segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Mercado exige inovação

A cada ciclo de desenvolvimento surge a exigência de um novo perfil de profissional, que deve estar alinhado com as necessidades das empresas e da sociedade dentro de um contexto mundial. Se até a década de 1990 o mercado precisava de gestores com experiência técnica, qualificados para difusão de novas práticas de gestão aliadas à eficiência, critérios de qualidade e produtividade, atualmente há necessidade de profissionais capacitados com as novas competências de gestão, liderança de projetos inovadores, consciência e ética financeira, responsabilidade ambiental e social e habilidade de formação de pensamento estratégico global. Além disso, os gestores devem estar amplamente alinhados com as novas visões de inovação e sustentabilidade. O conceito de inovação surgiu na década de 1980 nos países da União Européia e ganhou relevância com a publicação do Manual de Oslo, lançado em 1992 pela Organização para Cooperação Econômica e Desenvolvimento do Departamento Estatístico da Comunidade Européia, com diretrizes sobre inovação tecnológica. Entre outras afirmações, o manual destaca que 'o desenvolvimento tecnológico e a inovação são cruciais para o crescimento da produtividade e do emprego'. No Brasil, o conceito começou a ser adotado com a abertura da economia, na década de 1990, quando ocorreu a expansão das operações de investimento estrangeiro no País.

 
 

Durante aproximadamente 10 anos, entretanto, as inovações estavam direcionadas à tecnologia, e foi somente a partir do ano 2000 que as corporações perceberam que havia uma fragilidade na gestão de negócios. "Foi a partir daí que o empresário brasileiro incorporou estratégias inovadoras como modelo do negócio", explica o professor de graduação e do Programa de Mestrado de Administração da FEI, na área de Estratégia e Gestão da Inovação, Roberto Bernardes. Com isso, as empresas passaram a procurar profissionais mais bem preparados para atuarem seguindo o contexto da nova realidade empresarial, que exigia mais sintonia com as melhores práticas mundiais de gestão. A maior prova da necessidade de profissionais comprometidos com a gestão inovadora dos negócios é a quantidade de programas de pós-graduação em Administração e MBA (Master Business Administration), que surgiram no Brasil a partir de 2000. "Atualmente, são 80 programas de pós-graduação e 3 mil cursos de MBA no Brasil, além de 3.420 cursos de graduação em Administração", reforça Bernardes. Entre os fatores que influenciam na formação de um bom gestor está a diversidade étnica, cultural e tecnológica, e princípios de diplomacia empresarial. Além disso, o mercado busca profissionais que tenham experiência na área social, exerçam a ética nos negócios e saibam tomar decisões com perspectiva global.

 
 

Perspectiva social e ambiental As empresas inovadoras são capazes de se transformar, desenvolvendo novas competências e negócios com visão voltada para o futuro. Mas, sobretudo, são companhias que avaliam o impacto social e ambiental de suas ações, o que exige dos gestores, além de competência, sensibilidade a esses fatores. Os mais recentes conceitos pregam que uma organização inovadora sustentável deve estar em constante processo de aprendizagem e pautar seus negócios baseada em três frentes: social, ambiental e desenvolvimento econômico. A professora de graduação e mestrado de Administração da FEI, Isabella Vasconcelos, afirma que as ações devem ser internas (direcionadas aos funcionários) e externas (voltadas à comunidade). Esse modelo pressupõe respeito às comunidades e às culturas locais, inserção de minorias e parcerias com órgãos e entidades para programas de desenvolvimento regional. "Não adianta ser inovador se essa ação gera depredação ao meio ambiente e prejuízos sociais. Não há como separar sustentabilidade de inovação". avalia. Para ser considerada uma organização inovadora sustentável também é preciso que a empresa mantenha aberto o debate, de forma a estimular o confronto criativo e a diversidade de opiniões e metas. "Para tanto, o principal executivo deve saber promover o confronto criativo sem deixar recair para o lado pessoal, o que nem sempre é uma tarefa fácil", opina a professora. Estimuladas a se enquadrarem nesse novo conceito, muitas organizações já buscam profissionais com diferentes formações para o papel de gestor, como engenheiros, administradores e especialistas em RH, além de contratarem consultores formados em Filosofia para estimular o debate de alto nível. "Se todos pensam de maneira igual o debate fica mediocrizado", diz.

 
 

Inovador Um gestor que pretenda gerenciar projetos inovadores deve ter competência para criar o projeto, desenvolver o plano de negócio, adquirir competências em P&D, captar recursos de financiamento, interagir com o sistema nacional de inovação e gerir processos de conhecimento e co-propriedade intelectual. Tudo isso aliando um conjunto de interesses de vários parceiros para sua viabilização, porque os fluxos de investimentos e de conhecimento podem vir de diferentes países, com realidades políticas e características econômicas distintas. O novo perfil do profissional de Administração exige, ainda, conhecimento, capacidade de liderança e vocação empreendedora com sensibilidade social. "Gestores devem ser líderes transformadores e não executivos por detrás de uma mesa", diz Roberto Bernardes.


(Roberto Carlos Bernardes é orientador no programa de mestrado da FEI em Gestão da Inovação.)

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Em alta, microfranquias permitem à classe C abrir o próprio negócio

Em menos de dois anos, a enfermeira Elaine Cristina Barbosa Alves, de 32 anos, passou de assalariada, com renda média de R$ 1 mil, para empresária no ramo de cuidados especiais a idosos, com 35 funcionários, incluindo o próprio marido, e rendimento mensal de cerca de R$ 10 mil. Ela virou a própria patroa após abrir uma microfranquia, modelo que exige investimento máximo de até R$ 50 mil e que já representa 10% do faturamento do setor de franchising no país.

"No início foi bastante difícil, tive que fazer muita panfletagem na rua, muito marketing de guerrilha, mas hoje já estou atendendo na base da indicação", afirma Elaine, que é franqueada da Home Angels na cidade de Campinas (SP). Criada em 2007, a microfranquia funciona no modelo home-based (baseado em casa), sem necessidade de ponto comercial. A operação do negócio exige apenas um telefone e uma equipe mínima de funcionários.

A Associação Brasileira de Franchising (ABF) estima que já exista no país cerca de 2.500 franqueados de um total de mais de 50 marcas de microfranquias. "A fatia de participação delas no mercado de franquias deve chegar a 20% até o fim de 2011", diz Ricardo Camargo, segundo o diretor-executivo da Associação Brasileira de Franchising.

O setor de franquias deve fechar o ano de 2010 com um faturamento de R$ 75 bilhões, um crescimento de 19% em relação a 2009. Para 2011, a previsão é de alta de 15%. Mas para os modelos de microfranquias, a estimativa é de crescimento acima de 20%.

"As microfranquias se caracterizam pelo baixo investimento e pela baixa complexidade operacional. Muitos dos negócios podem ser administrados de casa e não envolvem estoques, coleções, manipulação de produtos ou softwares complexos", explica André Friedheim, sócio-diretor da Francap.

A maioria das microfranquias está ligada à prestação de serviços como reformas, jardinagem, reforço escolar, aulas particulares, fisioterapia, manutenção de computadores, tratamento de beleza e cuidado de idosos, crianças e animais, entre outros. Quando o negócio depende de um ponto comercial, geralmente o modelo é para espaços como quiosques, sem custo de luva.

Entre as vantagens, está a possibilidade de montar o negócio com capital próprio, sem necessidade de financiamento, o uso de uma marca que já está presente no mercado e a transferência de know-how para o gerenciamento do negócio. Dados do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) revelam que 80% das empresas fecham em até cinco anos após a inauguração. No caso das franquias, o número cai para 15%.

"Apesar da rigidez de algumas franquias, abrir um comércio de nome já conhecido e respeitado é muito mais seguro do que começar do zero", destaca o diretor-executivo da ABF. Ele afirma que o tempo médio de retorno do investimento na microfranquia é menor, entre 18 e 24 meses, contra uma média de 36 meses nos modelos tradicionais.

O alto custo era o principal impedimento para a entrada de mais empreendedores nesse mercado. Para 2011 a nossa é dobrar o número de franqueados. O investimento médio para abrir uma franquia costuma ser em torno de R$ 20 mil. O faturamento médio mensal costuma variar entre R$ 5 e 15 mil, com taxa de lucro entre 30 e 40%. "É um modelo de baixo risco e de rápida implantação. O franqueado consegue iniciar as operações entre 30 e 40 dias", afirma Hipólito, dono das marcas Home Angels, Amigo Computador, Tutores, Dr. Faz Tudo e Dog Relax.

"É a porta de entrada mais fácil para se tornar um franquedo, aprender a trabalhar em rede, cumprir padrões de processo, conhecer esse mundo e depois se aventurar em operações de maior porte", avalia André Friedheim.

"O momento do país é excelente, o varejo está crescendo e há mais oferta de crédito. Portanto, as microfranquias são uma oportunidade até para essa nova classe C que sonha ter seu próprio negócio e virar patrão de si mesma", completa o diretor da Francap.

Elevação da renda e da carga de trabalho
Além de representar a porta de entrada da classe C para o mundo do franchising e do empreendedorismo, as microfranquias criam em muitos casos um atalho para a elevação da renda do prestador de serviço.

Os novos microfranqueados costumam ter mais de 35 anos. São pessoas que querem sair do ambiente coorporativo e abrir o próprio negócio, e que querem elevar a renda numa área da qual já fazem parte ou têm afinidade e ganham entre dois e três mil reais.

Fonte: www.g1.globo.com


 

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

As empresas brasileiras são competitivas. E o Brasil?

Certa manhã, a jornalista Miriam Leitão teceu suas considerações sobre exportações e câmbio e mencionar a questão de competitividade. Há um movimento no empresariado brasileiro visando "mexer" no câmbio, desvalorizar o real e com isso facilitar as exportações. Ela mencionou que as empresas brasileiras não devem ter medo de competir, porque têm feito sua parte. O governo é que precisa fazer a dele, pois há a questão dos impostos, como todo mundo sabe, notadamente os que incidem sobre a contratação de mão de obra. Concordo, sem dúvida. É o famoso custo Brasil. Portanto, a resposta é: as empresas são competitivas, sim. Mas, o País nem tanto.

As palavras da jornalista nos fazem pensar: se não tivéssemos esse sufoco de pagar em média 37% do PIB em impostos, se não incidissem 104% de impostos sobre folhas de pagamento, fazendo com que cada funcionário custe mais que o dobro do que recebe líquido... Teríamos uma condição de competir absurdamente melhor... 

É o que todos gostaríamos. Mas, vamos encarar a realidade, isso não vai acontecer. Nosso "sócio" vai continuar conosco, voraz como sempre. Então, se quisermos manter e, até mesmo, aumentar nossa competitividade, temos que fazer valer os recursos de que dispomos, e o maior deles é exatamente o que custa mais caro em impostos: as pessoas. 

Até algum tempo atrás o grande foco era encontrar os talentos, ou seja, os indivíduos que já têm o perfil exato para as funções. Pois, todos já sabem o quanto custa contratar errado.

Muito embora essa preocupação ainda perdure sobre os talentos que procuramos, percebemos que as outras empresas também os querem. Do mesmo modo, percebemos que aqueles que gostaríamos de "devolver ao mercado de trabalho" são os que usualmente mais permanecem, só saem se forem demitidos.

Então, com a preocupação em contratar indivíduos com o perfil adequado, que já são, ou serão no futuro, os talentos que queremos, precisamos cada vez mais exercer nossa capacidade de gerir mudanças nas pessoas que já temos, de modo a prepará-las para ambientes cada vez mais competitivos e mutantes. 

Esse é o quadro e com ele vem a questão: como fazer isso? Como transformar um grupo de funcionários com seus hábitos, suas idiossincrasias e sua natural resistência à mudanças em uma equipe realmente competitiva, ágil e pronta a assumir e resolver desafios?

A resposta: treinamento. Mas, qual? E mais: como fazer para que esse treinamento não caia na vala comum de tantos outros, ou seja, um balão de motivação inicial com todos os envolvidos entusiasmados, mas que em alguns dias simplesmente "murcha"? 

Todos os processos de treinamento visam mudança comportamental, mas a imensa maioria não contempla o item Sustentação da Mudança. Qualquer processo de mudança comportamental precisa ter um tipo de procedimento que garanta a sua sustentabilidade, ou seja, que os comportamentos mudem visivelmente e se mantenham no novo formato até se consolidarem de forma a trazerem os resultados esperados.

Essa sustentação deve ser provida por instrumentos que assegurem:

1 – Que o indivíduo está realmente praticando as mudanças – via lembretes e auto-avaliação;

2 – Que essas mudanças estão sendo realmente percebidas – via feedbacks periódicos e dicas para correções de rumo;

3 – Que o indivíduo se sente feliz e confortável com as mudanças porque elas geram resultados – ainda via feedbacks e uma avaliação formal ao final de um período. 

Há tecnologias no mercado que permitem esse tipo de intervenção. O importante é que nos conscientizemos de que precisamos mais do que nunca investir não somente em formas cada vez mais eficazes de encontrar as pessoas mais próximas possível do perfil de talento, mas também na capacidade de nossas empresas em desenvolver os talentos e "fabricá-los" entre nosso próprio pessoal.

Afinal, as pessoas costumam ser nosso maior custo, pelo menos em termos de participação de impostos. Além disso, são elas que fazem os resultados e tornam nossa empresa competitiva. Ou não.

Fonte: www.administradores.com.br

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Novo contrato de trabalho e a era da tecnologia

Não resta qualquer dúvida que os meios tecnológicos estão presentes no cotidiano da relação empregado e empregador. Inconcebível em pleno século XXI imaginarmos qualquer relação de emprego que não tenha algum meio eletrônico ou digital que controle ou que esteja vinculado ao trabalho.

Dessa forma, nessa era da tecnologia, os requisitos clássicos que caracterizam a relação empregado/empregador, quais sejam, a pessoalidade, a onerosidade, a habitualidade e a subordinação – que estão em vigor graças ao art. 3º da CLT – ganham novas nomenclaturas.

A pessoalidade torna-se cibernética no momento em que o intuito personae é feito através de sistemas informáticos. Atualmente, diversos empregados laboram em suas casas e/ou em centros de trabalhos alheios às empresas e realizam normalmente suas tarefas. Nessa toada, tem-se que suas respectivas identidades são validadas por programas específicos – login e logoff - e em casos mais avançados, por telebiometria.

Dessa forma, o antigo conceito de pessoalidade, que era compreendido por trabalho realizado por certa e determinada pessoa, passa por uma nova leitura e encontra nos meios tecnológicos uma nova interpretação.

O mesmo ocorre com o requisito da onerosidade, uma vez que o pagamento de salário em espécie é regramento antigo nos moldes das empresas. Atualmente, os salários são pagos por meio eletrônico e são compensados por sistemas informáticos que avisam os empregados da existência de valores em suas contas e o exato dia que foi realizado o depósito. Cria-se, assim, a onerosidade eletrônica.

Importante destacar que diversas empresas validam seus pagamentos por meio eletrônico enviando o valor do salário e a descriminação de cada verba aos seus empregados. O empregado, por sua vez, aceita o pagamento e tem ciência das parcelas, "assinando eletronicamente" os comprovantes através de certificação digital.

O requisito da habitualidade virtual é facilmente identificado. É premissa de que em qualquer relação de emprego exista contrato válido, assinado pelas partes, com cláusulas especificas relacionadas à forma da prestação de serviço. Quando os contratos são tácitos, as regras devem ficar claras para ambas as partes.

Se o trabalho é feito utilizando meios informáticos ou eletrônicos, importante que exista cláusula no contrato de trabalho que mencione de forma objetiva como se dará a relação entre empregado e empregador. Diante disso, com a realização da atividade normal do trabalho – por meios tecnológicos – a habitualidade virtual estará comprovada.

Por fim, o principal requisito da relação de emprego - e atualmente o mais polêmico - é a subordinação. A doutrina clássica divide a subordinação em social, técnica e jurídica, sendo essa última distinguida em subjetiva e objetiva.

Entretanto, analisando a nova relação de emprego – emprego na sociedade de informação – verificamos que todas as classificações foram mitigadas pela virtualização. Dessa forma, encontramos na subordinação virtual a possibilidade do empregado ser fiscalizado de forma remota pelo seu empregador e em alguns casos – por incrível que pareça – quem exerce a subordinação virtual não é o empregador e sim a própria máquina.

Nessa modalidade, ambas as partes devem estar resguardadas em seus direitos. A elaboração de regimento interno com políticas de usos dos meios tecnológicos das empresas é ferramenta fundamental para garantir aos empregados e empregadores direitos e deveres recíprocos e manter a boa ordem no pacto laboral.

O desrespeito às normas internas da empresa viabiliza a rescisão do contrato de trabalho por justa causa. Da mesma forma, se o empregador não cumprir com as cláusulas contratuais, poderá sofrer a justa causa patronal.

Assim, os novos requisitos da relação de emprego, nessa era da tecnologia em que vivemos, encontram-se pautados na tecnologia aplicada ao trabalho. Dessa forma, empregados e empregadores deverão estar atualizados e a legislação deverá ser interpretada de maneira menos dogmática, para adequar a realidade às novas modalidades de trabalho e aos novos conceitos tecnológicos.

Por: Alan Balaban Sasson (Advogado trabalhista , especialista em Direito Processual Civil pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e cursa especialização em Direito e Processo do Trabalho pela Universidade Presbiteriana Mackenzie)

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

"Sorria, você está sendo filmado"! Decisão do TST permite filmar empregado

Ao julgar um caso ocorrido no Espírito Santo, o TST (Tribunal Superior do Trabalho) concluiu que é permitido o uso pelo empregador de sistema de monitoramento que exclua banheiros e refeitórios, vigiando somente o local efetivo de trabalho, desde que haja conhecimento dos empregados.

Para advogados especialistas em direito trabalhista, a medida não viola qualquer direito relacionado à intimidade dos funcionários. Contudo, os empregadores não devem se utilizar da permissão para fiscalizar as atividades do profissional.

"Tendo em vista a ausência de lei que regulamente o sistema de monitoramento no local de trabalho, entendo ser totalmente viável e sem qualquer afronta legal seu uso para fins de segurança, devendo sempre ser observadas: a proteção à imagem e privacidade dos empregados em locais como banheiros e vestiários e que haja restrições quanto à exposição das imagens", diz a advogada do escritório Luchesi Advogados, Andréa C. Vianna.

E ela completa: "o que não pode ocorrer é a fiscalização das atividades do empregado, cabendo esta a seu superior hierárquico, tampouco a instalação de câmeras com intuito de vigiar o mesmo, já que um dos requisitos que deve existir no contrato de trabalho é a confiança mútua".

 
 

Segurança


O advogado e sócio do escritório Mesquita Pereira, Almeida, Esteves Advogados, Antonio de Almeida e Silva, também concorda com a decisão do TST. Para ele, inclusive, o sistema de câmeras garante o patrimônio e a segurança dos próprios funcionários. 

"Esses sistemas de câmeras têm apresentado clara eficiência, não só na proteção às instalações, como também na elucidação de crimes praticados. Ao ver do advogado, é legítimo e lícito esse monitoramento, desde que todos estejam informados da existência dessas câmeras, o que sempre acontece através de placas informativas afixadas no local. Realmente, não se compreende o que não pode ser filmado nesse período de trabalho, que constitua "privacidade do empregado". Não é crível, não é razoável, em especial num país atormentado por uma violência crescente".

Por: Gladys Ferraz Magalhães, InfoMoney

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Economia deve acelerar no primeiro semestre de 2011

A economia brasileira deve seguir em ritmo acelerado no primeiro semestre deste ano, segundo dados divulgados nesta segunda-feira (24) pela empresa de análise de crédito Serasa Experian. O indicador de perspectiva de atividade cresceu 0,1%, em sua sexta elevação consecutiva, indo para 100,9 pontos.
O indicador da Serasa avalia a expectativa para os próximos seis meses. Segundo os economistas da empresa, a sequência de seis elevações mensais, sempre ao redor dos 100 pontos, aponta que o ritmo do crescimento econômico "tenderá a exibir uma trajetória de aceleração ao longo do primeiro semestre de 2011".
"Desta forma, as medidas de restrição ao crédito determinadas pelo Banco Central em dezembro último, o ciclo de elevação da taxa Selic e os esforços do governo federal em conter o avanço dos gastos públicos deverão produzir efeitos mais significativos, em termos de desaquecimento da economia, somente a partir do final do primeiro semestre deste ano".
Na sexta-feira (21) a Serasa divulgou o indicador de crescimento da economia brasileira referente a novembro, que apontou um avanço de 0,5%. Os investimentos na produção e a venda de produtos e serviços para o exterior impulsionaram a alta do PIB (Produto Interno Bruto, que é a soma de riquezas de uma nação) mensal.


Inflação é a maior em quase um ano


Os economistas da Serasa Experian afirmaram no documento que a atividade econômica em novembro do ano passado e as notícias sobre o fato de as vendas de Natal de 2010 terem sido muito positivas "sinalizam que o ritmo de crescimento econômico se acelerou, de fato, ao longo do quarto trimestre do ano passado, comparativamente às taxas de crescimento verificadas nos segundo e terceiro trimestres de 2010".
O relatório da Serasa Experian indica que, com os resultados, "a economia brasileira deverá encerrar o ano de 2010 com um crescimento real ao redor de 7,5% em relação ao ano de 2009". 

Fonte: www.administradores.com.br


 

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

O funcionário que copiava

A revelação, feita por colegas da área, foi um choque para a empreendedora Márcia Freyberger. Ainda sem acreditar, ela pediu a amigas que se passassem por clientes para checar a informação. Era verdade. Uma funcionária de sua empresa, a paulista Madri Festas, especializada em recreação infantil, não só havia aberto uma operação rival às escondidas como tinha copiado todos os seus métodos de trabalho. Após investigar mais, descobriu que ela ainda furtava peças para uso nos eventos concorrentes. "Meu material estava sumindo. No começo, não associei uma coisa à outra. Achei que podíamos ter esquecido itens em locais onde tínhamos estado. Mas acabamos por desmascará-la. Fiz até BO (boletim de ocorrência), aconselhada por meu advogado", diz. No fim, a desonestidade não prosperou: a ex-contratada acabou por fechar o empreendimento sem conseguir muitos clientes, segundo Márcia apurou com conhecidos do mercado.

A Marte Rótulos Especiais, também de São Paulo, viveu um drama semelhante ao da Madri. Um vendedor, seduzido pela chance de ganhar mais, tornou-se sócio de uma concorrente também do ramo de impressão de rótulos e adesivos. No entanto, em vez de sair do trabalho e abraçar o novo desafio, preferiu continuar no emprego. Passou dois anos no jogo duplo: fechava negócios tanto para sua empregadora quanto para ele. Ao ser descoberto, foi demitido por justa causa. Mas o ex-funcionário continua até hoje à frente da gráfica rival.

Casos como o da Madri e da Marte são mais comuns do que se imagina. Funcionários, fornecedores e até clientes podem ceder à tentação de tomar inspiração no sucesso de um negócio. Até aí, tudo bem. O problema começa quando se copia descaradamente. Ou quando são usados dados sigilosos de um patrão (ou ex) para obter vantagens de mercado, como roubar contratos e idéias.

A empresa lesada pode recorrer à Lei de Propriedade Industrial, que prevê punições para a concorrência desleal, com reparações materiais e penas de três meses a um ano de detenção. "Qualquer prática desonesta relacionada ao comércio ou ato danoso praticado por alguém no âmbito dos negócios podem ser enquadrados nesse gênero", afirma Mauro Sodré Maia, procurador-geral do Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (Inpi). Mas para ganhar uma indenização é preciso reunir provas, como documentos, e-mails e testemunhos de clientes. E se preparar para uma longa batalha jurídica.

No Brasil, as leis de patentes e de direitos autorais prevêem proteção para marcas, produtos, obras culturais, softwares, desenhos industriais, design gráfico e de objetos. Idéias, métodos e sistemas, por outro lado, não têm salvaguarda. Na prática, significa que, em nome da livre concorrência, é possível copiar um conceito, como abrir um estabelecimento nos mesmos moldes de outro já existente.

Para Maia, as empresas precisam se antecipar aos problemas se quiserem se proteger. "O empregador tem de estabelecer no contrato de trabalho todas as condições da relação com o funcionário, inclusive o tratamento do conhecimento que este venha a produzir." Se o empregado não tiver sido contratado especificamente para desenvolver um produto, pode ganhar direito de ser co-autor de uma patente.

O advogado Carlos Max Oliveira da Silva, especialista em propriedade intelectual do escritório Montaury Pimenta, Machado & Vieira de Mello, acrescenta que os contratos com funcionários, terceirizados e fornecedores devem prever cláusula de proteção. "A empresa pode incluir nos documentos um texto no qual proíbe o uso de seu capital intelectual ou de qualquer informação sobre seu negócio para fazer concorrência. Algumas companhias estabelecem até períodos de quarentena remunerada para seus executivos não abrirem negócios rivais ou se transferir."

A segurança jurídica, entretanto, não é a única maneira de lidar com esse tipo de problema. Com 12 anos de mercado e uma média de 70 eventos por mês, a Madri Festas acostumou-se a ver suas idéias plagiadas. "Nossa exposição é muito grande. Inventamos o Teatro Livro, que é uma peça encenada dentro de um livro-cenográfico gigante, e em poucos meses vi um produto igual aparecer no mercado", diz Márcia. Como é impossível evitar que os concorrentes se inspirem nas novidades, ela encontrou na rápida reciclagem das brincadeiras a melhor maneira de compensar a falta de proteção.

Após o episódio da ex-funcionária concorrente, Márcia passou a estimular o empreendedorismo interno. Ela incentiva e orienta os colaboradores que desejam abrir seus próprios negócios na área. "Melhor ter um amigo que um competidor", afirma.

Fonte: www.pegn.globo.com

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

O que as tragédias de janeiro podem nos ensinar sobre liderança

Manchetes e notícias vêm aterrorizando o país nos últimos dias. Embora fortes, infelizmente não apontam nenhuma novidade. Ano após ano somos apresentados a esses eventos climáticos que destroem patrimônios e vidas em todo o Brasil. O que difere é o tamanho da catástrofe, que a cada dia torna-se a maior de todos os tempos, o que também não é nenhuma novidade, pois cientistas de todo o mundo apontam insistentemente para esta tendência.

Segundo informações do portal Contas Abertas, o governo federal, fonte de verba para todo território nacional, gastou apenas 13% do orçamento autorizado para o programa de "prevenção e preparação para emergências e desastres" este ano. Por enquanto, dos R$ 546,6 milhões previstos para 2009, apenas R$ 72,5 milhões foram aplicados até o último dia 10.

Enquanto isso, com o programa de "resposta aos desastres", que recebe recursos após a ocorrência dos problemas, o governo federal, por meio dos ministérios da Integração Nacional, Defesa e Agricultura, já gastou R$ 1,1 bilhão este ano (68% da dotação anual), montante quase 15 vezes superior ao aplicado com o programa de prevenção.

Novamente, somos apresentados a fatos que não nos surpreendem, pois os investimentos em "respostas" sempre foram mais robustos que os investimentos em "prevenção". Segundo especialistas, existem diversos motivos que corroboram para isso, e um dos que mais me impressionou é o fator político, eleitoreiro. Prevenção garante menos votos que recuperação. Afinal, é mais fácil agradar quem sofreu com uma catástrofe e perdeu tudo, pois qualquer ajuda está de bom tamanho, do que convencer alguém a sair de sua casa em uma zona de risco. Quando estou no conforto da minha casa, dificilmente alguém conseguirá me convencer a deixar a minha zona de conforto.

Novamente, somos apresentados a fatos que não nos surpreendem, pois os  investimentos em "respostas" sempre foram mais robustos que os investimentos  em "prevenção"

Cadê o propósito? 

Analisando o fato acima, podemos ver claramente que o propósito maior de ser o líder de uma nação foi totalmente esquecido. Pessoas morrem anualmente, mas os mesmos políticos continuam no poder, porque sabem jogar o jogo sujo da conquista de votos a qualquer preço. E vemos isso também nas organizações. Líderes que focam todas as suas energias na defesa de suas teses e anseios, no intuito de alimentar o seu ego e subir a qualquer preço.

 Mas afinal, qual é o propósito maior de um líder?

 Diga-me outro propósito da liderança que não seja o de melhorar a vida das pessoas e facilitar os caminhos para que elas conquistem os seus objetivos pessoais e profissionais, mesmo que, para isso, o líder tenha que tomar decisões contrárias à vontade do liderado, mal vistas em curto prazo, mas fundamentais em longo prazo. Precisamos de líderes em todas as esferas da sociedade que resgatem o verdadeiro propósito da liderança: servir às pessoas!

Mas, sinceramente, o que mais me impressiona em tudo isso é a capacidade de tais "líderes" de deitar a cabeça no travesseiro e conseguir ter uma noite de sono profundo, mesmo sabendo que vidas e carreiras são destruídas pelo seu próprio ego.

Por: Alexandre Prates (especialista em liderança, desenvolvimento humano e performance organizacional)

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Cai intenção de compra no varejo de SP no trimestre

O índice de consumidores de São Paulo que pretendem adquirir bens duráveis ou semiduráveis entre janeiro e março recuou 5,4 pontos porcentuais na comparação com o mesmo período de 2010, segundo pesquisa de intenção de compra no varejo divulgada hoje pelo Programa de Administração do Varejo (Provar) e pela Felisoni Associados. Entre os 500 entrevistados, 71,8% informaram que devem ir às compras neste primeiro trimestre, ante 77,2% no mesmo intervalo do ano passado. Na comparação com o quarto trimestre do ano passado houve queda 4,4 pontos porcentuais.

Segundo comunicado do Provar, a redução das intenções de compra do primeiro trimestre em relação ao quarto trimestre do ano passado já era esperada. Porém, a queda na comparação com os três primeiros meses de 2010 "dá indícios de que os efeitos da política de contenção de demanda agregada já se fazem sentir." O levantamento ocorreu entre 3 e 13 de janeiro deste ano.

As categorias que apresentaram as maiores retrações na intenção de compra no primeiro trimestre em comparação com o mesmo período de 2010 foram cama, mesa e banho (baixa de 38,9%), cine e foto (queda de 31,4%), informática (recuo de 25,7%), móveis (recuo de 20%), telefonia celular (baixa de 18,3%), linha branca (queda de 6%) e materiais de construção (recuo de 3,8%). As categorias que apresentaram aumento nas intenções de compra em relação ao primeiro trimestre do ano passado são eletroeletrônicos (alta de 34,8%), eletroportáteis (avanço de 15,8%) e automóveis (aumento de 5,3%).

O levantamento também consultou a intenção dos consumidores de ir às compras pela internet em janeiro. Estes dados contaram com a parceria da empresa de monitoramento de comércio eletrônico e-bit. Segundo a pesquisa, dos 6.745 internautas consultados no Estado de São Paulo, 90% podem adquirir bens por meio da internet, um porcentual superior ao observado em outubro de 2010 (87,5%) e em janeiro do ano passado (88,6%).

Fonte: www.revistapegn.globo.com

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

O que fazer quando os negócios estão no vermelho

Uma boa idéia de negócio, recursos, planejamento de marketing, negócios e financeiro, capital inicial... Ingredientes necessários para começar um empreendimento bem sucedido no Brasil. Mas, de repente, você vê sua empresa afogada em dívidas, sem capital de giro, e com sinais de inviabilidade econômica. Em outras palavras, às portas da falência.

Para auxiliar empreendedores que estão em situação semelhante e aqueles que querem evitá-la, o Portal Administradores entrevistou o consultor Artur Lopes, autor do livro Autor do livro "Manual de Gestão de Crise Financeira e Turnaround".

O ambiente econômico atual do Brasil é favorável para a abertura de empresas ou inspira mais cautela do que euforia?

O ambiente econômico é, sim, favorável à abertura e ampliação de negócios. As taxas atuais de juros – apesar de indecentes quando comparadas aos padrões internacionais – está baixa. Um grande contingente de pessoas foi incorporado ao mercado, ampliando consideravelmente a quantidade de consumidores, e a população que já tinha boas condições econômicas aumentou o seu poder de compra. O momento, no entanto, não comporta euforia, mas sim sobriedade. Todos os investimentos, sejam eles na constituição ou na ampliação de negócios, devem ter o seu retorno bem dimensionado.

 Quais os principais cuidados que as novas empresas (principalmente micro e pequenas) devem ter para não enfrentar danos financeiros irreversíveis?

 A regra de ouro, especialmente para as pequenas e médias empresas, é preservar o seu capital de giro. O empresário deve entender que o fluxo de caixa, ao longo do mês, sofre variações, muitas vezes drásticas, e a preservação da capacidade de honrar os compromissos é a meta principal. A pontualidade evita a imposição de multas, muitas vezes onerosas, bem como preserva o bom nome.

Outra providência fundamental é dimensionar bem os investimentos, pois senão o empresário não obterá o retorno esperado, comprometendo assim o capital de giro.

Como uma empresa deve elaborar um plano de recuperação, caso se encontre em vias de falência? Uma consultoria é interessante nesses casos?

 Se uma empresa apresentar dificuldades, deve implementar rapidamente um plano de ajuste que a possibilite sair da crise. Poderia discorrer ao longo de várias páginas sem, contudo, esgotar o assunto, pois a elaboração de um plano conseqüente de reestruturação possui dezenas, ou até mesmo centenas de variáveis.

Em linhas gerais, podemos dizer que é necessário entender a operação e tomar as ações necessárias para que ela possa ser superavitária (seus compromissos correntes devem ser menores do que os seus recebimentos). Essa sobra de caixa deve ser utilizada para pagar as dívidas. Vamos a um exemplo:

 Uma empresa fatura 10 mil reais e acumulou, por conta de investimentos que não tiveram a maturação esperada, uma dívida de 30 mil reais. Seu resultado líquido é de 500 reais. Nesse caso o empresário deve procurar seus credores, parte deles normalmente são bancos, e propor o parcelamento de dívida em 60 (sessenta) meses. O exemplo é simplista, pois considera que a empresa tem resultado – o que raramente é verdadeiro, daí a necessidade de reduzir custos – e não leva em conta o serviço da dívida, ou seja, os seus juros.

 O empresário raramente está apto a promover sozinho o ajuste na sua empresa, quer pelo seu comprometimento emocional ou pela ausência de conhecimento técnico nos âmbitos financeiro e administrativo. Recomenda-se, sim, que no caso de uma dificuldade aguda o empresário procure auxílio.

 Quais os cuidados que o empresário deve ter ao escolher um consultor para tirar a empresa do vermelho? Uma consultoria inadequada pode ser a última pá de terra?

 Vamos começar pelo fim. Uma escolha infeliz pode, sim, fulminar a esperança de recuperação de uma empresa. Normalmente, gerentes de banco desempregados e gestores financeiros inexperientes chamam para si a saga de reestruturadores. Os cuidados para escolher o profissional são quase os mesmos que adotamos para selecionar um funcionário graduado: pesquisar sua vida pregressa; os desafios profissionais que enfrentou e, principalmente, ter atenção com o seu discurso, já que raramente um aventureiro tem uma linha de argumentação coerente.

 Recomenda-se, também, que a remuneração do consultor seja negociada ad exitum. Ou seja, se a empresa se recuperar, o profissional recebe. Caso contrário, não. 

Fonte: www.administradores.com.br


 


 


 

 
 


 


 

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Como fazer a diferença no atendimento aos clientes

Por Francisco Barbosa Neto

Diante do atual mercado competitivo, as empresas precisam estar preparadas para superar a concorrência e seus próprios limites. É na capacidade de lidar com pessoas que reside o sucesso ou o fracasso de qualquer empreendimento. 

Na maioria das vezes, o dono do negócio é aquele que faz, faz, faz e passa o dia todo ocupado em sobreviver, não tendo tempo e energia para pensar no futuro, planejar ações, gerir pessoas, saber o que oferecer, para quais clientes, acompanhar a concorrência e focar o resultado (Lucratividade, Rentabilidade e Liquidez).

Para ser empreendedor é necessário exercitar a criatividade (avaliar as idéias e fazer a melhor escolha) e a inovação (habilidade de colocar para funcionar) com o objetivo de romper
paradigmas, criando um produto/serviço diferente para vender valor e não preço. 

O conceito de um negócio é entender e atender as necessidades e preferências dos clientes. O seu sucesso vai depender de como fazer o melhor para atrair quem valoriza o que a sua empresa faz e, principalmente, que tenha como diferencial saber servir. 

As empresas devem cuidar do seu maior ativo: o cliente atual, que foi obtido pela reputação, atendimento ou referências. Na venda é importante saber o nome do cliente, suas preferências, seus hábitos, freqüência e saber como prefere ser tratado. O vendedor deve estar presente para eliminar qualquer dúvida. Sem esquecer o atendimento pós-venda.

É importante ressaltar que o consumidor não estabelece relação com a empresa, mas com as pessoas que os atendem. Cliente feliz volta a comprar o produto ou serviço da empresa e ainda indica para outras pessoas, é o "boca-a-boca", uma das ferramentas mais poderosas de marketing.

A estratégia da empresa deve ser apresentada à equipe para que todos tenham uma visão
abrangente do negócio, cuidando para que cada um desempenhe o papel necessário para que a meta estabelecida seja alcançada. É importante colocar as pessoas certas para executar as tarefas certas, para oferecer uma experiência rica aos clientes, usando uma abordagem integrada em todos os pontos sensíveis como: sentir, emocionar, pensar, agir e relacionar.

Embora o mercado tenha se profissionalizado muito, a figura do vendedor despreparado é muito freqüente. O grande erro é contratar pessoas que estão vendedoras e não as que são realmente vendedoras. Para montar uma equipe de vendas é preciso dar ênfase a alguns aspectos: 

- DNA da venda: é algo que não se desenvolve, nasce com a pessoa;

- Atitude: paixão em servir;

- Vontade de vencer;

- Integridade;

- Aprendizado técnico e habilidade, adquiridos através de treinamento.

Não adianta só treinamento, é preciso desenvolver na equipe a capacidade de aprender
fazendo, disponibilizar informações e estabelecer indicativos representativos para que os funcionários não executem as tarefas somente de acordo com o seu julgamento pessoal.

Seja transparente, crie na empresa um ambiente em que se permita a troca de experiências, aprenda a ouvir e a acolher opiniões e criticas e, principalmente, pratique aquilo que prega aos seus funcionários.

 
 

"A melhor maneira de prever o futuro é construí-lo". Peter Drucker

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Como tornar seu negócio ecológico?

Tudo se inicia com uma medida básica, como a redução no consumo de energia e água. Depois, vem a análise do impacto ambiental da empresa. Dá para mudar algum processo sem gastar dinheiro? Sim, sempre dá. É só reaproveitar algum material desperdiçado no ciclo do negócio. Mas algumas atitudes, mais ousadas, exigem aportes de recursos. No final da escala de uma empresa que realmente deseja se tornar verde, é possível até influenciar fornecedores e clientes a também transformarem a sua forma de agir — e inovar. E é possível percorrer esse caminho com corte de gastos, ganho de produtividade e melhor posicionamento de mercado, como mostram os cinco exemplos desta reportagem. "Ser sustentável a partir de um projeto inovador é a chave para fidelizar clientes e ganhar da concorrência", diz Dorli Terezinha Martins, consultora do Sebrae.

1 – PRÁTICAS BÁSICAS
O que fazer: aprimorar hábitos cotidianos no escritório, como economizar água e energia e usar material reciclado
Exemplo: nas obras do novo prédio da Feitiços Aromáticos, indústria de cosméticos e produtos esotéricos, Raquel Cruz, 41 anos, pensou em como poderia, com ações simples, ajudar o meio ambiente e ao mesmo tempo economizar custos. O projeto posicionou as janelas de forma a privilegiar a entrada de luz natural. Com isso, desde junho, houve uma redução de 40% nas despesas de energia elétrica. A Feitiços Aromáticos passou a trabalhar com coleta seletiva, reutilização de embalagens e optou por papel usado para fazer o preenchimento das caixas de entrega — em vez de plásticos e isopor. Até o final do ano, a empresa terá temporizador nas válvulas de torneira e vasos sanitários, o que, calcula Raquel, irá reduzir em 25% o consumo de água. "Pequenas mudanças de hábito fazem diferença para o bolso e para o meio ambiente", afirma a proprietária do negócio. A Feitiços Aromáticos fatura anualmente R$ 150 mil e atende mais de dois mil clientes.

2 – MUDANÇAS NO NEGÓCIO SEM INVESTIMENTO
O que fazer: buscar alternativas para reduzir o impacto ambiental sem precisar gastar — como o reaproveitamento de materiais
Exemplo: "Não é preciso investir para ser sustentável. Basta ter boas ideias". Essa foi a conclusão a que chegou Fernando Boleiz, 43 anos, proprietário da loja de brinquedos de madeira Pipoquinha Brinquedos, há três anos, quando começou a reaproveitar as sobras que eram descartadas durante a produção dos bonecos. No início, 40% da madeira era reaproveitada, hoje são 50%. Esse material foi utilizado para a criação de novos brinquedos e a iniciativa ainda fez Boleiz economizar 7% na compra de matéria-prima. "No começo, achei que esse trabalho seria uma perda de tempo. Mas percebi que uma ação sem complexidade pode melhorar o negócio e o meio ambiente sem exigir gastos", afirma.

3 – MUDANÇAS NO NEGÓCIO COM INVESTIMENTO
O que fazer: desenvolver projetos e dedicar recursos à redução do impacto ambiental do negócio
Exemplo: assistindo a um noticiário em 2006, Juarez Cotrim, 40 anos, percebeu que precisava agir para que seu negócio, a Cerâmica Luara, deixasse de ser visto como vilão do meio ambiente. Ele então resolveu investir R$ 300 mil em um projeto de substituição de combustível. Os tradicionais fornos a lenha foram desmanchados; e queimadores de biomassa, colocados no lugar. O aporte valeu a pena, pois gerou aumento de produtividade. A Cerâmica Luara, que fatura anualmente R$ 1,6 milhão, passou a produzir 30% mais tijolos com o mesmo custo de 2005. Tornou-se também pioneira no mercado de créditos de carbono. "Chamaram-me de louco, quando decidi investir esse valor. Mas isso foi o melhor negócio que já fiz na minha vida, tanto financeira como socialmente", diz Cotrim. O empreendedor investiu também mais de R$ 30 mil para trocar os cabos elétricos — economizando 20% de energia —, criar barracões ecológicos e ter um sistema de reuso de água da chuva.

4 – FORNECEDOR SUSTENTÁVEL
O que fazer: avaliar a qualidade do material dos fornecedores e criar políticas de incentivo sustentável a essas empresas
Exemplo: há quatro anos, a rede de franquias Patroni Pizza, que fatura anualmente R$ 70 milhões, decidiu substituir o seu principal combustível — a lenha — por um que agredisse menos o meio ambiente. A rede investiu R$ 600 mil para que o seu fornecedor começasse a trabalhar com briquetes, subproduto da manipulação da madeira. "Precisei mostrar ao nosso fornecedor que o briquete era uma fonte rentável de negócio", diz Rubens Augusto Junior, presidente da Patroni Pizza. A mudança permitiu uma economia de R$ 150 mil por mês, pois o novo material pode ser facilmente armazenado e proporciona maior higiene nas lojas. "Esse investimento gerou um valor agregado maior aos nossos produtos", afirma Junior.

5 – INOVAÇÃO ECOLÓGICA
O que fazer: desenvolver produtos com baixo impacto ambiental que proporcionem um diferencial no negócio
Exemplo: um investimento de R$ 20 mil em 2009 permitiu à rede de franquias Lavasecco se destacar da concorrência. A inovação veio da substituição dos tradicionais cabides feitos de madeira, arame e plástico por similares ecológicos produzidos com papel. "Ações como essa fazem o consumidor perceber quais são os princípios da empresa e preferir o nosso trabalho", diz Alessandra Oricchio, gerente de marketing da Lavasecco, que tem um faturamento anual de R$ 6 milhões. A rede desenvolve também um trabalho de conscientização dos clientes. Ao perceber que muitos esqueciam o porta-tíquete de plástico e jogavam as embalagens de proteção da roupa no lixo, a Lavasecco criou um porta-tíquete de papel, passou a envolver mais peças em uma mesma embalagem e criou sacolas retornáveis. Todo esse projeto recebeu um investimento de R$ 30 mil.

DE OLHO NAS LEIS | Não param de surgir leis para estimular, ou mesmo obrigar, as empresas a contribuírem com o meio ambiente. Empreendedores que se adiantam e adotam desde já práticas verdes terão vantagem. A seguir, as últimas mudanças – e seus impactos.


 

POLÍTICA NACIONAL DE RESÍDUOS SÓLIDOS

Sancionada em agosto deste ano, a lei estabelece regras para o recolhimento de embalagens usadas. Além disso, fabricantes, distribuidores e importadores ficam obrigados a responder pelo ciclo de vida e descarte correto de diversos produtos, como resíduos e embalagens de agrotóxicos, pilhas, baterias, pneus, óleos lubrificantes, lâmpadas e eletroeletrônicos.

LEI DE MUDANÇAS CLIMÁTICAS

Desde junho, o estado de São Paulo prevê que até 2020 deverá haver redução de 20% das emissões dos gases de efeito estufa. A lei institui metas de diminuição de poluentes para diversos setores e a elaboração de programas — desenvolvidos com o setor empresarial — voltados para a inovação tecnológica.

Fonte: http://revistapegn.globo.com


 


 

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Varejo mudará mais nos próximos 10 anos do que nos últimos 100

Mudança é a palavra de ordem no varejo dos Estados Unidos e um eco que se ouve em todo o mundo. Ainda abalado pela crise econômica iniciada em 2008, o congresso anual da National Retail Federation começou neste domingo em Nova York sob a ordem da transformação. A meta comum é ser mais sustentável e interagir com o consumidor pelos dispositivos móveis, dois temas que, por mais debatidos, ainda são pouco desenvolvidos no Brasil, país com a maior delegação internacional do evento que o Mundo do Marketing acompanha direto dos Estados Unidos.


Se durante 100 anos os profissionais de Marketing, tanto do varejo quanto da indústria, tentaram por todos os meios disponíveis convencer o consumidor a comprar cada vez mais, agora, no entanto, eles vivem um dilema, pois um mundo mais sustentável pressupõe menos consumo. A regra é procurar saídas inteligentes e criativas e a tecnologia tem ajudado neste desafio.


Desde o ano passado, os kits de apresentação dos carros da Hyundai foram substituídos por apresentações no Ipad e grandes casos de sucesso em posicionamento verde como a Whole Food têm perdido espaço na mente dos consumidores. Isso porque o Walmart vem investindo em uma série de ações mais sustentáveis e já representa a vanguarda para os norte-americanos.


Mais pessoas compram produtos mais sustentáveis


O conceito de sustentabilidade tem sido fortemente o foco da educação no mundo todo. "As crianças já sabem como os produtos são criados e como são desperdiçados", afirma Paco Underhill, para quem a tecnologia ajudará a comprar melhor. Talvez apenas o necessário, no caso de um aplicativo que avise o que precisa ser reposto na dispensa na quantidade certa. "O varejo mudará mais nos próximos 10 anos do que nos últimos 100", aponta o especialista.


Muita coisa mudou no mundo da sustentabilidade em dois anos. Segundo uma pesquisa da McMillan Doolittle, mais pessoas compraram produtos sustentáveis em 2009 do que em 2007. De 49%, o número de consumidores adquirindo itens que ajudam o meio ambiente passou para 60%.


Na outra ponta, o preço mais caro continua sendo o fator que dificulta a compra daqueles que ainda não aderiram ao movimento. Mesmo assim, os "consumidores verdes" não pagam mais de 10% de diferença.

Ao mesmo tempo, 75% das pessoas entrevistadas utilizam sacolas reutilizáveis. Outro destaque da pesquisa mostra que as pessoas estão percebendo cada vez mais o posicionamento sustentável das marcas. Por isso, a transparência passou a ser um fator determinante, assim como o mundo dos celulares inteligentes.


Interação do varejo com o mobile é obrigatória


Isso porque os consumidores estão dando mais atenção aos varejistas que dão possibilidade de interação e compra mobile. Segundo Arunabh Das Sharma, Diretor sênior da Whirlpool Corporation Ad Center, e William Rosen, Presidente da Arc Worldwide, a integração do varejo com os dispositivos móveis é cada vez mais importante porque ajuda as pessoas a comprar, aponta um extenso estudo realizado pela dupla.

O levantamento mostra que, enquanto há uma parcela dos compradores que somente compara preços e busca a localização de lojas, outra busca por descontos e publica nas redes sociais sobre suas experiências. Essas pessoas estão procurando novidades. É o que proporcionou o aplicativo da Volkswagen para o GTI, baixado por mais de seis milhões de pessoas, porque o lançamento do carro foi via iPhone.


Hoje, um smartphone é uma ferramenta que pode ajudar na compra. O aplicativo do GTI gerou milhares de test drives. Para os brasileiros, a mensagem é começar a ter aplicativos relevantes para as pessoas, como o da Starbucks que indica as informações nutricionais de seus produtos. O que determina o sucesso é a integração entre informação, diversão, entretenimento e customização. 

Por Bruno Mello, Mundo do Marketing


 

 
 

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Mercado de trabalho: setor contábil será destaque este ano

Um dos setores que deverá ser destaque este ano é o setor contábil. Um levantamento realizado pela Robert Half revela que 39% das empresas brasileiras pretendem contratar profissionais para esta área.


O principal motivo da contratação é a ampliação dos negócios em 2011. A procura é por profissionais que além de conhecerem o sistema fiscal e tributário possam auxiliar nas decisões importantes da empresa.


O presidente do Sescon-SP (Sindicato das Empresas de Serviços Contábeis e de Assessoramento no Estado de São Paulo), José Chapina Alcazar, acredita que a iniciativa das empresas é correta, já que a área de contabilidade deve ser vista como estratégica na empresa. "O segredo está na contratação do profissional e a relação precisa ser de confiança", diz.


Exame de Suficiência


Em relação ao exame de suficiência, que concederá o registro para o profissional atuar, o Sescon-SP considera um avanço para a categoria.


"A exigência valoriza a atividade e garante para o cliente mais qualidade no serviço prestado", avalia Alcazar. Ele acrescenta que o exame garantirá ainda o preparo e qualificação que as pessoas que trabalham na área devem ter.


A primeira edição do exame será em 27 de março. Poderão se inscrever candidatos que tenham concluído o curso de bacharelado em Ciências Contábeis ou Técnico em Contabilidade. A inscrição para a prova será de 10 de janeiro a 11 de fevereiro, nos conselhos regionais de cada estado.


O Brasil tem, atualmente, 417 mil contabilistas e 70 mil empresas contábeis. Do total, 118 mil profissionais e 18 mil empresas operam no estado de São Paulo. 

Fonte: www.administradores.com.br


 

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

2010 tem o menor número de falências em cinco anos, diz Serasa

O ano de 2010 registrou o menor número de falências decretadas no Brasil desde 2005, quando foi editada a nova lei de falências, divulgou nesta quinta-feira (6) a Serasa Experian. No acumulado dos 12 meses, houve 732 decretos, de acordo com o Indicador Serasa Experian de Falências e Recuperações. Em 2009, foram 908.


O levantamento revela que as micro e pequenas empresas foram as que apresentaram o maior recuo no número de falências decretadas em 2010 na comparação com 2009. De janeiro a dezembro do ano passado, houve 653 decretações de falência de micro e pequenas. Em 2009, foram 831.


As médias empresas somaram 64 decretos em 2010, seis a mais que em 2009. As grandes empresas tiveram 15 falências decretadas no período, quatro a menos que as 19 em 2009.

 
 

Economia favorável


De acordo com os economistas da Serasa Experian, os indicadores de insolvência das empresas recuaram em 2010 em decorrência do ambiente econômico favorável aos negócios e investimentos.


O ano foi positivo para a geração de receitas e capitalização das empresas, diz a Serasa em nota, por motivos como o mercado interno aquecido, as políticas de estímulo econômico que vigoraram em parte do ano, a recuperação da oferta de crédito, o alongamento dos prazos de financiamento, a maior disponibilidade de recursos via BNDES, o recuo da inadimplência e o desenvolvimento de obras de infraestrutura.


A exceção continua com as empresas exclusivamente exportadoras que, com o real valorizado e a lenta recuperação das economias desenvolvidas, encontram dificuldades em colocar seus produtos nesses mercados, afetando seus resultados financeiros.


Perspectiva para 2011


Na perspectiva de 2011, a Serasa considera que a economia crescerá menos, em razão da política monetária restritiva para controle da inflação e ajuste do crescimento do país, diante da pouca ociosidade existente na produção. A atenção também estará voltada para o câmbio e para a valorização do real.


A Serasa avalia que, de forma geral, mesmo com um crescimento menor do país, as finanças empresariais não serão comprometidas em 2011, o que pode levar a novas quedas nos indicadores de insolvência. 

 
 

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

A hora certa de franquear o seu negócio

Tramita em caráter conclusivo na Câmara dos Deputados o Projeto de Lei 4319/08 que estabelece prazo mínimo de 12 meses de funcionamento para que uma empresa dê início à comercialização de franquias. De autoria do deputado Carlos Bezerra (PMDB-MT), a matéria ainda será analisada pelas comissões de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio e, de Constituição e Justiça e de Cidadania. A atual legislação sobre franquias (Lei 8.955/94) não estabelece prazo em relação ao período de existência de um negócio. Na avaliação da advogada Maria Pia Bastos-Tigre, sócia do escritório Bastos-Tigre, essa medida é positiva e o PL merece atenção tanto de parlamentares quanto do mercado.

"A mudança traz mais segurança para o franqueado. O recomendado é que o negócio tenha pelo menos dois anos de existência, tempo considerado razoável para avaliar se a iniciativa, depois de recebida pelo mercado, se mantém. A alteração na legislação também dificulta abusos e fraudes no processo de franquias", explica.

O período também é importante para o franqueador estruturar o seu modelo de negócio, registrar a marca, elaborar manuais e contratos e definir o perfil do franqueado. "A decisão de ampliar os negócios via o sistema de franquias para pequenas e médias empresas equivale em termos de custos, retornos e riscos a decisão que uma grande empresa ao decidir abrir o seu capital (IPO)", afirma.

Ou seja, o custo para preparar uma determinada empresa ou negócio para ser franqueado (aumento de estoque, padronização da franquia, identidade visual, contratação de gerentes – marketing, jurídico, financeiro, administrativo, arquitetos, etc.) equivale, em termos comparativos (tamanho, prazo,  caixa e estrutura), para as PMEs ao custo de uma grande empresa abrir o seu capital. E, nem sempre, o retorno é o esperado. Por isso, a decisão deve levar em consideração alguns fatores:

1. Criatividade do negócio;
2. Capacidade de replicá-lo em outras praças e outros formatos;
3. Investimento em marca, layout e padronização;
4. Proteção dos direitos: marca, patente, software, segredo de indústria, etc;
5. Retorno financeiro esperado com royalties, taxas e fornecimento de insumos.

Como se vê, decidir que o negócio está pronto para ser franqueado é um processo que requer investimento de tempo e dinheiro. "Muitas empresas têm bons produtos, que poderiam ser reproduzidos por meio de franquias, mas desistem em razão do custo de preparar a sua empresa para ser desenvolvida por terceiros. Ainda assim, o sistema de franchising continua como uma excelente oportunidade para expansão dos negócios. Portanto, só deve ser avaliada com a cautela necessária para que o crescimento aconteça de forma sustentável", diz a advogada, que assessora clientes interessados em franquear o seu negócio.

Fonte: Carolina Mazzi - SPS COMUNICAÇÃO

  

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Conselho de administração para franqueadores

O franchising está crescendo a taxas bastante expressivas e isso vem exigindo cada vez maior profissionalização das franqueadoras nacionais.

Abrir o capital na bolsa, associar-se a um concorrente ou vender parte do negócio para um fundo de investimento? Acelerar a expansão das franquias ou arrumar a empresa? Contratar gente nova ou reforçar o programa de treinamento? A vida de qualquer empresário ou executivo é repleta de dilemas como estes. 

A tomada de decisões nem sempre é uma tarefa das mais fáceis, principalmente se o assunto em questão provocar reflexos de longo prazo nos negócios. Muitos empresários, especialmente de pequeno ou médio porte, acabam carregando este peso sozinhos. É a chamada solidão do poder.

No entanto, existem várias formas de resolver esse problema e uma delas é usar uma moderna 'ferramenta de gestão'. São os conselhos consultivos (conselhos de administração para franqueadores) que, como o próprio nome sugere, servem para assessorar o empresário com opiniões qualificadas sobre temas delicados. Há até pouco tempo este era um instrumento utilizado apenas por grandes corporações, mas o cenário está mudando.

Entre as redes franqueadoras que já utilizam essa ferramenta um exemplo é a Casa do Construtor, especializada em locação de equipamentos para a construção civil. Com cerca de 70 unidades e em plena fase de expansão, a empresa percebeu que montar um conselho consultivo seria útil para abrir espaço a novas idéias e agregar valor ao negócio, além de proporcionar maior conhecimento aos seus principais executivos e diretores. Não por acaso, entre várias outras ações, a Casa do Construtor é uma das redes de maior destaque no ano de 2010, tendo conquistado importantes prêmios.
Vale destacar que é extremamente comum no sistema de franchising a existência de conselhos de franqueados, mas não é disso que estamos nos referindo. É um conselho consultivo para a franqueadora, para ajudar seus empresários e principais lideranças.

Em mercados muito competitivos e que exigem rápidas decisões e conhecimento muito atualizado, como o franchising, é bem adequada a formatação de um conselho, pois ajuda a identificar corretamente as oportunidades de negócio, a analisar a concorrência e pode, de fato, ajudar a fazer a diferença nos resultados de longo prazo.

É importante, no entanto, ressaltar as diferenças entre os tipos de conselhos. Empresas de capital aberto, por exemplo, precisam manter obrigatoriamente um conselho administrativo que atua como um órgão fiscalizador da diretoria executiva. Determinadas decisões só podem ser colocadas em prática se aprovadas pelos membros do conselho.

O consultivo, no entanto, é de livre constituição e serve para apoiar as decisões da diretoria ou sócios. Não há poder de decisão nem de veto. A opinião qualificada de pessoas que são de fora da empresa pode ser crucial. Entretanto, é preciso ter em mente que os conselheiros não estão lá como meros avalistas das decisões da diretoria. É preciso criar um ambiente que propicie o debate franco e que a empresa aproveite bem o conhecimento discutido e maximize o investimento feito nessa estrutura.

Outro ponto importante é a formação do grupo: normalmente composto por empresários de outros segmentos, consultores, especialistas de notório saber, como acadêmicos por exemplo. É fundamental formar um time que se complemente e de preferência que agregue conhecimentos que a diretoria ou o empresário não tenham. Confiança é outro quesito que não deve ser esquecido. O aconselhado precisa confiar e respeitar seus conselheiros para que os bons resultados colhidos sejam compartilhados por todos.

Fonte: www.portaldofranchising.com.br

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Planos para 2011

Já entramos no ano de 2011 e, claro, precisamos comemorar muito as coisas boas de 2010 e ter muita esperança em 2011, até porque há motivos de sobra para acreditar que chegou a vez do Brasil. Então siga meu lema: "Em 2011 faça com que as coisas boas de 2010 prevaleçam e que as não tão boas desapareçam".

Mas vamos lá, esse lema na verdade não é um desejo do tipo "que tudo se realize no ano que vai nascer, muito dinheiro no bolso, saúde para dar em vender". Não que eu não deseje isso para todos os leitores, mas o meu lema é uma espécie de dever de casa. Tarefa para as férias. Sem ele, o tal "que tudo se realize..." tem muita probabilidade de não acontecer.

Em novembro, assisti a uma palestra com Magic Johnson – diga-se de passagem, um tremendo empreendedor. Quando perguntaram para ele uma dica para se tornar um esportista tão bem-sucedido, assim como um excelente homem de negócios, ele disse: "Você tem que celebrar muito as suas conquistas, mas não faça isso por mais de cinco minutos. Comece imediatamente a pensar no seu próximo desafio".

Empreender é isso, escolher o trabalho e pensar no seu negócio o tempo todo. Portanto, relaxe, descanse e aproveite as suas merecidas férias, mas leve um dever para a praia. A tarefa é a seguinte:

1) Escreva. Use o método que preferir – pode ser escrito, gravado ou em forma de apresentação, mas procure listar da melhor forma possível o que deu certo e o que deu errado na sua estratégia e nas suas atividades em 2010. Não tenha medo, essa tarefa não será corrigida nem lida por ninguém, só por você. Portanto, não tenha piedade, concentre-se nas ações que foram influenciadas pelas suas decisões e escolhas.

2) O que vai prevalecer. Depois de fazer a sua lista, sem critério ou censura, veja quais são as coisas que você quer que prevaleçam nesse ano. Não se preocupe ainda com recursos ou ações – liste apenas as coisas que você gostaria de fazer novamente em 2011.

3) O que deve desaparecer. Por incrível que pareça, o exercício de fazer as coisas ruins desaparecerem é o mais difícil. Deixe sua imaginação correr. Faz de conta que você é o autor da novela das oito e tem até o poder de decidir quem vai viver e morrer. Aproveite, essa é a hora de deixar a sua imaginação voar, sem nenhuma culpa. Lembre-se, ninguém vai ler isso. Aliás, é bem prudente que não.

4) Bom, agora chegou a hora mais fácil. Sabe como sempre falamos que o tempo passou rápido? Então, prepare-se, pois um ano passa realmente rápido. Desenhe um calendário com os 12 meses e inclua nele as coisas que você gostaria que acontecessem. Agora, sim, coloque, para cada ação, que recursos financeiros e humanos e investimentos de tempo seu e dos outros serão necessários para fazer as ações saírem da ficção e se tornarem realidade. Por favor, não mate ninguém – o "matar", aqui, pode significar deixar de fazer certas coisas, descontinuar produtos, demitir clientes e funcionários, vender um negócio que drena muito a sua energia e tira a sua concentração para atividades mais nobres ou até retirar-se do seu negócio.

5) Faça um resumo macro dessas ações. Imprima o calendário em uma única folha e plastifique-a em tamanhos grandes e pequenos, para colar ao lado de sua mesa ou de seus colaboradores, para pregar no seu armário e para levar na sua carteira.

6) Hora do gás. Chegue no seu primeiro dia de trabalho sabendo que você já perdeu dias importantes nas suas férias e comece as ações imediatamente. Lembre-se: logo é março, é Carnaval e já chegaremos ao meio do ano.

7) Motive as pessoas e "bote pilha" nelas. Todos têm que estar comprometidos com essas ações.

Esses conselhos parecem óbvios, mas quantas vezes você fez isso de fato?

Como diria meu amigo e conselheiro Nizan Guanaes, em um de seus brilhantes slogans, esse feito para a Endeavor: "Bota pra fazer!!!!"

Um feliz 2011. E que tudo se realize ...

Fonte: www.revistapegn.globo.com