quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Empreendedores individuais somam 1,5 milhão no país, diz Sebrae.

O número de empreendedores individuais formalizados já somam 1,5 milhão no país, segundo informou, nesta quarta-feira (31), o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). Essa meta definida pelo governo federal estava prevista para ser atingida até o final de 2011 e foi batida nesta terça-feira (30). O programa entrou em vigor em 1º de julho de 2009.

"As formalizações avançam em todo o país. Há uma grande adesão porque é um bom negócio ser formal", diz o diretor-técnico e presidente em exercício do Sebrae Nacional, Carlos Alberto dos Santos.

De acordo com Santos, a partir do ano passado o ritmo de formalização se intensificou. "O ano de 2010 entrou para a nossa história econômica, por ser um marco na reversão da informalidade, quando foram registrados mais de 800 mil empreendedores individuais."

Segundo o Sebrae, o Empreendedor Individual (EI) é a forma especial de formalização de empreendedores por conta própria, com receita bruta anual de até R$ 36 mil. Os trabalhadores recolhem alíquota mensal de 5% sobre o salário mínimo para o INSS, mais R$ 1,00 de ICMS, se atuar na indústria ou comércio, e R$ 5,00, se for do setor de serviço.

Entre os benefícios da formalização está a possibilidade de obter o registro no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ), emitir nota fiscal, acessar financiamentos e participar de licitações públicas, além de cobertura da Previdência Social.
 

Fonte : http://g1.globo.com/economia/pme/noticia/2011/08/empreendedores-individuais-somam-15-milhao-no-pais-diz-sebrae.html

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Geração Z é mais conectada, fuma menos e lê pouco

São Paulo - A Quest Inteligência de Mercado divulgou um estudo que analisa o mercado de diferentes faixas etárias. Foram ouvidas 600 pessoas na capital paulista, com idade entre 14 e 51 anos, para realização do "São Paulo em Foco: Gerações X, Y e Z".

A pesquisa revela as diferenças e similaridades existentes entre essas três Gerações – X (32 a 51 anos), Y (20 a 31 anos) e Z (12 a 19 anos).

Os resultados mostraram que praticamente 100% dos jovens entre 14 e 19 anos (Geração Z) participam de alguma rede social, 75% usam celulares (16% navegam na Internet por esses aparelhos) e 60% se preocupam com a beleza do corpo e do rosto.

Paralelamente, a faixa etária entre 32 e 51 anos (Geração X) continua com assíduos leitores (55%) e os adultos entre 20 e 31 anos (Geração Y) mantêm o hábito de visitar os amigos (51%) e de consumir refrigerantes (52%). Os jovens da Geração Z, entretanto, leem menos (14% preferem jornais e 23% revistas).

 "A principal diferença entre as gerações está no uso que fazem da Internet, das redes sociais e da tecnologia. Isso se reflete em seus hábitos de consumo, comportamento de compra e lazer", explica Luís César Périssé, sócio-diretor da empresa e coordenador da pesquisa.

Segundo ele, a Internet promove grandes mudanças sociais e essas gerações têm sido os principais agentes de mudança, dependendo do seu grau de interação social, isto é, da sua capacidade de influenciar pessoas por meio de suas ações na web.

"São agentes de mudanças os que produzem e compartilham conteúdo na web e nas redes sociais: 61% no total das 3 gerações. Na Geração Z essa proporção se eleva para 79%, na Geração Y, 71%, e na geração X, 48%", informa Périssé.

Para quem não sabe, o "Z" é a denominação comum daquilo que esses jovens fazem de melhor: zapear, saltando com desenvoltura da TV para o telefone; do videogame para alguma rede social na web; ou do MP4 para o e-book.

Esta controversa geração é consumidora voraz das novidades que o mundo tecnológico tem a oferecer, mudando de atitude tão rápido quanto uma mensagem no Twitter. Com o mundo 2.0 no DNA, é difícil imaginá-los vivendo da mesma forma que as gerações anteriores – sem telefone móvel, Internet, MP3, câmeras digitais ou tevê a cabo.

"Nascida sob os auspícios da estabilidade econômica, em um país com inflação de um dígito e governo democrático, a chamada Geração Z é um fenômeno que encanta e surpreende, pela sua enorme capacidade de assimilar as transformações tecnológicas em curso, neste mundo 2.0", enfatiza o coordenador da pesquisa.

Fonte: http://exame.abril.com.br/marketing/noticias/geracao-z-e-mais-conectada-fuma-menos-e-le-pouco-diz-pesquisa

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

As 13 perguntas mais clássicas de entrevista de emprego.

São Paulo - A entrevista é a etapa mais importante de um processo de seleção. É o momento em que, olhando nos olhos do candidato, o recrutador  consegue comprovar intuições e tirar todas dúvidas possíveis. Só depois disso, ele estará apto para bater o martelo sobre a contratação ou não.

"Essa é a hora da verdade. O candidato tem que fazer de tudo para encantar o recrutador", diz Irene Azevedo, da consultoria DBM. Vencer a ansiedade e responder as expectativas do recrutador ao mesmo tempo não é tarefa fácil.

Por isso, conversamos com os principais headhunters do país para descobrir as perguntas mais tradicionais durante uma entrevista de emprego e quais as melhores maneiras para respondê-las. Confira.

1.    Por que você está mudando de emprego?
Essa é a primeira pergunta entre as mais perigosas em uma entrevista de emprego. Por isso, é preciso extrema cautela para respondê-la. O candidato que decidir soltar o verbo contra o emprego anterior cai em descrédito logo de início.

 "Isso soa mal. Passa a impressão de um profissional intransigente que, na primeira mudança de rota, prefere uma movimentação", afirma Eduardo Baccetti, sócio-diretor da consultoria de recrutamento 2GET.

De acordo com Priscila de Azevedo Costa, coordenadora do programa Veris Carreira da Veris Faculdades, o caminho para conversar sobre essa questão de uma maneira convincente é remeter para o atual momento de carreira e para os próprios planos para o futuro.

2.    Por que você foi demitido?
Uma das principais saias justas em uma entrevista de emprego é quando o recrutador, sem nenhum pudor, busca saber o contexto em que o candidato foi desligado da empresa anterior.  O assunto é delicado e exige muito jogo de cintura do candidato. A melhor estratégia, segundo os especialistas, é ser sincero. E, em alguns casos, recorrer a um tom mais eufemista.

Nesse contexto, por exemplo, "o candidato pode dizer que divergia estrategicamente do direcionamento da empresa", exemplifica Irene. Ou, "admitir que estava em um momento em que não podia contribuir totalmente para as necessidade da empresa", diz Priscila. O importante, segundo ela, é tomar cuidado para não prejudicar a própria imagem ou falar mal da companhia. 

3.    Por que quer trabalhar aqui?
Não vale responder que esse era o seu sonho de infância. Por isso, é fundamental estudar sobre os valores da empresa antes da entrevista e mostrar para o recrutador que seu plano de carreira está alinhado com essa visão.

"O candidato tem que ter muita consciência das suas próprias realizações e intenções", diz  Irene. "E, a partir disso, saber contar muito bem sua história".

4.    Quais suas principais realizações ao longo da carreira?
Para responder a perguntas como essa, é preciso fazer uma avaliação profunda sobre sua evolução na carreira antes da entrevista. Afinal, segundo os especialistas, esse tipo de tópico demanda informações precisas sobre os fatos que tornaram seu passado profissional memorável. "Se eu não tiver resultados que suportem e comprovem meus pontos fortes, não irá adiantar nada", afirma Irene.

5.    Quais seus principais fracassos?

Aqui a proposta do recrutador é entender como você reage diante de situações difíceis. Por isso, não tenha medo de relatar os problemas que você já enfrentou em outros empregos. Foque, contudo, na maneira como conseguiu driblar as dificuldades e nas lições que tirou de cada situação. A, ideia, segundo os especialistas é tentar mostrar que os fracassos, no fim, contribuíram pra seu amadurecimento na carreira.

6.    Quais seus pontos fortes?

Elencar as próprias qualidades nem sempre é uma tarefa fácil. No entanto, saber falar sobre isso de uma maneira elegante é essencial durante uma entrevista de emprego. Lembre-se que este é o momento para mostrar ao recrutador que você tem as características necessárias para o cargo em questão. Contudo, cuidado para não cair no narcisismo vazio. "Ele precisa mostrar exemplos práticos dessas qualidades", afirma Priscila.

7.    Que pontos em seu comportamento ainda precisam ser desenvolvidos?

Para responder a tradicional pergunta sobre defeitos, boa parte dos candidatos recorrem ao macete clássico de se definir como um profissional perfeccionista. "Todo mundo quer transformar uma qualidade excessiva num defeito", afirma Priscila.

Segundo ela, diante desse clichê, os recrutadores logo ficam com um pé atrás. Agora, se você realmente é perfeccionista, a dica é dar um exemplo prático que prove essa característica. E, para mostrar que está sendo sincero, conte sobre outro defeito. Mas, cuidado para não dar um tiro no pé. "Escolha uma questão que não atrapalhe muito sua eficiência no trabalho e contextualize", diz Priscila.

8.    Quais são suas motivações?
O objetivo do recrutador com esta questão é avaliar se o perfil do profissional é coerente com a estrutura da empresa. "Todo mundo precisa ser motivado para continuar a produzir bem", diz Priscila. E ninguém quer contratar um profissional que, em poucos meses, perca o contentamento em trabalhar. Por isso, para seu próprio bem, não tente dissimular uma resposta padrão. Seja sincero consigo mesmo e mostre qual a empresa ideal para seu perfil.


9.    Consegue trabalhar sob pressão?
Saber lidar com a pressão no mercado de trabalho é uma postura que exige tempo e aprendizado. Por isso, mostre para o recrutador exemplos práticos que comprovem que você consegue se dar bem em situações como essas. "Não responda apenas sim ou não. Sempre traga uma experiência que esclareça o que você quer contar", diz Priscila.

10.    Conte sobre sua família? O que faz nas horas vagas?
Os recrutadores hoje já entendem que vida profissional e pessoal estão, sim, ligadas. Por isso, com essa pergunta, a proposta é entender como a rotina pessoal influencia a dinâmica durante o horário do expediente. "Conforme a pessoa fala, queremos identificar quais os valores que ela tem",  explica Priscila. Segundo ela, o ponto não é tentar ser perfeito, mas mostrar como você administra os principais conflitos da vida.

11.    Qual sua pretensão salarial?

A dica de Irene para esse momento da entrevista é tentar adiar ao máximo sua resposta. "Explique que o valor da sua remuneração só pode ser definido quando você entneder todos os desafios do cargo", explica. Se a justificativa não pegar e o recrutador insistir em uma resposta, conte qual era seu último salário.

12.    Quais seus planos para o futuro?

Neste ponto, o recrutador quer identificar se sua estratégia de carreira está alinhada ou não com o ritmo da corporação. Nem sempre, contudo, é fácil ter na ponta da língua projetos para um futuro muito longínquo. Se esse for seu caso, não se desespere. Seja sincero e mostre consistência nos planos para médio e curto prazo.

13.    Por que devo contratar você?

Essa pergunta requer extrema coerência do candidato com todas as informações que passou para o recrutador durante o processo de seleção. É, neste ponto, que ganha relevância, o profissional que souber fazer o melhor marketing pessoal. "O perfil pessoal acaba determinando muito, o brilho no olho, a vontade de ainda querer fazer", diz Baccetti, da 2 GET.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

As oportunidades do Brasil em caso de agravamento da crise

Tentar encontrar aspectos positivos em um cenário de crise pode parecer otimismo desvairado. Porém, no caso da economia brasileira, cujo principal problema é – ou pelo menos era até duas semanas atrás – um superaquecimento, notícias de esfriamento lá fora geram oportunidades aqui dentro.

Tudo dependerá, é claro, do tamanho do problema nos países desenvolvidos. O prognóstico dominante no mercado é de baixo crescimento das economias ricas durante um longo período de tempo. Neste caso, o Brasil poderá sofrer um pouco com a eventual queda nos preços das commodities. É o desempenho da China que ditará o ritmo.

Não está descartado, no entanto, um cenário recessivo que poderia ser desencadeado por algum problema mais sério no sistema bancário internacional. Esse filme já foi visto em 2008, quando faltou liquidez no mercado e os empréstimos secaram.

Neste caso, uma intervenção mais forte do governo brasileiro será necessária para evitar uma contaminação. A corrente dominante no mercado defende o uso da política monetária – exceto os chamados desenvolvimentistas, que não perdem a oportunidade de clamar por uma presença maior do Estado na economia. O curioso, desta vez, é que até o ministro Guido Mantega, um desenvolvimentista de carteirinha, está falando em aperto fiscal.

EXAME.com lista, a seguir, as oportunidades que o Brasil tem para colocar a economia nos eixos em caso de agravamento da crise.

1 – Desaquecimento da economia

Os números de 2010 constataram um superaquecimento da economia brasileira (o PIB cresceu 7,5%). O efeito natural foi o distanciamento da inflação em relação ao centro da meta. Antes das recentes turbulências, o debate era sobre o tamanho do aperto monetário necessário para trazer a inflação de volta à casa dos 4,5% no ano que vem. A "boa" notícia é que, se a crise piorar, o desaquecimento acontecerá naturalmente e o Banco Central não precisará mais exagerar nos juros.

Se a inflação deixar de ser um problema, estará aberta a possibilidade de o Banco Central iniciar uma trajetória de queda dos juros, aproximando um pouco (ou tornando menos distante) a nossa taxa em relação às internacionais. Isso, por tabela, dará um alívio para o câmbio.

3 – Menos gastos com juros

Como decorrência da queda dos juros, o governo gastará menos com o serviço da dívida. Naturalmente haverá uma melhoria do resultado nominal das contas públicas, o que ajudará o Brasil a ter novas elevações em sua nota de crédito pelas agências de classificação de risco. Quanto mais alto o rating, menos juros o Brasil precisa oferecer para atrair os investidores, gerando um círculo virtuoso. 

4 – Menor concentração de renda

Ainda como decorrência da queda dos juros, haverá uma redução da concentração de renda. O raciocínio é simples: para financiar os seus gastos, o governo emite títulos que são comprados por quem tem dinheiro sobrando e está interessado em receber os juros altos oferecidos no Brasil. É de se imaginar que a parcela mais rica da população é a que mais tem dinheiro sobrando e, portanto, é a que mais compra esses papéis (seja por meio do Tesouro Direto ou de fundos Di e renda fixa). Logo, quanto maior a taxa de juros, mais intensa é a concentração de renda.

Espera-se ainda que o governo cumpra a promessa de não elevar os gastos – principalmente os ligados à máquina pública que depois não podem ser revertidos. Além disso, os economistas alertam para eventuais novos exageros com empréstimos do BNDES a juros subsidiados. Na crise de 2008, o Tesouro turbinou o banco de fomento, elevando a dívida bruta do país.

Se as medidas corretas foram adotadas, dizem os analistas, o Brasil crescerá menos no curto prazo (abaixo do seu potencial, de 4%), mas sairá mais fortalecido e pronto para decolar novamente. Resta saber se o timing político permitirá.


 

Fonte: http://exame.abril.com.br/economia/noticias/as-oportunidades-do-brasil-em-caso-de-agravamento-da-crise?page=2&slug_name=as-oportunidades-do-brasil-em-caso-de-agravamento-da-crise