Chegado o mês dezembro dizem que é bom fazer um balanço do ano, porém, tem gente que fica deprimido, pois antes mesmo de começar o bendito balanço, já sabe que fechou no negativo e não adianta chorar, desiste e para tudo, entra em desespero, rasga tudo, joga no lixo e desiste.
E isso não é privilegio de poucos não, muitos já estão preocupados com seus balanços pessoais, querem esconder ou justificar, é desculpa daqui e desculpa dali.
Até parece que tem gente cobrando o "balancete" para fechar as contas que nunca fecham.
Até parece que está a diante de cobradores, quando na verdade é a própria consciência que faz a cobrança.
Na verdade, a consciência nem cobra tanto, apenas exige o fechamento para liberar espaço para o ano seguinte.
O caso é tão serio que tem gente que prefere a declaração do imposto de renda, com malha fina e tudo que o balanço pessoal das próprias ações durante o ano, tipo: O que não fez que podia ter feito? E o que fez que não devia ter feito?
Quanto comprometeu com tudo isso e que não tinha saldo suficiente?
Tem gente que fez muita coisa na barganha com Deus e acha que ta legal.
Tem gente que pagou promessa e diz que cumpriu a missão. O coitado do Santo que fez o milagre? Não conta?
Claro, ocorrem inúmeros equívocos, uns acham que o saldo da conta corrente é o que conta, tira foto e tudo. Que o carro novo na garagem (comprado em 60 vezes) que dá a medida, que a casa de praia nova justifica o ano ruim, que as namoradas que "pegou", tipo pescaria, tá no crédito e que a promoção da CASA e Vídeo é tudo de bom e tem que aproveitar mesmo!
Mas têm outros que já sabem que nada fica pra depois e que muita coisa é pagamento de débito vencido, descontou a promissória antes de saber que podia pagar... E ai, procuram os ajustes morais, tipo, compensação, pagamento material para compensar uma divida moral.
São as "indulgencias "de Natal e Final de Ano, para perdoar tudo de errado.
Um agradozinho aqui, um presentinho ali... Faz questão de assinar bem grande como cliente VIP dos livrinhos de Ouro do porteiro que tratava mal, do frentista que nem soube o nome, do carteiro, do lixeiro e... Vai livrinho de ouro aos montes, que nem céu de anjinho. "Eita" troço que aparece em tudo que é lugar nessa época do ano, parece cogumelo venenoso, ate os meninos do sinal já chegam com o livrinho de ouro, vê se pode!?
Voltemos ao balanço do ano. Não escapa! Um dia todo mundo precisa fazer o seu!
Vai fazer ou não vai fazer? Eis a questão!
Dá pra jogar pro ano que vem?
Até dá, mas vai ter que juntar o do ano que vem também, vai fazer dobrado? Aí complica!
O que fazer então?
Talvez, se fechar os olhos e pedir pulando sete ondas, tudo se resolva!
Resolve não! Vai só levar um caixote e pagar mico!
Já sei! Apelar pro guia espiritual para interceder na superioridade para aliviar e perdoar, ah, isso com certeza pode!
Não vai dar! Ele tá de férias! Só volta ano que vem!
Oh cara! Não leu o aviso de férias, tá estressado de todas as vezes que ele tentou falar com você sobre a sua conduta e outras "coisitas" mais e você nem deu bola, lembra?
Tá lascado!
O que fazer? Não sei!
O conselho é abrir o caderno, ir lançando os débitos e os créditos, aceitar o resultado, fechar o balanço e anotar este mesmo resultado como base para o primeiro dia do ano que vem.
É contabilidade astral mesmo!
Mas, porém e, todavia existem atenuantes finais e... É possível que tenha algum crédito e não saiba.
Ufa! Que alivio, esse texto estava parecendo uma sentença a perpetua, tipo Receita Federal ou Refins !!!
Isso é possível por uma probabilidade e possibilidade que algo aconteça nas suas contas e no final o resultado te surpreenda e não seja aquilo tudo de ruim que esperava.
Pode? Pode, basta acreditar!
Quem sabe não tem gente fazendo ou que até já tenha feito o próprio balanço e tenha colocado um monte de créditos para você que nem saiba que os tenha merecido ou feito para merecer?
É pra pensar mesmo e tira esse sorriso da boca a coisa ainda não esta resolvida!
Lembra aquele filme... Que repete todo ano na sessão da tarde para lembrar do espírito do Natal, é acontece assim mesmo! Do cara rico e ruim e do menino pobre, de família pobre e é muito bonzinho, que no final o homem velho, rico, e ruim fica bonzinho com o menininho e sua família? Não! Não é você mesmo! É no filme!
Tem também outro, chamado "Feitiço do Tempo", tudo se repete, mesmos problemas, mesmas ações por longo tempo. E só ocorrem mudanças quando o personagem principal muda. Pense nisso!
Balanço de fim de ano é uma caixinha de surpresas, com muito cuidado, abra a sua com muita fé!
E aproveite as surpresas que a vida bela te reservou, mesmo sem gostar e aceita todos os presentes.
Sorria para todas as pessoas, procure lembrar-se dos amigos que não fala a muito tempo, dos vizinhos que nem bom dia te dão ou você nem dá, dos parentes que te devem ou daqueles que você deve e nem gosta de encontrar para não se lembrar da divida, da tia e do tio distantes, malas toda vida, mas, pensando bem, você pode ser mala pra muita gente, vai que tu é cunhado de alguém.
Tudo isso naquela simples caixinha que fez questão de esquecer-se de abrir, por traz de tudo que ficou no pé da arvore de Natal.
Quantas coisas você colocou na frente, achando que eram mais importantes.
Quanto brilho, quanto papel para enfeitar, quanta expectativa, quanta realização a alcançar.
Aproveite a liquidação de final de ano do mestre Jesus que perdoa a todos, que com o seu amor cobre uma multidão de pecados, corra que ainda dá tempo!
Balanço de final de ano, não saia de casa sem ter feito o seu!
Por: Adams Auni (Instrutor de Empreendedorismo, Gestão e Coaching.)