terça-feira, 30 de novembro de 2010

Transferência de Know-how

Franquias sociais podem cobrar taxa de royalties? Um mesmo projeto social consegue atender às especificidades de regiões distintas? É possível aplicar estratégias comerciais para se obter ganhos sociais? Todas essas perguntas estão sendo feitas por um grupo formado por ONGs, consultores do terceiro setor, consultores jurídicos que, sob a batuta da Afras (Associação Franquia Solidária), está formulando um guia, que será lançado até o final de 2009, com os princípios e parâmetros básicos que devem nortear a criação de uma franquia social.

Há bastante tempo, vem se multiplicando os pedidos de empreendedores sociais que buscam na ABF e na Afras o expertise para transformar projetos em franquias e, com isso, multiplicar o alcance de suas atividades. Baseada nesta demanda é que a Afras decidiu elaborar o guia que irá funcionar como uma carta de princípios sobre franquias sociais. Nem sempre um projeto é franqueável e este é o primeiro ponto que deve ser levado em conta. Para que se torne uma franquia social, o projeto deverá estar estabelecido, ou seja, experimentado, com todas as questões legais definidas e com comprovada eficácia e impacto social em sua atuação. São pré-requisitos.

Mas o ponto alto desta discussão está centrada na cobrança de taxas de transferência de tecnologia. Alguns segmentos do terceiro setor ainda mantêm um grande preconceito sobre cobrança dos royalties que as franquias sociais importaram do modelo comercial. Este guia poderá ajudá-los a ter o entendimento de que as franquias devem dar, sim, uma margem de lucro. Mas estamos falando de uma margem de lucro obtida para ser reinvestida no próprio projeto e que ajuda a garantir a sua continuidade. Os royalties devem servir para aprimorar o sistema e projetar essa marca na sociedade, mas a operação do projeto-piloto do franqueador deve ser administrada separadamente. O importante é que existam regras claras para a porcentagem que será destinada ao franqueador. Tal como no mundo dos negócios, a franquia social poderá conquistar ganho de escala e receber investimentos de empresas que associam a sua prática de responsabilidade social a projetos confiáveis e com maior amplitude territorial. Com este trabalho, queremos, sobretudo, apontar alguns caminhos.

Fonte: www.portaldofranchising.com.br


 

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

10 passos para tornar sua empresa líder de mercado

O lugar mais alto no pódio e a liderança, normalmente, são destinados a apenas um. Poucas vezes encontraremos dois ocupando esse espaço.

Qualquer que seja o evento, quanto mais ampla a possibilidade de participação de concorrentes, mais dura a competição.

O mundo dos negócios nos permite notar com clareza como o ser humano é surpreendente, criando e tornando obsoletos produtos e conceitos.

Nesse aspecto, maior poder terão gestores com visão de futuro, pois poderão não apenas prevê-lo, mas criá-lo.

No ambiente empresarial, onde não há métodos e verdades absolutas, o capital intelectual tem estabelecido as vantagens competitivas.

O domínio dos recursos naturais há muito tempo é superado pela competência em fornecimento de tecnologia.

O barateamento, simplificação de produtos e equipamentos, a facilidade de importação em um mundo globalizado, possibilita a criação de empresas e a sua transferência para locais que permitam a fabricação com custos competitivos.

Nações e empresas que se destacam são aquelas com determinação para investimento e desenvolvimento do capital intelectual de seus recursos humanos. Estes são ambientes que atraem, retém e geram talentos para exercício da sua vocação.

Um produto inovador pode alterar não só futuro de uma empresa, mas de todo mercado.

Alcançar o sucesso já um processo é difícil, como mantê-lo?

Grandes empresas têm sucesso e longevidade porque criam novos produtos continuamente.

A essência de qualquer negócio bem sucedido é ter produtos campeões de venda, todo o resto é discurso sem propósito.

Produtos e serviços inovadores, que fornecem valores aos clientes, percorrem uma estrada congestionada até ocupar um espaço na mente de seus consumidores.

A relevância do produto e marca não ocorre de forma simples, rápida e graciosa.

Há um longo e complexo trabalho a ser desenvolvido com o uso racional e inteligente da mídia para se obter visibilidade significativa.

Não faltam exemplos de marcas e produtos prestigiados que caíram no esquecimento, perderam relevância e foram substituídos por outros, porque os gestores das empresas que os detinham negligenciaram a relação com os clientes.

Fala-se muito em relação com os clientes (CRM - Customer Relationship Management), mas pratica-se pouco. O contato costuma ter como foco o revendedor, quando o efetivo decisor das compras é o consumidor.

Há uma verdade que poucos se dão conta: o comerciante está sempre um passo atrás do consumidor.

Distinguir uma onda de uma tendência é um processo complexo. Antes de abandonar um movimento os consumidores se esbaldam, com isso dificultam a leitura dos comportamentos.

Os comerciantes querem segurança antes de aderir, por essa razão muitos entram quando os consumidores já estão saindo atrás de novas propostas.

Em um ambiente competitivo são necessários técnicas de produção e acesso a materiais e recursos para produzir a baixo custo.

O baixo custo, a excelência em qualidade e os preços competitivos favorecem a organização no estabelecimento de importantes vantagens mercadológicas.

Ainda, gestão competente de recursos que permite à empresa manter a saúde financeira para que seus gestores possam se dedicar aos aspectos estratégicos dos negócios.

E, acompanhamento dos planos de trabalho e metas. Sem controle de desempenho não é possível efetuar correções nos desvios observados.

Dessa forma, como pode ser visto, a condução de uma empresa à liderança de mercado requer atenção a 10 passos:

1) Visão de futuro

2) Investimento em capital intelectual

3) Técnicas de produção de baixo custo

4) Oferta de valores aos consumidores a preços competitivos

5) Investimento em mídia

6) Posicionamento de produto

7) Posicionamento de marca

8) Gestão de relacionamento do o cliente – CRM

9) Gestão competente de recursos

10) Controle de desempenho

A falta de atenção a esses aspectos no médio prazo torna as empresas sobreviventes em decadentes.

Dez passos que ratificam que a luta pelo futuro começa não como uma batalha pela participação de mercado, mas como uma batalha pela liderança intelectual.

Fonte: www.administradores.com.br


 

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Os segredos de um bom negociador

O filho quando quer convencer o pai a lhe entregar o carro, a namorada quando quer conquistar a paciência do namorado no shopping, a irmã querendo, emprestada, a roupa da outra. Situações como essas, normalmente, não têm nada a ver com vendas, metas nem lucro, mas têm muito em comum com o que vários profissionais têm de fazer na luta diária do mercado: negociar.  

Vista nas reuniões comerciais, nos acordos entre grandes empresas ou nas vendas diárias de uma loja, a arte de negociar parece exclusiva dos homens e mulheres de negócios. Entretanto, ela é quase tão comum em nosso dia a dia quanto atividades vitais, como comer ou dormir. Assim, ser um bom negociador é um grande diferencial competitivo para quem precisar lidar, profissionalmente, com essa atividade.

Isso quem afirma é Diogo Lins Nóbrega, gerente comercial do Portal Administradores e do Portal Admshop. Mestre em Administração de Empresas pela UFPB, com foco em Tecnologia da Informação e Marketing, ele afirma ainda que negociar é "um processo que mistura preparação, experiência e características adquiridas no decorrer da vida". Confira entrevista.

 
 

Saber negociar é uma característica que pode diferenciar um profissional no mercado? Como?

 Claro, com toda certeza. Visto estarmos em um mundo globalizado e altamente competitivo, negociar aparece como uma característica e ação fundamental para o bom andamento e sobrevivência da grande maioria das organizações, seja pública, ou privada. Negociar é algo que pode ditar o sucesso ou insucesso de uma empresa. Visto isso, há uma enorme demanda por profissionais que tenham facilidade em negociar.

 De que maneira ela influencia no crescimento profissional?

A própria etimologia da palavra negócio - que significa negação do ócio - incita ao trabalho. O negociador deve ser visto como um ator imprescindível para o bom andamento do negócio. É ele quem tem a função de vender o produto da empresa. Deve ser considerado como um representante de sua organização meio ao turbulento cenário competitivo. Para isso, busca trazer melhores resultados, estreitar laços com colegas e chefes, melhorar a comunicação, etc. Por outro lado, um executivo deve sempre procurar manter essa postura de interação com seus funcionários, visando melhor relacionamento. Isso é pura negociação! Portanto, a negociação é imprescindível para o crescimento da empresa e, conseqüentemente, do profissional.

 Inclusive, uma recente pesquisa britânica realizada pela International Association for Contract and Commercial Management e o Huthwaite International, através da análise de 124 negociadores de empresas e instituições, concluiu que a negociação é uma atividade que requer capacitação e aprendizado ao longo da vida.

 Quais são as características principais de um bom negociador?

 Antes de qualquer coisa, um negociador deve ser um bom comunicador. Saber, além de tudo, escutar as partes interessadas. Ora, lidar com pessoas é algo bastante delicado e deve existir muito cuidado com as palavras. Outras características primordiais são a autoconfiança e a persuasão. O negociador deve estar seguro na hora de vender a sua ideia e que não se impressione, ou simplesmente não tenha medo daquele que está do outro lado. A maioria das pessoas não se prepara para uma negociação, e isso pode acarretar em resultados negativos. O negociador deve saber o que quer, aonde quer chegar, quais serão os resultados que irão satisfazer os seus anseios para, aí sim, dar início ao processo de negociação.

 E quais são as atitudes que, pelo contrário, podem arruinar esse processo?

Falta de diálogo e compreensão do que se está negociando são fatores que podem ser vitais para que uma negociação tenha resultados desastrosos. Uma dica! Considere a outra parte da negociação como um aliado e não como um inimigo. Esqueça essa história que você deve tirar proveito, ou simplesmente "vencê-lo", como um em um jogo de xadrez. Trate-o como uma parte integrante de sua empresa, e convença-o que os resultados beneficiam ambas as partes.

 Negociar é um "dom"?

 Dom, virtude, arte... Muitos são os adjetivos lembrados ao se falar em negociação. Sinceramente sou um pouco avesso a titulações nesse sentido. Acho que só serve para alimentar ego e vender treinamento. Acredito que não se trata de um dom, mas sim um leque de características que, quando bem preparadas e utilizadas, facilitam a uma situação de negociação. Portanto, negociar não seria um dom, mas um processo que mistura preparação, experiência e características adquiridas no decorrer da vida.

 
 

 Como se dá o "treinamento" de um negociador?

 Não existe receita de bolo para ser um bom negociador. O profissional que deseja ter sucesso como negociador deve se preparar, se capacitar. Nada melhor que a prática, a convivência com o meio, para aprender a ser um profissional de excelência. Eu sugiro que antes de embarcar em treinamentos ou palestras "milagrosas" o profissional tente participar de negociações como um mero observador. Aprender as artimanhas, as palavras certas, o "jogo de cintura" e, principalmente, saber se portar e argumentar diante de pessoas em um processo de negócios. Esse sim é um treinamento bastante eficaz.

 Fora isso, sugiro que o profissional esteja sempre se atualizando, lendo revistas, livros e jornais de sua área e, sobretudo, tenha a capacidade de se organizar e planejar o seu tempo. 

Fonte: www.administradores.com.br


 


 

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Gerenciamento de equipes aumenta produtividade e faturamento

Como alavancar melhores resultados e se manter atualizado com as expectativas dos clientes?

Podem-se implantar planos de marketing para motivar o cliente a conhecer produtos e serviços. Ou reformular tudo, partir para um novo conceito, seguindo algum modismo, contratar o guru do momento, assistir a seminários, assinar revistas, visitar sites, viajar pelo mundo das informações... Mas só se tivermos dinheiro para isso!

Podemos, acima de tudo, implantar ferramentas de gestão sem gastar tanto - ferramentas voltadas para pavimentar um caminho de revitalização da empresa, seus produtos, serviços, clientes e faturamento. Uma ferramenta que pode ser resumida em cinco palavras: gerenciar estratégias através de pessoas.

A maioria das empresas mantém poucas pessoas de extrema confiança. Das demais, cobra eficiência operacional sem oferecer programas de desenvolvimento de habilidades e de comportamento. Na prática, isso significa que as demais pessoas não se integram e não se sentem participativas. Uma 'guerra surda' interna, que nada agrega. Só uma estrutura burocratizada e dependente das decisões pessoais isoladas. Uma estrutura que, em conseqüência, não olha para fora, não se abre à satisfação dos clientes e fica perdida em suas regras e controles internos. São empresas que sabem quanto economizam, mas não quanto deixam de ganhar.

Há outras empresas que, para desenvolver pessoas, adotam programas de qualidade. Ou que, para motivar pessoas, adotam programas internos de diálogo, rodas de conversa, incentivo às idéias, caixa de sugestões, entre outros. Mas por que isso às vezes não funciona ou não é suficiente? Por que poucos efetivamente desenvolvem habilidades como liderança, organização, gestão do tempo, criatividade, iniciativa?

Porque, da mesma forma que não se constrói telhado sem paredes, ninguém se desenvolve operacionalmente se não tiver se desenvolvido pessoalmente. Levando isso em consideração, reflita sobre os seguintes pontos:

- Seus colaboradores e parceiros são leais ao seu negócio?

- Demonstram satisfação em trabalhar?

- Qual o tempo médio que os colaboradores trabalham na empresa?

- A empresa cobra respeito a suas regras, somente, ou de alguma forma se preocupa com qualidade de vida?

- A empresa possui um alto volume de litígios trabalhistas?

- Colaboradores são valiosos para sua equipe?

- Sua empresa adora 'discursos' ou faz constantes mudanças práticas?

- Os processos foram implantados há mais de dois anos?

- Existe algum programa de incentivo à participação do pessoal nas decisões?

- Treinamento e desenvolvimento são considerados despesa ou investimento?

- Qual a forma de comunicação e com que freqüência se promovem encontros para sugerir melhorias?

As pessoas podem e devem participar mais e melhor das estratégias, melhorias da empresa e resultados. Mas isso depende sempre do comportamento do dono, seja franqueador ou franqueado. Alguém já disse que 'a sua empresa é do tamanho dos seus sonhos'. Resta trabalhar por eles.

Fonte: www.portaldofranchising.com.br

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Os 6 degraus para agregar valor à marca através da comunicação

Não é novidade para nenhum empresário o fato de o valor de uma marca ser construído através da comunicação, seja midiática ou pelo primitivo – porém eficaz – boca a boca. No entanto, o consumidor moderno não está mais interessado apenas na marca em si; o perfil dele ficou mais crítico com o acesso instantâneo às informações; o meio ambiente e a sustentabilidade se tornaram assuntos cotidianos. Além disso, o aumento da concorrência e o surgimento de novos públicos interessados nos produtos ou serviços da empresa tornaram a Comunicação Integrada um assunto de 'vida ou morte' para qualquer empreendimento.

Mas, primeiramente, o que é Comunicação Integrada? Paulo Nassar, professor doutor da Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo (ECA – USP) e diretor-geral da Associação Brasileira de Comunicação Empresarial (Aberje) a define como "a síntese das ações comunicacionais da empresa, seja no âmbito administrativo, institucional ou mercadológico". 

Para ele, a importância da Comunicação Integrada reside naquilo que a empresa ou a marca quer 'dizer' para os seus diferenciados públicos. "Uma comunicação empresarial bem estruturada elimina as contradições no discurso de uma empresa; esse pode ser um fator condicionante para construir ou destruir valores", afirma o professor. Dessa forma, a Comunicação Integrada passaria a ser não apenas uma 'regalia' das grandes marcas, mas uma necessidade até das pequenas empresas. Ele lembra que "grandes empresas já foram pequenas, e a comunicação foi um fator preponderante para o crescimento delas".

Nassar enumera os passos para se construir um plano estratégico de Comunicação Integrada em uma empresa. São eles:

1º degrau: percepção


 

A empresa deve criar um observatório, para monitorar as ações dos entes internos e externos, situando-a em relação aos seus concorrentes, delineando o comportamento dos executivos e verificar como os seus produtos estão sendo recebidos.

 
 

2º degrau: questões públicas

 
 

Consiste num mapeamento dos diversos públicos de uma empresa. Eles podem ser, além dos clientes, empregados, fornecedores, distribuidores, sindicatos, imprensa, comunidade, dentre outros, dependendo da atividade-fim da instituição. O dimensionamento que se quer dar à marca (local, regional ou global) está incluso nesta etapa.

 

 

3º degrau: a mensagem

 
 

Planejamento com inteligência. Aqui serão definidos os estilos e estruturação das mensagens a serem transmitidas aos públicos. O que a marca deve dizer ao consumidor/cliente? E aos colaboradores? O que o fornecedor deve conhecer a respeito da empresa? São questões que devem ser abordadas nesta etapa do processo.

 
 

4º degrau: o(s) meio(s)

 
 

Você sabe o que dizer, mas falta saber como dizer. Como a mensagem deve chegar até o público sem distorções e de maneira perfeitamente compreensível? As mídias utilizadas devem se encaixar no perfil de cada público, conforme o mapeamento realizado no 2º degrau.

 
 

5º degrau: questões financeiras

 
 

Essa é a parte onde todo o planejamento esbarra nas possibilidades. Nenhum empresário quer investir às cegas em um planejamento que ele encara com ceticismo; todo investimento deve ser bem detalhado financeiramente, e a comunicação não foge a essa regra. Um orçamento detalhado, pesando os valores do investimento e os benefícios esperados fará milagres; se for um bom plano de Comunicação Integrada, a balança vai pender para o lado dos benefícios.

 
 

6º degrau: avaliação

 
 

Com o plano de Comunicação Integrada posto em prática, chega a hora de avaliar. Os objetivos esperados foram atingidos? As mensagens chegaram até os públicos sem distorções? Como ela foi entendida? Todos os dados devem ser mensurados, demonstrando que valeu a pena cada centavo investido.

 
 

Paulo Nassar lembra que a comunicação é indispensável para a construção da marca e da cultura organizacional. "As maiores empresas têm na comunicação o componente mais importante dos relacionamentos; sempre digo que para se ter relacionamentos excelentes, é necessário haver uma comunicação excelente", pondera. 

 

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Gestão e a visão sistêmica da empresa

Quando estava na faculdade, os professores frisavam a necessidade do Administrador ter uma visão generalista da empresa e de suas atividades.
Infelizmente no currículo acadêmico, a transdisciplinaridade é praticamente inexistente, o que impede em grande parte ao aluno entender as inter-relações entre os assuntos abordados por diferentes matérias.
Contudo, na vida profissional, estas inter-relações são a chave para compreender e atuar rapidamente sobre as mudanças que ocorrem no cotidiano empresarial.

A atividade de gestão exige do Administrador o exercício da visão do conjunto, ou seja, sistêmica.
Para isso, ele necessita uma bagagem técnica ampla e um interesse total na aprendizagem contínua. Só assim pode se considerar um profissional como sendo um verdadeiro gestor.
A visão sistêmica só é possível, a partir do conhecimento das características e conceito dos sistemas.
Um sistema nada mais é que um conjunto de elementos interconectados, que forma uma unidade organizada. Essa unidade, para funcionar adequadamente, precisa ter seus elementos trabalhando em harmonia, para poder atingir determinada finalidade.
Um corpo humano é um sistema: sua finalidade básica é permanecer vivo da melhor maneira possível.
Um programa de computador é um sistema: um programa de controle de estoque tem por finalidade o controle adequado das movimentações e custeio dos materiais.
Uma empresa também o é: prosperar e ter lucro é sua finalidade principal.

As funções de um gestor passam pelas seguintes etapas:
- Planejar;
- Analisar;
- Solucionar problemas;
- Organizar e direcionar recursos;
- Liderar os colaboradores;
- Negociar;
- Tomar rápidas e acertadas decisões;
- Controlar todo o processo, para que nenhuma das etapas anteriores fique vulnerável.
Diante desse rol de atividades críticas, notamos que gestão não é para qualquer um.
Para atendê-las adequadamente, faz-se necessário o uso da visão sistêmica, exigindo do gestor conhecimentos bem mais amplos sobre as atividades da organização e de todos os departamentos existentes. Isso o obrigará a fazer muita "lição de casa" a fim de se preparar adequadamente.
Não são raros os casos de negócios que malogram devido à falta de conhecimento dos profissionais que estão na posição de gestores, mas que infelizmente, não o são realmente.

Especialistas, não são as pessoas mais indicadas para os postos de gestão. Isso não quer dizer, que não possam se tornar bons gestores, através do estudo e do tempo.
Tomemos, por exemplo, os médicos especializados. Uma das maiores queixas da população é que não enxergam os sintomas do indivíduo como um todo, o que faz com que tratamentos incorretos sejam ministrados. Por isso a necessidade de haverem bons clínicos gerais. Eles é que deveriam encaminhar um paciente ao especialista correto, após um diagnóstico adequado de seus sintomas.
A mesma coisa acontece com uma empresa. Quando se é um especialista, a análise pode ser bloqueada por pressupostos errados, decorrentes dos vícios da especialização.

Para que uma empresa atinja sua finalidade de existência, o gestor precisa estar muito bem preparado. Ele deve ter interesse em todos os aspectos organizacionais, mesmo que o assunto seja "chato" e não o interesse muito à primeira vista. Só assim ele saberá que o que está ocorrendo em determinado departamento poderá afetar a organização inteira ou, que a mudança "x" da legislação alterará o mercado em que atua a empresa de certa maneira.

Informar-se sempre sobre uma vasta gama de assuntos e suas inter-relações, é a obrigação de qualquer um que deseja ser um verdadeiro gestor.

Fonte: http://www.zamplex.com/gestao/gestao-e-a-visao-sistemica-da-empresa/

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

MOVIMENTOS NO FRANCHISING EM TEMPOS DE CRISE

Um momento de crise também traz oportunidades de consolidação de operações e de marcas, com objetivos de integração ou complementação de atividades. Embora tais transações possam trazer vantagens comerciais para as partes, há importantes considerações jurídicas que os franqueadores devem atentar ao adquirir outras franquias ou fundir suas operações.

Qualquer franquia que deseje se preparar para fusões ou incorporações deve inicialmente realizar um estudo jurídico sobre a viabilidade e estruturação de tal operação, verificando:

1. Quais são os ativos materiais e imateriais a serem oferecidos separadamente ou em conjunto com o negócio.
2. Que direitos são garantidos contratualmente e resultam em possíveis créditos, benefícios financeiros ou patrimônio para a sociedade.
3. Qual é a situação jurídica da cada um desses direitos ou bens, organizando o portfólio para apuração da sua conformidade.

A avaliação dos direitos existentes e dos riscos jurídicos, fiscais, trabalhistas, previdenciários, locatícios, ambientais e outros, presentes ou potenciais, caminha lado a lado com a negociação comercial. A partir da apuração do quadro real da empresa, o empresário deve decidir que caminho pretende seguir: venda do negócio por completo, de parte dele, fusão com outra empresa, parcerias estratégicas, joint-ventures etc.

Na fase inicial, o empresário deve organizar todos os documentos legais que respaldam a situação apurada e que confirmam a disponibilidade dos ativos e a limitação dos passivos. Tais informações são disponibilizadas via a criação de um data room (sala de informações), onde todos os documentos são classificados e organizados para exame pelos eventuais interessados no negócio.  Esse data room pode ser físico, com cópias em papel dos documentos, ou funcionar por meio de um site.

De nada adianta o empresário considerar sua marca como um ativo importante no mercado, mas ela não estar registrada no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). Da mesma forma, se o empresário informa que tem um certo numero de franquias, mas não assinou os contratos ou suas renovações, o eventual parceiro irá considerar essa falha grave. Em lugar de ser um ativo importante, essas franquias podem se tornar um potencial passivo na negociação. Do ponto de vista legal, antes mesmo de entrar em negociações ou apresentar detalhes sobre seus planos, as partes devem celebrar um acordo de sigilo e confidencialidade.

Em algumas negociações recentes, os franqueadores não tomaram esses cuidados. O fato de suas marcas estarem à venda foi publicado na mídia, desvalorizando o negócio como um todo e criando grande desconforto na rede.

Caso as partes efetivamente estejam interessadas em uma análise mais profunda do potencial do negócio, segue-se a fase de assinatura do memorando geral de entendimento, definindo as condições comerciais mais importantes e listando as premissas para que a transação se realize. Depois disso, inicia-se o processo de due diligence; o comprador ou compradores examinam todos os documentos para analisar a situação real da empresa e de seus ativos e direitos, assim como das obrigações e potenciais passivos.

Embora a maioria dos contratos de franquia permita ao franqueador realizar tais operações sem necessidade de aprovação previa dos franquea¬dos, muito cuidado deve ser dado ao momento e à forma de comunicação das intenções à rede. Uma eventual insatisfação dos franqueados ao conhecerem a negociação em andamento ou finalizada pode acarretar sérios problemas e conflitos de difícil administração.

Fonte: Revista Franquia & Negócios

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

A proteção da marca: O ativo mais importante da franquia

A função primordial da marca consiste em identificar a origem dos bens e serviços e criar um elo de conexão entre a empresa e sua clientela, evitando com isso confusão no mercado e enganos pelos consumidores.

No setor de franchising, a marca tem um papel adicional, ao funcionar como elemento de representação de um conceito de negócio que o potencial franqueado identifica como capaz de representar o sucesso original da operação em uma rede. O potencial franqueado identifica na marca o motivo de sua decisão de associar-se à rede na expectativa de repetir o sucesso por ela representado.

Porém, percebe-se que, por se tratar de ativo intangível e imaterial, a proteção da marca acaba por não receber a atenção devida pelo empresário franqueador, pelo menos até o momento em que se defronte com um problema específico que o acorde para a importância da proteção adequada das marcas.

A propriedade da marca adquire-se, no Brasil, pelo registro junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). O processo de registro inicia-se pela apresentação do requerimento de registro da marca nominativa (palavras, expressões ou letras), figurativa (logo ou desenhos) ou mista (combinação de palavras e desenhos) desejada e reivindicando os produtos ou serviços relacionados à atividade do franqueador.

Como a proteção somente fica garantida após o registro definitivo, que pode demorar alguns anos, recomenda-se a realização de buscas prévias para verificar a presença de marcas anteriores que podem ser impeditivas ao registro ou uso da marca pleiteada.

A infração ao uso de marca registrada anterior consiste em crime e ilícito cível. Torna-se fundamental assegurar-se que, ao lançar a marca no mercado, eventuais direitos de terceiros não estão sendo violados.

O uso da marca sem registro importa em grande risco ao potencial franqueado. Cabe também a ele conferir se o franqueador efetivamente detém a proteção devida da marca, pois ao abrir uma unidade ostentando na fachada tal sinal, o franqueado passa a realizar atos que, em caso de violação de direitos de terceiros, implicarão responsabilidade civil e criminal ao titular da marca, independente de eventual ação futura contra o franqueador.

O registro de marcas confere proteção no território onde foi concedido. Assim, o registro junto ao INPI atribui propriedade apenas no Brasil. Para que o empresário possa usufruir de exclusividade em outros países, deverá depositar a marca em cada país desejado, com exceção principal da Europa, onde se pode fazer apenas um depósito e assegurar proteção em todos os países da União Europeia.

Existe, porém, um tratado internacional, chamado Convenção da União de Paris, que permite depositar nos países-membros mantendo a data do depósito no Brasil, desde que o pedido brasileiro tenha sido apresentado no INPI há menos de seis meses. Há, assim, a possibilidade de reivindicar a prioridade com base num pedido brasileiro com menos de seis meses. Depois desse prazo, pode-se depositar um pedido de registro normal no país de interesse, mas a data de prioridade será aquela em que foi depositado no país de interesse.

A proteção internacional de marcas pode ser custosa, mas o franqueador brasileiro deve se preocupar em organizar um plano no exterior segundo o qual possa ir realizando os depósitos conforme uma ordem de importância dos países e evitar, com isso, um impacto imediato de custos. Trata-se de uma estratégia fundamental para o empresário, pois no momento em que surgir um interesse por determinado país, a proteção já estará concedida à sua marca e o negócio poderá ser realizado.

As marcas brasileiras passaram a ser muito cobiçadas no exterior e existem muitos casos de pirataria contra elas. Isso exige que o empresário seja prevenido o mais cedo possível para evitar que, no momento de uma expansão internacional, se veja impedido de realizar seus negócios devido à pirataria contra sua marca.

Fonte: www.portaldofranchising.com.br

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Fluxos Comunicacionais e Cultura Organizacional

Para que a comunicação seja eficaz, é necessário conhecer o perfil da empresa, saber como são processadas as informações, como são codificadas as mensagens, quais os meios utilizados, como se processa a comunicação e principalmente qual o seu fluxo.

Segundo Ramos (1997), o fluxo de informação "é influenciado pela estrutura da organização que revela o seu circuito e as relações comunicacionais", e desta forma dividiu o fluxo nos padrões: descendente, ascendente, horizontal e diagonal. Desta autora serão retirados os principais conceitos.

A comunicação descendente ou vertical (de cima para baixo), "faz parte da estrutura de dependência hierárquica. Parte da gestão de topo para baixo, através dos níveis superiores hierárquicos, até aos empregados. Tem a finalidade de informar, instruir e dirigir" (Ramos, 1997). Ela traduz a filosofia da empresa, reflete as características de quem a administra.

A comunicação ascendente (de baixo para cima), para a mesma autora, "flui dos subordinados para os seus superiores com o objetivo de fornecer informações aos níveis de topo".

Os colaboradores que estão situados em uma posição inferior em relação aos gestores, fornecem informações de grande importância que ajudam a avaliar o ambiente de trabalho e principalmente analisar os indicadores apresentados por instrumentos como: caixa de sugestões, pesquisa de clima organizacional, entre outros.

Comunicação Horizontal ou Lateral, se estabelece entre os elementos de um grupo de trabalho ou entre elementos de grupos de trabalho, diferentes ao mesmo nível hierárquico e visa a comunicação entre pessoas que estão fora da cadeia de comando, proporcionando uma rápida cooperação e coordenação.

E por último, a comunicação em diagonal, que é baseada no "fluxo de informação entre uma chefia funcional e elementos de outro grupo de trabalho quando ela exerce autoridade funcional. Visa o fluxo de informação entre especialistas de diferentes áreas funcionais em diferentes níveis de gestão".

O volume de comunicação e a direção da comunicação constituem o eixo de eficiência de qualquer empresa. Nesta perspectiva, é indispensável que os empregados se comprometam no processo de tomada de decisões, devendo ser viabilizados alguns mecanismos de consulta, capazes de oferecer aos patamares inferiores a possibilidade de influir nas decisões fundamentais para o crescimento da empresa. (Caetano e Rasquilha, 2005: 28).

No processo de comunicação, os fluxos de informação variam de acordo ao perfil da organização, sendo na sua grande maioria, o fluxo ascendente menor que o descendente, mesmo algumas empresas realizando atividades e incentivos para que esta realidade sofra mudanças.

Partindo desse pressuposto, a cultura de uma organização está baseada em características físicas, no que tange a estrutura organizacional, mas também psicológicas e emocionais. Quando se fala em direitos de propriedade, ética e nas características do público interno envolvido, estes tornam a cultura organizacional muito mais complexa e com uma riqueza de peculiaridades próprias da cultura em si. "A cultura determina o processo e desenvolvimento da comunicação interna e vice-versa, chegando a ser um de seus fatores determinantes." (Del Pozo Lite, 2004:259)

Para Pasqualini, "a cultura de um povo é formada de acordo com a sua história, o modo como as pessoas se relacionam e atuam de acordo com a realidade vigente. A cultura organizacional é fixada da mesma maneira, se baseando em todo seu histórico, no modo que seus agentes se relacionam, atuam e acima de tudo se comunicam". (2006:24)

A comunicação estabelecida entre os gestores e seus subordinados propõe-se que seja baseada na credibilidade, na compreensão, havendo assim qualidade na relação. Para que haja esta qualidade, o gestor deve conhecer sua equipe, saber como eles se comportam, como são e agem a determinados estímulos.

Desta forma a cultura da empresa pode ser trabalhada e transformada de forma a criar valores e ir em busca dos objetivos desejados. 

A comunicação e cultura são fundamentais e devem ser vistas como o ajuste para todo o sistema organizacional, conquistando assim a credibilidade, sendo este o caminho para a comunicação eficaz. A comunicação é a responsável por criar cultura e fortalecer a identidade da organização.

Fonte: www.administradores.com


 

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Eficiência da comunicação interna

Iniciar uma tarefa sempre exige planejamento estratégico. Para a comunicação interna, isso não seria diferente. Qualquer empresa de qualquer porte pode usar essa ferramenta para fomentar um melhor convívio com os colaboradores e a interação entre eles. Sua implementação deve começar com a divulgação da missão, visão e valores da organização. Os colaboradores que estiverem integrados com o seu DNA terão mais comprometimento com os processos e metas e, assim, obterão resultados muito mais favoráveis.

Uma comunicação interna bem planejada e executada corretamente transformará os colaboradores em excelentes porta-vozes. Além de ter um profissional engajado, a empresa terá um vendedor de sua marca, produtos e serviço. E no momento da venda, nada melhor do que transmitir todas as informações ao seu cliente.

É de extrema importância que todo o quadro profissional – dos assistentes à diretoria – tenha conhecimento pleno do que está acontecendo no seu ambiente de trabalho: se ocorre a contração de mais funcionários, se estão oferecendo novos produtos e serviços, dentre outras novidades. Desta maneira, será muito difícil algum colaborador não estar antenado com o que acontece na empresa. No entanto, o inverso também é possível – e pode ter certeza, será muito pior. A falta de comunicação pode transformar seus colaboradores em negativos porta-vozes, que poderão prejudicar a marca ao invés de melhorá-la. Portanto, ao investir em comunicação institucional, a empresa tem de perceber que está aprimorando a convivência e o marketing.

Com a disseminação de tecnologias, a comunicação pode utilizar-se de novos canais para ser cada vez mais atraente e dinâmica e, assim, promover a discussão entre as diversas áreas da empresa. Para tanto, é necessário que a equipe de marketing esteja atenta ao surgimento de recursos tecnológicos e também verifique a viabilidade do canal nos processos da empresa. A comunicação interna tem de ser planejada, trabalhada e mensurada por profissionais especializados. Caso contrário, as organizações correrão o risco de estar sempre improvisando ao invés de comunicando.

. Por: Fernanda Bomfim (jornalista e analista de marketing da Trevisan Escola de Negócios.)

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Novas estratégias no marketing digital

Nada como uma boa estratégia de marketing digital para temperar os mercados e trazer resultados positivos para seu negócio. Mas, para obter excelência é necessário possuir informações relevantes à seu comportamento, e o que lhe faz mudar de hábitos, as tendências. Essas são informações imprescindíveis para entender melhor seu nicho e dar a ele aquilo que ele quer e pode utilizar.

Segundo dados do E-bit, 75% dos e-consumidores estão cursando ou já cursaram o ensino superior, correlacionado ao fato de que 86% tem mais de 25 anos. Óbvio ou não, fica observado que informações como essas devem ser tidas como relevantes para sua estratégia de marketing digital. É importante considerar fatores que podem ditar o rumo de seus empreendimentos on-line, como que 98% dos usuários utilizam o sistema operacional Windows, enquanto o Internet Explorer (49,87%), navegador nativo desse sistema operacional já vem sentindo a aproximação do Mozilla (31,5%) e do Google Chrome (11,54%).

A tecnologia avança, e com ela o poderio dos concorrentes, os desejos dos consumidores e a escassez de recursos. E para ganhar sua fatia de mercado, a investigação a respeito de cada passo dado pelo consumidor, deve ser analisada minuciosamente com investimentos em SEO e pleno desenvolvimento do marketing 3.0 proposto por Kotler (2010).

Empresas de sucesso respiram pesquisa e expiram resultados. Toda nova marca ao entrar no mercado, tem seu tempo para mostrar sua competência e laçar o consumidor de alguma forma. Não adianta entrar com uma página mal elaborada, com pouco conteúdo relevante, um planejamento de marketing mal definido e ficar aguardando resultados para posteriormente evoluir seu e-commerce. O único resultado que irá obter é uma marca queimada pelo boca-a-boca da internet, que acontece de forma exponencial e pode destruir seus negócios.

O e-consumidor hoje está atento não só a preço, mas ao valor agregado de outros atributos ligados à sua marca. Responsabilidade social e ambiental, hoje são chaves para o desenvolvimento de seus produtos/serviços, visto que o consumidor está preocupado, e sentindo-se na obrigação de fazer algo para ajudar o planeta, por exemplo. Campanhas do WWF, Green Peace, e o Salve a Amazônia, estimulam esse desejo humanitário do consumidor, o que é uma oportunidade para empresas aproveitarem para 'dançar conforme a música' como Bradesco, Unilever, FIAT, entre outros já fazem.

Para lançar sua página na internet, seja ela corporativa ou não, deve-se planejar com intensidade antes de colocá-la no ar, valendo lembrar que é o primeiro passo do PDCA (Plan, Do, Check, Action). Um erro gravíssimo que ocorre na internet é de novos blogueiros, que criam uma página e no mesmo instante, ainda sem conteúdo, divulgam a todos seus amigos e contatos. Isso é um erro, pois o visitante está aberto para qualquer coisa, cria uma expectativa, e quando entra na página e se depara com um portal sem teor, com um layout ainda indefinido e bagunçado, sem conteúdo, muito provavelmente não voltará, e criará uma imagem negativa de sua marca.

O primeiro passo para fortalecer sua nova marca, partindo do zero, é realmente ter um conteúdo relevante e útil para seu público. Não adianta entrar no mercado sem uma boa estratégia para crescimento, o que vai destruindo sua marca em poucos dias. Inicialmente, é interessante que se faça um trabalho à surdina. Adaptar o layout, fazer testes, colocar todas as ferramentas que lhe serão úteis, rechear de conteúdo, investir em SEO, ou seja, configurar tudo antes de fazer sua inauguração.

Certifique-se de que tudo em seu portal está funcionando corretamente, confira com freqüência, peça a amigos que entendem do assunto para entrarem para lhe dar dicas (muitas vezes não conseguimos enxergar) e, obviamente, corrija-os e volte a testar. Não tenha pressa, faça tudo no tempo necessário para que tudo esteja primoroso. É natural ouvir novos blogueiros falarem "não está muito bom, mas com o tempo vou melhorando" ou "quase ninguém visita, por isso quase não mexo". Frases como essa mostram que a pressa em lançar o site, destruiu a idéia principal que talvez fosse genial, que devastou todo seu investimento e sua marca. O que levaria um visitante a voltar em sua página, sendo que ele conhece dezenas de páginas semelhantes e melhores que a sua?

O marketing de conteúdo, em fusão com outros componentes, ajuda a formar o marketing digital. Não é preciso dizer que o produto de seu site, é seu conteúdo. Não adiantaria continuarmos falando em estratégias de SEO, investimento em redes e mídias sociais e parcerias, senão deixasse claro que o usuário está na sua página apenas a procura de informação útil e relevante.

Entretanto muito mais do que encher sua página de muito (e qualquer) conteúdo é interessante ter um nicho, e de forma imprescindível, conhecê-lo. Para entender as necessidades e desejos de seus visitantes é necessário coletar dados sobre o seu comportamento, para que consiga trabalhar no ponto chave. Investimento em pesquisa cai muito bem, adicionado de plataformas gratuitas que lhe informam estatísticas de seu visitante, como: páginas de entrada e saída, tempo da visita, número de páginas navegadas, palavras-chave numa busca orgânica que acabaram encontrando sua página (em sites de busca), palavras-chave numa busca dentro de seu próprio site, etc. Essas palavras-chave utilizadas para encontrar seu site são importantíssimas para saber o que o seu consumidor procura, e se isso pode ser encontrado em sua página. A partir dessa análise, é possível entender se está no caminho certo no seu planejamento de marketing, ou se precisará traçar novas rotas.


 

Por: Jorge Willian Cardozo (19 anos, bacharelando em Administração de Empresas pela Unifeso e atua com marketing digital desde 2007)