quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Empresa familiar

No Brasil ainda não aprendemos que os negócios são mutáveis e não são perpétuos. O empresário brasileiro permanece crendo que sua empresa será eterna e que sempre lhe dará lucro. Uma empresa que perdure por 50 anos é um caso de sucesso, mesmo uma de 30 anos, há países e impérios que não duraram 50 anos.

As empresas brasileiras ditas familiares não conseguem,  implementar uma administração eficiente e profissional duradouras,  contabilidade como meio de fornecer dados e informações costuma ser luxo,  a contabilidade que utilizam é mera formalidade fiscal, não raro, imperfeita.  Além do mais, a primeira geração da família pode ser comparada com as empresas que operam com ganhos extensivos,  ou seja,  a empresa opera e aufere seus ganhos com base na capacidade de empreendedorismo do fundador,  seu dinamismo, sua energia, opera e aufere receita de acordo com o número crescente de negócios fechados,  ainda que não seja um administrador de primeira linha.

Mas esses ganhos extensivos, vão originar a necessidade de administração profissional,  para que a empresa opere de forma intensiva,  ou seja, maximizando receitas e minimizando custos,   portanto, maximizando seus recursos.  Eis o problema,  muitos empresários desconhecem as diferenças entre empreender e administrar,  quando percebem,  tarde demais.

Ainda na fase dos ganhos extensivos,  tão importante (ou mais) quanto definir objetivos e metas, é definir filosofias e políticas de atuação para alcançá-los, as empresas que perduram no mercado conseguiram fazer essa distinção.

Essas lições também aplicam-se à vida pessoal, ou das nações. Quantas nações se reergueram após desastres naturais e guerras porque suas filosofias (ou políticas) de vida não foram perdidas ? Seus objetivos imediatos ruíram, foram destruídos, mas a filosofia de atuação diante de crises encarrega-se de pôr a nação no caminho do desenvolvimento econômico e social.

É por isso que o desenvolvimento econômico e social de uma nação,  não é meramente um problema de falta de dinheiro ou qualquer outro recurso econômico.

Finalmente :

1- Capacidade gerencial não é hereditária como muita gente pensa, ainda no século XXI ;

2- Acumular capital para as empresas (máquinas, bens, serviços e dinheiro) difere de acumular riqueza material pessoal, a prática no Brasil;

3 - O empresário deve fazer o mesmo que aconselha ou impõe aos seus funcionários :  estudar e ser ético!

Por:
Carlos Cesar D'Arienzo