O setor de franquias atrai cada vez mais empreendedores. São 1.460 redes com um faturamento bilionário, mas é preciso cautela para encontrar o caminho certo nesse labirinto de números e informação. O Brasil ocupa o 5º lugar no ranking mundial em número de franquias. Os EUA estão em 1º lugar.
Boa formação cultural, muita informação do setor, disposição para crescer e boa gestão administrativa são características de um perfil empreendedor que as franquias querem ter como parceiros.
E candidatos é o que não faltam. A Associação Brasileira de Franchising (ABF) recebe mais de 90 mil visitas por mês de pessoas dispostas a abrir uma franquia. O que explica esse interesse exorbitante de tantas pessoas, sem dúvida é o ritmo de expansão do franchising. Segundo Ricardo Bomery, presidente da ABF, " Nos últimos três anos, o setor cresceu mais de 50%, bem acima da média do PIB do país e de 2002 para cá o mercado dobrou de tamanho. Em 2009, as 1.460 redes que somam mais de 80 mil unidades, alcançaram um faturamento de R$ 63 bilhões. As estimativas para 2010 são de um incremento de 15%."
O crescimento deverá ocorrer em direção aos pequenos e médios municípios do Sudeste e Sul, em razão da saturação do mercado em grandes metrópoles como São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre e, para regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.
Vários são os fatores que contribuem para o crescimento do franchising no Brasil, entre eles, o amadurecimento do setor em mais de cinco décadas de operação; a queda das taxas de juros que levou grandes investidores a buscar novas alternativas mais rentáveis do que o investimento em títulos públicos, provocando a compra de várias lojas de uma só vez.
Além disso, o país está na mira de investidores estrangeiros. Paralelamente começou a atrair executivos com experiência e potencial de investimento, frutos de processos de desligamentos voluntários ou de demissões decorrentes da fusão de várias empresas.
A mágica do franchising é que, com tantas bandeiras à disposição, o candidato pode achar a que mais se adapte ao seu "manequim". Ou seja, a que melhor combine com suas expectativas de investimento e prazo de retorno. Ou, ainda, com a sua vontade de crescer com mais de uma loja ou de tocar a vida com apenas um ponto.
" A ordem é pesquisar muito, conversar com franqueados, bombardear o franqueador com perguntas, esmiuçar os números e resultados, saber sinceramente se você está disposto a cuidar e seguir as regras do jogo e, principalmente, estar consciente de que um manual não resolve o trabalho." diz Filomena Garcia.
Fonte: Reportagem extraída da Revista " PEGN", edição nº 254