quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

TALVEZ EM 2011...

TALVEZ EM 2011...

 
 

...o seu colega de trabalho pare de fazer aquelas piadas sem graças

 
 


...o seu chefe passe a lhe entender melhor

 
 


...o pessoal do banco pare de te ligar para oferecer financiamento

 
 


...o caixa do supermercado passe a lhe atender carinhosamente bem

 
 


...a aeromoça lhe cumprimente com um sorriso verdadeiro

 
 


...o rapaz da lavagem capriche um pouco mais no seu carro

 
 


...o seu colega de trabalho receba o seu e-mail

 
 


...o médico não atrase a consulta

 
 


...o professor explique melhor aquele conteúdo no qual você não vê valor

 
 


...o condutor do carro de trás seja cordial com você e não dê sinal de luz

 
 


...a atendente do caixa do banco seja um pouco mais ágil

 
 


...o guarda de trânsito seja coerente em suas orientações e seus atos

 
 


...a vendedora da loja não se importe em lhe mostrar um número maior do qual está na exposição

 
 


...o carteiro deixe a sua correspondência na caixinha

 
 


...o pedreiro faça a obra assim como você explicou no projeto

 
 


...o técnico da máquina lhe atenda dentro do prazo combinado

 
 


...a colega de sala de aula não fique conversando durante as aulas

 
 


...o aluno preste atenção à sua aula

 
 


...o farmacêutico consiga acertar o seu medicamento

 
 


...a atendente do call center tenha todo conhecimento sobre o que ela está falando

 
 


...o integrante da sua rede de trabalho seja comprometido com aquele plano de ação

 
 


...o colega de trabalho realmente se dê conta de que faz parte da sua equipe...

 
 


...mas, se nada disto acontecer...

 
 


...decida por mudar você!


 

Feliz 2011 a todos!

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

O que tem mais valor: inventar, imitar ou inovar?

Você sabia que volta e meia as imitações bem-feitas superam as invenções?


A empresa de restaurantes White Castle foi à primeira organizar o segmento de fast foods, mas um tempo depois, a rede Mcdonalds copiou a idéia, melhorou o serviço e se transformou em uma das principais multinacionais do mundo. O Diners Club, por exemplo, foi o primeiro a disponibilizar cartões de créditos, mas foi superada pelos "imitadores" do segmento Visa, Mastercard e American Express.


Até o próprio Ipod da Apple é uma versão melhorada do aparelho Saehan Mpman, que não fez muito sucesso no mercado, mas trouxe o formato de mais capacidade nos MP3 já existentes.


Em todos os setores, nota-se a existência cada vez maior no número de empresas que oferecem serviços ou produtos semelhantes ao consumidor. Nesse aspecto, é evidente que a competitividade entre as organizações está em uma verdadeira crescente, por isso as empresas que procuram e oferecem algum diferencial ao seu cliente aparecem na dianteira de seus concorrentes. Mas o que significa esse diferencial? É inventar algo, aperfeiçoar uma invenção já existente (inovar), ou copiar um produto e fazer pequenos ajustes?


Pontos de vista


Um estudo realizado pelo professor Oded Shenkar, da instituição Fisher College Business nos EUA, sobre o impacto de invenções em modelos de negócios e suas imitações posteriores revelou que as imitações são importantes fontes de avanço para a evolução dos produtos. No estudo foi revelado que 97,8% do valor gerado por invenções vão para os "imitadores".

 

Mas o que seriam exatamente essas imitações?


Em entrevista à revista Harvard Business Review, o professor Shekar fala que a boa imitação é aquela que agrega novos valores à invenção. São aquelas pessoas que vêem algo já existente e conseguem transformar aquele produto ou serviço em algo ainda melhor.


"O problema é que muitos imitadores se deixam seduzir pelos elementos visíveis de uma invenção e não copiam aquilo que garante seu sucesso, as 'vigas estruturais'. Às vezes, imaginam equivocadamente que o que deu certo num lugar vai dar certo em outro. Outros ficam tão presos ao original que acabam não fazendo ajustes que tornariam uma inovação melhor.", afirma o pesquisador Oded Shenkar para a revista HBR.

 

Marcos Morita, professor de estratégia e marketing da Universidade Mackenzie, comenta que os graus de imitação variam muito conforme os segmentos de mercado estudados. Em alguns como o farmacêutico, a imitação é impossível, haja vista as patentes.


"Vale salientar que há tanto imitações positivas, quanto negativas. As primeiras são aquelas que agregam valor ao produto ou serviço inicial, conforme expectativas dos consumidores. Aqui se enquadram, por exemplo, os produtos japoneses e agora coreanos. Já as segundas (imitações negativas), fazem cópias puras e simples, sem que nenhum valor seja agregado, além do preço baixo", declara o professor Morita. 

Para Felipe Scherer, sócio da Innoscience Consultoria de Gestão da Inovação e autor do livro Gestão da Inovação na Prática, essas imitações como cópias não podem ser consideradas estratégias de sucesso, mas faz uma observação:

"Isso não significa que aqueles que apenas copiam não ganharão dinheiro também, porém o 'filé da rentabilidade' normalmente está associado à possibilidade de ser o diferencial do segmento e, conseqüentemente, não ter um parâmetro de comparação".


Ele ressalta que às vezes não é necessário ser o pioneiro, mas é necessário sempre buscar inovar em seu segmento. "Ford não inventou o carro, porém desenvolveu uma forma de fabricá-los mais barato. O Cirque de Soleil não inventou o circo, porém conseguiu criar uma combinação de atrações melhor. Empresas como a 3M, Microsoft, Apple, Disney conseguiram manter um histórico contínuo de inovações e sempre agregam valor à sua marca", ressalta Felipe Scherer.


Invenção: E como ficam as patentes?


As patentes são um modo do governo dar ao inventor a propriedade de sua criação. Por um determinado período, os portadores de patentes têm permissão de controlar como suas invenções são usadas, permitindo que obtenham recompensa financeira sobre seu trabalho.


O professor Marcos Morita explica: "o papel das patentes é proteger os investimentos realizados pelas empresas, tais com as indústrias de medicamentos, nas quais este prazo perdura por 20 anos. Mesmo nestes casos, há governos que acabam quebrando este direito em nome do bem comum. Em outras indústrias, patentear um produto ou serviço é tarefa bem mais difícil e onerosa".

 
 

Para Morita, o mundo caminha para um sistema de inovações abertas ou "open innovations", nas quais o papel dos consumidores na concepção dos produtos é cada vez maior. "A web 2.0 traz este conceito em sua natureza. Veja o exemplo da Creative Commons, organismo internacional que regula a questão da propriedade intelectual, criando diversas modalidades conforme o uso e autor. Outro exemplo inimaginável foi a FIAT através do projeto MIO – (meu carro em italiano), no qual mais de 3000 projetos foram recebidos".

 
 

O consultor Felipe Scherer é absolutamente a favor das patentes e diz que, dessa forma, incentiva-se o mercado de invenções. "Sempre haverá risco e incerteza quando as empresas estiverem desenvolvendo coisas novas, portanto parte da recompensa advém dessa possibilidade de haver a proteção pelas patentes. Por que uma empresa iria gastar milhões de dólares em pesquisas para desenvolver determinada vacina ou medicamento se esse investimento não pudesse ser recuperado e o prêmio pelo pioneirismo recebido? É claro que as patentes funcionam bem em alguns setores enquanto que em outros, o melhor mesmo é continuar inovando.", conclui o consultor. 


Por: Fábio Bandeira de Mello

 
 

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Marketing Digital?

Segundo a Wikipédia são ações de comunicação que são utilizadas por meios digitais (internet, telefonia celular), mas será que é só isso? E o que era antes?

 No começo da internet, marketing digital não passava de banners diferentes em novos sites, mas com o avanço da tecnologia esse termo já abrange muito mais conceito. Só saber que marketing digital se trata de ações, não adianta de nada, é preciso saber como utilizá-lo a seu favor, é claro.

Para fazer parte do mundo digital é preciso muito mais do que ter apenas um site básico com informações da empresa, pois com a expansão impressionante das redes sociais, o mercado digital deixou de ser um negócio estagnado. O "negócio" do momento é crescer juntamente com esse mundo, e para isso, nada melhor do que entender como funciona. Então para o avanço dos seus negócios é preciso se inserir nesse mercado. Primeiro trace seus objetivos, descubra quem é o público que você quer atingir, depois o que ele quer saber, ouvir e ler, e por fim aonde encontrá-lo. No mundo online você precisa investir na descoberta do seu público, pois não é necessário estar em todos os lugares na mídia online, é preciso estar nos lugares certos.

O que você precisa levar em consideração é que marketing digital não é um trabalho que "começa hoje e termina amanhã", mas sim um trabalho contínuo. Por exemplo, se realizar um projeto de SEO para aparecer na primeira página do Google, não pense que quando aparecer é só parar e descansar, pois se você não continuar investindo, sua empresa desaparecerá. O mesmo acontece com as mídias sociais, experimente ficar dois dias sem alimentar sua página do Twitter ou Facebook para ver o que vai acontecer, simples, seu tráfego irá diminuir.

Enfim, os benefícios do marketing digital são extremamente eficazes, basta saber usá-los a seu favor. O que percebemos é que num futuro próximo não existirão empresas sem presença online, mas sim empresas que não existirão.

Fonte: www.administradores.com.br


 

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

As melhores cidades, entre 500.000 e 1 milhão de habitantes, para montar o seu negócio

O cenário é paradisíaco: areia branca, mar cor de esmeralda e um céu sem nenhuma nuvem. "Não vi nada igual", diz a turista portuguesa Maria do Rosário, enquanto saboreia a terceira caipirinha. Na mesa ao lado, um grupo de americanos alimenta uma acalorada discussão regada a muita cachaça da casa, enquanto um casal em lua-de-mel mantém-se alheio ao movimento a sua volta. "Aqui, cada um faz o que quer. Nosso maior desafio é fazer com que os hóspedes usufruam desse cartão- postal que é Natal com conforto e qualidade", afirma o geólogo paulista Eduardo Bagnoli, 53 anos, que desde 1995 comanda o Manary Praia Hotel, o primeiro a integrar o Roteiro de Charme no Rio Grande do Norte.

Concebido com o propósito de respeitar o meio ambiente e a qualidade de vida, quando o tema ainda era restrito à academia, o Manary foi planejado para ser um espelho do Nordeste da pré-história aos tempos atuais. E o conceito se reflete na arquitetura, na decoração, na alta gastronomia e na trilha sonora. Para se ter uma idéia, o restaurante da piscina é uma réplica de ocas indígenas, construídas com troncos e folhas de carnaúba, enquanto o edifício central lembra os casarões de Olinda. Pelos corredores, obras de arte, artesanato, arte plumária indígena e objetos que habitavam as cozinhas do Império, além de redes nas varandas dos 24 apartamentos. "A modernidade fica por conta da alta tecnologia presente em quase todos os ambientes, a exemplo da internet banda larga wi-fi e das TVs LCD nos quartos", diz Bagnoli.

Com um faturamento médio mensal de R$ 360.000 e 44 funcionários, o Manary tem sua própria cartilha de gestão, construída em anos de aprendizado, segundo o empresário. A ordem é priorizar a transparência nos números, a divisão de lucros entre os empregados, o serviço de qualidade, a repaginação freqüente dos espaços, o treinamento da mão-de-obra e o respeito à cultura local. Assim, o hotel mantém uma média de ocupação de 75% ao longo do ano, acima dos números locais. Para driblar os períodos de baixa, quando o movimento chega a cair 40%, Bagnoli cria pacotes especiais para os turistas potiguares, intensifica a recepção de grupos estrangeiros e sedia eventos corporativos.

Somando regionalismo e modernidade, o Manary é o espelho da Natal dos anos 2000, uma cidade que há uma década era vista como o patinho-feio do Nordeste, apesar da exuberância de suas paisagens, do título de o ar mais puro das Américas e da proximidade com a Europa e a África. "O cenário hoje é bem diferente e a cidade cresce em níveis superiores à media nacional, sem perder seus bons índices de qualidade de vida", afirma Marcelo Caetano Baptista, secretário estadual de Desenvolvimento. O segredo para o sólido desempenho, segundo o secretário, está na distribuição dos recursos em todos os pilares da economia e não apenas no turismo; no investimento em infra-estrutura; no rigoroso controle do impacto ambiental e no incentivo racional à criação de novos negócios. 

Rumo ao Norte
Embora o turismo seja o carro-chefe da economia local e o maior gerador de empregos, já que Natal recebe mais de 2 milhões de turistas por ano, a cidade é forte na extração mineral, no cultivo de frutas, na indústria têxtil, na pesca, sendo o maior exportador de camarão do país, e na construção civil, além da exploração de gás e petróleo. O mercado imobiliário também desponta como uma boa fonte de investimentos, já que ainda não atingiu 20% do seu potencial. "Temos um déficit habitacional enorme e falta de produtos com novas tecnologias e conceitos de qualidade de vida, ambientalmente corretos e integrados com lazer", afirma Renato Garcia, dono da RGarcia Consultoria & Investimentos. Trabalhando a todo o vapor, Natal gerou entre janeiro e maio deste ano 6.041 novos empregos, figurando em 25º lugar entre as 100 cidades brasileiras que mais criaram postos de trabalho nesse período, de acordo com o Ministério do Trabalho e Emprego.

Não são apenas os empresários brasileiros que estão de olho na cidade: boa parte dos novos empreendimentos, sobretudo nas áreas hoteleira, comercial e imobiliária, conta com capital estrangeiro. Grupos espanhóis, italianos e portugueses elegeram a cidade como centro de investimentos e local de instalação da segunda residência, com empreendimentos que movimentarão R$ 480 milhões nos próximos dois anos. Ao todo, 284 estrangeiros aplicaram em 2007 recursos em algum tipo de negócio no estado, em 90% dos casos, em Natal. Se os estrangeiros injetam dinheiro, também contribuem para o aumento do custo de vida. Hoje, o metro quadrado dos terrenos na cidade varia entre R$ 2.000 e R$ 4.000, valores semelhantes aos de São Paulo. "Mesmo assim, as aquisições crescem em larga escala, sendo anunciados só no litoral norte mais de 100 projetos imobiliários para os próximos cinco anos", afirma Garcia. Segundo o consultor, o Rio Grande do Norte, que cresceu em média 4,3% nos últimos dez anos, deve incrementar a curva do crescimento em 8% na próxima década. Boa notícia para quem quer empreender na cidade. 

Por Adriana Fonseca e Katia Simões

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

As melhores cidades, entre 200.000 e 500.00 habitantes, para você montar o seu negócio

O interior de São Paulo é quase um país à parte, se considerarmos os números de sua economia. Com um Produto Interno Bruto (PIB) de R$ 310 bilhões, supera países como o Chile e já responde por cerca de 18% de tudo o que é produzido no Brasil. "Desde o início dos anos 70 o interior cresce mais do que a região metropolitana de São Paulo", afirma Fernando Cézar de Macedo, professor de economia da Unicamp. O motivo da pujança econômica está na instalação de várias empresas na região, atraídas por um sistema logístico que favorece o escoamento da produção. Nesse cenário, destaca-se Sumaré, próxima de Campinas e a 115 km da capital paulista. Sem os congestionamentos crônicos de São Paulo e à beira de rodovias importantes, fica fácil sair dali e chegar a qualquer parte do país.

Há pouco tempo, Sumaré era apenas uma cidade-dormitório, mas ganhou vida própria com a chegada de grandes indústrias, atraídas pela excelente localização e por incentivos fiscais locais. Tais negócios passaram a gerar empregos e renda, dando vida à economia. Segundo dados da prefeitura, foram abertas 1.026 empresas em 2007 e a arrecadação de impostos subiu 118% desde 2005. "Há cinco anos, apenas 30% dos moradores de Sumaré faziam suas compras na cidade. Hoje esse número se inverteu", afirma Luiz Carlos Luciano, secretário de Finanças do município. O comércio e o setor de serviços vêm se desenvolvendo com força. Prova disso é a movimentada avenida Sete de Setembro, um centro de compras a céu aberto no coração da cidade. Apesar da variedade de oferta, ainda há espaço no varejo para novos empreendimentos em diferentes ramos. Não à toa, os investimentos para a construção de um shopping center já foram confirmados. 

Vontade de produzir
Além do comércio e do setor de serviços, as grandes indústrias, o motor da economia sumareense, ajudam a desenvolver também pequenas empresas. É o caso da metalúrgica Retimicron, especializada na produção de fieiras e que está há 21 anos no mercado. O dono do negócio, Pedro Carlos de Camargo, 51 anos, conta que hoje a empresa vende para todo o Brasil e até para o Mercosul, mas no início seu principal cliente estava em Sumaré e esse foi um dos motivos de se instalar ali. 


 

Natural da zona rural de Sorocaba, também no interior paulista, Camargo trabalhou durante 11 anos na fabricante de pneus Pirelli desenvolvendo fieiras, uma ferramenta através da qual se produzem fios e arames. Nesse meio-tempo, foi transferido para Santo André, na Grande São Paulo, mas o clima não ajudou na adaptação. "Eu tinha sempre que usar blusa de frio e o clima prejudicava minha saúde", diz. Sem se adaptar, ele voltou para a fábrica em Sumaré, dessa vez coordenando o setor no qual trabalhava. Em 1987, teve uma percepção. "Notei que as grandes indústrias estavam começando a terceirizar a área em que eu atuava. Se eu não continuasse os estudos para conseguir um cargo em outro setor estaria sem trabalho em pouco tempo", afirma o empresário, que cursou apenas o ensino fundamental. Ele não teve dúvida. Aliou a situação de mercado à vontade de produzir e gerar emprego e fez um acordo com a Pirelli para ser demitido. Com o dinheiro que recebeu montou a Retimicron na garagem de casa. "Comecei sozinho, mas logo tive que contratar mais gente", diz o empresário de fala mansa, cuja empresa cresce cerca de 15% ao ano.

Dono de um negócio que emprega 102 funcionários e deve faturar cerca de R$ 9 milhões neste ano, Camargo veste o uniforme da empresa e faz questão de cumprimentar, diariamente, cada colaborador com um aperto de mão. Medidas de motivação à equipe, aliás, não faltam. "Sem meus funcionários a empresa não é nada. Eles precisam gostar de trabalhar aqui para fazer um produto bom." Para atender os 160 clientes ativos, a Retimicron produz 105.000 fieiras de 1.800 modelos diferentes por mês. Para vê-las em operação, volta e meia Camargo leva seu pessoal para uma visita aos clientes. "Ao ver a peça funcionando eles percebem a importância daquilo que fazem", afirma.

A Retimicron trabalha com carga total. São três turnos para dar conta dos pedidos. Camargo afirma que existe mercado para novas indústrias em sua área e Sumaré é um bom local para a instalação, por conta da facilidade em distribuir para outros estados. Segundo o secretário de finanças, também faltam empresas do setor de logística. Tanto é que o município passou a oferecer desconto nos impostos para negócios dessa área que quiserem se instalar por lá.

Por Adriana Fonseca e Katia Simões

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

As melhores cidades, entre 100.000 e 200.000 habitantes, para você abrir o seu negócio

Não faz muito tempo, a cidade de Rio Verde, distante 220 km de Goiânia, ganhou fama nacional, não só pela gigantesca produção de grãos e pelo gado de genética impecável, mas também por aparecer nos noticiários com uma oferta de emprego maior do que o número de pessoas dispostas a arregaçar as mangas. "Foi uma correria danada. Todo dia desembarcavam centenas de pessoas em busca de carteira assinada", afirma o prefeito Paulo Roberto Cunha. Nem verdade nem mentira. Ainda hoje a economia de Rio Verde cresce acima da média nacional. Nos últimos cinco anos, o município gerou 25.000 empregos. Mas só há vagas para mão-de-obra qualificada, seja no campo, na indústria ou na prestação de serviços.

"Costumo dizer que passamos do estágio de produtores rurais para o de empreendedores rurais", diz Antonio Martins, 48 anos, engenheiro agrônomo e sócio da Tec Agro, revenda de produtos agrícolas. "Deixamos de exportar produto primário para oferecer produto de alto valor agregado, além de investir na industrialização."

Nascido em Rio Verde, no tempo em que a cidade não tinha ruas asfaltadas e nem luz elétrica, ele enche a boca para falar do desempenho econômico de sua terra natal. A própria Tec Agro é um exemplo do quanto o agronegócio se profissionalizou na cidade. A empresa, com sede em Rio Verde e filial na vizinha Montevidiu, revende sementes e defensivos agrícolas suficientes para cobrir 500.000 hectares de lavoura por ano. Com apenas 12 anos de mercado, 42 funcionários, saltou de um faturamento anual inicial de R$ 800.000 para R$ 40 milhões em 2007. Mais do que comercializar os produtos, a Tec Agro, segundo Martins, presta consultoria aos seus clientes antes e depois do plantio. "Estudamos o solo para indicar o melhor produto, porque de nada adianta vender se a semente não germinar", diz.

Adepto de modernos conceitos de gestão, Martins criou, há quatro anos, um conselho administrativo, que se reúne mensalmente. Além disso, põe em prática boa parte das melhorias apontadas por grandes consultorias contratadas pelos fornecedores para acompanhar o desempenho de revendas como a sua, dá participação nos lucros aos funcionários e investe no aprimoramento técnico de toda a equipe. "Quem quer crescer não pode ficar parado", afirma Martins. E o empresário não fica, até porque faz questão de usufruir do crescimento
de Rio Verde. Em 2000, ele abriu a Sementes Goiás, especializada em sementes de soja, e ainda mantém uma fazenda agrícola.

Esse, contudo, não é o primeiro surto de crescimento de Rio Verde. Na década de 70, a criação da Cooperativa Mista dos Produtores do Sudoeste Goiano (COMIGO), hoje entre as maiores do país, agitou a economia local. Nos anos 80 e 90, levas de gaúchos e paulistas chegaram de olho na riqueza da soja. Nos anos 2000, com a instalação da maior planta industrial da Perdigão, mais uma vez a cidade ganhou novo perfil. Com um abate diário de mais de 350.000 frangos e 3.500 leitões e sua transformação em produtos industrializados, a empresa fez surgir cerca de 250 novos negócios ao seu redor. "A Perdigão ajudou a fixar o produtor no campo, colaborando para a instalação de granjas automatizadas e altamente produtivas, além de qualificar a mão-de-obra", diz Ângelo Landim Júnior, presidente da Associação Comercial e Industrial de Rio Verde. "Fornecer para a Perdigão ainda hoje é um grande negócio, porque a produção é totalmente absorvida".

Com dinheiro circulando, já que os abates não param, crescem as oportunidades de novos negócios no comércio, na área de serviços e até para as microempresas, com a implantação do Distrito Industrial, que oferece, além da infra-estrutura, incentivos fiscais para os pequenos fabricantes. Hoje, quem quiser investir em Rio Verde não precisa necessariamente apostar no agronegócio. "Há muito que explorar na prestação de serviços para a área industrial, desde limpeza de ar-condicionado até consultorias em gestão e tecnologia", diz Landim. "Sem contar a construção civil, que nunca esteve tão aquecida. Falta mão-de-obra especializada e quem quiser fazer uma simples reforma, além de pagar caro tem que esperar a disponibilidade do empreiteiro." Com custo de vida alto e uma boa infra-estrutura, Rio Verde recebe bem os investidores externos. Mas não é demais lembrar que rumar para o Centro-Oeste significa abrir mão de alguns prazeres das grandes cidades, principalmente os culturais, ter afinidade com o agronegócio e com o ritmo mais calmo do interior do país.

Por Adriana Fonseca e Katia Simões

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Conheça os municípios de pequeno e médio porte que crescem bem mais do que as grandes metrópoles e reúnem boas oportunidades para quem quer montar um negócio

As melhores cidades, entre 50.000 e 100.00 habitantes, para você abrir o seu negócio

Há 22 anos vivendo em Balneário Camboriú, litoral de Santa Catarina, o empresário Julio Cesar Moro, 47 anos, não troca a cidade por nada. "Só de olhar esse visual já me sinto bem", diz ele, ao ver o mar da urbanizada e bem cuidada orla. Nativo da pequena Luzerna, no oeste catarinense, ele saiu de seu município natal com 21 anos, após três tentativas frustradas de tocar um negócio. Foi parar em Blumenau para trabalhar como representante de uma fábrica de papel, mas logo se mudou para Balneário Camboriú com a proposta de ser sócio de um primo num restaurante. A sociedade durou pouco. Em 1992, Moro pegou um empréstimo, juntou com as economias que tinha e abriu o restaurante Chaplin, na avenida beira-mar. Começou pequeno e, com a ajuda da mulher, Sila, foi expandindo pouco a pouco. Hoje, conta também com a ajuda da filha Gabriela, formada em administração e gastronomia. Além do restaurante, Moro e Sila são donos de um bar e de dois postos de gasolina, todos com o nome Chaplin. Juntos, os quatro empreendimentos geram 100 empregos diretos, número que sobe 10% na alta temporada, e somam um faturamento anual superior a R$ 10 milhões.

Tanto tempo em Balneário Camboriú permitiu que Moro acompanhasse o desenvolvimento da cidade. "Quando me mudei para cá, Balneário Camboriú era apenas uma praia. Hoje é uma cidade com toda a infra-estrutura necessária", diz o empresário. Mas tudo sem perder o charme de uma cidade pequena, que permite até ir a pé de casa para o trabalho. "Enquanto o pessoal gasta 45 minutos de carro para chegar à empresa numa metrópole, eu demoro 45 passos", afirma.

Balneário Camboriú oferece uma ampla opção de varejo, reforçada com a recente inauguração de mais um shopping center. "A cidade tem de tudo, mas ainda há espaço para novos negócios nos setores de comércio e serviços", afirma Álvaro Zambom dos Santos, presidente da Associação Empresarial de Balneário Camboriú. Ele explica, no entanto, que é preciso encontrar um diferencial para montar uma empresa na cidade. "Abrir alguma coisa para ser apenas mais um não dá certo aqui." Santos lembra o exemplo de um restaurante mexicano que se instalou na cidade há dois anos e vive com fila na porta. Isso porque, para se diferenciar do outro mexicano localizado na região, o empresário colocou apresentações musicais típicas no jantar. Não há fórmula mágica. A receita para se dar bem é visitar a cidade na baixa temporada, conhecer os hábitos dos moradores e identificar possíveis oportunidades de negócio.

Qualquer empreendimento a ser aberto em Balneário Camboriú deve visar o morador local e o turista de fim de semana, que vem de cidades próximas, e não apenas o movimento da alta temporada. Um erro comum de quem monta negócio na cidade é contar com o faturamento dos meses de verão o ano todo. "É preciso ter uma receita suficiente para se manter na baixa temporada. A alta deve ser apenas um adicional", afirma Santos. Apesar de o turismo ainda ser um setor muito forte, junto com a construção civil, há vida própria para sustentar a economia local. Segundo Cláudia Siebert, especialista em planejamento urbano e regional e professora da Universidade Regional de Blumenau, a dependência de Balneário Camboriú em relação ao turismo diminuiu basicamente por três fatores: a chegada dos argentinos, que saíram de seu país na época da crise e escolheram a cidade para viver; os aposentados de alta renda, que cada vez mais compram imóveis na cidade, e o desenvolvimento da infra-estrutura da região, que atraiu novos moradores para o município e seu entorno.

  A quantidade de prédios na orla de Balneário Camboriú reflete o aquecimento imobiliário

A estrada duplicada entre São Paulo e Florianópolis, a internacionalização do aeroporto de Navegantes, distante 16 km, bem como a ampliação dos portos de Navegantes e Itajaí facilitaram o acesso e ajudaram a impulsionar a economia local. Também colaboram para manter a cidade cheia os universitários. "Os donos de imóveis alugam seus apartamentos para veranistas na alta temporada e no restante do ano fazem um preço melhor para os estudantes", diz Cláudia. "As datas procuradas por turistas e universitários são distintas; assim, o apartamento fica ocupado o ano todo e os inquilinos gastam na cidade."

Manter o imóvel alugado o ano todo numa cidade turística é o sonho de qualquer proprietário, mas não está mais tão fácil comprar um apartamento em Balneário Camboriú. Hoje, o metro quadrado na avenida beira-mar custa entre R$ 7.000 e R$ 8.000, o mesmo valor de bairros nobres de São Paulo.

Por Adriana Fonseca e Kátia Simões

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Empreender não é o mesmo que se aventurar

A atual configuração do mercado de trabalho, que em muitas empresas consiste em exigir cada vez mais, nem sempre para uma remuneração equivalente com o grau de exigência, faz com que muitas pessoas pensem em empreender e abrir o próprio negócio.


Contudo, segundo alerta do coordenador de graduação da Trevisan Escola de Negócios, Dalton Viesti, empreender não é o mesmo que se aventurar e quem pensa em abrir um negócio próprio pensando no lucro tem grandes chances de fracassar.


"Muitos acham que empreender é sinônimo de se aventurar, se arriscar, acreditar apenas em uma idéia e ter um pouco de dinheiro disponível para abrir um negócio próprio. Mas a questão não é essa. (...) Tudo, em geral, começa assim: que negócio eu devo abrir? Não importa, eu quero mesmo é ganhar dinheiro. Bem, tenho uma má notícia para quem faz isso: já começou mal o negócio e tem tudo para dar errado", diz.
Como empreender então?


Ainda na visão de Viesti, empreender é lançar-se a uma gestão eficiente e criativa, com o empreendedor sendo capaz de captar os sinais de oportunidade do mercado, além de estabelecer metas para atingir objetivos, mesmo que não tenha experiência profunda no negócio.


O empreendedor necessita também agregar trabalhos e pessoas que possam ajudá-lo nesta falta de experiência para supri-la. Dessa forma, para ter sucesso no empreendimento, o especialista dá algumas dicas:


• Nunca tenha como meta principal do negócio próprio o lucro ou a riqueza pessoal. Isto deve ser uma conseqüência de um trabalho bem feito;


• Pense sobre o que fazer de bom, para que as pessoas realmente comprem o produto ou serviço;


• Pesquise. Comece com uma pequena pesquisa com os potenciais consumidores e veja o que eles pensam deste tipo de negócio. Levante quantos empreendedores tiveram a mesma idéia e já estão instalados no local escolhido e analise se isto representa uma oportunidade ou uma ameaça;


• Calcule preliminarmente quanto de cada produto pretende vender e quanto custará mensalmente toda a estrutura. Tais cálculos podem auxiliar na avaliação sobre a vantagem ou não de se montar o negócio;


• Por fim, orienta o especialista, faça algo no qual tenha alguma experiência ou vontade de mergulhar no assunto. "Aventurar-se em atividades totalmente desconhecidas e desinteressantes fazem-no ficar na mão de quem sabe e isso não é bom". 

Fonte: www.admnistradores.com.br


 

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Responsabilidade social no franchising

Desenvolvimento de negócios sustentáveis não é somente uma proposta para empresas de grande porte ou, como muitos imaginam, para o setor industrial.
Diante do esgotamento mundial dos recursos naturais, todo e qualquer negócio deve ser repensado também pela ótica do desenvolvimento sustentável. A capacidade de exercer uma atividade econômica que garanta às futuras gerações condições de dar continuidade ao empreendimento é tão imprescindível quanto à necessidade de se obter lucratividade.

O setor de franquias brasileiro, que este ano completou 21 anos, apresenta números expressivos. Conta com cerca de 1.200 marcas franqueadoras, faturamento anual de R$ 46 bilhões e 65 mil pontos de vendas, que juntos empregam quase 600 mil pessoas. Mas o sucesso das redes depende do êxito da franquia, quase sempre um pequeno negócio. Para estimular o setor a entrar na rota da sustentabilidade é que foi criada, em 2005, a Afras (Associação Franquia Solidária), braço de responsabilidade social empresarial (RSE) da ABF - Associação Brasileira de Franchising.

No início, a Afras dava suporte para que as associadas desenvolvessem projetos sociais como ação de responsabilidade social da empresa. Mas após conquistar a credibilidade do setor, já em 2006, houve um amadurecimento da sua missão. A Associação percebeu que o conceito de RSE deveria ir além do que o simples fomento de projetos voltados à comunidade. Dessa forma, a Afras passou a orientar suas associadas a adotar uma gestão responsável e sustentável em relação aos colaboradores, fornecedores, clientes, governo e meio ambiente. É necessário ensinar que o conceito de RSE é uma prática de gestão.

No ano passado, a Afras, em parceria com o Instituto Ethos, decidiu criar indicadores de RSE para o setor de franchising. O questionário que algumas redes utilizavam até então para avaliar o desempenho da empresa e traçar planos de ação sobre o tema não contemplava as características específicas do setor como, por exemplo, a relação do franqueador com seu franqueado. Foram convocadas 13 marcas representativas do franchising para a elaboração de 36 indicadores que foram lançados em outubro deste ano. Entre eles, destacam-se compromissos éticos, práticas anticorrupção e antipropina, balanço social, governança corporativa, critérios de contratação, valorização da diversidade entre outros.

Os indicadores se destinam, em primeiro lugar, às franqueadoras, pelo forte poder de influência que exercem nas franquias. Entretanto, a ferramenta possui questões que avaliam se a empresa franqueadora incentiva ou orienta suas franquias a realizar boas práticas adotadas por ela. O setor contará com um banco de dados administrado pelo Instituto Ethos, que permitirá uma avaliação clara sobre o desenvolvimento da responsabilidade social dentro das empresas que aderirem à utilização dos indicadores. Os resultados da sua aplicação passarão a nortear as atividades estratégicas da Afras nos próximos anos. As perspectivas de aplicação dos indicadores são extraordinárias. Apenas as 13 marcas que participaram da elaboração representam 5.506 pontos de vendas.

O desenvolvimento de negócios sustentáveis é um caminho sem volta. As empresas encontram na gestão de responsabilidade socioambiental uma forma equilibrada para exercitar e consolidar seus valores de forma ética e transparente. Será possível repensar atividades, abrir espaços para o engajamento, criatividade e inovação. Como prêmio, o consumidor consciente retribui esses esforços estabelecendo uma relação próxima e de longo prazo com as marcas.

Fonte: www.portaldofranchising.com.br


 

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

As 25 melhores cidades para você empreender

Por Adriana Fonseca e Kátia Simões

Tempos atrás, se você quisesse abrir um negócio próprio, teria mais chance de sucesso numa grande metrópole. Ali estavam concentrados os consumidores mais endinheirados, os investimentos em infra-estrutura e também as grandes empresas, em torno das quais um rol de pequenos negócios se estruturava. Esse cenário mudou, como mostra estudo exclusivo, feito pela consultoria paulistana Geografia de Mercado para Pequenas Empresas & Grandes Negócios em 2008, que deu origem à lista de 25 cidades boas para se empreender.

Veja o que mostrou o levantamento:

-Há cidades de pequeno e médio porte que crescem bem mais do que as grandes metrópoles

-Os investimentos públicos e privados não se concentram apenas no Sul e no Sudeste

-As regiões Centro-Oeste, Norte e Nordeste têm índices de crescimento consistentes de produção e de renda

Hoje, ao contrário de outros tempos, vale a pena considerar os pequenos e médios municípios, com menos de 1 milhão de habitantes, na hora de montar um negócio. O novo boom de riqueza nacional passa longe das grandes metrópoles, que se desenvolvem lentamente ou estão estagnadas. Na última década, o PIB do interior cresceu 49%, cerca de dez pontos percentuais a mais do que o das metrópoles. "Trata-se do fenômeno da 'deseconomia de aglomeração', que transfere atividades econômicas, principalmente a indústria, para regiões menos concorridas, favorecendo seu crescimento", afirma Tânia Bacelar, professora da Universidade Federal de Pernambuco e especialista em economia regional do Nordeste.

Os investimentos públicos e privados, antes concentrados basicamente no Sul e no Sudeste, também estão migrando para outras regiões e o avanço do agronegócio, que pede terras mais baratas e em larga escala, tem promovido uma maior ocupação de áreas como o Cerrado. Neste novo cenário, as regiões Norte e Centro-Oeste ganham fôlego e, seguidas pelo Nordeste, chamam a atenção pelos altos índices de crescimento, pelo seu potencial de consumo e qualidade de vida.

Na região Amazônica, há ainda um outro fator fundamental a impulsionar o desenvolvimento: a exploração sustentável dos recursos naturais, com negócios estruturados de forma a manter a floresta em pé. "As empresas de ciência e tecnologia terão um papel crucial nessa nova fase de desbravamento da Amazônia, não só pelo uso correto das riquezas naturais, como pela melhoria de infra-estrutura das cidades em que se instalarão", afirma Bertha Becker, geógrafa, professora emérita da Universidade Federal do Rio de Janeiro e estudiosa da Amazônia.

Empreender numa cidade menor representa, também, a possibilidade de viver num local mais tranqüilo, com baixos índices de violência. "De uma maneira geral, as cidades de médio porte possuem uma qualidade de vida melhor do que as regiões metropolitanas", afirma Fernando Cézar de Macedo, professor do Instituto de Economia da Unicamp. "Com a ampliação da oferta de serviços e a generalização das tecnologias da informação, morar no interior não significa mais ficar isolado do mundo. Ao mesmo tempo, pode-se desfrutar de condições de vida mais amenas".

Ok, mas como escolher uma cidade? Para onde rumar? Antes de mais nada, é preciso definir o negócio com o qual se tem afinidade e competência. E só então sair em busca de um lugar para implantá-lo. Enxergar uma oportunidade em um país de proporções continentais e com regiões de perfis tão diferentes quanto o Brasil não é fácil. É preciso muito mais do que faro e dinheiro no bolso. Nossa lista de 25 cidades pode ser o seu ponto de partida. Ela foi elaborada pelo especialista em planejamento urbano Tadeu Masano, presidente da Geografia de Mercado, empresa especializada em estratégia de micro e macrolocalizações, e professor da Fundação Getulio Vargas.

Para chegar aos nomes das cidades, Masano cruzou diversos indicadores, entre eles o crescimento do número de empregos e de negócios abertos, a massa salarial, os depósitos bancários, o número de automóveis, o Produto Interno Bruto, o Índice de Desenvolvimento Humano e o Índice de Potencial de Consumo, considerando-se não apenas o crescimento na década, mas também no último ano.

"Para facilitar a escolha das cidades, dividimos os mais de 5.000 municípios brasileiros pelo tamanho de sua população", diz Masano. Eles foram classificados em quatro grupos: entre 50.000 e 100.000 habitantes; 100.000 e 200.000 habitantes; 200.000 e 500.000 habitantes; e 500.000 e 1 milhão de habitantes. "O fator principal de corte foi o Índice de Potencial de Consumo, que não poderia ser inferior a 0,04% de tudo o que é consumido no país, mas também levamos em conta a infra-estrutura local, os bolsões de violência e os níveis de saturação de algumas áreas do Sul e do Sudeste". O resultado revelou municípios com bom potencial de crescimento sustentável em todas as regiões do país.


 

*Continuação das melhores cidades em 4 partes, aguardem ...

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

As seis competências para o CIO dos novos tempos

CIOs freqüentemente perguntam que competências serão importantes em um ambiente de mudanças na dinâmica das empresas. O Gartner identificou seis competências que prevêem o sucesso de pessoas em redes horizontais, equipes multifuncionais, interações à distância e negócios heterogêneos.

As competências que fazem com que uma pessoa atualmente se destaque e outra desapareça na multidão vão mudar nos novos ambientes de negócio. As seis competências a seguir serão cada vez mais importantes.

1. Gerenciar risco – A pessoa deve demonstrar que é capaz de analisar, avaliar alternativas e gerenciar a exposição da empresa a riscos, além de atribuir responsabilidades.

 
 

2. Navegar na complexidade - A fluidez das relações modernas de trabalho irá se revelar assustadora para muitos. Pessoas que navegam na complexidade manterão um relacionamento com colaboradores, parceiros, formadores de opinião para a obtenção de resultados através da interação com as partes e dos domínios do conhecimento.

 
 

3. Manter visibilidade - Enquanto as empresas ampliam as suas redes de fornecedores, compradores, parceiros, funcionários, consultores, consumidores, e autoridades, as pessoas vão se dirigir instintivamente aos colegas que servem como hubs de informação e conectores organizacionais. No centro desta competência está a capacidade dos indivíduos em se tornarem conhecidos por pessoas de fora de seus domínios tradicionais de especialização.

 
 

4. Tratar altos níveis de interação com habilidade - Mais de 75% dos clientes do Gartner relatam trabalhar em dois ou mais projetos de uma só vez, mais de 60% foi destacado para um número crescente de grupos de trabalho ad hoc, e aproximadamente, 90% passa mais da metade do seu tempo trabalhando em grupo. Como resultado há intensos níveis de interações, muitas delas eletrônicas.

 
 

5. Demonstrar desenvoltura - As culturas e as cargas de trabalho racham as equipes, as regiões e as entidades empresariais. Os CIOs devem capitalizar sua força interior (ser organizados, por exemplo), usar a imaginação para desenvolver novas abordagens e lidar eficazmente com as dificuldades e situações mutantes.

 
 

6. Construir relacionamentos - Com as organizações se achatando e o trabalho se deslocando para equipes colaborativas e empreendimentos inter empresariais, contatos e relacionamentos reforçam a colaboração e aumentam a influência das relações interpessoais.

 O diretor de Tecnologia da Informação deve identificar que habilidades e competências satisfarão as necessidades de recursos e quando serão necessárias. Em seguida, deve avaliar se essas habilidades e competências serão encontradas e mantidas dentro ou fora da organização. Depois, deve planejar como desenvolver, compartilhar e capitalizar sobre a base necessária de habilidades e competências.

 Os CIOs devem investir agora em encontrar, cultivar e compensar competências e valores para a futura força de trabalho e identificar como estas competências irão surgir nas diversas áreas. Na estratégia e planejamento, por exemplo, demonstrar desenvoltura pode aparecer como investigar tecnologias e aplicações que outras empresas e indústrias tenham estrategicamente selecionado. Nas operações, a mesma competência pode aparecer como a capacidade de alguém para aprender sobre os conceitos de novas infra-estruturas, tais como virtualização.

Levando em conta os padrões de trabalho mutantes do negócio, companheiros de equipe, líderes de projetos e parceiros têm um maior conhecimento sobre o comportamento das pessoas que os próprios gerentes de TI. 

Conheça a maturidade de seus processos de planejamento de trabalho. Quanto mais maduros os processos de planejamento de Recursos Humanos, mais rapidamente os CIOs podem adicionar essas competências à gestão de força de trabalho, desenvolvimento e recrutamento.

 
 

Ione de Almeida Coco - é vice-presidente do Programa Executivo do Gartner para a América Latina 

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Balanço de final de ano.

Chegado o mês dezembro dizem que é bom fazer um balanço do ano, porém, tem gente que fica deprimido, pois antes mesmo de começar o bendito balanço, já sabe que fechou no negativo e não adianta chorar, desiste e para tudo, entra em desespero, rasga tudo, joga no lixo e desiste.

E isso não é privilegio de poucos não, muitos já estão preocupados com seus balanços pessoais, querem esconder ou justificar, é desculpa daqui e desculpa dali.

Até parece que tem gente cobrando o "balancete" para fechar as contas que nunca fecham.

Até parece que está a diante de cobradores, quando na verdade é a própria consciência que faz a cobrança.

Na verdade, a consciência nem cobra tanto, apenas exige o fechamento para liberar espaço para o ano seguinte.

O caso é tão serio que tem gente que prefere a declaração do imposto de renda, com malha fina e tudo que o balanço pessoal das próprias ações durante o ano, tipo: O que não fez que podia ter feito? E o que fez que não devia ter feito?

Quanto comprometeu com tudo isso e que não tinha saldo suficiente?

Tem gente que fez muita coisa na barganha com Deus e acha que ta legal.

Tem gente que pagou promessa e diz que cumpriu a missão. O coitado do Santo que fez o milagre? Não conta?

Claro, ocorrem inúmeros equívocos, uns acham que o saldo da conta corrente é o que conta, tira foto e tudo. Que o carro novo na garagem (comprado em 60 vezes) que dá a medida, que a casa de praia nova justifica o ano ruim, que as namoradas que "pegou", tipo pescaria, tá no crédito e que a promoção da CASA e Vídeo é tudo de bom e tem que aproveitar mesmo!

Mas têm outros que já sabem que nada fica pra depois e que muita coisa é pagamento de débito vencido, descontou a promissória antes de saber que podia pagar... E ai, procuram os ajustes morais, tipo, compensação, pagamento material para compensar uma divida moral.

São as "indulgencias "de Natal e Final de Ano, para perdoar tudo de errado.

Um agradozinho aqui, um presentinho ali... Faz questão de assinar bem grande como cliente VIP dos livrinhos de Ouro do porteiro que tratava mal, do frentista que nem soube o nome, do carteiro, do lixeiro e... Vai livrinho de ouro aos montes, que nem céu de anjinho. "Eita" troço que aparece em tudo que é lugar nessa época do ano, parece cogumelo venenoso, ate os meninos do sinal já chegam com o livrinho de ouro, vê se pode!?

Voltemos ao balanço do ano. Não escapa! Um dia todo mundo precisa fazer o seu!

Vai fazer ou não vai fazer? Eis a questão!

Dá pra jogar pro ano que vem?

Até dá, mas vai ter que juntar o do ano que vem também, vai fazer dobrado? Aí complica!

O que fazer então?

Talvez, se fechar os olhos e pedir pulando sete ondas, tudo se resolva!

Resolve não! Vai só levar um caixote e pagar mico!

Já sei! Apelar pro guia espiritual para interceder na superioridade para aliviar e perdoar, ah, isso com certeza pode!

Não vai dar! Ele tá de férias! Só volta ano que vem!

Oh cara! Não leu o aviso de férias, tá estressado de todas as vezes que ele tentou falar com você sobre a sua conduta e outras "coisitas" mais e você nem deu bola, lembra?

Tá lascado!

O que fazer? Não sei!

O conselho é abrir o caderno, ir lançando os débitos e os créditos, aceitar o resultado, fechar o balanço e anotar este mesmo resultado como base para o primeiro dia do ano que vem.

É contabilidade astral mesmo!

Mas, porém e, todavia existem atenuantes finais e... É possível que tenha algum crédito e não saiba.

Ufa! Que alivio, esse texto estava parecendo uma sentença a perpetua, tipo Receita Federal ou Refins !!!

Isso é possível por uma probabilidade e possibilidade que algo aconteça nas suas contas e no final o resultado te surpreenda e não seja aquilo tudo de ruim que esperava.

Pode? Pode, basta acreditar!

Quem sabe não tem gente fazendo ou que até já tenha feito o próprio balanço e tenha colocado um monte de créditos para você que nem saiba que os tenha merecido ou feito para merecer?

É pra pensar mesmo e tira esse sorriso da boca a coisa ainda não esta resolvida!

Lembra aquele filme... Que repete todo ano na sessão da tarde para lembrar do espírito do Natal, é acontece assim mesmo! Do cara rico e ruim e do menino pobre, de família pobre e é muito bonzinho, que no final o homem velho, rico, e ruim fica bonzinho com o menininho e sua família? Não! Não é você mesmo! É no filme!

Tem também outro, chamado "Feitiço do Tempo", tudo se repete, mesmos problemas, mesmas ações por longo tempo. E só ocorrem mudanças quando o personagem principal muda. Pense nisso!

Balanço de fim de ano é uma caixinha de surpresas, com muito cuidado, abra a sua com muita fé!

E aproveite as surpresas que a vida bela te reservou, mesmo sem gostar e aceita todos os presentes.

Sorria para todas as pessoas, procure lembrar-se dos amigos que não fala a muito tempo, dos vizinhos que nem bom dia te dão ou você nem dá, dos parentes que te devem ou daqueles que você deve e nem gosta de encontrar para não se lembrar da divida, da tia e do tio distantes, malas toda vida, mas, pensando bem, você pode ser mala pra muita gente, vai que tu é cunhado de alguém.

Tudo isso naquela simples caixinha que fez questão de esquecer-se de abrir, por traz de tudo que ficou no pé da arvore de Natal.

Quantas coisas você colocou na frente, achando que eram mais importantes.

Quanto brilho, quanto papel para enfeitar, quanta expectativa, quanta realização a alcançar.

Aproveite a liquidação de final de ano do mestre Jesus que perdoa a todos, que com o seu amor cobre uma multidão de pecados, corra que ainda dá tempo!

Balanço de final de ano, não saia de casa sem ter feito o seu!

Por: Adams Auni (Instrutor de Empreendedorismo, Gestão e Coaching.)


 

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Geração Y, obrigado

Por André Acioli e Augusto Uchôa

Confesso que até gosto das experiências que acontecem antes das comprovações teóricas. O momento atual do RH é uma delas. O próprio entendimento do papel do setor mudou e o perfil dos funcionários também. Tais mudanças, em grande parte, se devem a uma nova geração de profissionais: a geração Y, que alterou conceitos internalizados por gerações de babyboomers, X e quaisquer outras letras.

Sempre me revoltei com os modelos tradicionais, aqueles "esquenta-a-cadeira", onde a métrica se dá em função do tempo em que o funcionário permanece sentado na cadeira. Parâmetro possivelmente adotado após a revolução industrial e difundido como padrão em todo o mundo. Nele, a folha de ponto é sinônimo de produtividade.

 Bom ver que meu pensamento não é exclusivamente meu; todos na palestra vêem este modelo como ultrapassado, independentemente do segmento da empresa, do cargo ou da função. Não me atrevo a discutir os eventuais aspectos legais feridos, falo apenas do conceito. Todo o mais, definitivamente, não faz parte da minha expertise.

 Na prática, vi e vivi situações estarrecedoras: empresas que pagavam muito em horas-extras porque, como num passe de mágica, seus funcionários se diziam "mais criativos após o expediente" (que coincidência não?!). Assim, duplicavam seus custos de folha e estes geniais funcionários - valorizados, inclusive, pela dedicação à empresa, mesmo após o expediente - usufruíam horrores.

 Mas qual a relação disto com a geração Y? Sim, a geração Y dos que nasceram fazendo "n" coisas ao mesmo tempo e que têm muito a nos ensinar, "velhos do mercado". Ela viu seus pais investirem 20 anos numa mesma empresa, esperando, esperando e... esperando uma promoção que nunca veio.

Cresceu ansiosa pela chegada em casa dos pais, após as extenuantes horas extras – uma vez que mesmo não sendo "gênios" da criatividade, empenhavam-se em provar todo o seu comprometimento e sua dedicação através do registro de horas trabalhadas.

 Confundiram empregadas e babás com as próprias mães; viram divórcios; testemunharam "sacrifícios" pelas empresas em modelo quase escravocrata de gestão, onde vida pessoal é inversamente proporcional à felicidade (aliás, "felicidade"? Do que se trata?). Cresceram escutando: filho, você deve aprender a "gostar do que faz", pois dificilmente poderá fazer algo de que goste; o mundo corporativo é cruel! Somente assim você terá bom salário e gozará de prestígio, igual ao papai.

 Recentemente, os veículos de comunicação repercutiram uma série de matérias relacionadas ao tema "Gerações". Uma delas falava da convivência de gerações sob um mesmo teto organizacional. O jovem funcionário, conectado ao Facebook, ouvindo música no iPod e que, aí, do seu lado, pode estar produzindo tanto (ou mais) do que você, amigo balzaquiano. Às 18h, quando este jovem sai da empresa , vai para a academia ou simplesmente para casa, leve, sem qualquer peso na consciência.

 Já vai embora? Está desmotivado? São frases que não têm eco para este grupo. Esta geração não sabe o que é ''esquentar a cadeira''; ou melhor, sabe sim, e nem de longe quer ter de fazer isto. São imediatistas, querem cargos mais altos e em menor tempo. Querem qualidade de vida (ao contrário do que viram e viveram na casa de seus pais). Criam empresas de vanguarda sem se preocuparem se têm ou não a idade ou a maturidade profissional para tal. São mais ação do que planejamento; não têm medo de errar, mesmo sabendo que correm esse risco. São mais humanos do que nós, robôs sem almoço e viciados em café, profissionais modelo da geração anterior.

 Os RHs das empresas estão ficando loucos! Os modelos de atração – e retenção – de talentos devem ser revistos; horários idem. A geração Y ampliou os conceitos de empresa, produtividade e comprometimento. É uma mudança cultural que passa pelo próprio DNA das organizações. O que, para esta nova geração é de valor, não é o que se dizia ser valioso antes dela chegar.

 Ok, nem tudo são flores. Esta geração, generalizando, não gosta de se aprofundar, é ansiosa e dispersa, por natureza. Pois é, mas o pior é ter a certeza de que estes "defeitos" têm cura! Ainda mais um motivo para que aprendamos com eles, e rápido!


 


 

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

A liderança no sucesso das franquias

Por Claudia Bittencourt


 

Faça o que eu digo e não o que eu faço' não funciona no sistema de franquias. O empresário que está planejando expandir seu negócio por meio do sistema de franquias deve fazer, já, uma grande reflexão sobre o tipo de liderança que vem praticando em sua empresa.

Já foi o tempo que o excesso de controle e o rígido comando praticado nas empresas é que faziam os resultados emergir. No franchising não é diferente, tentar engessar, criar rígidos padrões e não permitir fluir na rede um conceito de parceria, de apoio mútuo, de troca de experiências e soma de competências, pode levar o negócio para uma situação diferente da imaginada: em vez de fomentar, pode emperrar o crescimento.

O franqueador deve se cercar de franqueados que tenham capacidade para aprender, pois no sistema de franquias essa característica é muito importante. Mas também é preciso que eles tenham capacidade e que sejam estimulados e motivados o tempo todo a ensinar. Ensinar até o franqueador, por que não? Muitas idéias já surgiram de franqueados que colocaram a marca em destaque e que permitiram criar diferencial tanto no produto como na forma gerenciar o negócio.

O sistema de franquias vem evoluindo a uma velocidade que desafia cada vez mais os franqueadores no seu papel de líder. Uma nova geração de franqueados entra para fazer diferença no franchising brasileiro e, ao mesmo tempo em que exigem mais dos franqueadores, contribuem com o desenvolvimento do sistema de franquia do qual fazem parte. São mais críticos, mais informados e testam a liderança do líder da rede, o franqueador, o tempo todo.

Esses novos franqueados entram no negócio preocupados com o tipo de liderança que o empresário vai exercer sobre a rede e como vai agregar valor ao negócio, de forma que obtenham retorno do investimento aplicado e que a operação de uma unidade franqueada seja gratificante e de realizações.

Frente a esse cenário, os empresários que pensam utilizar o sistema de franquias devem entrar conscientes de que deverão ser líderes inspiradores. Para isso, não basta se intitular 'franqueador', carregado de algumas ferramentas para gerenciar os sistemas. É preciso mostrar o que os franqueados vão conseguir por sua causa. Devem-se formar alianças com seus franqueados, praticar a relação ganha-ganha e dar o exemplo, o testemunho.

O franqueador, como líder, deve saber aonde vai, quem é, deve conhecer muito bem seus valores e praticá-los todos os dias. Envolve também atuar com a razão e com o coração. Tal conduta vai contribuir para estabelecer relações de longo prazo, que vão gerar mais confiança junto aos franqueados da rede.

Portanto, franquear o negócio transcende os instrumentos e ferramentas preparados ou estruturados para tal. É mais, muito mais: é dedicar-se, é investir tempo, é conhecer e compreender o outro, é fazer a coisa certa, é entregar o pacote que vendeu, é inovar.

Um bom exercício para o empresário iniciante no sistema de franquias é avaliar como vai a sua liderança frente a seus colaboradores atuais. Se for boa, é um bom indício de que será boa também frente aos franqueados da rede.

Lembre-se: ser franqueador exige a prática dos quatro principais papéis do líder eficaz: desenvolvedor de capital humano, estrategista, gestor de talentos e executor.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Desafios "versus" competências

Fim de ano é época de balanços, não apenas de resultados financeiros e conquistas alcançadas, mas também de avaliação dos gestores e profissionais que contribuíram para chegarmos onde chegamos. Proponho tal reflexão por observar a busca ilimitada de desafios e a conseqüente avaliação do envolvimento e competência dos profissionais a partir da habilidade em superá-los.

Trata-se de um fenômeno que vem ganhando corpo em empresas de diferentes portes, devido à idealização de cenários externos e internos. Uma tendência que resulta no estabelecimento de desafios muitas vezes sem possibilidades reais de concretização por todos os profissionais, de maneira padronizada. 

Ao adotar tal postura, as empresas correm o risco de cair na armadilha da prática do idealismo, que, segundo o escritor alemão Kurt Götz, é "a capacidade de enxergar situações e pessoas como poderiam ser, se elas não fossem como realmente são", o que pode, ao contrário de motivar, gerar frustrações e desqualificar propostas de futuras metas.

Acredito que todo cuidado é pouco para evitar o "idealismo intolerante", definido por Churchill como "a loucura mais cara". Neste caso, a "intolerância" vem do fato de avaliar e comparar resultados de maneira arbitrária, com base na superação de desafios cujas formulações não levaram em conta as diferentes competências dos profissionais. Uma "loucura" que traz como efeito a anulação da proatividade e da criatividade gerada pela sensação de impotência.

O estabelecimento de metas a uma determinada área ou equipe deve estar balizado em informações analíticas de mercado e também no conhecimento de aptidões individuais, que, quando bem utilizadas, são responsáveis pelo sucesso do grupo. Portanto, sem habilidade para delegar desafios, certamente, estaremos criando condições para a perda de muitos talentos pelo caminho.

O método linear de instituição de desafios traz como conseqüência o desânimo, muitas vezes ocultado pela animação do dever cumprido daqueles que "chegaram lá". Depois de tentar ultrapassar o limite de suas possibilidades, a recompensa do "perdedor" é a penalização: resta-lhe abdicar o cargo ou recolher-se na acomodação. Suas reais potencialidades e competências são anuladas, trazendo prejuízo a todo o grupo.

Assim, proponho que, em nossos balanços do ano que termina e nos planejamentos para o novo ano, nos lembremos de que cada desafio tem um grau de dificuldade para ser superado, o que, sem dúvida, varia de profissional para profissional.

Por Denis Mello, www.administradores.com.br

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Coaching: o sonho de consumo de 10 entre 10 profissionais

Quem nos disse que crescer era fácil nos enganou, pois o crescimento pode ser mais difícil do que imaginamos. Para entender como nos desenvolvemos, vale a pena relembrar o conceito das fases da vida, que podemos dividir em 5 etapas: infância, adolescência, fase adulta, amadurecimento e terceira idade.

Na infância somos totalmente dependentes, o que muda radicalmente na adolescência, quando lutamos desesperadamente pela nossa independência.

Próximo aos 20 anos, entramos na fase adulta, onde o que nos motiva é a liberdade, o poder, o sucesso, a vontade de ganhar dinheiro. Nessa fase temos energia de sobra e na grande maioria das vezes é onde se inicia nossa vida profissional.

A primeira reflexão verdadeira ocorre aproximadamente aos 40 anos, na fase do amadurecimento, quando questionamos tudo: se a profissão que exercemos é mesmo a que nos realiza e nos completa, se estamos casados com a pessoa certa, se educamos bem nossos filhos, se fazemos as coisas que nos dão prazer... Enfim, se estamos conduzindo bem nossas vidas.

A resposta só virá na terceira idade, lá perto dos 65 anos, quando todos nós iremos pagar as contas de tudo que fizemos ao longo de nossas vidas, e que é apresentada em quatro áreas: como tratamos da nossa saúde (nosso corpo é o passaporte para o futuro), nossos relacionamentos (como nos relacionamos com nossos pais, cônjuges, filhos, amigos, colegas de trabalho, etc.), nossas finanças pessoais (como tratamos nossos recursos financeiros, nosso bolso) e nossa carreira (como gerenciamos nossa vida profissional).

Vale agora uma reflexão de como você está gerenciando essas quatro áreas da vida. Mas, vamos nos restringir a área Carreira, e para falar de vida profissional irei traçar um paralelo com o que existe de mais atual em processo de desenvolvimento: o coaching, o sonho de consumo de qualquer profissional.

Coaching é um processo que se dá por meio de um facilitador treinado, um Coach (técnico, em inglês), cujo objetivo é fazer com quem seu Coachee (pessoa que recebe o processo de coaching) alcance seus objetivos de desenvolvimento pessoais e profissionais, encontrando soluções para os seus problemas.

Todo processo de coaching busca levar a pessoa do ponto A ao ponto B. A pessoa é instigada a traçar um plano de ação para que as mudanças de ordem comportamentais aconteçam, ou seja, deve-se implementar no dia-a-dia novas atitudes, baseadas em como estou hoje e como irei agir no futuro.

Assim, é possível identificar quais competências é preciso desenvolver. Essas características são diagnosticadas de várias formas - como, por exemplo, por análise de perfil comportamental, auto-análise, etc. - sempre de comum acordo entre Coach e Coachee. Juntos, irão estabelecer o plano de ação para uma competência específica, que geralmente é a mais crítica, que deverá ser implementada no prazo de três meses.

A cada 15 dias, terão reuniões de ajustes do plano identificando possíveis correções para que o planejamento aconteça na prática. O sucesso dessa metodologia está mais que comprovada e as pessoas acabam por identificar e implementar novas atitudes em suas vidas, o que facilita exponencialmente o desenvolvimento profissional e até pessoal.

Entretanto, esse processo tem dois grande inconveniente. O alto custo envolvido, não é novidade que o processos de coaching são muito caros e elitistas, e a necessidade de tirar o colaborador do seu ambiente de trabalho, isto é, deslocamento físico do coachee até o local de trabalho do coach.

Portanto, hoje, esse processo está restrito ao topo da pirâmide nas empresas, que inclui somente o presidente e a alta gestão.

O desafio é permitir que essa metodologia possa ser utilizada por todos os colaboradores dentro de uma empresa, independente do seu porte, e não existiria outra forma de fazê-lo a não ser desenvolver o mesmo processo do coach presencial, porém de forma virtual, incluindo a realização do diagnóstico para identificar as competências a serem desenvolvidas, a elaboração do plano de ação, os ajuste quinzenais do planejamento e o mais importante, a facilidade de definir uma rede de avaliadores para cada participante que irão "acompanhar" a evolução de seus avaliados através de sessões de feedbacks eletrônicos e anônimos.

Está nascendo uma nova forma de coaching, chamada de e-coaching ou coaching digital, que certamente irá revolucionar a forma de como as pessoas irão se desenvolver, com inúmeras vantagens de custo e de facilidade na utilização, utilizando a internet como melhor aliada no processo de auto-desenvolvimento e de auto-gestão de qualquer pessoa.

 
 

 Por: Rubens Gustavo Gurevich ( CEO da Your Life do Brasil) 

 
 

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

O fim da hierarquia?

Muitos empreendedores acreditam que, para o bom andamento do negócio, é preciso ter uma gestão altamente baseada na disciplina. Sendo assim, eles adotam uma estrutura engessada dentro do grupo e esperam que o colaborador desempenhe suas funções com maior eficiência. Porém, o que se percebe na prática é que esse modelo de gestão convencional está obsoleto, embora infelizmente ainda seja predominante na maioria das empresas brasileiras. O excesso de burocracia dentro das companhias limita a criatividade dos funcionários, além de desmotivá-los.  Por outro lado, uma gestão inovadora pode aumentar consideravelmente a vantagem competitiva do negócio e fazê-lo prosperar.

Segundo o professor inglês Gary Hamel, um dos mais renomados especialistas do mundo em gestão, o comportamento das pessoas sofreu mudanças significativas desde o surgimento da internet. Elas estão 24 horas conectadas e recebem informações de toda parte do mundo, e isso tem refletido na maneira com que trabalham e nas expectativas que nutrem em relação a cargos e funções. Foi-se o tempo em que o funcionário dava-se por satisfeito ao receber ordens, agir como robô e ter um bom salário no final do mês. Agora, ele quer se sentir responsável pelo que faz e ser empreendedor dentro da corporação.

O modelo de gestão conservador faz com que pessoas arrojadas se adaptem a uma serie de condições e regras, mas, para isso, quantidades imensas de imaginação e iniciativas humanas são desperdiçadas. Algumas organizações mais antenadas já revolucionaram a maneira como lidam com os colaboradores. No Google, por exemplo, os projetos são desenvolvidos por equipes pequenas de, no máximo, sete pessoas. Assim ocorre maior interação entre os membros do grupo e eles se sentem mais envolvidos nos projetos. Toda semana, os funcionários escrevem na intranet o que estão fazendo para que os outros deem sugestões. O processo é criativo e transparente.

A WL Gore & Associates, gigante americana do setor de tecidos, foi além e aboliu a hierarquia. Lá não existem diretores, superintendentes e gerentes, mas líderes que são eleitos pelos próprios funcionários.  Estes também decidem em quais projetos aplicar recursos e não são obrigados a comparecer a palestras e reuniões. Uma reunião é considerada bem- sucedida pelo numero de presentes. No final do ano, os lideres não apenas avaliam como são avaliados por todos os colaboradores. O trabalho em equipe é bastante valorizado, e os colegas também avaliam uns aos outros.

Ao analisar o modelo da Gore, o que se percebe é que a falta de hierarquia, quando bem fundamentada, não faz com que os funcionários tenham um desempenho pior, já que eles estão de fato comprometidos com os princípios da empresa. A Gore fatura US$ 3 bilhões anuais e tem 8 mil funcionários e clientes de peso como Nike e Procter&Gamble.

Exemplos como o Google e a Gore mostram que, para prosperar em um mundo constantemente inovador, vale a pena testar novos recursos gerenciais. Se as empresas quiserem durar em um mercado cada vez mais competitivo, será essencial aprender a inspirar seus funcionários para que dêem o melhor de si todos os dias.

Fonte: www.papodeempreendedor.com.br

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Se não encontrar uma porta, construa a sua

Por Marcelo Cherto*

O marketing sempre me fascinou. Ainda estudante de Direito em Santos, lia avidamente os (poucos) livros e artigos sobre o tema que me caiam nas mãos. E foi através deles que me apropriei do conceito de "nicho de mercado" e da idéia de que, de forma geral, é melhor ser o primeiro (e, se possível, o melhor) num mercado pequeno do que ser "apenas mais um" num mercado grande.

Uma coisa me angustiava quando saí do litoral paulista para cursar meu mestrado na Universidade de Nova York, graças a uma bolsa de estudos que obtive com a ajuda de meu irmão mais velho e de amigos como Moshe Sendacz e outros: havia mais de 50 mil advogados já inscritos na OAB-SP. O que eu podia fazer para não ser apenas "mais um"? Precisava encontrar – ou criar - um "nicho", onde pudesse ser o primeiro e o melhor. Todos os nichos em que podia pensar já estavam ocupados, mas não desisti.

Foi durante o curso nos EUA que descobri a existência do franchising. E decidi me tornar o primeiro advogado especializado em franquias do Brasil. Havia, porém, um problema: quando voltei para cá, em meados de 1978, praticamente não havia franqueadores atuando por estas bandas. Fiquei com a idéia na cabeça, o sonho no coração e fui fazer outras coisas. Acabei me tornando um especialista em sociedades e contratos, principalmente os que envolviam questões relacionadas a marketing, vendas e publicidade. Afinal, eu "falava a língua" dos marketeiros e publicitários e também o "advogadês" dos departamentos jurídicos.

Mas continuei estudando franchising, me correspondendo com especialistas de outros países e esperando a oportunidade surgir. E quando ela apareceu, mergulhei de cabeça.

Quando pressenti que havia ambiente para o franchising explodir no Brasil, criei a primeira empresa de consultoria especializada do país - com a tortuosa intenção de, assim, gerar clientes para meu escritório de advocacia. Convenci alguns empresários a criarmos a Associação Brasileira de Franchising, cujo estatuto redigi à mão. Escrevi muitos artigos que enviava a jornais e revistas - a maioria jamais publicada -, fiz muita palestra sem cobrar e acabei criando o meu espaço, o meu nicho. Embora numa atividade diferente da que havia imaginado quando comecei a jornada: apaixonei-me pela atividade de consultor e, aos poucos, fui deixando de lado o ofício de advogado. Mas não posso me queixar do resultado.

Há quem diga que tive sorte, por estar no lugar certo na hora certa. É óbvio que tive. Sem sorte, ninguém se dá bem na vida. Mas, sem falsa modéstia, ajudei muito a sorte, tendo uma visão de onde queria chegar e fazendo tudo o que fosse lícito e estivesse ao meu alcance para chegar lá. Mesmo que, com o tempo, o objetivo fosse mudando, em cada momento dei o melhor de mim e procurei fazer todo o melhor que podia.

E você, leitor, tem ajudado a sorte? Ou, como tanta gente que eu conheço, prefere se queixar de que o destino é cruel e não lhe oferece oportunidades? Um conselho: se a vida não lhe abre portas, construa sua própria porta. Dá um trabalho danado e requer uma boa dose de determinação e sacrifícios, além de estômago forte. Mas garanto que vale a pena.

* Marcelo Cherto é CEO da GrowBiz – grow your business, sócio da Franchise Store e da MD Comunicação e membro da Academia Brasileira de Marketing e do Conselho Consultivo da Endeavor Global (N.York)

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Pequenos negócios precisam aproveitar os megaeventos que ocorrerão no País

A partir de 2011 até 2016 o Brasil vai sediar pelo menos cinco mega eventos internacionais, principalmente esportivos, que mobilizarão multidões e grandes volumes de recursos. Só a Copa do Mundo de 2014 vai atrair cerca de 660 mil turistas estrangeiros, além dos locais, e injetar R$ 143,4 bilhões na economia brasileira, conforme pesquisa da Ernest & Young e fundação Getúlio Vargas. E o os micro e pequenos negócios precisam se preparar para aproveita essas oportunidades, incluindo aquelas da economia solidária.


O alerta é do ex-diretor técnico e atual consultor do Sebrae, Luiz Carlos Barboza, especialista em desenvolvimento e em pequenos negócios. Barboza mediou e promoveu palestra no painel sobre Desenvolvimento integrado e a realização dos megaeventos esportivos,' nesta quarta-feira (1º), dentro da programação da Expo Brasil Desenvolvimento Local, promovido no Rio de Janeiro com o apoio do Sebrae.


"A Copa de 2014 e as Olimpíadas 2016 podem tirar o Brasil da estagnação de cinco anos do fluxo de turistas estrangeiros para receber, dos atuais 5 milhões, até para 7,5 milhões de visitantes até 2014 e 9 milhões em 2018", avaliou. Conforme Barboza, dos 142,4 bilhões investidos, 20,8%, o equivalente a cerca de R$ 30 bilhões, serão em compras de produtos e serviços e uma parcela desses recursos certamente pode ser capturada pelos micro e pequenos negócios.


"Precisa-se de tudo ao mesmo tempo. O número de encomendas que teremos é impressionante e teme-se até a incapacidade de atendimento a toda essa demanda", disse Barboza. Ele lembrou, por exemplo, que os recursos serão investidos em áreas que vão da indústria têxtil a móveis e madeira. Conforme as pesquisas apontam, os principais gastos dos turistas são com hotéis, seguidos de alimentação, compras, transporte, cultura e laser - a maioria, áreas em que os micro e pequenos negócios atuam.


Conforme o consultor, a Copa de 2014 gera grandes potenciais de negócios para produtos e serviços provenientes de micro e pequenos empreendimentos de desenvolvimento territorial ou local de comunidades urbanas ou rurais, de empreendimentos da economia solidária, do comércio justo, da agricultura familiar, alimentos orgânicos ou agroecológicos, artesanato e souvenirs, entre outros, como confecções e acessórios e das manifestações culturais e artísticas.


"Não se pode passar a vergonha de o turista comprar aqui artesanato que vem da China", incentivou, citando outros exemplos como na área de alimentação onde, entende, "estará melhor quem conseguir se diferenciar e a alimentação orgânica pode ser um diferencial". Mas Barboza explicou que para aproveitar ainda mais essas oportunidades, além de preparados, os micro e pequenos negócios também precisam estar organizados."Haverá oportunidades, mas o grau de aproveitamento depende do grau de organização desses negócios", afirmou.


Uma das principais iniciativas, lembrou, é procurar orientação do Sebrae e outros órgãos que atuam na área. Ele lembrou que a instituição já vem desenvolvendo o Projeto Sebrae na Copa 2014, destinado a preparar as micro e pequenas empresas para aproveitar as oportunidades geradas por pelos grandes eventos esportivos. O trabalho envolve capacitação, sistema de informação sobre essas oportunidades e estreitamento de parcerias comerciais entre fornecedores e compradores, inclusive por meio virtual. "As empresas que passarem por essa experiência ganharão a Copa", afirmou.


Gol da paixão


Segundo o gerente de Desenvolvimento Territorial do Sebrae, Juarez de Paula, as oportunidades geradas com a Copa 2014 extrapolam para todos os estados. "O Brasil é o País do futebol e a Copa não acontece todos os dias na nossa casa. Então, todos se mobilizarão e todos vão querer participar", lembrou, alertando que haverá oportunidades para negócios mesmo nas cidades que não sediarão os jogos. "As oportunidades estão em todo lugar e se soubermos lidar bem com essa paixão nacional, todos sairão ganhando", afirmou.


No painel da Expo Brasil também foi apresentada iniciativa do Sebrae no Rio de Janeiro para orientação das empresas para a Copa 2014 e casos de empreendimentos que já estão sendo preparados para o evento, como integrantes dos pólos gastronômicos e comerciais da capital fluminense. 

Fonte: www.administradores.com.br


 

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Administrando o relacionamento com a rede

Ao contrário do que muitas empresas franqueadoras ou pretendentes a franquear seus negócios imaginam, depois de elaborados e devidamente assinados os documentos legais com os franqueados, não está terminada a relação de franquia. Isso porque, mais importante do que estabelecer um vínculo jurídico com os franqueados, é a manutenção do mesmo, que exige muita cautela e atenção por parte das empresas franqueadoras.

A manutenção legal da relação de franquia consiste basicamente na tomada das medidas necessárias para o estabelecimento de um bom relacionamento entre a franqueadora e os franqueados e é necessária para que as partes fiquem devidamente resguardadas na hipótese de instauração de conflitos graves.

Passemos à exposição de algumas medidas preventivas extremamente importantes para a rede:

Entrega da Circular de Oferta de Franquia no prazo legal, possuir contrato assinado com todas as unidades, bem como realizar as renovações contratuais nas datas corretas.

Dentre as ações que devem ser realizadas pela franqueadora, a manutenção formal dos documentos jurídicos é uma das principais. Isso porque, muito embora a relação de franquia seja baseada em parceria e confiança, a prática infelizmente demonstra que problemas entre franqueadora e franqueado são inevitáveis, sendo de fundamental importância estarem as partes  resguardadas juridicamente, além do direito de ambas terem sua relação devidamente documentada.

Para tanto, é indicado que seja elaborado um cronograma com todas as datas dos documentos, devendo haver um rígido controle do departamento jurídico da empresa em relação a tal cronograma. Um simples deslize nesse sentido, como, por exemplo, a franqueadora não pegar a declaração de que entregou a Circular de Oferta de Franquia ao franqueado 10 (dez) dias antes da assinatura do primeiro documento jurídico, poderá acarretar na anulabilidade do contrato bem como na devolução de todas as quantias que o franqueado já tiver pago à franqueadora, nos termos do artigo 4º da Lei 8955/94.

Elaboração de Cartas, Advertências e Notificações

Deve a Franqueadora, através de seus funcionários, consultores de campo etc., realizar constantes visitas às unidades franqueadas para constatar a devida adequação ao sistema de franquia formatado. Na hipótese de se verificar irregularidades e/ou descumprimento dos padrões, é de fundamental importância que isso seja registrado através de carta/advertência/notificação (dependendo da gravidade do problema constatado), a fim de que o franqueado infrator possa tomar as medidas necessárias para a correção da falha, bem como fique devidamente documentado o fato, pois, na hipótese de futuramente ser instaurado um conflito grave ter-se-á provas das infrações cometidas, de uma parte à outra.

Elaboração de atas das reuniões

Realizar reuniões com os franqueados é extremamente saudável para a rede, sendo de suma importância o registro de todas as decisões tomadas nos encontros. Por isso, é aconselhável que tudo seja registrado em um livro de ata assinado por todos os presentes, para que fique devidamente documentado que todos se tornaram cientes das discussões e decisões tomadas, protegendo tanto a franqueadora como os franqueados.

Elaboração de Documentos Jurídicos diversos

É bastante comum ocorrer, por exemplo, o repasse de uma franquia já existente para um outro franqueado, ou até mesmo para a franqueadora. Nesse caso, é essencial que sejam firmados todos os instrumentos jurídicos pertinentes, assegurando os direitos tanto daqueles que saem da relação, como daqueles que entram para a rede.

Outros tipos de documentos jurídicos comumente precisam ser elaborados, tais como termos de aditamentos, confissões de dívidas, contratos diversos, dentre outros, devendo todas essas situações fátidicas estar devidamente registradas.

Adoção de Mediação e Arbitragem para a solução de conflitos

A intenção da manutenção preventiva da relação de franquia é justamente evitar que se instalem lides entre franqueadora e franqueado.  No entanto, muitas vezes os conflitos acabam surgindo, sendo que, nesta hipótese, certamente a via judicial não é a mais indicada para a solução dos mesmos. Isso porque as ações judiciais, via de regra, são morosas, possuem um alto custo, expõem a empresa franqueadora (podendo prejudicar a marca) e, muitas vezes, acabam em decisões injustas, tendo em vista a falta de conhecimento do franchising pelos juízes.

Dessa forma, a adoção da Mediação e, caso não resolvido o conflito, a opção pela Arbitragem, são as vias indicadas para a solução de conflitos.

As vantagens do procedimento arbitral são inúmeras, tais como:

  • Ser realizada por árbitros de confiança das partes, conhecedores da matéria em questão;
  • Ser muito mais célere do que a via judicial;
  • Correr em sigilo;
  • Possuir um custo menor que uma demanda judicial.


     

Conclusão

Estas são apenas algumas medidas para a manutenção legal da rede, sendo que diversas outras ainda podem ser praticadas. O importante é possuir um monitoramento constante da relação de franquia, trabalhando preventivamente, tomando todas as precauções para que seja estabelecido e mantido um relacionamento saudável e afável com a rede, evitando a instauração de conflitos, disputas e ações judiciais, Assim, somente com uma rede bem estruturada e resguardada juridicamente poderá a franqueadora manter e expandir seus negócios de maneira organizada, justa e equilibrada.

Por Melitha Novoa Prado