº 8.213/1991), mas somente respeitá-la é pouco. O ambiente deve oferecer condições de trabalho adequadas, como rampas para pessoas cadeirantes na entrada, por exemplo. 

Atitudes como essa reforçam a preocupação com os variados funcionários e elevam a motivação e qualidade de vida dentro da empresa. Portanto, integre-se à equipe com que trabalha, respeitando todo e qualquer tipo de diversidade. Fortaleça o diálogo com pessoas que têm pensamentos diferentes do seu. Extraia desse debate ideias que elevem seu conhecimento e também auxiliem no desenvolvimento da empresa. Valorize o diferente como um complemento para sua individualidade.


 

*Antonio Carlos Pereira é consultor, palestrante com mais de 17 anos de experiência executiva em vendas e aplicação de soluções práticas para o cotidiano corporativo. Sócio-diretor da Areté, empresa especializada em treinamento e desenvolvimento profissional

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Sustentabilidade: brindes ecológicos são nova tendência no meio corporativo

Com a chegada do final de ano, muitas empresas presenteiam com brindes corporativos seus empregados, parceiros e clientes. O objetivo é reforçar a imagem da corporação e prestigiar de forma positiva todos aqueles que colaboraram nas realizações institucionais.

 Aliás, esse é um mercado que está em constante alta no Brasil. No ano passado o setor registrou um faturamento de R$ 4, 5 bilhões e, em 2010, espera-se um crescimento de 10 a 12%. Segundo Rodrigo Campos, assessor de Marketing da LINK Portal da Comunicação, "o mercado chega a crescer 50% no último trimestre por causa dos festejos de final de ano".

 Uma das febres na demanda dos brindes promocionais são os presentes customizados ou personalizados, que são instrumentos que trabalham diretamente com a imagem da corporação. Eles posicionam a marca da empresa, impressa nos objetos presenteados, na cabeça de quem os recebe.

 Só que nos últimos anos, uma linha que está fazendo bastante sucesso: são os brindes ecológicos. De acordo com Rodrigo Campos, "nos últimos três anos, os brindes ecológicos se tornaram uma a nova preferência do mercado. Isso porque a preocupação com o meio ambiente e a questão da sustentabilidade são temas muito debatidos na atualidade", analisa. Assim, se as organizações estiverem preocupadas com questões relacionadas à sustentabilidade, poderão refletir sua preocupação por meio dos brindes ecológicos.

 Segundo Campos, investir em presentes sustentáveis é mais vantajoso do que procurar a opções tradicionais. "Os brindes ecológicos nem sempre são mais caros do que os comuns; se são, a diferença de preços é muito pequena e o retorno desse investimento compensa em termos de visibilidade", reflete.

 Existe uma gama de objetos da linha ecológica que podem ser usados para presentear o público-alvo. São agendas personalizadas, canetas, cadernos, blocos de anotações, calculadoras, camisetas, mochilas, sacolas, bonés e até mesmo pen drives feitos com plástico reciclado. Os preços variam de material para material. Uma sacola, por exemplo, atinge o valor de R$ 10,90 a unidade; um boné, R$ 9,90; e uma mochila, R$ 42,00.

 Rodrigo Campos ressalta que a entrega dos mimos corporativos serve para fidelizar clientes, agradecer fornecedores e valorizar a prestação de serviços dos funcionários da empresa, mas não somente isso. "Os brindes são principalmente ferramentas de estratégia de marketing", explica. 

Fonte: www.administradores.com.br


 

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

O Sonho da Excelência Operacional

Temos empresas nacionais que alcançaram um padrão mundial de excelência, mas a grande maioria ainda precisa ter acesso à farta pedagogia do sucesso que o Prêmio Nacional de Qualidade pode oferecer. Já fui juiz do prêmio e sei perfeitamente que podemos aprender muito conhecendo como nossas melhores empresas galgaram todas as duras avaliações do PNQ. E todas elas começaram com uma nova e diferente maneira de lidar com as pessoas que nelas trabalham.

Precisamos deixar de tratá-las na média aritmética como recursos humanos de maneira uniforme e padronizada como se fossem meras commodities e introduzir variabilidade e diversidade para privilegiar suas diferenças individuais. Sobretudo meritocracia. Foi-se o tempo em que as empresas eram consideradas conjuntos integrados de recursos – seus principais ativos contábeis – no sentido de alcançar objetivos organizacionais.

O assunto do momento são as competências: são elas que governam os recursos e os tornam produtivos e rentáveis. Recursos são importantes, mas não possuem o dom da atividade própria ou da inteligência. São inertes, estáticos e sem vida própria. Hoje, os recursos constituem a plataforma ou base sobre a qual agem as competências. São as competências que lhes dão aplicabilidade, adequação, destinação e alcance de retornos desejáveis. Isso dá uma idéia da importância das pessoas no jogo empresarial e da necessidade de uma nova e diferente gestão de talentos. E isso significa um desafio formidável para muitas empresas, uma profunda e radical mudança cultural e administrativa. Cultural por que se trata de mentalidade.
Quase sempre os problemas para alcançar a excelência empresarial residem nos seguintes desafios, para citar apenas alguns deles:


1. Saber onde estão localizadas as habilidades e competências: em geral, as empresas sabem perfeitamente onde estão localizados seus recursos e quais os seus colaboradores que conseguem alcançar metas e objetivos e que merecem recompensas para manter a continuidade das operações. Isso faz parte de sua tradicional avaliação do desempenho. Mas ignoram onde estão exatamente localizadas as habilidades e competências críticas para o negócio. Cada empresa, além de saber onde estão localizadas as pessoas em suas áreas ou níveis de atividade, precisa saber exatamente quais são os seus colaboradores dotados de habilidades básicas como criatividade, julgamento e espírito crítico, senso prático de aplicação, capacidade de organização, coordenação de esforços, espírito empreendedor, capacidade de impulsionar os outros.


Em uma era em que os processos (continuidade e manutenção) estão migrando rapidamente para projetos (inovação) em função das rápidas mudanças, cada projeto requer uma adequada mistura e composição de várias e diferentes habilidades e competências para que seja bem-sucedido. Muitos executivos se preocupam com as pessoas que constituem suas equipes de trabalho. Estão preocupados em liderar, focar metas e objetivos, impulsionar as pessoas, integrar o trabalho. Mas ainda prevalece neles a noção vaga e imprecisa de que existe um estoque de talentos nas prateleiras do organograma e não sabem distinguir claramente quais são as habilidades e competências necessárias para cada projeto. O problema quase sempre esbarra nessa mistura e composição dos componentes da equipe, pois as empresas sabem quem está na área de finanças, marketing ou produção, mas não sabem quem possui as habilidades e competências exigidas pelo projeto.


2. Eliminar ou reduzir as barreiras organizacionais: as empresas precisam aprender como reconfigurar quatro tipos de fronteiras organizacionais:


Fronteiras verticais: são os andares, pisos e tetos que separam as pessoas em níveis hierárquicos, títulos, status e classificações. A hierarquia de autoridade cria barreiras internas dentro da empresa e que precisam ser removidas. A forte diferenciação do poder cria hoje mais problemas do que soluções.


Fronteiras horizontais: são as paredes internas que separam as pessoas em blocos ou silos separados por funções, unidades de negócios, grupos de produtos e/ou divisões ou departamentos. A departamentalização cria barreiras internas e que precisam ser derrubadas ou pelo menos flexibilizadas. Não é por ai que se obtém sinergias. A organização precisa funcionar como um sistema aberto e integrado e não mais como um conjunto de órgãos independentes, separados e pouco relacionados entre si.


Fronteiras externas: são as paredes externas que separam a empresa de seus clientes, fornecedores, comunidades e outros grupos externos. O conceito atual de empresa é envolvente e integrador. As empresas bem-sucedidas estão eliminando suas barreiras externas e incentivando o relacionamento com clientes em uma ponta e com fornecedores na outra para alcançar uma maior e melhor integração externa. As fronteiras organizacionais – seja através da TI ou da web – estão se tornando cada vez mais fluidas. As organizações estão assumindo cada vez mais a abrangência de redes e sua conectividade com o mundo externo.


Fronteiras geográficas: são as paredes culturais decorrentes de diferentes regiões e países que também funcionam no tempo e no espaço. A globalização impõe a derrubada dessas fronteiras geográficas sob pena de redução de mercados e de oportunidades. Por esta razão, muitas empresas estão deixando de ser nacionais ou multinacionais para se tornarem negócios globais.

O segredo está em derrubar barreiras e construir pontes para melhorar a integração das pessoas e equipes e proporcionar melhores resultados.


3. Eliminar barreiras da gestão: a maioria dos executivos gasta menos de uma hora por mês para discutir a estratégia, missão, visão e valores organizacionais. E muito menos do que isso para discutir sobre pessoas e como impulsioná-las ou aplicá-las ao negócio. Em muitas empresas a gestão está distante das operações cotidianas da base. Algo separado e um verdadeiro corpo estranho para a maioria dos colaboradores. Talvez seja por isso que mais de 75% dos problemas empresariais acontecem no piso da pirâmide.


4. Eliminar barreiras de comunicação: as pessoas desconhecem ou ignoram completamente aquilo que é realmente de valor para a empresa. Recebem pouca ou inadequada comunicação e participam muito pouco das decisões ou rumos que a empresa precisa tomar. É preciso colocar as pessoas on line e não in line. O alinhamento das pessoas faz parte da construção das condições vitais para alcançar a excelência. Mas para isso é preciso comunicar mais e melhor. Em uma sociedade onde as redes sociais e interativas estão se expandindo enormemente, as empresas ainda apresentam falhas nas comunicações internas e externas.


5. Reduzir as barreiras quanto à visão de futuro: apenas uma pequeníssima porcentagem dos gestores conhece a estratégia da empresa, compreende sua missão e participa da sua visão de futuro. A maioria trabalha apenas no cotidiano. E poucas empresas dão o valor merecido aos valores humanos ou sociais do negócio e quase nunca conseguem casar seus valores com a missão ou visão de futuro. Além disso, poucos executivos sabem sintetizar de forma simples e objetiva o escopo e a vantagem competitiva da empresa. Se o líder não consegue, então ninguém mais o conseguirá. Sem objetivos definidos as pessoas ficam perdidas no meio do caminho sem saber para onde ir. Lidar com pessoas começa com a preparação de gestores capazes em termos de liderança, coaching, mentoring e empowerment para obter o máximo rendimento das pessoas e oferecer a elas os esperados retornos de seus investimentos individuais ou grupais em termos de atividade, criatividade, inovação e resultados. Mais do que isso, de missionários, visionários e empreendedores internos para levar a cabo as mudanças que precisam ser feitas na organização.


6. Reduzir as barreiras das próprias pessoas: apenas uma pequena parte das pessoas recebe incentivos e recompensas relacionados com a estratégia, cumprimento da missão, contribuição à visão de futuro (objetivos) e com a prática dos valores organizacionais. Essa falta de reforço positivo e contínuo impede o engajamento e comprometimento das pessoas e facilita sua alienação com relação ao trabalho a ser feito.


Essas são algumas das razões pelas quais as pessoas costumam pensar como empregados e não como parceiros do negócio ou como fornecedores de conhecimentos e de competências ou ainda como provedores de valor agregado. E, com isso, o sonho da excelência operacional fica apenas na cabeça de alguns executivos.


 

Por Idalberto Chiavenato

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

A capacidade de criar e inovar na empresa

Propostas de mudanças e inovação nas empresas perpassando o pensamento criativo no processo formação e desenvolvimento profissional é objeto de reflexão nesse artigo. A capacidade de criar inovação se concretiza na criação de idéias inovadoras, ações inovadoras, processos inovadores. A intensidade com que essas competências vêm sendo requeridas, desenvolvidas e celebradas nos dias de hoje é avassaladora. Tem me chegado uma consciência do momento que se vive em nossas empresas. Observo que é um período revolucionário onde todos estão fartos de reproduzir modelos pouco eficientes. Fez-se tanto até aqui, que particularmente, ninguém quer mais fazer nada que não signifique alguma coisa de novo em sua essência, capaz de romper com os modelos que traduzem uma prática pouco original.
Informações oriundas de diversas partes do mundo se convergem para criar a mesma sintonia. Percebe-se gestores inquietos em busca de resultados por um modelo de formação de profissionais criativos que não seja estanque e estático.

Contudo, continua-se a crer e a fazer as coisas da mesma forma até hoje e isso aponta que há algo errado. Reflete-se de maneira diferente todos os dias, portanto é preciso rever os modelos mentais de quem atua nos processos gerenciais a fim de mudar o jeito de pensar das equipes.
O ambiente externo é provocativo no sentido de formar pessoas com grandes certezas e, quando são absolutas, tornam-se ainda mais perigosas.

Admiro pessoas com grandes dúvidas, pois nos confrontam sobre a forma com que pensamos e entendemos o mundo. Leva-nos a buscar novos níveis de compreensão. Para se mudar a prática é preciso mudar a mente, a construção do pensamento.

Segundo a Dra. Eunice Soriano Alencar a criatividade é um recurso precioso de que dispomos e que necessita ser desenvolvido e melhor aproveitado, especialmente neste momento da História, marcado por mudanças drásticas, incerteza, turbulência, instabilidade e fortes pressões competitivas. A sua importância é de tal ordem que a criatividade tem sido inclusive apontada como habilidade de sobrevivência para o próximo milênio. A economia mundial pede por isso, as sociedades globalizadas, o mundo digital, o país, que experimenta nos anos recentes dinâmicas de crescimento tão intensas e plurais pede por isso.

 Formar nas empresas mentes criativas que saibam atuar em processos criativos é um desafio, pois as estruturas sociais e os programas de treinamento e desenvolvimento pelo qual todos passam é um condicionante limitador desse potencial criativo.

 Primeiramente é preciso trabalhar com o bloqueio que cada indivíduo já traz consigo. Nos vários dicionários, encontra-se a palavra bloqueio definida como: imobilizado, travado, impedido. Significa que a passagem para novos modelos está fechada. O desbloqueio é a ação que o tornará capaz de atuar na solução original de problemas.

 Bloqueios mentais não significam apenas dificuldades na esfera cognitiva, mas, também na esfera emocional. No domínio de aspectos culturais e na capacidade de percepção dos vários fenômenos presentes no indivíduo criativo.

Bloqueios emocionais impedem a exploração e manipulação de idéias por receio de falta de aceitação. Entre as diversas dificuldades encontradas pelo aluno pode-se listar: medo de errar, desejos intensos de segurança, preferência por julgar idéias, em vez de gerá-las, desconhecimento dos recursos internos, medo do ridículo e da crítica, concepção que o indivíduo faz de si mesmo.

 Quanto à ausência de domínio de aspectos culturais origina-se pelo desconhecimento do conjunto de padrões culturais vigentes numa determinada sociedade. Como limitador cultural pode-se citar como elementos que dificultam o entendimento do profissional na apropriação e domínio de competências e habilidades a consideração da fantasia como perda de tempo, consideração da tradição como preferível à mudança, ênfase na razão, na lógica, senso de utilidade, desvalorização da intuição entre outros tabus.

 Os bloqueios perceptivos são observados diante da dificuldade em visualizar um objeto como tendo mais de uma função, no domínio da competência ao reestruturar um problema, vendo-o sob um novo ponto de vista, na dificuldade em isolar o problema do todo e relacioná-lo a novas possibilidades, na tendência em restringir demais a área do problema, na inabilidade em ver o problema de vários pontos de vista, nos estereótipos.

 Eduardo De Bono afirma que o cérebro somente pode ver aquilo que está preparado para ver. Assim, quando analisamos dados somente podemos encontrar as idéias que já temos.

Os programas de desenvolvimento e capacitação, dentro das empresas, não incluem estratégias de desbloqueio e/ou solução de problemas criando situações em que seja possível combinar, inverter, adaptar, diminuir, aumentar, substituir, exagerar, improvisar e uma variedade de posturas e ações que criam a capacidade de pensar o novo.

 Creio que ao vislumbrar a possibilidade de uma nova formação profissional todo gestor se sentirá engajado com a proposta de revisão da prática empresarial. Contudo, o maior desafio está na construção pelos próprios gestores destes modelos que possam ser adaptados a sua própria realidade. Ou seja, fazer algo que realmente signifique alguma coisa além da mera reprodução de modelos que foram feitos a vida toda.

 Finalizo o texto com a reflexão de Joseph Campbell, em O Poder do Mito, 1988.

"Heróis são as pessoas que se afastam da senda traçada pela tradição e ingressam na floresta densa da experiência original. A coragem de enfrentar julgamentos e trazer um novo conjunto de possibilidades para o campo da experiência para ser experimentado por outras pessoas é a façanha do herói".

 Por: Profa. Maria Carmem Tavares Christóvam

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Terceirização de Vendas

"Não tem sentido dizer que fazemos o melhor que podemos. Temos de conseguir fazer o que é necessário."(Churchill)

Em minha trajetória profissional encontrei companhias cujos dirigentes assumiram pessoalmente sua incapacidade em administrar sua força de vendas após vários insucessos e tentativas infrutíferas.


Neste momento, uma opção pode ser considerada: a terceirização das vendas. Como fazê-la?


1. Pode ser aberta uma empresa de prestação de serviços a partir de sua equipe atual. Seus profissionais de vendas seriam demitidos constituindo uma corporação independente, sem vínculos trabalhistas. Para tanto, precisarão de apoio no âmbito jurídico (definição do quadro societário e dos termos contratuais), contábil (escolha do regime tributário menos oneroso) e administrativo (orientações sobre a gestão).


2. Caso você não tenha uma equipe própria, poderá buscar no mercado uma empresa especializada em intermediação e terceirização de vendas. Esta opção apresenta prós e contras. O aspecto positivo está na experiência deste tipo de organização no exercício da atividade. O negativo, na falta de exclusividade e possível dispersão, pois lidam com várias companhias de diversos segmentos.


3. Independentemente do caminho trilhado, um aspecto fundamental está nas pessoas, ou seja, na equipe que irá comercializar seu produto ou serviço. Por isso, o perfil destes profissionais deve ser detalhadamente definido e estar alinhado à sua cultura e valores. É recomendável buscar o subsídio de profissionais da área de RH na avaliação de competências dos candidatos.


4. O próximo passo envolve capacitação e treinamento. Toda venda hoje é consultiva, o que demanda conhecimento técnico do produto ou serviço ofertado, e ainda relacional, pois envolve a percepção das reações emocionais do comprador. Somente é possível ofertar soluções adequadas quando se conhece bem o mercado, o produto e as necessidades dos clientes. Durante esta fase, é aconselhável que os vendedores interajam também com a área de produção, objetivando reduzir o risco de atritos futuros. Lembre-se de que a corporação é um organismo vivo que deve ter todos os seus departamentos trabalhando em sinergia.


5. Com relação à política de remuneração, o sistema deverá combinar pagamento fixo com variável.

a) O valor fixo dificilmente será evitado, porque poucos terão interesse em lançar-se ao mercado, com despesas de prospecção, deslocamento, alimentação, entre outras, além do custo de oportunidade do tempo e do capital (que poderiam estar sendo dirigidos para outra atividade) sem ter um valor mínimo que possa cobrir seus gastos. Isso se torna ainda mais relevante quando o ciclo de venda do produto é maior, demandando uma longa seqüência de visitas para lograr êxito.


b) A remuneração variável deverá ser um percentual das vendas brutas ou líquidas (descontados os impostos). No segundo caso, o sistema de demonstração do resultado deverá ser transparente para não fragilizar o relacionamento com a terceirizada. Talvez seja melhor trabalhar com um percentual menor sobre o faturamento bruto, facilitando as contas. O percentual que será adotado dependerá de vários fatores. Primeiro, quanto maior o valor da remuneração fixa, menor o percentual da remuneração variável e vice-versa. Segundo, considerar as peculiaridades do produto ou serviço comercializado, pois alguns apresentam uma estrutura de preços rígida enquanto outros permitem descontos elásticos. Terceiro, analisar o potencial de geração de caixa do negócio, considerando-se se há, por exemplo, possibilidade de se firmar contratos de manutenção que proporcionarão renda permanente à terceirizada. Quarto, olhar para o mercado e para a estrutura de custos da empresa calculando o percentual de comissionamento que pode ser suportado pelo preço sem torná-lo economicamente inviável, perdendo competitividade.


6. Deve-se definir se a terceirizada concentrará a gestão das vendas em sua totalidade ou se haverá delimitação de área territorial. Como serão tratadas as vendas internas? E o comércio eletrônico, caso exista?


7. Metas devem ser estabelecidas, com prazos definidos e métricas para avaliação dos resultados. Tudo dentro de um planejamento estratégico traçado no início do relacionamento e revisado periodicamente.


8. Um contrato de prestação de serviços deve ser firmado com a terceirizada estabelecendo todas as regras desta parceria. É desejável que haja uma cláusula de exclusividade dentro do mercado de atuação, evitando-se o risco subsidiário de o vendedor terceirizado, na reta final de fechamento de um negócio, oferecer o cliente a um concorrente. Além disso, deve-se prever uma cláusula de saída, ou seja, em caso de distrato, como ficarão as relações comerciais entre as partes (o que fazer com os contratos de manutenção, por exemplo).


Finalizando, dois cuidados especiais devem estar presentes durante o processo de terceirização das vendas. Primeiro, cuide do endomarketing, lembrando-se sempre de que há uma categoria de vendas que não pode ser delegada: as vendas internas. Segundo, tenha a qualidade no atendimento e o comprometimento como bússolas. O contra-exemplo no mercado atual é dado pela maioria das empresas de telefonia celular, que terceirizaram suas vendas corporativas, assim como as companhias de administração de planos de saúde. Assuma o seu papel de cliente para julgar se está na rota certa.


* Por Tom Coelho (Educador, conferencista e escritor com artigos publicados em 15 países. É autor de "Sete Vidas – Lições para construir seu equilíbrio pessoal e profissional", pela Editora Saraiva, e co-autor de outros quatro livros).

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Apelo verde chega à propaganda de produtos no Brasil

Em palestra, no início deste ano, para apresentação de dossiê sobre consumo consciente da revista Idéia Sustentável, afirmei aos cerca de 120 presentes que, em pouco tempo, veríamos um aumento da propaganda de produtos verdes nos jornais, revistas e TVs. Em tese, minha aposta se baseava na idéia de que as mensagens de comunicação do tipo "olha como temos valores e princípios de sustentabilidade" – um tanto etéreas, vagas e descoladas do negócio das empresas – passariam a dividir espaço com as que vendem os atributos ambientais ou socioambientais de uma linha de produtos.

A reação foi de algum descrédito. Justificável, aliás. Um dos participantes, jovem profissional da área de varejo, chegou a me questionar se tal previsão não contradizia dados reforçados na minha apresentação. Afinal, utilizando números de um estudo da Market Analysis, parceira de Ideia Sustentável no dossiê, eu acabara de afirmar, entre outras coisas, que quase 60% dos brasileiros são indiferentes às questões socioambientais na hora de comprar um produto; apenas 20% se dizem atentos e bem informados sobre o comportamento socioambiental de empresas; e a sustentabilidade tem só 9% de peso relativo na decisão de compra de um indivíduo, atrás de preço, qualidade e disponibilidade do produto.

Por que então prever um aumento da propaganda de produtos verdes num cenário caracterizado por aparente desinteresse do consumidor pelo tema?

Durante a palestra, fiz duas leituras para esse cenário. Na mais pessimista, afirmava que as empresas não desenvolviam mais e nem comunicavam mais linhas produtos "sustentáveis" – por inércia, pela dificuldade de enfrentar o novo – esperando o dia em que os consumidores demonstrassem maior interesse pelo assunto. Na mais otimista, avaliava que os números brasileiros, embora desfavoráveis se comparados com os de outros países, não eram tão ruins considerando o agendamento recente do tema na sociedade brasileira. Foi aí que arrisquei a previsão: os consumidores vão querer cada vez mais e as empresas, atentas a esse movimento, passarão a utilizar o tema como atributo de seus produtos – se não por convicção, pela conveniência de sair à frente e fortalecer a imagem "verde" junto aos consumidores.

Nas últimas duas semanas, Bombril e Omo estamparam propaganda de produtos mais verdes nas páginas das principais revistas e jornais do País. O primeiro anunciou o lançamento de uma linha "ecológica" de itens de limpeza, denominada Ecobril. O segundo voltou à carga com o seu Omo líquido superconcentrado, que utiliza menos água e tem embalagem menor. Nos dois casos, os fabricantes tiveram, pelo menos, o cuidado de informar o consumidor – ainda que de modo superficial e impreciso – sobre por que esses produtos são mais sustentáveis. No primeiro exemplo, são mencionados atributos que certamente não figuram no repertório da maioria dos consumidores brasileiros, como matéria-prima com maior ciclo de vida, e embalagens com certificações FSC e Cerflor. No segundo, a mensagem reforça, entre outros argumentos, a capacidade de redução de emissões de gás carbônico em 137 mil toneladas por ano, o equivalente a 37 mil carros nas ruas. Ambas as peças de comunicação são autodeclarações, isto é, se baseiam numa proposição de valor da empresa a respeito do que seja sustentável, sem verificação de uma terceira parte. Logo não são isentas.

Não é objetivo deste artigo avaliar o quanto as mensagens são verdadeiras – o que exigiria um aprofundamento técnico responsável na análise do ciclo de vida dos produtos – nem julgar o mérito das campanhas sob o ponto de vista da qualidade de sua abordagem ou do seu impacto. Isso fica para outro momento. O fato incontestável é que a mensagem da sustentabilidade começa já a chegar ao consumidor por meio de produtos, expediente que, do meu ponto de vista, se conduzido com critério e responsabilidade, pode acelerar o necessário processo de educação para o consumo consciente no Brasil.

Isso exigirá, por parte das empresas, um estrito compromisso com a transparência, a verdade e a clareza das informações. Por parte dos governos, uma atenção fiscalizadora para evitar exageros, imprecisões e mentiras convenientes, um uso inadequado dos apelos de sustentabilidade para enganar incautos de boa fé. Aos profissionais de comunicação, o desafio será sintetizar esse conjunto de informações técnicas numa linguagem acessível, atraente, viva, que seja capaz, sobretudo, de educar um consumidor inexperiente, elevando o seu patamar de aspirações em relação ao tema. Consumidores educados farão enorme diferença.

Para o bem e para o mal, a comunicação da sustentabilidade está saindo da primeira infância. Com ela virão novos desafios. Estejamos todos atentos a eles. Bem-vindos aos tempos do que o psicólogo norte-americano Daniel Goleman, autor do livro Inteligência Ecológica, definiu como de transparência radical.

Por Dom Strategy Partners

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Boas maneiras nas empresas

  • As empresas demitem muito mais por mau comportamento do que por falta de conhecimento. Portanto, é importante agirmos com boas maneiras e principalmente sermos éticos em nossas ações. Algumas regras simples e que funcionam:

  • Ser cortês com clientes internos e externos e ainda com todos os públicos relevantes.

  • Planejar a ausência ao trabalho, sempre que possível, de modo a permitir fluxo normal das responsabilidades.

  • Ser pontual em termos de horário de trabalho e observar prazos estabelecidos. - Demonstrar interesse pelo próprio desenvolvimento, participando de reuniões, encontros, eventos de formação e treinamento.

  • Zelar pelo bom nome da empresa. Agir de forma irrepreensível, dentro e fora da organização. Nunca falar mal da empresa em locais públicos.

  • Não fumar quando esta prática é proibida.

  • Apresentar-se sóbrio ao trabalho.

  • Agir de modo participativo, de modo que um problema em qualquer ponto da organização seja responsabilidade de todos. Responsabilidade sua, principalmente.

  • Ter moral elevado e contribuir para manutenção do clima de trabalho em alto nível.

  • Zelar pelo bom nome dos colegas. Varrer de sua vida a fofoca, por mais "bem" intencionada que seja.

  • Saber usar a Internet quando está na empresa. Não enviar currículo. Não navegar atrás de pornografia. Evitar ficar muito tempo usando a Internet para fins particulares.

  • Ser breve ao telefone e atender com educação.

  • Observar políticas, normas e procedimentos.

  • Ter cuidado com a higiene pessoal.

  • Evitar as brincadeiras. Podem ter a função de aliviar a tensão do grupo em determinado momento e em outros poderá levar um grupo a fugir de uma tarefa. - Trabalhar sempre com base em fatos. Não julgar baseando-se em suposições.

  • Avaliar os riscos de cada decisão que tomar. Medir cuidadosamente as conseqüências do seu ato em relação a todos os envolvidos.

  • Atender a todos os clientes da melhor maneira possível, não importa qual seja sua função.

  • Ser comprometido com a organização onde trabalha, não desgastar a imagem da empresa.

  • Deficiências internas não devem ser levadas para o cliente externo.

  • Todas as promessas ao cliente, inclusive as mais informais, devem ser cumpridas.

  • Saber ouvir. É aconselhável ouvir mais do que falar, especialmente em se tratando de reclamações e consultas de clientes.

  • Evitar competições e rivalidades: estas não atendem aos interesses das organizações. É necessário cultivar boas relações dentro e fora das equipes.


    Por: Sonia Jordão ( Especialista em liderança, palestrante, consultora empresarial e escritora. Autora do livro "A Arte de liderar – Vivenciando mudanças num mundo globalizado", e dos livros de bolso "E agora, Venceslau? - Como deixar de ser um líder explosivo" e "E agora, Lívia? – Desafios da liderança".)

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

A era dos valores

Valor é aquilo que temos de mais valioso dentro de nós, ao qual atribuímos grande importância. Devemos distinguir os valores fins dos valores meios. Amor, segurança, felicidade são valores fins; dinheiro, trabalho, status são valores meio. Assim temos de refletir se estamos priorizando os valores corretos.

Veja o brilhantismo de Maquiavel ao dizer: "os fins justificam os meios". Dessa forma, necessitamos definir os valores pelos quais queremos nos empenhar e viver em função deles por toda a vida. Para tanto, devemos ser objetivos e coerentes em relação àquilo que primamos, mesmo diante de frustrações, dificuldades, negações e privações. Sempre temos de sustentar nossos ideais em nome da felicidade.

Primeiro temos de saber o que queremos ser, para depois decidirmos o que queremos ter. Viver pelos valores com senso de certeza nos proporciona paz de espírito e harmonia. Nossos valores serão testados para que nossa coerência seja posta à prova!

Muito ouvi dizer que Deus não escolhe os preparados, Ele prepara os escolhidos. Quando tiver dificuldade em decidir sobre algo, por certo, isso decorre de sua incerteza sobre seus valores. Sempre é hora de estabelecer nossas metas.

Nossa escala de valores é composta de:

  • Valores positivos, por exemplo: Amor, sucesso, confiança, segurança, poder, paixão, etc.
  • Valores Negativos, por exemplo: Raiva, frustração, culpa, solidão, preocupação, decepção, etc.

Tenha em mente que nossos conflitos internos, via de regra, decorrem da contraposição entre nossos valores, pois tudo o que fazemos está centrado no confronto DOR X PRAZER. Ou seja, isso nada mais é do que o conflito entre nossos valores positivos e negativos.

É importante que saibamos que por instinto de sobrevivência e auto proteção vamos preferir evitar uma Dor a ter de experimentar um Prazer. De nada adianta um belo valor positivo se temos um valor negativo que nos impede de seguir adiante! Se meu valor positivo é o sucesso e o negativo é o medo,  a conclusão será a de que não haverá tentativa. Se um valor imobiliza o outro, será preciso revê-los na escala!

 Somos sempre selecionados pelo perfil de nossos valores positivos. Os "experts" esquecem que adquirem um pacote completo! Muitos repudiam os valores negativos, mas é necessário compreender de que forma eles nos podem ser benéficos. Não podemos e não devemos nos livrar de valores negativos, os quais também estão à nosso favor, pois servem para agirmos de modo construtivo, uma vez presentes justamente nas adversidades.

 Precisamos construir uma escala com valores negativos úteis, protetivos e reflexivos, a fim de cumprimos com nossos nobres valores positivos. O foco principal à mudança exige eficácia (saber o que fazer) e eficiência (saber como fazer).

 Exerça a curiosidade sobre o que lhe é valoroso! Procure, questione, pesquise, peça, teste, aja, faça tudo o que for necessário para se desenvolver e encontrar seu caminho. E não esqueça que toda a informação nesse sentido merece ser compartilhada, pois a comunicação mútua sobre os valores direciona o consenso.

 Lembre-se: Nossos valores são guias que nos conduzem exatamente aonde queremos chegar!

Fonte: www.administradores.com.br


 

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

O Cliente tem o Poder

A cada dia as empresas investem mais em suas marcas, produtos e serviços, este é um cenário mundial, onde é preciso gerar demanda, para a sustentação do mercado, e no Brasil não é diferente.

Embora o mercado crie condições e ofertas, quem decide comprar é o cliente, este PODER DE DECISÃO é muito forte e nem todos os profissionais de vendas estão preparados para ajudar o seu cliente a decidir pela compra de um determinado produto ou serviço.

Antes de ajudar os seus clientes a decidirem pela compra é necessário entender as razões aparentes e não aparentes que levam os seus clientes a decidirem, pois se você não entender as razões que levam a decisão da compra, como é que você poderá ajudar o seu cliente a decidir.

Criei uma regra prática para auxiliar os profissionais de vendas entenderem as principais razões que levam a DECISÃO dos seus clientes. Denominei esta regra de BASICO, são apenas 6 passos que podem ser utilizados em qualquer ordem e/ou prioridade.

1 – Benefícios Proporcionados (Economia, Vida Útil, Orgulho, Auto-Estima, Marca, Status)
2 – Atenda as Minhas Necessidades (Para Mim ou Para Presentear, No presente e No Futuro)
3 – Sua Utilidade (Funções, Prático, Fácil, Confortável)
4 – Importante (Qualidade, Durabilidade, Resistente, Assistência Técnica, Suporte, Leve, Cor, Tamanho)
5 – Capacidade de Pagamento (Disponibilidade para comprar à vista ou a prazo)
6 – Oportunidade (Promoção, Melhores Condições, Descontos)

Através desta regra é possível entender melhor os seus clientes, e para ajudá-los na DECISÃO é importante que você enquanto profissional de venda não tenha nenhuma dúvida sobre as razões dos seus clientes, pois se houver dúvida você não conseguirá ajudar e pode até atrapalhar. No caso de dúvida, volte a perguntar e utilize-se das razões encontradas, para levar o seu CLIENTE PARA A DECISÃO DA COMPRA. Desta forma você irá ajudar os seus clientes a comprarem tudo aquilo que desejam.

Reflitam sempre: O Cliente tem o PORDER DA DECISÃO, por este motivo seja parte da solução, ajude os seus clientes a realizarem todos os desejos e necessidades de compra. Boas Vendas!

Fonte: www.administradores.com

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Você já ouviu falar em "inteligência competitiva" nas empresas?

Em entrevista ao Portal Administradores, especialista indica como funciona e de que forma seria a implementação adequada dessa ferramenta para o desenvolvimento das organizações.

Ter um planejamento adequado, muitas vezes, significa estar um passo a frente da concorrência. Diante disso, muitas empresas estão aderindo a um procedimento chamado "Inteligência Competitiva". Essa ferramenta funciona como um conjunto de metodologias e técnicas para o acompanhamento da concorrência através da captura e da análise de informações críticas para o planejamento.

A Inteligência Competitiva está cada vez mais presente na elaboração de planos estratégicos, planos de marketing, planos de vendas e em planejamentos de desenvolvimento de negócios. Atualmente, cerca de 20% das 500 maiores empresas, possuem uma área ou profissional dedicado a acompanhar, monitorar e apresentar relatórios de "Inteligência Competitiva".

Para entender melhor como funciona a Inteligência Competitiva, o Portal Administradores conversou com o especialista Fernando de Almeida, partner da ADVS Brasil, empresa voltada à condução de processos de análise estratégica e implantação de dispositivos de Inteligência Estratégica Antecipativa. Veja a entrevista!


 

1 – O que exatamente seria inteligência competitiva?

Um processo ético que se desenvolve a partir da busca de informações no ambiente competitivo e tem como objetivo entender e antecipar os movimentos do ambiente que possam afetar a organização. Os processos de Inteligência Competitiva geram análises, percepções, interpretações e perspectivas que ajudem o gestor a tomar melhores decisões. Além disso, busca antecipar oportunidades, ou ameaças, reduzir incerteza e apoiar o desenvolvimento da visão estratégica por parte da empresa.


 

2 - Mas como implementar esse processo de inteligência antecipativa dentro das empresas?

Primeiro é preciso que a empresa perceba o interesse e utilidade de tal processo. Isto quer dizer que pessoas-chave, líderes na organização devem entender a contribuição que tais processos podem gerar. Devem compreender que um processo de inteligência é um processo de análise estratégica e não uma atividade de pesquisa de mercado, que organizam dados e gera informação sobre o que é o mercado hoje, não conseguindo gerar percepções sobre o que está por vir.

Muitas empresas estão implantando ferramentas de coleta e tratamento de dados. Ajuda a entender onde ela está hoje, onde estão seus concorrentes e o que fizeram ontem e hoje. O que não é de todo mal. Mas não dá uma visão antecipativa dos movimentos do concorrente. E é entendendo esses movimentos futuros que as empresas irão conseguir se diferenciar, continuar a se desenvolver.


 

3 – Quais os métodos mais utilizados pelas organizações para esse monitoramento estratégico?

Existem muitas ferramentas de tratamento de dados, mas o que se precisa é formação das pessoas para entender o mercado, o ambiente competitivo, aprender a transformar informação em visão estratégica. A ADVS Brasil e a Academy of CI, por exemplo, estão trazendo para o país conceitos e técnicas para captação e uso de informação com uma visão antecipativa e prospectiva do ambiente competitivo.

Entendemos que o foco deve ser nas pessoas e na maneira como elas lidam com a informação, transformando-a em inteligência, o que permitirá gerar resultados efetivos a partir de melhores decisões.


 

4 - Você poderia apontar alguns cases corporativos que se beneficiam com a utilização de setores voltados para Inteligência Competitiva e estratégias de antecipação?

Quando olhamos o trabalho que a ADVS na França e a ADVS Brasil tem feito, temos mais de cem casos de aplicação de nossa metodologia L.E.Scanning®, que está sendo desenvolvida há mais de 25 anos. O primeiro livro do prof. Humbert Lesca, fundador da ADVS e líder da equipe, em 1986, trazia o conceito de radar e monitoramento do ambiente competitivo e antecipação a partir de sinais fracos, antecipativos (Système d'information pour le management stratégique de l'entreprise, McGrall-Hill, 1986)

Em 1994 publicamos nosso primeiro artigo em conjunto, "Administração estratégica da informação" (RAUSP), que explorava este tema. São muitos casos, por exemplo, de empresas que conseguiram antecipar a transformação de fornecedores em concorrentes a tempo de não serem surpreendidas.


 

5 – Como anda esse processo no Brasil? Existe algum dado que aponta a evolução das empresas na utilização desse recurso?

Não tem exatamente dados formais de pesquisa. Ainda é um mercado emergente, com muita incerteza do ponto de vista do que é e do que não é inteligência competitiva. Mas, temos visto um grande número de empresas entrando no mercado e oferecendo produtos e serviços ligados ao tema. O interesse pelo tema pode ser percebido também no número de cursos e eventos que tem surgido abordando estes temas. Com várias propostas, abordagens e diferentes níveis de profundidade.

Fonte: www.administradores.com.br


 

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Empresa familiar

No Brasil ainda não aprendemos que os negócios são mutáveis e não são perpétuos. O empresário brasileiro permanece crendo que sua empresa será eterna e que sempre lhe dará lucro. Uma empresa que perdure por 50 anos é um caso de sucesso, mesmo uma de 30 anos, há países e impérios que não duraram 50 anos.

As empresas brasileiras ditas familiares não conseguem,  implementar uma administração eficiente e profissional duradouras,  contabilidade como meio de fornecer dados e informações costuma ser luxo,  a contabilidade que utilizam é mera formalidade fiscal, não raro, imperfeita.  Além do mais, a primeira geração da família pode ser comparada com as empresas que operam com ganhos extensivos,  ou seja,  a empresa opera e aufere seus ganhos com base na capacidade de empreendedorismo do fundador,  seu dinamismo, sua energia, opera e aufere receita de acordo com o número crescente de negócios fechados,  ainda que não seja um administrador de primeira linha.

Mas esses ganhos extensivos, vão originar a necessidade de administração profissional,  para que a empresa opere de forma intensiva,  ou seja, maximizando receitas e minimizando custos,   portanto, maximizando seus recursos.  Eis o problema,  muitos empresários desconhecem as diferenças entre empreender e administrar,  quando percebem,  tarde demais.

Ainda na fase dos ganhos extensivos,  tão importante (ou mais) quanto definir objetivos e metas, é definir filosofias e políticas de atuação para alcançá-los, as empresas que perduram no mercado conseguiram fazer essa distinção.

Essas lições também aplicam-se à vida pessoal, ou das nações. Quantas nações se reergueram após desastres naturais e guerras porque suas filosofias (ou políticas) de vida não foram perdidas ? Seus objetivos imediatos ruíram, foram destruídos, mas a filosofia de atuação diante de crises encarrega-se de pôr a nação no caminho do desenvolvimento econômico e social.

É por isso que o desenvolvimento econômico e social de uma nação,  não é meramente um problema de falta de dinheiro ou qualquer outro recurso econômico.

Finalmente :

1- Capacidade gerencial não é hereditária como muita gente pensa, ainda no século XXI ;

2- Acumular capital para as empresas (máquinas, bens, serviços e dinheiro) difere de acumular riqueza material pessoal, a prática no Brasil;

3 - O empresário deve fazer o mesmo que aconselha ou impõe aos seus funcionários :  estudar e ser ético!

Por:
Carlos Cesar D'Arienzo

terça-feira, 5 de outubro de 2010

O PODER DA INOVAÇÃO

Antes de citar estratégias para inovar, veja o que significa inovação.
Inovação significa novidade ou renovação. A palavra é derivada do termo latino innovatio, e se refere a uma idéia, método ou objeto que é criado e que pouco se parece com padrões anteriores. Hoje, a palavra inovação é mais usada no contexto de idéias e invenções assim como a exploração econômica relacionada, sendo que inovação é invenção que chega no mercado.
Inovação pode ser também definida como fazer mais com menos recursos, por permitir ganhos de eficiência em processos, quer produtivos quer administrativos ou financeiros, quer na prestação de serviços, potenciar e ser motor de competitividade. A inovação quando cria aumentos de competitividade pode ser considerado um fator fundamental no crescimento económico de uma sociedade.
O que você pode fazer para inovar, na sua profissão, produto e ou serviço? Para inovar você deve aumentar a habilidade cerebral de criar e como fazer? Fazendo 3 perguntas, quais?
O que posso fazer para trabalhar o lado direito e esquerdo do cérebro para ser mais criativo?

O que posso fazer para renovar esse produto ou serviço?

Que informações posso juntar para criar um novo produto ou serviço?

Lembre-se que idéias surgem quando estamos tranqüilos, relax, descontraídos.

Sugestão: faça essas perguntas freqüentemente e relaxe, saia para passear, descansar e a qualquer momento pode vir uma resposta eficiente e eficaz para inovar.

Saiba que inovações foram feitas basicamente por perguntas como estas que foram citadas e do nada surgiram idéias. Comece a observar grandes, médias e pequenas inovações lançadas no mercado, foram feitas através dessa estratégia até mesmo sem perceber porque quando perguntamos ao cérebro, começa a procurar respostas e ela surge melhor quando estamos com o estado emocional fortalecido, enriquecido, calmo, feliz, tranqüilo, sereno, entusiasmado, apaixonado ou em paz.

Segundo Peter F. Drucker na sua obra The Essential Drucker, defende que existem pelo menos três condições que têm que ser cumpridas para que uma inovação tenha sucesso. As três são óbvias, mas frequentemente negligenciadas.

1. Inovação é trabalho.


 

- Exige conhecimento. Muitas vezes exige um grande engenho. E há claramente inovadores de maior talento do que o resto de nós. Além disso, os inovadores raramente trabalham em mais do que uma área. Apesar de toda a sua enorme capacidade inovadora, Edison apenas trabalhava na área da eletricidade. Na inovação, assim como em qualquer outra iniciativa, há talento, há engenho e há predisposição. Mas, no final, a inovação transforma-se num trabalho difícil, centralizado e intencional que faz grandes exigências de diligência, persistência e de empenho. Se isto não existir, não haverá talento, engenho ou conhecimento que ajudem.


2. Para ter sucesso, os inovadores têm que se basear nos seus pontos fortes.


- Os inovadores de sucesso analisam um conjunto vasto de oportunidades. Mas depois perguntam: "Qual destas oportunidades é adequada para mim, para esta empresa, utiliza aquilo em que nós (ou eu) somos competentes e mostramos ter capacidades em termos de desempenho?" Obviamente, quanto a isto, a inovação não é diferente de qualquer outra iniciativa. Mas pode ser mais importante na inovação basearmo-nos nos nossos pontos fortes devido aos riscos da inovação a ao aumento do conhecimento e da capacidade de desempenho que daí resulta. E na inovação, como em qualquer outro empreendimento, também tem que haver uma adequação temperamental. As empresas não têm um bom desempenho numa coisa que não respeitam. Os inovadores, da mesma forma, têm que estar temperamentalmente em sintonia com a oportunidade inovadora. Tem de ser importante para eles e tem de fazer sentido. De outra forma, não estarão disponíveis a investir trabalho persistente, árduo e frustrante que a inovação de sucesso exige sempre.


3. A inovação é um efeito da economia e da sociedade.


- Uma mudança no comportamento dos clientes, dos professores, dos agricultores, dos cirurgiões, das pessoas em geral, normalmente está associada a uma mudança no processo, i.e., à forma como se trabalha e produz alguma coisa.

A inovação, por conseguinte, tem de estar sempre próxima do mercado, tem de se centrar no mercado, sem dúvida tem de ser impulsionada pelo mercado.

Na bíblia está: "Peça e receberás. Busque e encontrarás. Bata, e a porta se abrirá."

E quanto mais você ler, viajar, conversar, ou seja, tiver várias referências você irá aumentar a probabilidade de ser inovador.

Pense nisso, pergunte, relaxe, entre em ação e seja inovador.


 

Por: Fernando Viel – Coach Executivo e Palestrante


 

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Oportunidades: futuro, investimentos e negócios

Pensemos juntos sobre o quanto é complicado produzir idéias, conseguir traduzi-las no papel, elaborar planos e transformá-los em algo que seja palpável e possível de ser executado. Pensar é um princípio que ativa a vida, de um lado com recordações, do outro como os fatos do dia a dia. Na administração, poder pensar no que passou é estar documentado de históricos, que reunidos organizadamente permitam uma constante análise do que fizemos bem, do que erramos, e assim, diante do também conhecimento do que está nos sendo exigido pelo mercado, ter condições para ampliar a visão, pelas melhores técnicas e pessoas rumo à obtenção das melhores idéias e planos que conquistem mais resultados.
O mudar nos exige uma constante caça a oportunidades, tanto pela procura de novos espaços para fazer as coisas de forma mais competitiva, como pelo acreditar com antecedência no potencial mercadológico da região escolhida. Na revista Veja (Edição 2180), foi publicada uma extensa e fantástica matéria "Especial cidades médias – Aonde o futuro já chegou", relatando dezenas de cidades de porte médio, distribuídas pelos quatro cantos desse País, que em comum apresentam reais condições (Pessoas, consumo em evolução e estrutura) justificando um crescimento acima da média nacional e em alguns casos com índices superiores aos dos tigres Asiáticos.A forma como foi conduzida a reportagem inclui detalhes básicos para sustentação das nossas buscas, reunindo potencialmente a natureza que vem justificando o progresso, junto com as experiências e atitudes de empreendedores que por lá se instalaram.

Com a matéria, é lembrado velhos conceitos, onde hoje vivendo um mundo tão conectado as operações virtuais, às vezes achamos que tudo pode ser feito pelo digitar, enviar e receber. O autor lembra dos princípios para o bom marketing, a base dos 4P´s (Praça, Produto, Preço e Promoção), que ainda hoje é base elementar para a sustentação dos negócios. Dos 4P´s, atentou-se sua atenção ao item praça, traduzindo nas vantagens da localização, do como ter seu espaço adequado em relação aos clientes, dos valores que temos e podemos investir, dos fornecedores mais informais, mais próximos. Veio a cabeça a lembrança de um Samuel Klein, que costumeiramente se dirige ao seu helicóptero, para poder ver de cima a região a ser escolhida para a instalação das futuras lojas "Casas Bahia".

Tudo tem o momento certo para mudanças, mas que essas dependem da nossa maturidade que deve sempre ser evoluída de experiências, que formem créditos e organização, nos preparando para que tenhamos segurança e determinação pelo acreditar e assim poder ir de encontro com situações melhores. Mudar faz parte e nisso até um simples corte de cabelo pode traduzir em um sentimento novo.

E fechando todo esse pensamento, agora olhe para você, não fique sempre achando que as coisinhas estão definidas, pois nunca estarão e a sua evolução não depende somente do que os outros esperam de você, mas de um conjunto de valores que reúnam a sua melhor condição pelo fazer.

Por: Sérgio Dal Sasso

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Visão Estratégica - O entendimento

A comunicação realmente é a força de uma empresa. Não apenas essa que faz anúncios, aquela que faz promoções, mas e principalmente aquela que conversa nos corredores da empresa, a que fala a respeito dos novos afazeres sobre metas e indicadores, a que se torna uma política de entendimento da visão estratégica.

 A diferença não está no estabelecimento de metas mais fáceis: as empresas de visão costumam ter ambições extremamente audaciosas. A diferença também não repousa em liderança carismática, visionária: as empresas de visão muitas vezes concretizam suas metas sem líderes geniais no leme. E ainda a diferença não está em estratégias melhores: as empresas visionárias muitas vezes concretizam suas metas mais por meio do processo natural de "vamos tentar um monte de coisas e ficar com o que funcionar" do que por meio de planos estratégicos bem-articulados. Não estamos dizendo que o projeto ordenado não seja eficaz, não é isso. O que estamos dizendo é que nenhum projeto ordenado é superior ao projeto onde as pessoas fazem parte dele, compartilham-no, interagem. A visão estratégica é uma língua e via de regra, muitas empresas tem falado uma língua estrangeira, fora do idioma, sem representatividade para os que fazem parte daquele país – a empresa. Uma coisa que entra por um ouvido e sai pelo outro, porque não faz sentido, não é dia-a-dia.

 Então, por que a Merck se tornou a principal fabricante de medicamentos do mundo? Porque os arquitetos da Merck montaram a melhor organização de pesquisa e desenvolvimento farmacêutico do mundo. Por que a Boeing se transformou na principal fabricante de aeronaves comerciais do planeta? Devido à sua excelente organização de projetos e marketing, que transformou em realidade projetos como o do 747. Quando lhe perguntavam quais haviam sido as decisões mais importantes para o crescimento e o sucesso da Hewlett-Packard, David Packard sempre apontava as decisões que visavam construir a força da organização e de seu pessoal.

  Temos perdido muito tempo para papéis e pouco tempo para pessoas. Papéis não movem pessoas, linhas e mais linhas não movem pessoas, palavras complexas e títulos impressionantes, são palavras que movem atitudes se tem significado, se movem pessoas para atitudes construtivas. A visão estratégica tem que ter significado, aí moverá pessoas e pessoas que se movem criam e desenvolvem empresas inovadoras. Quando a visão estratégica é compêndio, ao invés de uma porta que abre é um escrito no site que nunca parou para ler. As homes, as paredes da empresas, as salas dos executivos, estão cheias de frases, mas frases que não são inspiradoras. A visão estratégica é inspiradora, não para o redator, o relator, mas para o "fazedor". 

Muitos executivos ficam perdidos em meio a declarações de missão e de visão. Lamentavelmente a maioria destas declarações se transforma em uma miscelânea de valores, metas, finalidades, filosofias, crenças, aspirações, normas, estratégias, práticas e descrições. Uma salada de frutas, boa para sobremesa, mas não para o arroz e feijão e é o arroz e feijão que faz a adesão. A adesão é com certeza neste século o trabalho mais importante do executivo. Uma empresa sem elos é uma empresa frágil e a força de uma empresa está em todos se entenderem e entender para onde vão. Uma empresa presente e sem resto de dúvida uma empresa FUTURO.

   Finalmente aconselhamos conexões sadias e envolventes para alcançar o melhor resultado coletivo, não guarde para você a informação que o outro necessita para vencer.

Fonte: www.administradores.com